The Four Revolutions

24 Capítulo 24 - O sacrifício.


Notas iniciais
Hey pessoas! Hoje é primeiro de Janeiro, então eu desejo a vocês um feliz ano novo e que 2015 seja melhor do que 2014 foi :) Demorei um pouco para postar porque GENTE EU PRECISAVA DE UMAS "FÉRIAS" DA FIC TÁ u.u AHUEHUEA Okay, eu ultimamente tava postando muito capítulo e isso cansa um pouco, então tirar só uma semana de "férias" da fic era necessário para a minha criatividade e.e Anyway pessoal, CAPÍTULO ESPECIAL E GIGANTE para vocês, presente de ano novo aqui porque eu pretendia postar no dia 3 esse u.u

Ponto de Vista do Narrador.

Matthew estava sendo levado para uma cela separada.

Bennett, Helena e Travis estavam na mesma cela, a mesma que Matt também estava. Agora ele estava sendo transferido para outra, já que era considerado um perigo iminente por ser o único dominador que ainda consegue dominar seu próprio elemento.

Ainda. Stephen planeja bloquear a sua dominação.

Os vampiros que o seguravam com luvas anti dominação o jogaram na última cela do corredor escuro. Nem era uma cela, na verdade. Parecia mais com um pequeno quarto, igual a uma solitária que ele tinha visto antes em filmes e séries.

O jogaram no quarto bruscamente e depois trancaram a porta. Ele caiu no chão, quieto e sozinho.

Seus pensamentos levavam a um caminho em direção a culpa e medo, sem ter nenhuma volta ou outra estrada alternativa. O quarto era frio, escuro e mil vezes pior do que ele já ouviu falar e viu sobre alguma solitária. Seu corpo estava fraco por ficar tantas vezes sob o poder das luvas anti dominação e por ser drenado por no mínimo mil vezes em apenas um único dia. Pela a primeira vez, a sua pele estava pálida e Matthew estava tão fraco e sem esperanças que nem parecia mais ser o mesmo.

Quando Sam tinha ido embora com Stephen, Lewis o obrigou a se render, mas Matthew se negou, lutando contra o líder dos The Owners e poucos soldados inimigos. Mas, Lewis era mais poderoso. Tinha armas e o seu maior inimigo agora: luvas anti dominação. O dominador de fogo acabou caindo de joelhos, fraco, e logo depois foi capturado. Tinha apagado durante a viagem todinha, e quando acordou estava com uma mão mecânica no lugar da que fora arrancada anos atrás, tendo seu sangue drenado e ouvindo Stephen conversar com Lewis sobre uma dominadora estar morta.

Inicialmente, pensou que era sobre Helena que eles estavam conversando. Então o levaram para a mesma cela da vampira e mudou de ideia, com a suspeita de que era Sam.

Olhou para a sua mão esquerda, que fora arrancada quase três anos antes e acabou de ser substituída por uma mecânica. Um pequeno símbolo dos The Owners estava bem na ponta do seu polegar, e quase não seria notado se ele não estivesse analisando cada milímetro da nova mão.

Ter uma mão esquerda depois de tanto tempo tentando se adaptar e ignorando fortemente toda a raiva que tinha por perde-la era de longe uma das piores coisas que ele já passou. Porém, agora que estava com uma mecânica, a raiva tinha aumentado mais ainda, e tinha se misturado com a tristeza repentina. No fundo ele achava incrível a sensação de ter uma mão de novo, mas era a última coisa que queria. Sam e todos do governo o ajudaram a passar por tudo sem optar pela a tecnologia.

Quase três anos de adaptação foram inúteis.

Mesmo que estivesse fraco, levantou-se do chão e parou de ficar encarando a nova mão mecânica. Conseguia ouvir de longe os passos de Stephen se dirigindo até a solitária.

A porta se abriu e Matt não teve tempo para se preparar para falar com o líder dos vampiros. A última pessoa com quem ele queria conversar era Stephen. Odiava o vampiro no fundo do seu coração, porque além dele ser um chupador de sangue, era um psicopata maluco.

