The Game Of Survival – INTERATIVA.
3 Forest: Help is welcome.
Notas iniciais
Pumped Up Kicks – Foster the People
"Senti meu corpo despencar de uma altura baixa. Senti meus pés penetrarem na água, fechei os olhos sentindo meus pés entrado na água. “Eu vou conseguir. Sair. Eu sou Isaac Daugherty.” Passei minhas mãos por cima da minha cabeça, para tentar voltar para cima, nadei até encima, e nadei até a margem, subi a margem e olhei em volta. Não havia nada. Só árvores medianas com folhas grandes, percebi um paraquedas pendurado num galho e lá havia uma garota.
— Hey – chamei. – Você está bem?
— Sim, sim. Bom, você pode me ajudar a sair daqui? – perguntou, docemente, tirando o cabelo castanho claro do rosto.
— Claro. – ajudei-a a sair, ela não estava conseguindo sair sem se agarrar o paraquedas, tirei-a rapidamente e ela sorriu.
— Obrigada, como você se chama? – perguntou, curiosa. – Ah! Antes de você falar, meu nome é Agnes Azzo Lise.
— Meu nome é Isaac, prazer – estendi a mão.”
Eu e Agnes estávamos juntos a um dia, somente nós dois, não havíamos achado mais ninguém. Ela não fala muito comigo, não sei o que há com ela. Ela havia falado o nome e ficou um silêncio.
— Ainda temos a pêra que eu peguei ontem? – perguntei, ela tirou uma pêra do bolso e estendeu para mim. – Não eu não quero. Só queria saber. – ri e ela deu um sorrisinho. – Agnes. – chamei e ela se virou.
— Pode me chamar de Agiih. – diz e eu prossigo:
— Tudo bem. Agiih – parei o que eu ia falar. Ouvi um barulho, alguma coisa sibilando, e também ouvi um berro de um garoto, eu peguei na mão de Agiih e puxei-a para olhar o que estava acontecendo.
Ouvi outro berro, localizei a algumas árvores de nós, lá havia um garoto com uma aranha (um bicho da Terra) encima dele, Agiih deu um berro tão estridente que chamou a atenção da aranha. Antes dela (aranha) sair de cima do garoto, ela enfiou as garras em sua barriga, ele berrou de dor e ela veio na minha direção, o garoto tinha uma faquinha na mão, ainda berrando ele disparou na aranha, que acertou sua parte de trás em cheio. Uma gosma bege voou para todos os cantos, e só sobrou as pernas a aranha.
— Me ajude! – berrava o garoto, botando a mão no sangue que escorria da sua barriga.
— Agiih! Agiih! – berrei, chamando-a. – Espere.
Passo os olhos pelas árvores, não vi nenhum sinal de Agiih, resolvi caminhar um pouco para encontrá-la. Olhei para o alto, para ver se ela não havia subido em alguma árvore, percebi que não. Continuei passando os olhos, ouvi alguns soluços, e Agiih encima da árvore ao meu lado. Como eu não havia percebido ela ali?
— Agiih, precisamos ajudar ele.
— V-você v-viu o tamanho daquela a-aranha?
— Vi, mas não precisa de tanto escândalo...
— Eu tenho pavor de aranhas, Isaac. Você não percebeu? – ela disse entre os soluços. – O que aconteceu?
— O garoto matou-a. Foi um máximo.
— Acho que “um máximo” não são palavras boas para descrever a situação.
— Desce daí, Agiih – digo, e ela desce rapidamente. – Você não sabe como está o garoto, vamos, ele pode morrer.
— Onde ele está? – perguntou, e eu apontei para o outro lado.
Ela correu e eu fui atrás dela, continuei a andar até que eu alguém falar:
— Pai Celestial, inflama em mim e em minha família o fogo do Amor Divino. Conduze-nos a uma união mais profunda com o Senhor através do perdão... – ele parou de rezar quando percebeu nossa presença, ele botou a mão na sua blusa, estava encharcada de sangue.
— Está doendo muito? – perguntou Agiih quebrando o silêncio.
— Não sei descrever – disse antes de vomitar, vi que não era um vômito normal e sim sangue.
— Efeito da toxina – diz Agiih. O garoto puxou uma parte da camisa e limpou a boca.
Ele tirou a camisa e mostrou o estado do ferimento, estava bem fundo, duas presas, ele fez uma careta ao ver o ferimento, e diz:
— Já tive piores. Mas o que diferencia é a toxina...
— A toxina desse bicho pode até matar— ela diminuiu o tom de voz na última palavra e assentiu, o garoto botou a mão em seu ombro e ele deu um sorrisinho.
— Eu vou melhorar, tenho fé no Senhor.
— Eu te ajudarei – sussurrou Agiih. – Só me deixe falar um momento com Isaac.
Ela me levou um pouco mais longe dele, ele apenas ignorou e vomitou mais um pouco.
— Podemos confiar nele?
— Claro, ele me salvou da aranha.
— Ótimo, então eu tentarei curar ele, não sei se dará certo. Uma vez eu fui mordida – ela bateu a mão na testa e se corrigiu: – picada por uma aranha, e eu me lembro o que eles fizeram, ou que eu me lembro.
