Notas iniciais
Desculpem-me a demora, não ando com tempo para escrever novos capítulos. Mas enfim, espero que gostem deste. Está cheio de surpresas e ação. Não deu para revisar, então me perdoem os erros. Queria agradecer à Paola pela linda recomendação, estou emocionada. Você é uma linda e acompanha a fic desde o começo, isso é ótimo! Também queria agradecer às outras leitoras, que são fofas.

Emma tentava absorver toda aquela informação enquanto Regina perguntava mais detalhes do ataque. Até onde ela sabia, pessoas como Granny e Ruby era protegidas por uma espécie de magia, então não poderiam ser mortas por criaturas sombrias. Victor também sabia disso, mas então por que ele enviaria seus híbridos para o serviço? Talvez fosse apenas um recado. Provavelmente ele já sabia que Emma era o Anjo e isso assustava a todos.

– Bom, precisamos sair daqui. – Regina disse se dirigindo até a porta. – Eu me referia apenas à Miss Swan. – Completou a ver que todos a seguiam.

– Aonde vamos?

– Você vai ver quando chegarmos. – Regina colocou seus óculos e entrou no carro.

A viagem foi feita em silêncio. Regina repassava as imagens de Graham na cabeça. Mesmo sendo apenas mais uma das experiências de Cora, o rapaz logo se afeiçoou à “irmã” e a recíproca foi verdadeira. Mas Victor estava no auge de sua vingança. Emma já tinha dominado seus poderes. Ela se chamava Lana Benson na época. Regina estava grávida quando Victor seqüestrou Graham. Todas as suas gestações duravam apenas uma semana. Sua garotinha crescia muito em questão de horas, parando de envelhecer aos 20 anos de idade. Ou pelo menos era essa sua aparência. Isso tudo acontecia sempre o tempo de 1 ano.

Enquanto a vampira se perdia em lembranças, Emma pensava que talvez ela não soubesse de nada sobre sua vida. Além disso, o momento que teve com Regina quando acordou não saia de sua mente. Era complicado para a loira entender o que estava sentindo. Regina lhe despertava uma sensação de estar em casa. A morena conseguia lhe fazer se sentir bem, por várias vezes a tinha flagrado lhe olhando de forma carinhosa e com misto de desejo. Mas Emma preferia ignorar seu coração. Regina era uma vampira que usava magia. Não era nem um pouco humana. Estavam lutando lado a lado, mas em situações normais, Emma com certeza a mataria.

– Chegamos. – A voz da morena lhe despertou.

– Que lugar é esse? – Indagou olhando em volta.

– Onde eu treino meus homens.

Entraram em uma espécie de galpão, que era dividido por cômodos. Era afastado da cidade e não parecia ter muito movimento por ali. Emma seguia Regina por corredores mal iluminados. Suas mãos suavam frio e ela estava nervosa. Aquele lugar lhe dava arrepios. Respirou fundo, o fato de estar sozinha com a morena não ajudava. A verdade é que era difícil controlar o impulso de agarrá-la e beijá-la ali mesmo. Ao mesmo tempo, o instinto de protegê-la se fazia presente. Ela queria que Regina se sentisse bem o tempo inteiro. Era muito confuso sentir todas aquelas sensações.

Continuou seguindo a vampira até uma sala grande. Percebeu que duas pessoas estavam paradas no centro. Uma mulher de cabelos curtos e negros, baixa e com um sorriso meigo nos lábios rosados. Sua pele era muito branca e ela era magra. Ao seu lado estava um rapaz alto e forte. Os cabelos loiros e lisos penteados para o lado. Seus olhos verdes lembravam os de Emma e ele também sorria.

– Conheça David e Mary Margaret. – Regina os apresentou e parou ao lado dos dois. – Um vampiro e uma bruxa, muito poderosos. Eles te ajudarão a controlar seus poderes.

– Oi. – Foi o que Emma conseguiu dizer. Ela tinha a estranha sensação de conhecê-los.

– Olá Emma. – David foi o primeiro a falar em um tom gentil. – A fama de sua beleza procede.

– Ei! – Mary deu-lhe um leve tapa no ombro. – Não ligue querida, ele é um bobo.

– Os dois são um casal. – Regina explicou sorrindo para os amigos. – Casal bem animado, diga-se de passagem.

