Algum tempo depois...

Estavamos fugindo de galinhas psicoticas e gigantes que tentavam nos matar com seus bicos afiados, ou seja mais um dia normal para meio sangues.

Corriamos pela floresta a toda a velocidade com elas batendo as asas e cacarejando perto de mais, quem diria que animais com pernas tão curtas corresem tanto.

– Temos que fazer alguma coisa-gritou Luke por entre as arvores- não vamos conseguir correr o dia todo.

–Vamos virar e lutar !

–Não, elas são mais de uma duzia nós somos só dois...-seus pensamentos foram interrompidos quando ele viu um penhasco, parecia mais com um escorregador gigante cheio de pontas brotando da terra- Thalia eu tive uma ideia louca, mais pode dar certo.

–Já entendi.

Acionei Aegeis e o tirei de meu braço, assim que chagamos na ponta do penhasco não pensei duas vezes, senti Luke pulando atras de mim dentro do escudo, nós dois soltamos um sonoro AHHHHH enquanto pegavamos velocidade para descer e continuamos gritando até o escudo parar.

Pulamos dele e observamos o penhasco para ver se as galinhas o tinham pulado também, metade delas tinham ficado la em cima e a outra estava descendo penhasco abaixo, algumas delas ficaram presas nas pontas, porém umas 5 chegaram ate onde a gente estava.

–Tudo bem-disse-pelo menos agora são poucas.

Golpeamos a primeira que chegou e ela se desintegrou, as outras não foram tão faceis assim tivemos que lutar um de costas para o outro para não sermos atingidos e mesmo assim acabamos com alguns arranhões e Luke com uma bicada feia na perna.

quando a luta acabou estavamos exaustos, tinhamos parado em uma aréa sem árvores apenas um campo de flores e uns pequenos arbustos resolvemos acampar ali mesmo. Como as galinhas ainda deviam estar muito perto não acendemos uma fogueira, porém haviamos conseguido mais um cobertor então não ficaria tão firo.

depois de armar a barraca nós dois entramos e eu fui examinar a bicada que Luke havia recebido.

– Isso está muito feio -disse eu examinado a ferida- vou ter que passar a pomada.

Ah não — a pomada era uma gosma amarela que servia para cicatrizar porém ardia mais do que acido sulfúrico — tudo menos aquilo!

–Pare de fazer birra, nem parece uma pessoa que luta contra monstros todos os dias.

Relutante, ele estendeu a perna e eu coloquei a pomada, ele fez cara feia mais não reclamou.

– Cade as bandagens?

–No bolso da frente da mochila.

Eu peguei-as e enrolei a perna de Luke.

–Qual de nós vai durmir lá fora hoje?

–Na verdade- ele disse meio encabulado — lá fora está frio de mais pra qualquer um de nós dois aguentar, acho melhor nós dois durmimos aqui dentro hoje..

Eu fiquei perplexa com a ideia, Luke jamais havia sugerido isso eu entendia o porque, realmente estava frio e nós não podiamos acender uma fogueira mais eu ainda sim achava aquilo meio constrangedor.

–Está bem.

Nos deitamos e ficamos encarando o teto da barraca, até que eu resolvi falar:

–Quanto tempo mais será que nós iremos ficar fugindo até encontrar um lugar seguro?

–Sinceramente eu não sei mais espero que logo, estamos a muito tempo fugindo.

Involuntáriamente eu dexei escapar uma coisa que não devia.

–Queria tanto que meu irmão estivesse aqui...

–É esse seu passado que você não quer me contar- ele me perguntou cautelosamente- sabe as vezes nós nos sentimos melhor quando desabafando com alguem, não querendo te forçar a nada mais.

–Tudo bem é verdade, acho que seria melhor eu contar á você. Minha mãe era uma antiga estrela de cinema, muito famosa, porém assim que eu nasci ela começou a ficar estranha, ela bebia e fumava e eu tinha que aguentar ela todos os dias, ficava resmungando o tempo todo sobre como Zeus havia deixado ela, isso só piorou quando Jason nasceu, ela começou a ter crises -eu falava tentando segurar as lagrimas agora- e a me bater e tentar bater em Jason , porém eu não deixava pois ele era meu irmãozinho, ele só tinha um ano e eu já tinha onze, e nenhuma amiga ou parente nosso se importava nem ligava para ver se estávamos bem. Um dia — falei chorando, já não conseguindo me conter- ela levou eu e o Jason para um passeio no parque, assim que chegamos lá ela disse que ia leva-lo ao banheiro eu não queria mais ela insistiu para que eu fosse comprar comida e quando voltou, ela me encarou sem nenhuma tristeza e disse que havia perdido Jason que o haviam roubado, aquela foi a gota d´agua, eu fugi e um tempo depois você me encontrou.

Quando terminei lágrimas escorriam pelas minhas bochechas, ele pareceu perceber pois passou o dedo no meu rosto para seca-las e depois segurou minha mão.

–Desculpe eu não queria te fazer chorar.

–Não tem problema, serio, eu estou me sentindo melhor compartilhando a história com alguém.

–Mesmo assim, queria que soubesse que eu me importo com você. E sinto pena por você ter vivido com uma mãe tão dura.

Depois disso nós dois pegamos no sono e ele não soltou minha mão.



Notas finais
eu vou passar um tempo sem postar porque eu quero ler os liros de novo pra ver se falta alguma coisa e também com a semana de prova chegando...