Notas iniciais
Bom, agora as coisas começam a pegar fogo rs... Finalmente vamos entender o mistério da profecia e o que rola entre Emma e Regina. Queria agradecer os comentários e às pessoas que estão lendo a fic. Quem favoritou mora no meu coração, e até mesmo aqueles que ainda são fantasminhas rs. Boa leitura!

Emma não sabia que estava realmente preparada para escutar o que estava por vir, mas ela sabia que precisava. Não era apenas curiosidade. Ela sentia que sua vida dependia disso e que a tal da profecia era extremamente importante. Regina era como uma incógnita pra loira que se via perdida naqueles olhos castanhos. Precisava descobrir a verdade. Pelo menos para se preparar para tudo que estava começando. A guerra que travaria com Victor, seus pesadelos e suas emoções que surgiam como faíscas.

– Antes que você comece. Por que me salvou aquela noite? – A voz de Emma era um sussurro.

– Porque a profecia é sua. – Regina respondeu de modo automático, ela não queria contar o real motivo. – Sua vida depende disso. Seu destino já está escrito, Swan. É inevitável o que está por vir.

– Quem escreve meu destino sou eu. – A voz saiu rude.

– É mesmo? – Regina se inclinou sobre a mesa com as mãos entrelaçadas. – Pois nas suas outras vidas não foi bem assim. Acontece que você não pode controlar o que está por vir porque se trata de uma profecia.

– Minhas outras vidas?

– Você já teve sonhos estranhos? Como se fossem lembranças, mas você sabe que não são porque você sabe que não viveu aquilo? – Regina estreitou os olhos. Emma assentiu. – Na verdade, você as viveu. Mas não aqui, não agora. Você não é humana, Swan. Apesar de seu corpo reagir como se fosse. Porém, não falta muito para que sua real natureza desperte. Você é uma espécie de anjo caído. Possui poderes e a imortalidade. Mas sempre morre de velhice porque não encontrou seu amor verdadeiro. Porém, quando encontrá-lo você deve fugir mesmo que isso faça com que você perca seus poderes.

– Anjo caído? Como assim? Eu não tenho poderes. Eu sou humana sim. – O tom de voz da loira estava fino, como se estivesse e irritando.

– Uma vez a cada século, um anjo cai do céu. Não literalmente. Ele nasce como um humano cresce como uma criança comum e envelhece até os 30 anos. Até que finalmente seus poderes se revelam e ele cessa todas as guerras do mundo. Sua missão é levar o equilíbrio entre o mundo sombrio e o mundo humano. Vampiros, metamorfos, lobisomens, híbridos, bruxos e bruxas, wendigos, videntes. Enfim, todos esses seres devem se curvar ao Anjo. Ele se torna uma espécie de rei, que comanda cada tipo de população. Até mesmo o mais forte do ser se cala ou obedece às suas ordens. É algo obrigatório, não podemos fugir disso. A questão é que o Anjo tem um amor verdadeiro. Porém, esse amor é o Demônio. Eles não podem ficar juntos e quando isso acontece, uma criança é concebida. Essa criança é a coisa mais poderosa que esse mundo possa ver. A questão é que já tem 2 séculos que tanto o Anjo quanto o Demônio vêem reencarnados como duas mulheres. Seria uma forma de impedir que ficassem juntos, porém um mago as ajudou e permitiu que elas concebessem uma criança apenas com seus poderes e com o consumo de seu casamento, claro. O problema, é que sempre que o Anjo encontra seu amor, ele morre porque o Demônio corre risco de vida. O que é no mínimo irônico já que ele morrerá de qualquer forma. A questão é: a criança não pode nascer, ou o mundo verá seu fim.

– Eu não entendo. Se esse tal de Anjo morre de qualquer maneira, por que então ele não pode viver seu romance com o tal Demônio? – Tudo aquilo era muito confuso e Emma não consegui digerir.

– Porque se ele viver essa história de amor, ele morrerá antes de trazer paz para a Terra. Ele tem duas opções de escolha: a destruição do mundo ou seu amor. – Regina parecia cansada de ter que explicar aquilo.

– Imagino que ele escolheria a paz do mundo, não é mesmo?

– Não, se ele encontrasse seu amor com certeza o escolheria. Porque é inevitável. A atração entre os dois é maior que qualquer força deste mundo.

– Eu não entendo. – Os olhos de Emma estavam ficando marejados. – Se eu sou esse tal Anjo onde está então o meu amor?

– Não sei. – Regina desviou o olhar, a garganta estava seca. – Eu só sei que você precisa desenvolver logo seus poderes. Victor sabe da profecia e ele não hesitará em tentar roubar a criança se ela for concebida ou matar o Demônio. Caso isso aconteça, a força sombria que existe dentro do Anjo poderá destruir qualquer coisa que esteja na frente. Não se esqueça que ele foi humano, isso o deixa menos divino e perfeito.

– Quer dizer que eu carrego esse fardo? Que eu não tenho escolha? – Emma agora estava triste e muito confusa. Sua irritação era visível.

– Eu sinto muito, Emma.

– Não, você não sente. – A loira se levantou e encaminhou para fora da sala. – Eu só me pergunto onde você se encaixa nesta loucura toda. – Emma disse parada na porta, ainda de costas para a morena. Não esperou resposta, apenas saiu dali.

– O Demônio, minha menina. Eu sou o Demônio. – Regina sussurrou depois que a loira saiu, as lágrimas caindo em seu rosto.

