The Golden Ages
2 Thalia II
Eu e Luke ficamos atras de uma loja de conveniência na beira da estrada esperando a mesma fechar para podermos entrar.
Assim que a loja fechou e nós nos certificamos de que não havia ninguém nos arredores nos aproximamos da porta e eu perguntei:
- Como exatamente você pretende entrar se nós não temos a chave?
- Fique olhando.
E dito isso ele só encostou na maçaneta e a porta se abriu com um rangido.
- Mais... como, isso não é possível!
- Ser filho do deus dos ladrões tem lá suas vantagens.
Nós dois entramos e pegamos somente o necessário para mais duas semanas de caminhada, achamos biscoitos e barras de cereais em uma prateleira, roupas em outra e um kit de primeiros socoros no caixa e então partimos.
Passando por um parque vimos um homem com uma cara familiar sentado em um banco, ele alto, um pouco magro e tinha alguns fios de cabelo branco e sua cabeça e em sua barba e algum tipo de eletricidade parecia sair dele como se ele fosse uma nuvem de tempestade, resolvi me aproximar para ver se conhecia ele, assim que cheguei perto ele chamou o meu nome:
-Thalia, minha filha que bom ver que você está a salvo.
Eu parei chocada, então esse era Zeus, meu pai.. Após um tempo recobrei os sentidos e fiz a pergunta mais estúpida que poderia ter feito:
-O senhor é Zeus?
-Sim eu sou, mais nosso tempo e curto e eu vim aqui apenas te dar um presente e a você também Luke Castellan filho de Hermes, seu pai lhe pediu para eu te entregar isso.
E tirou de seu cinto uma espada de uns 90 centímetros de comprimento e um bracelete de prata deu para mim o bracelete e para ele ,que fez uma cara feia, a espada.
-Muito bem minha filha agora eu tenho que ir, boa sorte em sua jornada.
E se dissolveu em uma nuvem de cinzas.
-Maravilha, meu pai nunca me deu se quer um sinal de vida e agora pede para outro deus me dar uma espada porque deve estar muito ocupado com o trabalho.
Resmungou Luke, eu ignorei seus resmungos e examinei o bracelete, ele era bonito era feito de contas prateadas com pequenos desenhos que eu não consegui identificar mais acho que eram somente flores. Não consegui ver a utilidade daquilo afinal no que um bracelete ajudaria no meio de uma batalha. Vendo que eu não estava prestando atenção Luke veio ate mim examinou o bracelete e bateu um dedo na conta maior, o bracelete se expandiu virando um grande escudo que estava grudado em minha mão por uma tira de couro, dei um pulo e um gritinho:
- ahh, oque é isso?
Luke olhou para o escudo maravilhado:
-Esse e Aegeis, o escudo que Perseu usou para matar a Medusa um monstro que..
-Eu sei o que é a Medusa- o interrompi.
-Ta bom!! Mesmo assim achei que esse escudo fosse da deusa Atena, ou talvez esse seja uma cópia.
Examinei o escudo de frente, ele era horrivel de um jeito bom, imaginei que espantaria monstros que olhassem diretamente para ele, pois tinha a cara da medusa estampada em alto relevo no meio, e nas bordas algumas cenas de luta e apesar do seu tamanho não o achei pesado. Luke o olhou por um bom tempo depois asobiou e falou:
-Maneiro. Mais agora você precisa de uma espada- ele tirou a espada antiga dele da mochila e me entregou sua antiga espada- ela vai ser meio pesada no começo, mais depois você ira se acostumar.
Tentei fechar o escudo do mesmo jeito que o abri e para o meu alívio ele fechou, peguei a espada da mão de Luke, ela era mesmo pesada mais nada insuportável.
-Agora precisamos treinar, eu não conheço muitos movimentos precisos, sei apenas o suficiente para me defender, mais mesmo assim vou ensina-los a você.
Primeiro segure a espada assim- ele arrumou minhas mãos de modo que ficassem corretas- e levante ela mais um pouco...
passamos a tarde toda treinando, no final nós dois estavamos cansados e meu braço estava doendo muito, decidimos que entrariamos na floresta e montariamos acampamento lá.
assim que arrumamos uma pequena tenda, que ele havia tirado de usa mochila, e acendido uma fogueira eu me sentei em frente a mesma e fiquei encarando as chamas. Ele sentou ao meu lado e ficou encarando o fogo também. Ficamos alguns minutos sem dizer nada então ele quebrou i silêncio:
-Mais então como era sua vida antes de você fugir?
-Eu não gosto muito de falar sobre ela- falei triste- só digo que não era nada boa.
-Desculpe eu não queria te deixar triste.
-Não de jeito nenhum é só porque as vezes eu fico triste em lembrar sabe.
me deitei no chão para observar as estrelas ele continuou sentado me encarando.
-E a sua vida antes daqui como era?-me atrevi a perguntar
-Também não era muito interessante, minha mãe era um tanto quanto louca e eu não tinha amigos ou coisa do tipo.
-Nem eu. Isso deve ser consequência de ser meio-sangue, você só se da bem com outros do seu tipo..
-Porque meio-sangue?
-Nós somos filhos de deuses com mortais, temos o sangue dos dois, achei que ia ser um nome interessante.
-Verdade,...
Ficamos conversando até eu pegar no sono ali mesmo deitada na grama no meio de uma floresta, e acho que nunca me senti tão em casa na minha vida.
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