Em sua listinha de pessoas que odiava, Stephen estava competindo bravamente com Lewis pelo o primeiro lugar.

Quando o vampiro entrou na sala, ele não pode conter um típico sorriso sarcástico e doentio ao dominador de fogo. Desta vez, parecia ter coragem o suficiente para não estar acompanhado de seus soldados. Trancou a porta e passou alguns minutos encarando os olhos de Matthew, como se analisasse cada milímetro deles, tentando ir cada vez mais fundo no dominador e ler suas emoções.

— Você está sem esperanças. — dizia ainda analisando o moreno. — Interessante. — comentou por final.

Matthew fechou os olhos antes que Stephen descobrisse mais coisa.

— Pode ir dizendo todas as desgraças que ocorreram. — disse ainda com os olhos fechados, temendo quem realmente fosse a dominadora morta.

— Pode abrir os olhos, dominador. — disse o vampiro. — Eu não quero mais ler suas emoções. Eu só quero... Conversar.

Matthew abriu os olhos, evitando de olhar diretamente pra Stephen.

— Conversar sobre o quê? — perguntou quando sabia a resposta.

— Sam. — disse Stephen. — Ela está morta.

— Você está blefando. — ele disse irritado. — Não pode ter feito isso... Ela sempre sobrevive, ok? É impossível matar Sam Watters.

— Eu a joguei no meio do Atlântico. — dizia o vampiro. — Eu matei o meu próprio sangue.

— Você a jogou no Atlântico? — Matt perguntou incrédulo. — Isso só pode ser uma brincadeira.

— Eu não sou do tipo que brinca, diferente de você. — disse Stephen. — Acredite, Summers. Ela se foi para sempre. Provavelmente o corpo dela deve estar nas profundezas do oceano agora. Mas eu vim aqui para lhe dar uma escolha. — deu uma curta pausa, se aproximando mais do dominador. — Como você é o único dominador ativo, eu irei te dar a última escolha da guerra. Pode oficialmente admitir que desistem da guerra e aceitam nossa vitória, ou irá perder a dominação e ter que desistir à força.

— Eu quero tempo para pensar. — pediu o dominador, soando mais como uma ordem.

— Pra quê? — questionou o vampiro. — É uma decisão tão simples e óbvia.

— Mas eu quero tempo. — disse. — Algumas horas, eu só...

Stephen deu as costas e abriu a porta, preparando-se para ir embora. A chave estava em suas mãos.

— Aqui não tem câmeras ou gravadores. — dizia. — Eu só quero que saiba que eu não estou no lado de Lewis.

— Como? — Matt perguntou completamente confuso.

Ele jogou as chaves para o dominador de fogo. Os reflexos de Matthew eram ótimos, então ele as pegou.

— Eu fiz coisas que não me orgulham, garoto. — admitiu. — Eu matei minha família. — se virou, ficando de novamente frente a frente com o dominador de fogo. — Fui criado com o famoso ensinamento que o sangue deve sempre estar em primeiro lugar, e olhe o que eu fiz. Tudo por poder. — suspirou, demonstrando sua tristeza real. — Sam te amava, então lhe darei uma chance. Tem as chaves para fugir e salvar todos da resistência. Se tiver sorte, poderá fugir sem que meus servos lhe notem. Se tiver azar... Digamos que eu não cogitarei em matar todos exceto você e Travis e transformá-los em meus soldados de guerra.

O dominador de fogo não disse mais nada.

Stephen saiu em silêncio, fechando a porta da solitária. Matt só ficou parado, com inúmeras reações e emoções quase a flor da pele com tudo que Stephen Watters tinha feito e contado. Uma conversa de apenas alguns minutos conseguiram despertar mais sentimentos e perguntas do que qualquer outra coisa nessa guerra.

Ele nunca fora muito bom em esconder emoções, pensar racionalmente e conseguir ligar os fatos. Ao menos disso sempre soube. Mas a situação agora exigia todas as habilidades que ele nunca conseguiu ter ou fingir que tinha.