– Isso é bom, eu acho. – A loira nunca tinha visto a Rainha dos vampiros tão à vontade.

– Vocês podem conversar mais depois. – O tom da vampira era sério. – Emma, você precisa controlar seus poderes. Agora Victor está de volta, você corre riscos.

– Este treinamento ajudará a derrotá-lo?

– Sim. – Foi David quem respondeu.

– Mas sua segurança é o mais importante. Você é o Anjo. Ou a Salvadora se preferir. – Mary completou parecendo admirada.

– Bom, eu vou assistir do lado de fora. Por aquele vidro. – Apontou para o fim da sala.

– Por que não participa? – Emma indagou confusa.

– Sem questionamentos, Swan. – A rainha respondeu saindo da sala.

– Ela é sempre irônica assim? – A loira perguntou provocando. Sabia que a outra poderia ouvir.

– De 50 em 50 anos ela dá um sorriso. – David brincou.

– Comportem-se. – Mary fingiu uma bronca.

– Emma, coloque esses braceletes. – O rapaz lhe entregou dois objetos.

– Para que servem?

– Imagine que seu corpo é um sistema elétrico. Você precisa de disjuntores para controlar as correntes e o fluxo de energia. Sua magia é a energia e aqui estão os seus disjuntores. – David explicou.

– Olha. Nós vamos lhe atacar. Mas não se preocupe. Apenas deixe seu poder fluir. Evite raciocinar e siga seus instintos. – Mary aconselhou.

– Eu não vou machucar vocês? O que pode acontecer comigo? – Emma perguntou aflita enquanto colocava os braceletes.

– Nós nos curamos rápido e você também. Mas podem surgir asas.

– Asas? – A loira quase não acreditava.

– Sim. Mas vai doer. Uma dor agonizante e quase insuportável. – Mary mordeu o lábio enquanto falava. – O seu corpo consegue suportar, mas pode ser que você perca a consciência. Então sua parte sombria surgirá.

– Como evito isso?

– Controle. – David respondeu.

Emma respirou fundo e deu sinal para que começassem. No início, ela não fazia idéia de como se defender. Mas seu corpo parecia ter vida própria. Escapou das bolas de fogo e espinhos que Mary lançava com as mãos. Usava as paredes como apoio para as pernas, se impulsionando e pulando contra os dois. David logo estava com a roupa suja e com cortes nos braços que terminavam de se fecharem. Emma tentava não atingi-los de forma letal, mas a verdade é que ela tinha uma sensação agradável e desconhecida em seu peito. O poder corria por suas veias e ela estava com tudo mais sensível. O olfato, visão e audição apurada, além de um sexto sentido aguçado. Era como se previsse o próximo movimento.

Do lado de dentro do vidro, Regina assistia a tudo com certa aflição. Ela sabia que Emma podia se curar, mas o que a preocupava não era isso. Estava nervosa quanto ao fato das asas poderem aparecer a qualquer minuto. Antes de tomar a decisão de terminar o treinamento ela começou a observar as costas de Emma. A loira se movimentava rápido, até mesmo para seu olhar de vampira. Por sorte, Regina era uma pessoa perspicaz. Observou que a caçadora se incomodava com algo. Viu dor em seus olhos. Eram as asas. Ela podia ver as pontas furando a pele de Emma por baixo da regata, já que sua jaqueta jazia rasgada no chão. A loira arfou e caiu sobre um dos joelhos. Seu gemido de dor foi escutado pelos outros três. Mary e David suplicavam para que Emma se controlasse. Eles sabiam que ao perder a consciência, o estrago estaria feito. Nem mesmo os braceletes segurariam por muito tempo.

Regina saiu em disparada até a sala em que estavam. O ambiente era frio e amplo, mas logo ela viu que a loira se debatia. Emma gritava de dor, enquanto duas espécies de pontas saíam de rasgados em suas costas. Podiam-se ver as primeiras penas, mas estas estavam sujas de sangue. Logo Regina reparou que elas eram negras, isso significava que Emma deixava seu lado sombrio falar mais alto. Era hora de encerrar aquilo. Colocou-se ao lado da caçadora, mas o cheiro de sangue rapidamente invadiu suas narinas. Aquele cheiro adocicado e tão apetitoso ao mesmo tempo. Era como droga para qualquer viciado, fumaça de cigarro para algum fumante. A vampira mordeu o lábio em uma tentativa de desviar seus instintos, mas logo David e Mary a afastavam da loira.

