The Ghosts Inside Me

2 O Fantasma do Tour Pela Escola


Notas iniciais
Bem, eu peço desculpas por demorar para postar esse capítulo! ^^'' Era pra postar ontem, mas fui pra um lugar sem net e... DESCULPEM!!!!!!!!!! Enfim, se gostarem do gênero fantasia, por favor leiam também minha outra história: http://fanfiction.com.br/historia/502396/Cronichles_of_Abenaille/ Muito obrigado! ^^

– Bem, tá vendo esse caminho cheio de portas, armários, com uma escadaria lá no fundo e um monte de gente andando? Pois é, é o corredor. E sabe aquele outro caminho com mais gente andando? É outro corredor — deixa de ser idiota, Jack! Quem não sabe o que é um corredor?! Não fica nervoso só por que sua nova colega te lembra sua antiga amiguinha — E bem, subindo as escadas, se chega num corredor com mais salas de aula, incluindo o laboratório de ciências e o de informática. Perto da escada, tem outro corredor que se seguir até o final, vai dar na nossa quadra mista de vôlei e basquete, e nas quadras de beisebol e futebol (americano no caso). Gostaria de conhecer algum desses lugares? — diga que não, eu não tô afim de andar tanto.

– Não, obrigada... — ufa. — ... mas, me permite lhe fazer uma pergunta? — você acabou de fazer.

– Pode — nota do Jack: nem eu sou tão cruel a ponto de dar patada em alguém que acabei de conhecer, até mesmo por que ela me lembra muito a outra Emily.

– Seu... seu sotaque não parece americano. Você veio da onde?

– Ah... — quem é que quando pergunta algo pro novo colega de escola pela primeira vez pergunta sua nacionalidade?! Se bem que tecnicamente, foi a segunda pergunta dela... — ... bem, eu nasci em Londres e fui criado lá até os dez anos.

– Por que você saiu de lá? — por que sim.

– Problemas jurídicos... e você? Você também não parece ter nascido nos EUA... veio de algum outro país?

– Sim, Canadá.

– E o que te levou a vir do canadá até aqui?

– Não gosto de falar sobre isso... — eu também não gosto de falar o porquê de eu ter saído da Inglaterra, sabia?

Triiiiiiin — nota do Jack: tentativa "fail" de imitar o sinal da escola.

– Hora de ir pra aula, sabe qual é a nossa primeira aula? — é claro que ela não sabe, seu bocó.

– Não.

– É aula de... hum... matemática... — segunda-feira de manhã com matemática sendo a primeira aula. Broxante, sim ou claro?

– Matemática... é importante! — e muito chato. — Vamos rápido! — ela saiu em disparada até a sala e... tropeçou.

– Você está bem? — quando eu vi, eu tinha corrido pra ajudar ela e estava curvado, oferecendo minha mão para ajudá-la a se levantar.

Não sei por que eu fiz isso, apenas fiz, e, bem... pode ser que eu tenha ficado meio vermelho com isso.

Mas o momento "cute-cute" não demorou muito. Repentinamente, Emily pareceu ficar apavorada, levantou-se quase tão rápido quanto havia caído, ficou de frente para mim, olhou para baixo e falou numa voz bem mais desesperada/envergonhada, bem... não consigo achar nenhuma palavra que defina bem aquele tom de voz. Enfim, ela me disse:

– Por favor... não toque em mim...

Foi um pedido estranho, eu acho... mas não me importei. De repente, comecei a reparar em todas as suas expressões faciais, aquela boquinha triste, seus olhos pidões, as sardas que deixavam aquele rosto tão infantil. Olhei para ela de cima para baixo e de baixo para cima. Me chamem de tarado se quiserem, mas reparei em todas as curvas, ou melhor: em tudo no corpo daquela garota. Aquele corpo com aquelas belas curvas, seus seios fartos, não era magrela como aquelas top models e cantoras que vemos na TV, na verdade, ela daria inveja em todas elas.

Eu tive certeza, aquela garota... certamente jamais conheci alguém tão bela como ela.

Mas... deixando todo esse sentimentalismo e idealismo de lado, eu devo ter ficado tão maravilhado quanto aquelas mães que viram seus filhos pela primeira vez na maternidade, pois Emily me olhava de uma forma... merda! Novamente não encontro palavras paradescrever... vejamos... preocupada? Assustada, talvez? É, nenhuma palavra poderia ser melhor para descrever do que essas duas.

– Eu... fiz algo de errado? — me perguntou... cara, por que meu coração tá acelerando tanto? Daqui a pouco vou ter um ataque cardíaco...

– Cla-claro que não! — respondi. — Va-vamos logo... — e lá estava eu, corado, envergonhado, com cara de bunda passando indelicadamente na frente dela e com o meu tom de fala indicando: "Eu quero mais é que você se foda, biscate!".

