The Ghosts Inside Me

1 O Fantasma da Rotina


Notas iniciais
Bem, essa é a minha primeira postagem no site após um tempo (e a primeira nessa conta...).Espero que gostem, e se gostarem, por favor, recomendem a seus amigos, etc.

Capítulo 1 Bem, lá estava eu, me drogando no banheiro da escola.

Olá, meu nome é Jack, Jack Law, dezesseis anos, britânico morando com os avós americanos no bairro italiano de NY. Eu tenho um probleminha com drogas... sou viciado em cocaína desde os... dez anos, mais ou menos. Sim, isso mesmo, dez anos.

Bem, quando sua mãe te abandona pequeno, sua amiga de infância morre, você é tirado do seu país e seu pai também morre, você vai se sentir... bem, só sei que com certeza não se sentirá feliz... enfim, meu vício em cocaína foi uma forma que eu usei para tentar esquecer meus problemas, além do vício em games, animes, mangás, HQs e chocolate, mas... não importa muito.

Enfim, fui para uma privada, peguei meu saquinho com o "pó mágico", um canudo e cherei... infelizmente essa merda entope o nariz, como é irritante... continuando, enfiei meu saquinho no bolso da jaqueta e saí do banheiro em direção para a sala de aula. O horario era... 8:00 da matina?! Não lembro, só sei que disse meu lema baixinho para mim mesmo:

– "Mais um dia medíocre de uma vida medíocre."

E fui direto para a sala. Sentei na minha cadeira, bem no meio da sala, um lugar que não chama tanta a atenção quanto a frente, na qual tradicionalmente ficam os CDFs puxa-saco de professor, que sonham ser gente de sucesso, e se acham melhores que muitos pela inteligência. Pelo menos não são piores que os playboys do fundão, aqueles FDPs que se acham por serem riquinhos filhinhos de papai, ou atletas escolares que já conseguiram "várias importantes vitórias para a escola" que conseguem qualquer garota e amizade por dinheiro. Odeio esses tipinhos... embora meus dois amigos sejam um CDF e um boyzinho...

– Ei, Jack! Eu estava concentradão em nada na minha carteira, olhando pro teto sem pensar em nada, quando a representante de sala, a Ashley me chamou.

– Estava me chamando? — Tem algum outro Jack nessa sala?

– Sim, o Russo — nota do Jack: ele não é russo, é o sobrenome dele.

– Mas ele não está aqui agora, animal — por um momento, Ashley Stone Capelotti, a "miss perfeição" da sala, com toda sua "beleza", "inteligência", "gentileza" e etc. se enfureceu comigo e perdeu a pose. Uhul, conquista desbloqueada. — Desculpa. — já voltou a pose?! Que sem graça... — Mas sabe, hoje vai entrar uma garota nova aqui na classe, e eu gostaria que você lhe apresentasse a escola...

O quê?! Por que justo eu?

– O quê?! Por que justo eu?

– Por que tirando o Mike e o Tartarini você não tem nenhum amigo, achei que seria bom pra você conhecer alguem. A Ashley se preocupando comigo?! Isso está me cheirando a...

– Isso foi ideia do Mike, né? Michael "Mike" Picelli, rico, bonitão, sonho de consumo das garotas da escola, e namorado da Ashley, ele de alguma forma consegue deixa-la submissa. E é esse o meu amigo "boyzinho", contudo, ele é bem diferente dos outros de sua "raça" por dois motivos:

1 — Mike não é arrogante, ele me considera seu melhor amigo, e sempre larga os amiguinhos ricos pra conversar comigo, etc.

2 — O pai de Mike, Frank Picelli é um chefão da máfia que possui praticamente o monopólio da venda de cocaína na cidade. Mike é tão viciado como eu, quando eu soube que ele usava, ele me dise que quando menor, viu seu pai usando e quando viu um pouco do "pó mágico" encima da mesa, cheirou e viciou. Seu pai ao descobrir isso, começou a dar a ele um saquinho de pó todo mês. Frank Picelli é do tipo que dá ao filho tudo que ele quer, já que o próprio nunca teve nada do que queria na infância... E quanto a mim, me viciei por que uma vez roubei o saquinho de cocaína dele e experimentei... esperava esquecer meus problemas, ou morrer de overdose, enfim, o que viesse primeiro. Bem, não aconteceu nenhum dos dois e eu me tornei um viciado. Quem nunca?

– Tenho que me preocupar com todos como representante de classe — ah, já tinha me esquecido da Ashley — , enfim, eu vou buscar a Emily e trazê-la até você para que possa levá-la ao "tour" pelo colégio Coppola.

– Emily?

– Sim. Emily Smith Barone, a nova aluna — a nova aluna tem o nome da minha falecida amiga de infância... que da hora. — Bem, com licença... Eu estava observando Ashley sair, quando ele chegou.

