The Ghost and The Darkness
12 The Tattoo
Notas iniciais
Zelena dormia em um dos quartos, o veneno demoraria algumas semanas para se espalhar e ela precisava descansar. Já Ruby, continuava no sofá. O simples ato de tentarem movê-la para outro lugar poderia piorar sua situação. Em poucos dias aconteceria a Lua Cheia, onde o ciclo da transformação se completaria. Regina e Emma foram para a biblioteca. Precisavam de respostas, além disso seria bom ocuparem seus pensamentos com outras coisas. Alfred e Granny estavam sentados em uma grande mesa de quatro lugares, onde um abajur de escritório iluminava os inúmeros livros abertos. Eram tão antigos que as páginas estavam amareladas e as capas cheias de poeira. Emma se sentou em uma das cadeiras com a vampira ao seu lado.
– Conseguiram algo? — Perguntou Regina com uma expressão séria.
– Ainda não. Os relatos são poucos e realmente quase todos os dados foram destruídos nas últimas guerras. — Respondeu Alfred suspirando.
– Acho que devemos descansar algumas horas, principalmente a senhora. — Disse Emma colocando uma mão sobre a de Granny. A mais velha apenas a olhou por cima dos óculos.
– Vou ficar. Minha neta precisa de mim mais do que nunca.
– Vamos, Lucas. Vou preparar um quarto para você. — Retrucou o caçador puxando delicadamente o braço da senhora. — Venha.
– Não dormirei por mais que duas horas, Alfred. — Resmungou a mais velha saindo com o outro.
– Acho que é a nossa deixa. — Falou Regina aproximando seu rosto.
– Com certeza. — Respondeu a loira sorrindo maliciosamente.
Subiram para o antigo quarto da caçadora, que trancou a porta assim que entraram. Emma se virou para a morena, os olhos brilhando no escuro. Regina conhecia aquela expressão e estava com muita saudade de seu Anjo. Sempre tiveram essa atração explosiva, onde seus corpos se comunicavam de forma independente. A loira se aproximou de sua amada, a empurrou de forma urgente contra a parede. Tomou seus lábios com voracidade, enquanto rasgava a camisa da outra. Regina arfava e em um impulso enlaçou a cintura da outra com as pernas.
Emma caminhou lentamente até a cama onde jogou a morena. Seus beijos faziam um caminho pelo pescoço, indo até o vale entre os seios. Não perdeu tempo e tirou o sutiã, jogando em algum lugar do quarto. Lambeu os lábios antes de abocanhar um daqueles seios morenos. Apertava, chupava, mordia cada um deles separadamente. A vampira soltou um gemido baixo enquanto arrancava a blusa da loira. Arranhava as costas de Emma sem pudor algum, as unhas traçando trilhas de sangue que se curavam rapidamente.
Seus corpos se movimentavam de forma brusca pela cama. Uma magia branca e negra emanava de onde estavam, de forma equilibrada. A loira arrancou sua calça e a da morena em movimentos ágeis. As roupas íntimas foram as últimas que também foram jogadas em algum lugar do quarto. Regina se deliciava com o corpo da amada. Sua língua e mãos estavam em todos os lugares marcando cada canto daquele pele branca e rosada que era sua velha conhecida. Beijou carinhosamente cada cicatriz da loira. Mordeu toda a extensão de seu abdômen. Mas logo Emma a virou se encaixando entre suas pernas e ficando sobre ela. Antes que a vampira pudesse protestar, observou a loira estender o braço até um criado que estava ao lado da cama.
– Você era uma jovem caçadora muito malandrinha, não é Swan? — Brincou a morena mordendo o lábio inferior da outra.
– Ah sim, senhorita Mills. — Retrucou amarrando na cintura o dildo que pegara. — Mas não está reclamando, está?
– De forma alguma.
Começou a penetrar de forma delicada, enquanto se deliciava com as expressões de prazer de sua vampira. Regina se contorcia embaixo do corpo da loira, se agarrava ainda mais ao seu copo querendo mais contato. Emma estocava com força e rapidez como a morena gostava. Chegaram juntas ao orgasmo, suas tatuagens estavam cada vez mais definidas, a magia explodirá em um forte clarão dentro do quarto e da casa. A lua estava vermelha novamente e o vento parecia querer levar tudo que encontrava pelo caminho consigo.
Lembranças e sensações se apoderavam de seus corpos. O dia em que ganharam seus desenhos, que eram a marca de seu amor, veio em suas mentes ao mesmo tempo. Cada detalhe daquela tatuagem representava a história de ambas. A coruja simbolizava a sabedoria que adquiriam ao longo do tempo, pois Emma tinha o poder do conhecimento sobre todas as coisas. A lua sempre ficava daquela cor quando Malévola, sua pequena filha, era gerada. As frases em linguagem élfica representava as palavras ditas quando se casaram, e a chave demonstrava que eram capaz de amar apenas uma à outra.
Regina e Emma estavam destinadas a se encontraram desde quando nasceram. Eram a representação viva do yin e yang, bem e mal, escuridão e sombra, negro e claro, luz e trevas, dia e noite. Opostos que tinham o dever de trazer estabilidade para nosso mundo. A loira deixou seu corpo cair junto ao da vampira. Estavam suadas e cansadas. No entanto, sorriam como nunca antes. Sabiam o que aquela magia era. Mesmo com medo do que estava por vir, não deixavam de estarem felizes.
Porém, naquele momento a excitação e o desejo falavam mais alto. Regina se virou ficando de quatro, e rapidamente Emma agradeceu por sua esposa a conhecer tanto. Passou a mão pelo clitóris inchado e encharcado, distribuiu beijos e mordidas pela extensão das costas da morena. Penetrou-a de forma lenta, aumentando gradualmente as estocadas. Regina urrava de prazer e se sentia em outra dimensão, então o ápice chegou de forma arrebatadora. A vampira deixou seu corpo despencar no colchão com a loira grudada em suas costas. Emma retirou o strap cuidadosamente colocando no criado ao lado.
– Isso foi tão épico quanto a nossa primeira lua-de-mel, não é? — Comentou a morena com um sorriso vitorioso nos lábios.
– Com certeza. Deveríamos fazer outra.
– Quando tudo se acalmar faremos, meu amor. — Disse Regina se virando e selando suavemente os lábios da loira. — Você sabe o que aquele clarão significa não é?
– Sim, eu sei. — Respondeu colando sua testa na outra e sorrindo.
Ambas entendiam o que estava a caminho. Malévola nasceria dentro de alguns dias. A Guerra estava em fim no seu começo. Zelena e Ruby teriam chance de se salvarem. Mas as duas se indagavam internamente algo em comum. Quantas vidas seriam tiradas para que a paz, enfim, reinasse? Isso só Rumple poderia responder, e elas iriam atrás de explicações.
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