The Game Of Survival – INTERATIVA.
4 Savannah: Really, do not kiss me!
Notas iniciais

“Olhei para Matt e Angie, percebi que eles estavam dividindo seus mantimentos, eu fiquei de fora. ‘Lysa, saia daqui estamos sozinhos agora’ disse Angie, e eu apenas assinto, e saio de perto. Ficamos mais ou menos 1 quilômetro de distância um do outro. Revirei os olhos e continuei sentada olhando para as pontas ruivas do meu cabelo, lembrei-me do que eu estou procurando. Miles. Esse é o meu objetivo. Não sei se ele está bem, lembro-me da música que ele cantava para mim, a letra era assim:
Ela é um filme de ação com vários finais
Ela é política aplicada e conversas banais
Se ela tiver muito afim seja perspicaz.
Me levanto e pego meu casaco, e me dirijo a Angel e Matt.
— Vocês podem parar de ser tão infantis? Vamos nos juntar e nos ajudarmos...
— Cala boca, Lysa — diz Matt parecendo bravo.
— Olha eu não vou ficar aqui parada, enquanto Miles pode estar morrendo! – digo sentindo as lágrimas se formando. – Vocês são egoístas, isso sim, eu vou embora! Baka.
Senti Matt segurar o meu braço, virei-me para protestar e seu rosto estampava raiva e... alguma outra coisa que eu não sei descrever, afrouxou a mão que estava segurando o meu braço e disse:
— Boa sorte, Lysa.
— Você é um covarde.
— Se eu sou um covarde aguenta essa – ele me puxou para si e nossos lábios se tocaram. Peguei minha mão livre e empurrei-o para longe de mim.
— Eu estou procurando o meu namorado, seu idiota! E saia de perto de mim! – Angie pegou o irmão pelo braço e puxá-lo para longe de mim.
E essa foi a última vez que nós nos falamos.”
Eu corria sem parar, uma manada “linda” de búfalos corria atrás de mim, bom, também estavam atrás de Matt e Angie, eles não conseguiram correr tão rápido...
— Búfalos inúteis! – berrei, esse era o meu xingamento, pensando bem eles não foram tão inúteis...
Meus pés escorregaram, e eu percebi que estava caindo, e caí dentro de um buraco, kuso!
— Lysa Young, não vai morrer assim.
Vi os búfalos desviarem o buraco (graças a Deus) e eu suspirei aliviada.
Quando o barulho cessou, enfiei minhas unhas na terra para tentar subir, vi uma raiz, peguei-a e consegui subir facilmente com ela, olhei em volta só tinha um campo vazio, e um horizonte distante.
* * *
Estava caminhando a mais ou menos umas 2 horas, apenas via as mesmas gramas da Savana. Já não enxergava muita coisa por causa do sol, olhando para o chão eu andava o mais rápido que eu posso, vejo uma coloração mais verde na grama, olho para cima e vejo árvores de altura mediana, eram macieiras!
Eu senti meu estômago remexer rapidamente, subi na árvore. Eu sou boa nisso, pensei. Peguei algumas maças e desci da árvore. Corri para a floresta.
Miles, uma voz soava na minha cabeça, Ache Miles...
Chacoalhei minha cabeça e espantei esses pensamentos, mas não durou muito tempo, o jeito que ele me chamava, não de Lysa e sim de Izzy, por causa do meu segundo nome.
Provavelmente ele morreu. Não sei. Depois que sua irmã morreu ele se tornou sensível a tragédias, ele chora pouco mas está sempre triste.
Suspiro e ouço passos, dou de cara com uma garota com cabelos castanhos claros, ela é bem bonita, com seus olhos azuis ou verdes? Sinceramente eu não sei.
— Você está bem? – pergunto a garota – Olhe eu não vou lhe fazer mal.
Solto um “hmm...” baixinho e ela levantou a sobrancelha, e eu respondi:
— Okay – sussurro.
— Tenho de te mostrar algumas pessoas para você.