Meus parabéns, Jack, você é um gênio...

Enfim, o dia correu como todo dia normal: uma hora eu prestava atenção na aula, noutra eu estava jogando Pokémon Fire Red no meu celular, na outra era Pokémon X ou Mario Kart no 3DS, indo tomar água, ou pro banheiro quando dava vontade e... fui me drogar de novo uma hora no banheiro (vício é foda), e a galera estranhou como eu fiquei chapado de uma hora pra outra... "pó mágico, te leva para outro mundo sem que você precise sair deste". Não concordam que o número de viciados em cocaína subiria se esse fosse o slogan? Enfim, o tempo passou e já era hora do intervalo, e o agente 00Jack já estava pronto para sua nova missão: almoçar com a Emily.

Não nego que estou sentindo algum tipo de atração por ela (não, não é paixão, ninguém se apaixona assim tão rápido, muito menos eu), e como eu ainda tinha que mostrar a escola pra ela... bem, poderíamos ter uma boa conversa... embora eu tenha 0,00% de experiência em conversas cara-a-cara com garotas. Minhas antigas conversas com garotas eram assim no máximo: "tem um lápis pra emprestar?", "me empresta a caneta?", "tinha lição de casa? Me passa?", etc. E olha que isso só costuma acontecer de mil em mil anos...

Enfim, hora do almoço, eu fui com ela para o refeitório, e estavamos bem no início da fila, o que era muito bom. Quem ficava no início geralmente conseguia pratos bons: bife, bacon, ovos fritos, etc. E o povo do final da fila, bem... eles comiam um prato conhecido como "mingau misterioso", ninguém sabe qual o mistério desse mingau, muito menos se realmente é um mingau...

Enfim, pegamos nossos pratos e sentamos. Sabe quando aqueles casaizinhos que vemos por aí começam a falar de um monte de coisa, riem como retardados e ficam falando coisas extremamente melosas?! Pois é, no nosso caso foi bem ao contrário. Estávamos sentados lado-a-lado apenas comendo, quando eu tive a infame ideia de dizer:

– Bem, como foi seu dia?

E me lembrei que eu estava presente no dia inteiro dela. Grande pergunta, gênio.

– Sabe... tá sendo bom até... — se uma aula de matemática seguida de física e química era "bom até" imagino o ruim dela. — Obrigada por ser gentil comigo, Jack

– Ah... não foi nada... — por fora eu parecia estar pouco me importando, mas por dentro...

– E desculpe por ter pedido para você não me tocar mais cedo...

– Ah! Aquilo não foi nada! Mas, por que você teve aquela reação?

– Acontece que... ah, bem... eu não quero falar sobre isso. Desculpa — ela abaixou a cabeça, olhei para ela... tão linda.

Fiquei nervoso, e após alguns segundos de extremo silêncio, tomei coragem para falar algo extremamente simples:

– Relaxa, eu sei como é ter algo que você não gosta de falar sobre, algo que você preferiria esquecer — eu olhei novamente para ela, que agora também olhava pra mim e simplesmente assentia. Isso me deixou nervoso... — Digo... é algo que você não contaria pra alguém que acabou de conhecer, tem que ser alguém de confiança.

– Você tem alguém de confiança, Jack? — esse "Jack" que ela disse me deixou vermelho. Emily não havia me chamado de "Jack" o dia inteiro.

– Tenho sim, o Mike e o Robbie.

– E por que eles não estão aqui?

– Bem, o Robbie tá doente, e o Mike, bem... sei lá, por que ele... — aí caiu a ficha: eu + Emily + Mike = "Mike segurando vela e deixando eu e Emily constrangidos". Eu + Emily — Mike = "Conquista desbloqueada, Jack: 'pepeca'."... nota do Jack: visão do Mike. — ...é, não faço a miníma ideia...

– Aí, sai do meu lugar! — gritou a voz de alguém do terceiro ano.

Me virei para trás e vi Maximilian Rossi, o "valentão da escola" olhando para mim.

– Eu?

– Tem mais alguma bicha cabeluda nessa porra de refeitório sentada na merda do meu lugar?

– Não vi o seu nome escrito nessa mesa... — disse eu, e pra provocar, botei os pés encima da mesa. Ai reparei nos amigos parrudos dele que eram quase tão parrudos quanto Rossi, e não saí feito covarde pois... bem, eu não posso me curvar diante de uns valentões desmiolados que ainda acreditam em Papai Noel, além disso, Emily estava do meu lado, não ia me acorvadar do lado dela...

– Tá muito folgado, lek — disse um dos "capangas"de Rossi, e viu Emily. — O que acha se pegarmos tua namorada pra te dar uma lição? — e depois de dizer isso, ele uxou Emily para perto dele.