A raiva que sentia de Stephen era tão forte que agora ele já tinha o primeiro lugar na lista de pessoas que Matthew mais odeia. Pensar em Sam não seria algo bom agora quando ela deveria estar morta. Stephen a jogou no Atlântico. Isso parecia tão inacreditável e ao mesmo tempo tão real... Queria não acreditar. Ela sempre escapava de tudo. Sam parecia ter uma espécie de talismã da vida que, não importe o que acontecesse, ela sempre iria voltar viva sem ter quase nenhuma sequela.

Mas toda a vez que ela voltava viva, a sequela nunca era física.

Hector era de longe assustador, só de lembrar Matthew tem uma corrente de medo misturado com ódio correndo pelas suas veias. Sam poderia ter escapado de ter sido morta por ele duas vezes — quando perdeu a memória, e quando morreu afogada —, mas isso quase custou a sua sanidade.

Matt não sabia se seria melhor ela morrer ou voltar viva. Claro que ele a queria viva, mesmo que a situação entre eles estivesse estranha, mas de algum modo ele não conseguiria imaginar uma vida sem Sam Watters. Se ela realizasse a proeza de sobreviver a um afogamento no meio do Atlântico... Iria voltar ainda mais destruída, sem ter nenhuma chance de voltar. A última coisa que Matt queria era ver Sam sofrer mais ainda.

Outra coisa que Stephen causava em Matthew Summers era a curiosidade. Particularmente, o dominador sempre odiou a curiosidade e qualquer pessoa que despertasse isso em ele. Não uma curiosidade “positiva” como Sam fazia, mas uma tão negativa que conseguia despertar todo o seu ódio, raiva e revolta.

Se sentou no chão de novo e suspirou, sem saber o que iria fazer.

Precisava pensar estrategicamente, conectar todos os fatos e conseguir fugir daqui sem que os servos de Stephen percebessem. Precisava pensar como Sam, Aaron e até Helena. Sam está morta, Helena morreu e se tornou uma vampira, Aaron foi capturado e provavelmente será morto logo.

Com isso Matthew concluiu que pensar estrategicamente não era uma coisa boa.

Tentou ligar os fatos como Sam fazia e achar coisas em comum que os três fracassados tinham, coisa que Helena costumava fazer quando não era uma vampira. Isso poderia custar a sua vida e até que tudo isso desse mais errado do que já estava dando, mas não custava nada pensar.

Sam fingiu suicídio e depois foi capturada por Stephen, um pouco antes da sua mãe biológica morrer e ela ter um colapso e ser considerada inimiga oficial pelo governo. Matt não sabia o plano dela, mas sabia que tinha dado errado.

Helena tinha supostamente ajudado Sam por seis meses e parecia saber de mais coisas do que parecia. Mas ela tinha sido capturada no chalé do seu pai. Então o suposto plano dela tinha dado errado.

Aaron forjou a própria morte, modernizou uma antiga base da Segunda Guerra Mundial e criou a resistência, mesmo que ela não tenha durado nem uma semana oficialmente na guerra. Isso significa que ele também tinha falhado.

Era isso que os três tinham em comum: todos pensaram demais, agiram estupidamente e acabaram falhando.

[...]

Sam tinha acordado de um pesadelo.

Ela suava e o seu coração batia tão rapidamente que pensou que iria vomitá-lo na mesma hora. Sua visão embaçada aos poucos voltava ao normal, e o seu corpo estava tão fraco que ela não conseguia nem ficar de pé. Se o seu próprio afogamento não tivesse sido tão verdadeiro e assustador, ela iria pensar que tinha sido apenas mais um pesadelo.

Mas não foi.

Se arrastou para trás, apoiando-se na parede e analisando melhor o lugar que estava. Sua respiração estava ofegante e a sensação de medo misturado com o pânico de ter sido afogada no meio do nada. Cada milímetro do seu corpo doía, e por alguns instantes, respirar parecia ser impossível. A sensação da água entrando em seus pulmões era tão real quanto a dor. Tudo parecia estar sendo recriado, mesmo que Sam não estivesse no meio do Oceano Atlântico.

