Notas iniciais
Olá. Outro capítulo para vocês. Quero agradecer aos comentários anteriores, como sempre vocês são fofos e sempre me ajudam com sugestões e críticas. Bom, desde já peço desculpas pelos erros. Não consegui revisar. O capítulo está curto, mas os acontecimentos aqui são essenciais para o desenrolar da estória. Enjoy it!

O ataque parece ter cessado, pois não se viam mais híbridos ou lobisomens. Vampiros e caçadores contavam suas perdas, e faziam um levantamento sobre testemunhas oculares. Por sorte, não havia nenhuma além de moradores de rua, que provavelmente ninguém acreditaria se contassem o que viram. Emma queria levar Ruby até a mansão, mas sabia que lá seria o primeiro lugar que ela seria encontrada. Por fim, foram para a casa de Alfred. Entraram rapidamente e colocaram a garota deitada no sofá. A transformação estava em estágio avançado, o que era muito estranho. Granny chorava baixo no canto da sala, afinal, Ruby era sua única família que restara.

– O que vamos fazer? – Murmurou Emma olhando para Regina e Alfred.

– Não sei. – Respondeu a morena abaixando o olhar. – Emma, olha para ela. A transformação vai se completar muito antes do tempo normal.

– Droga! – Exclamou Alfred impaciente. – Isso não pode estar acontecendo. Eu achei que jamais veríamos isso novamente.

– Como assim? – Indagou Emma com um olhar confuso.

– Existem pessoas que os genes são propícios para se tornarem lobisomens. – Falou Granny se aproximando. A voz embargada devido às lagrimas. – Quando transformadas elas se tornam mais fortes que as criaturas comuns, os sentidos mais apurados. É como uma doença, a predisposição está lá, mas só quando entra em contato com o vírus que ela se desencadeia.

– Então é bom, certo? – Perguntou a loira com um meio sorriso. – Indica que o corpo de Ruby aceitará bem o veneno.

– Da mesma forma que ela está propensa a se tornar uma lobisomem mais forte, as chances de morrer no processo aumentam drasticamente. – Explicou Regina com uma expressão abatida, o que incomum para a vampira. – Emma, eu sinto que talvez Ruby não consiga agüentar tudo que está por vir.

– Eu já vi várias transformações antes. Ela tem boas chances. – Rebateu Emma tentando manter a calma.

– Para ela é muito mais forte. – Falou Alfred aumentando o tom de voz. – Precisamos agir rápido. Pare de choramingar. – Completou com um olhar sério.

A loira apenas assentiu. Granny se retirou com Alfred para procurarem mais informações na biblioteca. Emma se manteve perto de Ruby por algum tempo, mas logo se dirigiu para a cozinha tencionando fazer um chocolate quente com canela. A bebida sempre lhe acalmava quando precisava pensar ou decidir algo. Regina se manteve o tempo todo sentada ao seu lado, acariciando sua mão. Ambas tentavam encontrar uma solução. August e Stephan logo viriam para decidirem o destino de Ruby. Emma se virou para Regina, fitando aqueles olhos castanhos. Aproximaram os rostos colando uma testa na outra. Beijaram-se com urgência, mas com um misto de delicadeza.

– Você sabe que eu te amo, não sabe? – Falou a morena sorrindo pelo canto dos lábios.

– Sim. Eu te amo também, muito. – Respondeu Emma afundando o rosto nos cabelos escuros da vampira. – Preciso te contar quem Graham disse que conhece a verdadeira profecia.

– Quem seria? – Indagou Regina se afastando um pouco para olhar sua amada nos olhos.

– Rumple. – Sussurrou Emma desviando o olhar.

Regina soltou uma risada irônica e carregada de mágoa. Sua relação com Cora nunca fora a melhor, principalmente quando se tratava de Emma ou da profecia. No entanto, com Rumple as coisas eram diferentes. Havia uma conexão de pai e filha, mestre e aluna. Afinal, tudo que a vampira sabia sobre magia fora o pai quem ensinara. Receber aquela notícia não era fácil para a morena. Rumple sabia da verdade, e também tinha uma solução para o problema da profecia. Porém, jamais cogitou essa possibilidade. O que deixara Regina irritada.

– Ele sempre soube então? – Perguntou sarcasticamente enquanto se levantava.

– Gina, calma. Talvez haja uma explicação para que ele não tenha contado. – Respondeu Emma se levantando também. A verdade é que sua relação com Rumple sempre fora amigável e sentia que tinha algo que Graham não conseguira contar.

– Ele mentiu para nós! – Esbravejou a vampira rosnando e passando a mão pelos cabelos. – Ele sempre me viu chorar, despedaçada todas as vezes que você morria em meus braços. Por que esconder que havia uma solução? Nós poderíamos ter salvado nossa filha tantas vezes. – Sua voz era um sussurro triste.

– Calma. – Murmurou a loira se aproximando e abraçando a outra. – Se Rumple realmente sabe a profecia completa, provavelmente o perigo de tentar quebrá-la é maior do que qualquer outra coisa.

– Nós precisamos falar com ele. Descobrir o que podemos fazer. Devemos tentar, Em. – Respondeu Regina chamando a loira pelo antigo apelido carinhoso.