— Ok, e, Agiih, o seu pavor por aranhas, é por quê...
— Sim – ela me interrompeu e caminhou até o garoto.
— Oi, ainda bem que vocês voltaram, estava ficando pior – riu. – Me chamo Miles.
Agiih deu um sorriso enquanto ajudava Miles.
— Isaac, você pode pegar algumas comidas, Miles irá precisar quando melhorar.
— Tá. – murmurei, olhei para Miles, que estava fazendo uma careta enquanto Agiih ajudava-o com os machucados.
Comecei a andar a procura de alguma comida, olhando as árvores secas, sem nenhuma fruta. Fiquei olhando para cima olhando para aquelas árvores de carvalho. Não sei muito sobre árvores, mas sei diferenciar carvalhos de eucaliptos, e acácia de carvalho escuro, algumas coisas assim, olhei para o fundo vi algumas macieiras, acelerei o passo. Olhei para trás, não vi mais Agiih e Miles.
Cheguei até elas e não vi jeito de pegá-las sem escalar, examinei-as e localizei um lugar onde eu podia pisar, pisei e subi rapidamente, quando vi já estava bem alto. Peguei algumas e coloquei na camisa preta, desci e olhei em volta, segui por onde eu vim, olhei para o céu, estava ficando escuro.
O céu estava ficando alaranjado, o que me deixou impressionado. É muito lindo, o sol descia devagarinho, senti meu ombro ser tocado, me virei rapidamente e vi Agiih.
— Quase me matou de susto – falei.
Agiih corou e disse:
— Desculpe, mas venha, fiquei preocupada.
Sorri para ela, novamente suas bochechas ficaram escarlate, ela seguiu para onde Miles estava, ele estava jogado no chão, percebi que os seus olhos estavam fechados...
— Ele morreu? – perguntei, desesperado.
— Não – murmurou. – Ele está bem. Ele melhorou, mas eu tenho de acordá-lo... queria que você soubesse da história dele.
— Por quê? – perguntei curioso.
— Porque ele precisa contar a alguém.
Ela me olhou com um olhar de “por favor” e eu cedi, ela chacoalhou Miles suavemente e ele abriu os olhos.
— Anh, quê?
— Miles, conte a sua história para o Isaac. Ele é uma boa pessoa, merece saber.
— Agnes, por favor não me faça...
— Miles, faça pela sua irmã.
Ele assentiu, e levantou a sua camisa, olhou para o ferimento e começou:
— Minha irmã a garota mais doce e atenciosa... gostávamos de brincar no balanço na frente de casa, corríamos até nossa mãe mandar-nos tomar banho... éramos crianças inocentes. Não sabíamos o que o futuro nos aguardava. Com 14 anos ela arranjou um namorado. Ninguém na minha casa gostava dele. Ele se chamava Josh, aquele babaca... – suspirou –, eles iam naquelas baladas, se espetavam com aquelas drogas idiotas que estragaram a vida dela. Num dia desses eu resolvi segui-los.
“Peguei a moto-voadora e segui-os. A droga do veículo deles, deu uma freada brusca, não consegui frear... bati em cheio no veículo... não sabia o que tinha acontecido. Me lembro que desmaiei, e acordei no hospital, minha prima, Britt, estava lá e me disse o que aconteceu.
“Eu causei a morte da minha irmã. Ela falou que não foi minha culpa eu disse que era... simplesmente, comecei a berrar com ela, dizendo: ‘Pare de mentir! Eu causei isso o sofrimento de todos...’, ela saiu do quarto, depois vi a minha ruiva, entrar, ela se chama Isabelle, mas sempre gostou de ser chamada de Izzy, ela me consolou dizendo as mesmas coisas que Britt...”
Ele parou, percebi que lágrimas saiam desesperadamente de seus olhos, Agiih posou a sua mão no ombro dele, eu assenti, ele fungou e continuou:
— Tive de ir no enterro de cadeiras de rodas... o desgraçado do Josh apareceu lá, meu pai e eu expulsamos ele de lá, não queria ver o seu rosto lá. Minha mãe estava chorando histericamente, não podia abraça-la por causa da cadeira, infelizmente, Izzy me empurrava e chorava ao mesmo tempo, elas eram melhores amigas... quase irmãs, e por culpa minha ela não se veriam mais.
— Para, senão vai me fazer suar pelos olhos... – diz Agiih baixinho.
— Parei, e, Agnes, você devia renovar as folhas de árvores, pois a coisa está ficando feia.
Agiih foi até ele e trocou as folhas, ele pegou algumas folhas das árvores e continuou a arrumar, eu apenas olhei, ela é bem habilidosa... e bonita.
— É melhor nós dormirmos – comentou ela, fazendo-me sair do transe.
— É verdade – concordamos em uníssono. Miles encostou sua cabeça na árvore e eu fiz o mesmo. Agiih veio para perto de mim e perguntou:
— Posso me encostar em você?
— Claro – respondi, e ela colocou a cabeça no meu ombro e fechou os olhos.
— Boa noite.
— Boa noite – respondi, fechando os olhos.
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