Bateu a cabeça na parede três vezes para sair do ataque. Respirou fundo e teve que repetir no mínimo cem vezes para si mesma que tudo estava bem, que não estava no meio do nada e que não iria morrer agora.

— Então a história do afogamento era verdade. — ouviu uma voz familiar.

— He-Helena? — gaguejou, com a voz rouca.

— A própria. — respondeu a vampira.

Sam olhou para frente e viu que estava presa em uma cela não muito grande. O cheiro de sangue era forte. Era escuro, e a única coisa que via eram os olhos brilhantes de Helena Jones. A vampira estava próxima da grade, olhando fixamente para Sam. Ao lado da vampira, estava o Bennett, pelo qual Sam só reconheceu pelo o único olho azul claro. A dominadora de água viu um par de olhos castanhos com um brilho azulado e presumiu que era Travis, que estava distante de Helena e Bennett.

— Ao menos não está morta. — disse Bennett. — Sobreviveu a um afogamento. Wow, isso é incrível.

Naquela hora, Sam queria estar morta.

— Tem alguma coisa que mate essa garota? — Travis parecia irritado.

— Por que não tenta? — Helena perguntou. — Pode ir. Ela parece uma garotinha assustada agora, oportunidade perfeita para matá-la.

— Não! — protestou o dampiro. — Vocês estão loucos? — ele se aproximou de Sam, sentando-se ao lado da dominadora. — Você está bem?

Se Sam não estivesse tão fraca, teria dado um soco em Bennett por perguntar algo tão óbvio quanto aquilo.

Ela apenas balançou a cabeça em um sinal de não, respondendo à pergunta do dampiro.

— Me afogaram uma vez. — ele puxava assunto. — Quando eu ainda era humano.

— Cadê o Matt? — ela ignorou Bennett.

— Levaram-no para a solitária ontem, horas antes de você aparecer. — explicava Travis. — Como ele é considerado o único dominador que ainda é uma ameaça, tiveram que separá-lo de nós.

Sam sentiu um alívio. Então ao menos Matt estava vivo.

— Único dominador ativo? — a híbrida perguntou confusa.

— Vamos rever os fatos... — dizia Travis. — Eu não domino mais o ar há mais de dois anos, Helena se transformou em uma vampira e Stephen odeia Bennett. — deu uma pausa. — Sem falar que todos acham que você é louca e é provável que Stephen já tenha tirado a sua dominação.

— Ele sabe como...

— Sim, sabe. — a cortou antes que terminasse a pergunta. — Provavelmente já deve ter tirado a sua e já deve estar tirando a do Summers agora.

Sam ia perguntar onde estava, mas só bastou alguns minutos para que percebesse exatamente onde estava. O corredor destruído e a cela que eles estavam conseguia ser tão familiar que nem ela mesmo acreditava. Ela não deveria estar aqui agora. Isso era impossível.

Era impossível porque a Área 51 foi destruída.

Sam ficou chocada por dentro. Eram tantas emoções ao mesmo tempo que a força que ela fazia para escondê-las era maior do que o normal. A sensação do afogamento estava voltando de novo e ela teve que morder a própria língua para voltar a realidade.

Se tivesse uma máquina do tempo e pudesse voltar ao passado, voltaria a quanto tinha dezesseis anos e se mataria antes de tudo isso acontecer. Ela tinha matado um homem e isso foi o motivo de toda essa guerra. Wright e Roux morreram. A grandiosa Área 51, que antes era considerada o local mais seguro do mundo, tinha sido destruída e agora estava aos cacos, sendo apenas uma fração do que fora há poucos anos.

A híbrida se afastou de Bennett, se arrastando no chão e indo para a extremidade da cela, distante dos outros três. O dampiro respeitou isso, afinal, Sam não parecia estar bem.