– Regina. – Emma sussurrou antes de cair no chão, ainda gemendo de dor.

– Parem! Parem! – A morena mais velha perdia os sentidos, suplicando para que os amigos parassem com o treinamento.

– Emma. Você precisa lutar contra. – David falava serenamente, com os braços erguidos de forma defensiva e se aproximando da loira.

– Cala a boca! – Emma rebateu irritada. Os olhos mais brilhantes do o normal e os dentes arreganhados. Sua voz estava mais rouca, indicando que ela começava a se transformar no anjo negro que seria se não se controlasse.

– Vai deixar a escuridão lhe possuir? – David argumentou.

– Dói demais. – A loira gritou mais uma vez. Suas asas já estavam quase no meio das costas.

– Emma. – Regina sussurrou e logo a caçadora lhe olhou, a expressão de ódio se desfazendo assim que encarou os olhos castanhos marejados. – Lute! – Suplicou.

Emma fechou os olhos e gritou. Não se sabia se era de dor, ou se era uma tentativa de tirar toda a escuridão de sua alma. Era difícil. As sombras pareciam mais confortáveis, se ela se entregasse não sentiria mais dor. Porém, não poderia se lembrar dos lábios de Regina quando se beijaram no quarto. A morena era como uma âncora para a loira, a fazendo voltar para a realidade. Assim que conseguiu fazer suas asas voltarem para dentro de si e seu olhar voltar a ser apenas verde, deixou seu corpo cair no chão. As pálpebras estavam pesadas e ela sentia seu corpo pesado demais para suportar. Antes que Regina também adormecesse, devido ao fato de ainda sentir o sangue de Emma, observou as costas da loira mais uma vez. Via uma tatuagem começando a se definir. Uma lua completa, com uma coruja começando a se formar, além das frases em cima.

– Droga. – Sussurrou antes de desmaiar.

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Emma abriu os olhos e viu que estava em seu quarto. Já estava com seu pijama habitual, que consistia em uma regata branca e shorts pretos folgados. As memórias das últimas horas voltavam em sua mente. Ergueu o corpo e sentou-se assustada. Onde estariam David, Mary e Regina? A morena estaria bem? O que tinha acontecido? Como ela fora parar em seu próprio quarto? Essas perguntas deixavam sua cabeça rodando. Então sentiu um calor vindo de seu lado na cama e quando se virou quase caiu. Regina estava sentada ao seu lado, vestindo um robe preto, que estava fechado. Os olhos castanhos eram curiosos e ao mesmo tempo preocupados.

– Está melhor? – Perguntou em uma voz rouca.

– Sim. – Emma respondeu se acalmando. – Mas minha cabeça ainda dói.

– Efeito colateral do desmaio, logo vai passar.

– Tem muito tempo que estou dormindo? – Indagou se aconchegando aos cobertores.

– Bom, já é tarde da noite. – Regina sorriu timidamente. – O que sentiu quando estava em seu treinamento? – Quebrou o silêncio desviando o olhar.

– Poder. – Emma não sabia muito bem o que responder, mas foi sincera. – E depois era como se houvesse outra pessoa dentro de mim. Era escuro e frio, mas era bom e de certa forma cessava a dor que eu sentia quando as asas cresciam.

– Não sei o que teria acontecido se eu te... – Regina parou bruscamente, se repreendendo mentalmente por falar demais.

– Se você o que? – Emma perguntou colocando uma mão no rosto da morena e fazendo com que ela olhasse para seus olhos verdes.

– Emma, por favor.

– Não Regina, fale. – Ordenou de forma carinhosa, mas firma.

– Se eu te perdesse para a escuridão. – Sussurrou como se quisesse que ninguém mais escutasse aquilo. Fechou os olhos e uma lágrima silenciosa correu por seu rosto.

– Não desisto fácil de uma boa briga. – Emma sorriu e beijou seus lábios levemente. – Não é um escurinho que me levará assim.

– Humor negro, Swan? – Regina abriu os olhos e soltou um riso baixo.

– Chega de coisas negras por hoje.