— Q-quem são?
— Ah, eles não farão mal a você.
— Como eles se chamam? – pergunto.
Ela hesita e responde:
— Isaac – meu corpo estremece e ela continua: – e Miles.
— Miles? – minha voz soa mais alto do que eu queria.
— Como você sabe o...
— Descreva-o. Por favor, é muito importante...
— Espere, você é Izzy?
Arregalo os olhos e levo a minha mão até os seus ombros.
— Como você sabe o meu nome? Foi...
— O Miles – completou ela, soltei os seus ombros e mexi no meu cabelo.
— Como ele está? – pergunto feliz. Ela assenti e eu olho estranho para ela. – Ele...
— Está mal – ela me interrompe.
— Onde ele está? Onde?!
— Eu te levo – corre eu a sigo.
* * *
Olho para a garota, ela disse que já estávamos chegando, mas percebo que isso é bem... mal calculado. Minhas pernas doíam...
— Isaac está com ele?
— Sim, Isaac é um bom – ela hesita e cora um momento – cara.
— Ah. E você como se chama?
Ela sorri e me responde:
— Me chamo Agnes, mas me chame de Agiih.
— Okay, você já sabe o meu nome, mas eu vou me apresentar mesmo assim. Prazer sou Lysa Isabelle Young.
— Lysa? Achei que seu nome era...
— Todo mundo acha que meu nome é Isabelle, eu já estou acostumada com isso.
Ela cora com a minha resposta e eu paro de correr, e ela para ao meu lado.
— Também estou cansada, mas é melhor nós continuarmos.
— O que há?
— Tenho de olhar como Miles está, já que Isaac não entende muito disso, eu estou cuidando dele. E é para lá — ela apontou para frente -, siga que você vai encontrar Isaac e Miles.
— E você?
— Vou colher algumas amoras, e algumas folhas.
Sorri para ela, e faço um coque nos meus cabelos, corro na direção onde ela apontou, olho em volta e a algumas árvores vejo um garoto alto, com uma blusa preta, me aproximo e vejo que Miles está deitado no chão.
— Miles! — exclamo e o garoto se vira para mim.
— Quem é você? — perguntou... aí como era o nome dele... Isaac!
— Eu sou Lysa, a ex-namorada do Miles. — falei e ele assenti. Vou na direção de Miles, cutuco sua costela e ele abre os olhos.
— Agiih, mais dez minutinhos — ele se vira.
— Aí, seu idiota, sou eu! — ele se vira para mim, e um sorriso bobo se forma em seus lábios.
— Izzy! — ele me puxa, e eu caio na grama, nós rimos da situação.
— Pensei que você estivesse morto — digo — baka!
— Você assistiu quantos animes na vida? Até manja da língua.
Corei, ele sabe que eu gosto de anime, principalmente Avatar.
— Eu sou a Katara e você é o Aang.
Nós rimos e ele me abraça.
— Meu Ikko. — sussurro.
— Eu... bom, vou procurar Agiih — decide-se Isaac, tadinho ficou de vela! — E, cuidado com as aranhas, Miles.
Ele sai e eu me levanto, vejo seus olhos e digo:
— Desculpe eu ter terminado, é que eu sou ciumenta...
— Ciumenta? Você? — ele disse sarcástico e riu da minha cara, me levanto. — Onde você vai?
— Eu vou te ajudar a levantar, vamos ajudar Agiih — pisquei para ele e ele ri.
Estendo a mão para Miles e ele se levanta, ele passa o braço envolta dos meus ombros tentei andar o mais rápido possível, e vejo Agiih pegando algumas folhas... e Isaac estava ao seu lado! É tão shippavel quanto Korra e Mako.
— Obrigado por cuidar de Miles — disse sem graça. Agiih sorri e dirige o olhar a Isaac.
— É verdade — concorda, ela se vira para onde eu estou, ela nos vê e levanta a sobrancelha e faz uma careta, se levanta e vem na nossa direção.