Se pudesse, ela ficaria isolada ali para sempre, chorando e se remoendo por tudo que fez. Mas ela não podia. Nem ela mesma se deixava fazer isso. Sabia que isso não iria servir para nada e que iria ser mais uma perda de tempo. Nem se importava mais se Travis, Helena ou Bennett vissem esse lado tão fraco e humano dela. O que importava era que fazer isso agora seria uma perda de tempo.

Pensou em Matthew e em como ele deveria estar agora.

Ela sentia medo, isso não conseguia negar. Um medo maior do que o que sempre sentia normalmente. O pensamento de poder ser afogada a qualquer hora de novo se repetia na sua mente, por mais Sam se forçasse a pensar logicamente que isso não iria acontecer. Também tinha medo de ter realmente perdido a dominação e ficar indefesa de novo. E uma pequena fração sua tinha medo de que fizessem algo com Matthew, ou que ele morresse.

Mas ela sabia que ele não deveria estar vivo agora.

Ouviu o som bem baixo de alguns passos se aproximando da cela. Nem se importou muito com isso. Sua mente estava distante demais para se importar com isso. Já tinha perdido a guerra.

Se xingou mentalmente por ser tão estúpida e desistir tão facilmente. Sabia que ninguém se importava com ela e ninguém jamais iria ajuda-la e consertar isso. Não poderia desistir. Não importa o que aconteceu ou o que irá acontecer, ela tem que seguir em frente e fazer algo útil.

Respirou fundo. Todos sentiam medo ali, era algo bem óbvio para Sam. Ela pensou direito e tentou procurar alguma vantagem em sentir medo. Tudo tinha uma vantagem. Ao menos deveria ter uma.

Os passos ficaram cada vez mais próximos e agora se juntavam ao som de uma respiração humana. Sam começou a se importar com aquilo e ergueu a sua visão, vendo um jovem abrindo as grades. Os outros ao seu redor ficaram parados vendo aquilo, já que ele não era um vampiro.

— Vamos sair daqui. — disse Matthew, sem notar a presença de Sam. — Explico as coisas depois.

— Matthew...? — Sam perguntou confusa.

O dominador de fogo olhou para o canto mais afastado da cela, percebendo a presença de Sam.

— Sim, Summers, ela está viva. — disse Helena interrompendo o momento dos dois. — Agora vamos sair daqui antes que nos peguem.

Os cinco ali sabiam que não poderiam conversar, fazer alguma pergunta ou falar mais nada. Qualquer som que fizessem poderiam entrega-los de novo, e as chances de que Stephen executassem os cinco juntos ao vivo na TV caso os vissem fugindo eram muito altas. Nem os dominadores estavam mais salvos, já que não eram mais importantes.

Saíram da cela no mais puro silêncio, e andavam pelo o corredor destruído à procura do único elevador que ainda funcionava. Sam sentia uma vontade enorme de matar todos os vampiros, como se servisse de vingança por ter sido afogada. Mas teve que pensar novamente que isso não mudaria nada. Matar vampiros inocentes não iria apagar o que aconteceu.

Odiava sentir medo. Isso sempre acabava fazendo-a pensar mais do que agir, o que não era uma coisa muito boa na guerra.

O anel de ouro de Helena acaba caindo no chão. Os cinco param de andar repentinamente, e apenas com aquele único som todos os vampiros aparecem, prontos para não prender os fugitivos, e sim mata-los.

Bennett e Sam deram um olharam para Helena como se dissessem “Como você deixou o anel cair do seu dedo?”.

— Ora, ora... — dizia um vampiro se aproximando dos fugitivos. — Eu acho que essa chave é minha. — derrubou Matthew no chão pegando sua chave à força. — E eu também acho que suas vidas também são minhas. — um sorriso doentio formava-se em seus lábios.

Quando menos percebeu, o corpo do vampiro já estava jogado no chão, morto e sem o seu coração. Sam estava com o coração do vampiro em mãos e sorrindo sarcasticamente aos inúmeros servos de Stephen ao seu redor, querendo irritá-los o máximo possível.

— Quem quer brincar? — perguntou a dominadora de água sarcasticamente, provocando todos os vampiros.