Ela tentava revidar mas era tão fraca, tão delicada, tão meiga, tão linda que... opa! Concentração Jack. Enfim, era inútil a resistência dela. Realmente fiquei puto, e fiz o que todo bom cavalheiro faria: me levantei e dei um murro na cara daquele filho da puta e "resgatei" Emily de seus braços.

– Quer brigar otário?! — perguntei sentindo um baita ódio daquele trio.

– Max, podemos descer o cacete nesse bostinha?

– É claro... — Rossi começou a falar, quandofoi interrompido por uma voz que eu conheço muito bem:

– Que não. Quer dizer, a menos que queiram que seus pais vão para a rua — disse Mike, sorrindo irônicamente.

– Mas, senhor Picelli, esse merdinha...

– É meu melhor amigo — o trio pareceu ficar sem a menor vontade de reagir depois disso. — Escuta aqui, "Max": meu pai nunca teve nada que ele queria na infância, e ele compensa isso fazendo tudo o que eu, seu único filho, ter tudo o que eu quero. Seu pai só não foi demitido ainda por que eu pedi para meu pai não despedi-lo, pra mim demitir aquele pé-rapado é mais fácil que roubar doce de criança, entendeu? — Rossi assentiu. — Se tocar num fiode cabelo do Jack ou da garota que está com ele, você e suafamília vão pra debaixo da ponte. Rufus, Joey, isso vale pra vocês também, entenderam?

– Sim, senhor Picelli — disseram os "capangas" em uníssono.

– Então, se mandem daqui antes que eu mude de ideia — ordenou Mike sorrindo.

Os três saíram e, bródi, devo falar uma coisa: só quando eles foram embora reparei que o refeitório inteiro olhava para onde estávamos, e melhor: estavam todos rindo dos "Três Patetas". Isso me fez um leve sorrisinho. Senti um pequeno aperto em meu braço direito. Vi Emily do meu lado corada olhando pra mim e dizendo:

– Obrigado por me defender.

– Hã... de-de nada... — também fiquei corado, coração acelerado, e, bem... meu "sabre" também estava levantado (nota do Jack: eu sei, eu sei, "desnecessauro"). — Mas, eu não fiz nada, quem afastou eles foi o Mike — olhei para Mike, que sorria amigavelmente para mim. — Valeu amigão — dei um "meio sorriso", vamos dizer.

– Que nada, você que defendeu a Emily. Mas todo cavaleiro tem que proteger sua princesa, né não garanhão?

– É, eu acho que... — finalmente "processei" a última frase. — Vá se fu... ferrar!

– Por que segurou o palavrão, hein?! — só acho que você já sabe o motivo, só acho...

Reparei em Emily, ela estava tão vermelha quanto um tomate, apontei para Mike, depois discretamente para Emily, e depois para mim, fazendo aquele sinal de "abortar missão" na frente do pescoço. — Ah, entendi. Bem, hora de voltar pra perto da Ashy. 'Té mais casal!

Mike saiu, e Emily parecia que ia explodir de tão timida. Mas apósesse contra-tempo, voltamos a comer, e depois disso, voltamos ao resto das aulas...

Aí chegou a hora de ir embora. Eu estava botando o pé pra fora da escola quando, de repente, Emily veio correndo até mim, e parou bem do meu lado.

– Emily?! Aconteceu algo?

– Não, na verdade, queria te pedir uma coisa... — me disse ela, vermelha.

–E o que seria? — eu estava tão vermelho quanto ela.

– Pode me acompanhar até em casa? Quer dizer, se não fôr muito incômodo...

– Claro que não será um incômodo! Pelo contrário, seria um prazer! — isso... é animação?! Sempre me falaram disso, mas sempre pensei que fossem lendas... — Mas me diga, onde você mora?

– Na rua 13 — (nota do autor: desculpem, mas não conheço nenhuma rua em Little Italy... enfim).

– Sério?!

– Sim. Por quê?

– Eu tambem moro lá! Qual seu endereço?

– Moro 734, por que?

– No edifício Bianchi?! Eu tambem moro lá! Moro no primeiro andar, e você?

– No último.

– Vocêeda família que se mudou ontem?! Não consigo acreditar — disse quase rindo. Nunca me senti tão eufórico.

– Sim. Você não viu eu e meu pai subindo?

– Não. Acho que eu estava jogando no meu quarto na hora... ou dormindo... sei lá.

– Sério?! Jogando o quê?,

– Castlevania... acho que você nunca ouviu falar?

– Sério?! — os olhos dela parecerambrilhar. — É meu jogo favorito!

– Sério?! — ela assentiu. — É raro encontrar algum fã de Castlevania... que tal irmos conversando sobre o jogo durante o caminho?

– Eu adoraria!

E começamos a caminhar.

Nós so percebemos um bom tempo depois, mas...

Estávamos andando de mãos dadas.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! Por favor, comentem, falem o que gostaram, o que não gostaram, em como posso melhorar, etc. Até mais! ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.