— Ferrou — ouvi Miles sussurrar, antes de ela vir falar conosco.
— Oi — digo, sorridente, tentando disfarçar. — Eu e Miles estávamos passeando.
Vi Miles dar uma pequena risada, Agiih também riu.
— Queria ver como Miles está. — diz. — E pelo visto se acertaram. — Pude ver um sorriso se formar na lateral da sua boca, apenas olhei para Miles.
— Estragamos alguma coisa? Tipo algum... hm... clima? — perguntei.
Ouvi Agiih começar a tossir, Miles deu batidas em suas costas e eu soltei uma mini risada.
— Senti um pouco de falsidade na sua tosse. Mas vamos começar o interrogatório, Miles, vai ver o Isaac e mantê-lo distante, enquanto... bom... conversamos.
— Por quê? — pergunta Miles a mim.
— Porque é conversa de garota.
Dito aquilo, ele se levanta, beija a minha testa e vai até Isaac, que não entendia o que estava acontecendo.
— Bom, nem sei como começar.
— O interrogatório é seu. Você decide.
— Já sei por onde começaremos!
— Por onde?
— Pelo começo — digo, antes de uma gargalhada sair da minha garganta.
— Tá. Chega de piadinhas e vamos começar isso logo.
Assinto e pego uma folha do chão.
— Você gosta de algum garoto? Bom. Tirando o meu Ikko, resto tá valendo. — digo, botando os braços para trás do meu corpo, sentindo a grama entre os meus dedos.
— Minha cabeça está confusa depois do que aconteceu... desculpe, não consigo responder você — e olha para o céu e posso ver o crepúsculo se aproximando, suspiro, Agiih continua com o olhar fixo no céu, com curiosidade olho também.
— Olhe bem — Agiih avisa, apontando para o alto do céu, um rastro... bem, parecia que alguma nave havia passado, não seria possível ser da nossa. Já faz um tempo que nós caímos e rastros não duram muito tempo. Hesito. Alguém teria passado ali perto? Quem seria? As perguntas rondavam a minha cabeça. Uma coisa veio a minha mente:
Nações Unidas Galácticas. C-como não pensei nisso antes? Foram eles, estavam tentando mostrar o que sabem fazer. Vejo um pára-quedas descendo. Tinha alguma coisa em baixo dele, uma caixa talvez? Agiih me olha com espanto e eu me levanto, o pára-quedas não está longe, serenamente ele desce, Agiih que é mais alta que eu se dispõe a pegá-lo, eu apenas olho atentamente ela pegar a caixa, ela fez uma careta. Cade os garotos quando precisamos?, penso. Ajudo-a.
— Vamos abrir juntas. — sussurra Agiih. — 3, 2, 1...
Abrimos a caixa, um robô estava dentro, levo uma das minhas mãos a boca, Agiih pega o robô e bota ele no chão. Vejo um botão e clico.
Vejo os pequenos olhos do robô se acenderem. Eram como rubis. Vermelhos-sangue. Seu corpinho era um cinza, e não sei como se locomovia, vi um tipo de rodas especiais, ou sei lá. Ele dirigi o olhar a mim, e com uma voz robótica ele se dirige a mim:
— Senhorita Lysa Isabelle Young.
— Sou eu.
— Siga-me.
Franzi a testa no mesmo segundo, Agiih não fala nada, apenas corre atrás dos garotos. Continuo a encarar o robozinho. Poderia confiar nele?
Alguns minutos depois, ela volta com os dois, Isaac olha para o robô com curiosidade.
— Como conseguiram? — perguntou, apontando para o robô.
Agiih começou a explicar, estava também gesticulando, e ele acenava silenciosamente.
— Como ele sabia o seu nome, Izzy? — Miles se pronunciou, queria murmurar um "não sei" mas a minha voz não saia, o robô começa a andar, olho para Miles e ele assenti. Entendeu o recado.
Começo a atrás do robô. Seria uma longa noite.
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