Todos os vampiros correram para cima da dominadora, prontos para matá-la. Matthew, Travis, Bennett e Helena não tiveram escolha que não fosse lutar também.

Matthew entrou em chamas, queimando qualquer vampiro que cruzasse o seu caminho. Ele era literalmente uma arma. Poderia estar muito fraco, mas ainda prestava. Ninguém poderia lutar com ele, porque eles não poderiam tocar na sua pele sem que fossem queimados vivos. Mas isso era inútil. Os vampiros ignoravam Matthew e fugiam dele, focando mais em Sam e Bennett.

Sam e Bennett eram os mais focados de todos. Até porque eram fisicamente os que pareciam mais fracos. A dominadora de água fazia o máximo possível para desviar de todos os ataques e ferir seus inimigos o máximo possível, mas tinha tantos deles que mal conseguia desviar dos movimentos direito. Seu corpo estava muito fraco, e ela se arrependeu de ter arrancado o coração do vampiro antes e ter começado isso.

Bennett não bebia sangue fazia um tempo. Seu corpo estava gritando por sangue, mas ele não poderia beber. Lutava com todos os vampiros que viessem a sua frente, e como sabia que Sam estava em uma situação pior que a dele, tentava até ajuda-la com alguns vampiros. Mas ainda assim era em vão, já que os dois estavam sendo péssimos e iriam morrer a qualquer hora.

Travis e Helena eram os melhores dos piores ali. Pequena parte dos vampiros focava neles e também eram os que estavam menos fracos. Travis não matava nenhum vampiro, mas Helena sempre ia em frente e torcia o pescoço dos vampiros para imobilizá-los e depois arrancava seus corações. O ex dominador de ar sentia-se meio chocado com a mudança que Helena sofreu.

A vampira conseguia ouvir claramente a batida do coração de todos os vivos ali, o que se resumia a Travis, Sam e Matthew. Ela sabia que eles iriam morrer. O coração de Sam batia mais lentamente a cada minuto que se passava, o que era uma péssima combinação com todos os ferimentos e cortes que estava ganhando na luta. Travis tinha acabado de ser mordido por um vampiro.

Eles iam morrer.

Helena correu em direção do dominador principal, que estava caído no chão, sangrando muito. Ela o olhou fundo nos olhos, e teve a certeza absoluta que ele iria morrer.

Ela não teve nenhuma escolha.

— Eu sinto muito, Travis.

O dominador principal ficou sem reação com que Helena fez. Ela mordeu o seu pulso e fez Travis beber o seu próprio sangue. Ao menos estava garantindo que ele iria ficar “vivo” depois do que ela ia fazer.

Depois disso, ela se levantou e se preparou para o que iria fazer.

— Me matem! — Helena gritou o mais alto que pode, chamando a atenção de todos.

Todos ali ficaram parados. De algum modo, Helena conseguiu chamar a atenção de todos por gritar uma coisa tão óbvia assim. É claro que eles pretendiam mata-la, mas, de algum modo, tinha chamado mas atenção do que imaginou que iria.

— É uma pena que vocês adorem tanto andar ao lado da morte. — disse uma voz masculina bem atrás da vampira.

Mas não era ela que tinha chamado a atenção, e sim Stephen Watters, o líder dos vampiros.

Ele deu alguns passos em direção de Sam, que agora estava com um olho roxo e com o nariz sangrando, ao lado de Bennett, que estava quase na mesma situação do que ela.

Os vampiros abriram caminho ao seu líder.

— Olhe só. — dizia Stephen. — Como foi o afogamento, Sam? Ouvi dizer que é uma das piores sensações do mundo, não? Dizem que os pulmões queimam, que o cérebro não funciona e o seu corpo é puxado para as profundezas do mar.

Sam sentiu uma corrente de raiva pulsando por todo o seu corpo. Andou em direção de Stephen, tentando arrancar o seu coração como tinha feito com o outro vampiro.

O líder dos vampiros segurou o braço da garota e o torceu, e moveu a sua outra mão para o pescoço da mesma, enforcando-a lentamente, querendo recriar uma falta de ar parecida com a que Sam sentiu no afogamento.

