Notas iniciais
Bom, não é a primeira fic que faço, mas é a minha primeira no Nyah! Espero que gostem. Desculpem os erros. Sem mais delongas, o primeiro capítulo.

(1992 – StoryBrooke)

Emma respirava ofegante, formando pequenas nuvens de vapor. Ela sabia que a floresta era perigosa, mas ficar naquela cabana era muito mais. Para uma criança de 8 anos, a loirinha era bastante esperta. Já tinha visto muita coisa. Criaturas que faziam crueldades durante a noite, principalmente. Ela sabia que não eram simples monstros embaixo da cama ou escondidos em seu armário.

Estava sentada de trás de uma árvore. Vestia apenas uma calça e camisa de pijamas, além de um casaco vermelho. Não demoraria muito para que a neve congelasse suas mãos e seus pés desnudos. Emma tentava não fazer barulho. Ela não sabia o que a seguia, mas sabia que era algo sanguinário. Em suas mãos ainda havia o sangue de Alfred. Ele não era seu pai, mas cuidava da pequena como se fosse um. Alto e de cabelos castanhos, Alfred era um excelente caçador. Ao tentar cumprir uma promessa, ele cuidava da Emma. Sempre ensinava a menina sobreviver, matar, caçar e conhecer o que havia de obscuro no mundo.

Porém, ele jazia deitado no chão da cabana. Emma tentou ajudá-lo, mas ele a obrigou a correr e sobreviver. Não houve tempo de pegar roupas ou comida. Ela só conseguiu levar o machado que Alfred segurava sujo com sangue da coisa. Era uma gosma branca e malcheirosa, mas Emma não se importava com aquilo agora. Ouviu um barulho e saiu de trás da árvore. A adrenalina a enchendo de coragem para enfrentar o monstro.

A criatura era enorme, dois metros ou mais. Não usava roupas, no lugar da pele havia escamas marrons. Nos olhos eram duas fendas vermelhas. As mãos em garras, os dentes amarelos e arreganhados. Ele tinha postura de ataque. Emma perdeu os movimentos assim que olhou para aqueles olhos. “Um metamorfo com poder de paralisação! Merda, merda! Você tinha que se esquecer de não olhar, sua burra!” a loirinha pensou. Olhou em volta pensando em alguma rota de fuga.

Percebeu que a criatura, que estava há quase 100 metros, corria em sua direção. Então tudo pareceu estar em câmera lenta. Uma mulher de estatura mediana, cabelos longos lisos e negros como a noite. Ela se colocou entre eles e atacou a criatura. Enfiou-lhe uma espada no estômago. O monstro caiu no chão e se evaporou em uma fumaça roxa. A mulher se virou, ela era muito linda. A pele levemente morena, os olhos castanhos e profundos, o corpo bem definido, uma cicatriz pequena no lábio superior. Usava botas, uma calça de couro e uma blusa vermelha de mangas longas. Entretanto, Emma estremeceu ao olhar que seus dentes caninos eram maiores. Uma vampira.

- Você está bem? – A morena perguntou.

- Se afaste, sanguessuga. – Emma gritou apontando o machado.

- Opa, me desculpe. – A vampira recolheu as presas e fez a espada em sua mão sumir naquela mesma fumaça roxa de antes.

- Quem é você? – A pequena perguntou mais calma.

- Regina Mills.

- A Evil Queen? – A garota tremeu com o nome.

- Não se de onde tiraram esse nome estúpido. – Regina já estava se irritando. – Eu sou a Rainha dos Vampiros, mas não sou má.

- Você se alimenta de inocentes. – Emma gritou.

- Eu e minha mania de salvar crianças. – Revirou os olhos. – Vamos voltar para aquela cabana imunda, menina. – Regina a pegou no colo sobre protestos.

- Alfred está morto. – Emma choramingou os olhos marejados. Porém, o perfume de maçãs de Regina a deixava estranhamente calma.

- Não, ele só desmaiou, eu consegui estancar o sangramento.

- Você o salvou. – A garota sussurrou, aninhando mais no corpo da morena que apenas sorriu com a afirmação. – Não está com frio.

- Eu não sinto frio, Emma Swan. – Sua voz era rouca e firme.

- Como sabe meu nome?

- Um dia eu lhe conto.

As duas chegaram à cabana. Emma correu para o quarto de Alfred e sentiu-se aliviada. Ele já estava descansando. A garota bateu em seu braço gentilmente. “Você me assustou, idiota.” Pensou quando voltava à sala. Regina estava em pé, os olhos vagos encarando o nada como se estivesse pensando.

- Você pode ficar se quiser. – Emma disse baixinho.

- Não precisa, mas obrigada.

- Regina, eu...

- Venha aqui, Emma. – Regina a chamou em um tom autoritário e frio. – Por favor. – Pediu vendo que a menina cruzou os braços, ela não tinha medo.

- O que é? – O tom de criança birrenta.

- Emma. – Regina disse com um joelho apoiado no chão, para ficar da altura da garota. – Você jamais se lembrará de quem lhe salvou. Apenas que viu uma mulher derrotar o metamorfo e sumir. Não se lembrará de sua voz ou de seu cheiro. Boa noite, Emma Swan. – Regina fechou os olhos e desapareceu em uma fumaça roxa.

A garota saiu de seu transe. Confusa de como foi parar em sua cabana, preparou um chocolate com canela. Tomou e foi dormir. Adormeceu e sonhou com uma mulher de olhos castanhos e uma cicatriz no lábio superior.

Notas finais
Não ficou grande, mas é só o começo. O próximo será bem maior kkkk... Devo continuar? Tem alguma sugestão ou crítica? Comente! Beijos!