Não precisaram outras palavras. Beijaram-se. Não da mesma forma de antes, mas com uma intensidade bem maior. As mãos se procurando e acariciando seus corpos. Logo Emma estava sobre Regina e lhe tirando o robe. A morena estava nua por baixo, fazendo com a loira ofegasse com aquela visão dos deuses. Regina era perfeita. Magra, mas com curvas se encaixando perfeitamente nas pernas e bustos avantajados. Emma mordeu o lábio e iniciou uma trilha de beijos por todo o pescoço da vampira. Sem que ambas percebessem, a luz do quarto começava a piscar. O vento lá fora ficava cada vez mais forte e a lua parecia brilhar mais do que antes, com um leve tom vermelho. Logo Regina rasgou as roupas da loira, sem cerimônias. Sua visão se perdeu em seu abdômen definido e naqueles braços que tanto lhe chamara a atenção. Abocanhou um dos seios rosados, fazendo Emma ofegar e gemer baixinho de excitação.

A vampira virou os dois corpos pela cama, sentando-se no abdômen da loira. Emma sorriu de lado ao sentir o sexo molhado da morena em seu ventre. Logo se sentou, passando as pernas de Regina por sua cintura. Deu total atenção aos dois seios por um tempo, enquanto a vampira gemia com sua voz rouca. Emma não se agüentava mais e muito menos Regina. Penetrou a outra, facilmente, com dois dedos. Fazendo assim, com que a morena cavalgasse de forma ritmada e lenta. Emma se deliciava com aquilo. Continuou beijando-lhe o pescoço, enquanto Regina arranhava suas costas fortemente, deixando trilhas de sangue por onde suas unhas passassem. Emma resmungou de dor, mas sentia prazer naquilo. Suas costas logo estavam curadas, dando espaço apara serem arranhadas novamente. Seus gemidos ecoavam pelo quarto. Regina sussurrava o nome da loira. O vento lá fora já era muito forte, a chuva começava a cair. A Lua já estava quase vermelho-sangue. Alguns móveis estavam espalhados pela casa e as paredes tremiam. Os olhos castanhos de Regina se misturavam com outra cor que Emma não conseguia distinguir, pois estava quase sem consciência. Ela mesma sentia a magia em volta de seus corpos.

Então antes que a morena chegasse ao ápice, a loira a deitou na cama ficando por cima, em movimentos rápidos encaixou seu sexo no dela e rebolou lentamente. Beijavam-se com uma intensidade sobre-humana e escutavam a cabeceira da cama batendo na parede, a ponto de destruí-la. Emma fazia cortes grandes na coxa da vampira, assim como a mesma fazia em suas costas. Mas elas se curavam rápido, e a dor que sentiam trazia um prazer imenso. Até que chegaram ao orgasmo juntas e houve uma explosão de luzes e cores pela casa. A chuva e a ventania aumentaram na cidade, a Lua tornou-se um vermelho profundo e puderam escutar lobos uivando no bosque ao lado da mansão. Mas nada disso importava. Para Emma existia apenas Regina e para o Demônio, existia apenas o Anjo. Ambas se completaram naquele momento.

– Eu estou apaixonada por você. – Emma sussurrou ao colar sua testa na da vampira.

– Eu te amo. – Regina respondeu baixinho, como se aquilo fosse o seu maior segredo.

Sem que elas vissem, uma tatuagem se formava nas costas de Emma. Era algumas frases em uma língua desconhecida, uma lua vermelha com contornos pretos, uma coruja com aspectos sombrios carregando uma chave nas garras. Voltaram-se a se beijar, dessa vez de forma delicada. Mas logo a intensidade aumentou e se amaram de novo. De novo. De novo e de novo. Até caírem exaustas nos braços uma da outra. Mesmo que não estivessem mesmo cansadas, mas Emma logo adormeceu com a cabeça de Regina apoiada em seu peito. A morena apenas observou a destruição do quarto e sorriu. O Sol nascia na janela e ela apenas o fitava. Precisava se afastar para proteger sua loira? Sim. Iria fazer isso? Não. Era impossível fugir de seu amor e com isso, observou a janela mais uma vez.

Notas finais
Não sou muito boa com hot, mas tentei fazer o meu máximo rs. Conseguiram entender o motivo de Regina ter se esquivado quando Emma estava sangrando? Gostaram? Mereço comentários e quem sabe uma recomendação? kkk zoa... Fiquem a vontade. Evil Kisses.