Cabelos negros espetados com gel, olhos azuis e pele bem clarinha, vestia jaqueta de couro, calças jeans e outras roupas que o deixavam parecido com um playboy metido a badboy, e apesar de ter um corpo mais atlético que o meu, Mike era um pouco menor. Ele mal chegou na porta, agarrou Ashley, disse algo do tipo "oi amor", beijou ela e deu-lhe uma apertadinha discreta no "popô". Ela estava com uma cara de quem tinha gostado mas morreria negando. Enfim, Mike se aproximou de mim.

– E aí, bro — disse ele assim que chegou na minha carteira.

– "E aí, bro" coisa nenhuma, que história é essa de eu ter que mostrar a escola para a garota nova?!

– A Ashy te contou?

– Ela não, mas você acabou de adimitir — nota do Jack: trólfeisse.

– Ficou bravo?! Não acha que já tá na hora de arranjar uma mina, ou quer continuar um nerd virjão pro resto da vida?

– Tanto faz, tenta arranjar alguém pro Robbie e larga do meu pé, chulé — disse eu abrindo um Snickers.

– Aquele lá já não tem mais salvação. E você vai mesmo comer um Snickers a essa hora da manhã? — não respondi, apenas fiquei comendo. — Tá certo, mas acho que seria bom pra você ter uma namorada, sabe, assim você se distrairia dos seus... como você chama? Ah é, "fantasmas".

– Já tentei outras formas, e melhorou em alguma coisa?

– Não, mas esse método é diferente, viu como eu mudei quando comecei meu namoro com a Ashy?

– Você não mudou nada, apenas fez a "miss perfeição" toda certinha ficar totalmente submissa a você.

– Ela não é tão "certinha" assim na cama — disse ele sorrindo. Eu podia ficar sem essa. — E você com esse seu jeito irônico e desleixado consegue enfurecer até ela, a "miss perfeição toda certinha".

– Consigo enfurecer até Buda.

– O quê?! Consegue enfurecer até Bunda?! — fui obrigado a rir desse trocadilho idiota, eu e ele poderíamos ter começado uma daquelas nossas conversas idiotas, mas Ashley havia chegado.

– Jack, venha conhecer a Emily. Me levantei da carteira, e quando estava quase na porta, Mike gritou:

– Boa sorte garanhão. Me senti meio avermelhado, me virei e gritei pra ele: — Vai tomar no cu!

– Eu também te amo — respondeu me mandando um beijinho.

– Sem palavrões por favor — me advertiu a "miss-perfeição-nem-tão-certinha-assim". — Pode vir, Emily.

Eu vi a tal garota, Emily, e depois disso, fiquei tão surpreso que não prestei mais atenção em nada que Ashley estava dizendo.

Lembra que eu disse que minha amiga de infância também se chamava Emily? Bem, ela era baixinha mesmo aos dez anos de idade, com pele extremamente clara, cabelo castanho-claro cacheado que chegava até suas costas e olhos da mesma cor e sardas. E o que tem? Bem, essa Emily que estava na minha frente, tinha 1,60 de altura mais ou menos, meio baixinha né? Bem, ela tinha cabelos ruivos e olhos verdes. E é aí que as diferenças acabam. Essa Emily também tinha sardas e o mesmo penteado da outra Emily, o tom de pele pálido, e o rosto dela, me lembrou tanto o da minha falecida amiga.

– ...e... ei, Jack, está me ouvindo? — Ashley chamou minha atenção por um segundo.

– Ah, sim... estou...

– Enfim, seja gentil com ela. Agora, se me derem licença... — e Ashley adentrou a sala.

Eu olhei para ela mais uma vez, dessa vez dos pés a cabeça, ela pareceu tímida, se virou e me disse:

– Podemos começar logo o tour?

– Ah... claro.

Até a voz dela era igual, senti vontade de chorar, mas segurei o choro com sucesso, exceto por uma única lágrima que conseguiu escapar...

Notas finais
Bem, vou usar essa parte para fazer uma espécie de "free talk", "data base", "cantinho das perguntas", etc. da história, começando por um ponto: minha descrição visual.Bem, eu li um pouco de Tolkien, Game of Thrones, etc. Tanto Tolkien quanto Martin fizeram descrições bem detalhadas em seus livros. Não querendo me comparar a eles que são gênios da literatura, afinal sou um escritor amador de quinze anos. Mas, eu gosto mais de dar uma breve descrição dos personagens, que embora nem tão detalhada, quem lê os imagina com perfeição, da mesma forma que vários autores de livros infanto-juvenis.Só não descrevi dois personagens que apareceram: Jack e Ashley. Bem...não faria nenhum sentido Jack descrever ele mesmo, e ele está ilustrando a capa da história... e quanto a Ashley, é uma loira de cabelos curtos,olhos claros, não muito alta e que usa óculos. Uma "patricinha-nerd-aparentemente-pra-lá-de-certinha". Acho que muita gente teria imaginado ela parecida com a forma que eu descrevi, etc. Enfim, espero vocês no proximocapítulo. Bye Bye.