–-----------------------------------------------

Emma subiu as escadas correndo. A verdade é que aquela história parecia surreal demais para que ela acreditasse. A questão é que ela vivia em um mundo, onde a maioria das pessoas achava que existiam apenas em livros e filmes. Sua vida era a coisa mais complicada que um dia ela vira. Seu coração apertava no peito. Será que Alfred sabia de tudo aquilo? Será que por isso que seus pais a tinham abandonado? A verdade é que Emma não sabia nada sobre eles e nunca quis perguntar ao homem que a criou. Ela sentiu raiva por muitos anos, mas depois só conseguia sentir indiferença. Se eles não a queriam, então ela se contentava em viver com Alfred, que fora seu pai de verdade.

Mesmo que sua raiva tivesse passado, agora ela se vida perdida. Talvez fosse devido a essa merda de profecia que todos a tratavam diferente. Mesmo que os Conselheiros a achassem uma pirralha, de certa forma eles a respeitavam. Nunca a atrapalhavam em algum caso e ela parecia ter privilégios sobre outros caçadores mais novos. Agora ela parecia entender porque sua vida sempre fora um caos. Emma apenas riu com a ironia que sua vida se tornara. Desceu as escadas e saiu da casa. Queria pensar e respirar ar fresco. Já era madrugada, mas com certeza ela não dormiria bem tão cedo.

A cidade estava deserta. Isso era bom. Mesmo que isso fosse estranho, Emma preferia a noite do que o dia. Ela conseguia pensar com mais calma e ter muitas pessoas à sua volta a deixava extremamente irritada. Suspirou, colocou as mãos nos bolsos e saiu andando de cabeça baixa por uma das avenidas principais. O que ela faria depois dessa revelação? Provavelmente Victor queria sua cabeça. Isso a assustava, mas mesmo assim ela não deixaria que seu medo falasse mais alto que a vontade de derrotá-lo. Emma sabia da fama daquele monstro. Ele era pior do que qualquer criatura sombria. Depois de algumas horas resolveu voltar para a mansão do vampiros. Não queria estar ali, mas era necessário. Já ia entrando em seu quarto e percebeu que havia apenas uma luz acesa no corredor.

A luz que saía do quarto de Regina era a única da casa inteira. Emma achou estranho, pois ela pensava que a Evil Queen estaria caçando. Afinal, ela teria uma boa zona de caça já que o acordo estava feito entre eles e os caçadores. Mordeu o lábio inferior e ficou alguns segundos lutando contra a vontade de ir até o quarto. Na verdade, Regina a deixava confusa e irritada ao mesmo tempo. Porém, havia algo na vampira que chamava sua atenção. Não era apenas sua beleza ou seu jeito reservado, era algo mais. Emma não sabia o que era e estava relutante em descobrir, mas ela precisava.

Aproximou-se da porta do quarto que estava entreaberta. Olhou pela fresta e sentiu seu coração pular. Regina estava de costas, olhando a lua pela janela. Porém, ela estava com um vestido preto, que deixava todas as suas costas de fora. Emma viu uma tatuagem na mesma, era grande e meio difícil de entender. Havia várias frases que iam de um ombro até outro e estavam escritas em uma língua que a loira não reconheceu. Mais embaixo, havia uma lua desenhada, pintada de vermelho com contornos pretos. Ao lado, uma coruja com um aspecto sombrio e carregava uma chave nas garras. Emma estreitou os olhos e por baixo dos desenhos percebeu relevos. Eram cicatrizes, pareciam fundas e grandes. Sua respiração ficou ofegante e ela se viu pensando em passar a mão pelas costas da morena, que por sinal eram lindas e definidas.

Regina virou-se imediatamente. Seus olhos castanhos encontraram os verdes e seu coração começou a bater pesadamente. Emma a estava observando e ela sentiu um frio na barriga ao perceber que isso a agradava. A loira abriu a porta e elas ficaram se olhando por longos minutos que pareciam horas. Não falavam nada, apenas se perdiam naquela magia que passava de uma para outra. Então a mais nova entrou no quarto e o atravessou a passos largos. Encaixou uma mão na nuca da morena, enquanto o braço livre passa por sua cintura em um aperto firme.

– Emma. – Regina sussurrou.

Então a loira a beijou. Ambas perceberam que esperavam por isso. Foi um beijo longo e intenso. Os lábios se encaixavam, em uma dança sincronizada. Regina arranhava as costas de Emma com força. Fazendo a loira arfar e gemer baixinho em aprovação. Perderam-se naquele beijo, sentindo seus corações se aquecerem de forma aconchegante. Aquilo parecia o certo desde que Emma encontrou Regina uma segunda vez. Esqueceram-se de que deveriam ser inimigas e de que uma guerra estava por vir. Mas a realidade parecia vir à tona em momentos que deveria sumir.

– Desculpe-me. – Emma disse e saiu do quarto correndo.

Regina fechou os olhos e novas lágrimas rolaram pelo seu rosto. Uma mão foi até os lábios como se quisesse sentir o gosto de sua menina novamente. Saiu dali rapidamente, descendo as escadas em uma velocidade vampiresca e de forma silenciosa. Ela precisava caçar e esquecer aquilo. Se quisesse proteger Emma deveria evitar que aquilo acontecesse novamente mesmo que ela desejasse. Enquanto isso, Emma não conseguia dormir. Pensava apenas naquele beijo e se remexia por debaixo dos lençóis. Encostou a mão nos lábios e permitiu que as lágrimas queimassem em seu rosto.

Notas finais
Gostaram? Deixe seu review que ajuda bastante. Espero que o capítulo tenha ficado à altura. Desculpe-me os erros. Beijokas.