– Ok. Tentaremos localizá-lo. Não se preocupe. – Tentou tranqüilizar a vampira.

Ficaram abraçadas por mais algum tempo. Granny e Alfred continuavam sua busca por mais informações, e até mesmo uma solução para o caso de Ruby. Por mais que tentassem ser otimistas, sabiam que August seria um problema. O caçador era cruel quanto ao código. Sempre o seguindo, mesmo quando isso custasse a vida de um companheiro. Regina e Emma voltaram para a sala. Ruby ainda estava em seu estado inconsciente, mesmo que seus olhos estivessem abertos. A cor amarela de suas íris brilhava cada vez mais. Sua pele estava pálida e as presas maiores. A respiração pesada indicava que seu corpo lutava contra o veneno. Não eram bons sinais, no entanto, sua vida ou morte era incerta até que a transformação estivesse completa. Emma sentiu os olhos marejados, mas se segurou.

Regina estava absorta em pensamentos. Para a vampira, Rumple a tinha traído. Todavia, a morena sabia que provavelmente o que quer que salve Emma e sua filha era perigoso. Passara tantas décadas procurando respostas, era difícil aceitar que ela estava tão próxima e que alguém que confiava e amava sabia. Não conseguia parar de pensar que Cora estava envolvida em tudo que acontecia. Por mais que tentasse se lembrar de algo que a mãe pudesse deixar escapar sobre suas reais intenções, não encontrava nada. Cora jamais contaria o que estava almejando. Tudo se resumia a poder e dominar os humanos, quando se tratava da Mills mais velha. Para a mãe de Regina, os vampiros deveriam ser a espécie dominadora. Esconder-se era como uma humilhação, afinal, eram mais fortes e rápidos que os humanos. Além do fato de serem imortais. Não havia motivos para se esconderem. A campainha tocou e foram tiradas de seus pensamentos. Emma se dirigiu até a porta.

– Zelena? – Murmurou a loira abrindo um sorriso logo depois.

– E aí, loirinha. – Respondeu a ruiva abraçando à outra, mas fazendo uma careta de dor e gemendo baixo.

– O que foi? – Indagou Regina preocupada. A irmã tinha demorado tanto, que já estava pensando no pior.

– Eu fui atacada. – Falou Zelena já entrando na casa enquanto Emma fechava a porta. Uma de suas mãos pressionava o abdômen. – Quem é essa? – Apontou para Ruby deitada no sofá, e se sentando em uma das poltronas logo depois.

– Minha melhor amiga. – Respondeu Emma com uma expressão abatida. – Sem ofensas. – Completou rindo junto com a ruiva.

– Zelena, por que sua ferida não está se curando? – O tom de voz de Regina era aflito. Apesar de sua relação com sua irmã não ser a melhor, jamais se imaginaria vivendo novamente sem a presença da outra.

– Porque foi causada por Victor. – Sussurrou a resposta com medo da reação da outra. – Está tudo bem, Sis. Daqui a pouco estarei nova em folha para lhe irritar.

– O que? Não! – Esbravejou a morena se ajoelhando e afastando a blusa que cobria o abdômen da irmã. Havia três cortes profundos, como se fossem garras. Porém, eram bem mais graves e não estavam se curando. Pelo contrário. – Você pode morrer. Eu já desconfiava disso, mas acho que Victor possui sangue de dragão.

– Dragão? – Indagaram Emma e Zelena juntas. – Eu não sabia que existia isso. – Completou a loira com a testa franzida em uma nítida confusão.

– Não existem. É uma espécie de lagarto. – Explicou a morena indo até a cozinha rapidamente e trazendo um pano, álcool e água em um recipiente. – Um animal comum, não é uma espécie de criatura sombria. A questão é que seu veneno é fatal para nós, vampiros. Muitos caçadores sabiam disso. No entanto, o lagarto foi extinto e não teve como ser usado mais. Bom, parece que Victor ainda tem algum exemplar.

– O que isso significa? – Perguntou Emma nitidamente aflita.

– Que Zelena precisa de cuidados. – Respondeu Regina passando o pano úmido nos cortes e fazendo a ruiva urrar de dor. – E sangue de caçador.

– Podemos fazer com que alguém doe. Vocês mantêm a empresa, certo? – Falou a loira tentando encontrar uma solução, mas já sabia a resposta.

– Quando eu digo sangue de caçador, quero dizer que... – Fez uma pausa respirando fundo e abaixando o olhar. – Zelena deverá matar um. Pois deve se alimentar direto da fonte.

As três se olharam tristemente. Aquilo significava que uma guerra poderia começar. Quando um vampiro matasse um caçador, os mesmo teriam direito a retaliação. Mas Regina e Emma se lembravam do acordo. Zelena apenas fechou os olhos e suspirou. A guerra contra Victor começava e elas estavam, nitidamente, em desvantagem.

Notas finais
Gostaram? Deixe seu review é muito importante. Sugestões, críticas, dúvidas... Comente o que tiver vontade. Quanto aos leitores de Stay With Me, tentarei atualizar o quanto antes. É que estou em um bloqueio terrível para aquela fic. Enfim, Evil Kisses!