— Você dá desonra a nossa linhagem, Sam Watters. — disse Lewis lentamente.

— Como eu posso desonrar uma linhagem que... — dizia ficando sem ar. — Uma linhagem que não possui honra?

Stephen nunca tinha sentido tanta raiva e desgosto como naquela hora.

Ficou quieto, não disse mais nenhuma palavra a sua bisneta. De certo modo, ela estava mais do que certa sobre isso. Os Watters sempre foram assassinos frios, mentirosos e gananciosos que fizeram de tudo antigamente para serem puros e terem poder tanto no mundo humano quanto sobrenatural. Isso jamais seria algo honrável.

Ele odiou ouvir isso porque Sam estava certa.

— Não mate-a. — disse Helena, se aproximando de Stephen.

— Por que não a mataria? — perguntou irritado. — Ela é uma vergonha.

— Faremos um pacto. — disse a vampira. — Mas... Por favor, não mate-a.

— Você já quebrou o nosso primeiro pacto. — disse o líder dos vampiros.

— Eu me entrego. — disse Bennett, levantando as mãos em um sinal de redenção. — Eu, como seu criador, me entrego a você, Stephen Watters. Em troca, dê um tempo para que Sam, Matt e Travis possam fugir.

Stephen sorriu sarcasticamente, soltando Sam.

— Eu tinha esquecido como você soava formal nos anos 30. — comentou o líder dos vampiros. — Venha aqui, Bennett Moore.

Sam queria gritar, queria matar Stephen e todos os seus vampiros, queria defender Bennett e ir para o mais longe possível daqui, mas não podia. Estava fraca e com medo de novo. Parecia que tudo que aconteceu seis meses atrás estava voltando com mais intensidade.

Perdeu Audrey, foi afogada... Não iria perder Bennett.

Mas a dominadora de água não teve escolha — ao menos não quis ter uma escolha —, e segurou o choro e todas as emoções negativas para si mesma. Correu para Matthew. Sempre corria das coisas.

Matthew a abraçou e os dois ficaram observando em puro silêncio.

Bennett Moore andou em direção do Stephen, por mais que não quisesse fazer isso. Precisava parar de fugir de Stephen, vampiro que tinha criado nos anos 30. Precisava agir e finalmente parar de fugir.

Bennett ia se sacrificar para salvar Sam, Helena, Matthew e até Travis.

— Eu te culpo por algo que não posso mais trazer de volta, Moore. Todos os dias são uma mentira para mim. — Stephen disse secamente. — E eu jamais irei perdoá-lo por isso.

Stephen torceu o pescoço de Bennett e depois arrancou o coração do mesmo.

— Helena, você ficará comigo. — Stephen ordenou. — E quanto aos outros três, lhe dou vinte segundos para fugir antes que meus vampiros lhe ataquem e tirem suas vidas.

Sam, Matthew e Travis não tiveram tempo para prestar luto.

O dominador de fogo e a dominadora de água correram em direção de Travis e rapidamente o levaram até o elevador, correndo o mais rápido que podiam, sendo o melhor e o mais perfeito que conseguiam ser.

Quando o elevador se fechou, mais de vinte segundos já tinham se passado. Travis já tinha desmaiado pela perda de sangue. Matthew e Sam se entreolhavam nervosos e com medo, enquanto o elevador subia em alta velocidade, exatamente como era anos atrás.

Eles estavam muito nervosos para sentirem nostalgia.

— Como conseguiu as chaves? — Sam perguntou a Matthew. — O que vamos fazer?

— Como sobreviveu ao afogamento? — ele a retrucou. — Não temos tempo para conversar ou fazer perguntas, precisamos dar o fora daqui!

Chegaram ao primeiro andar e agora tinham que levar o corpo Travis, o que iria dificultar a velocidade. Sam e Matthew saíram correndo com o dominador principal desmaiado, e mal puderam parar para conseguirem notar o que a Área 51 tinha se tornado. Não se importavam se parecia uma cidade fantasma. Precisavam sobreviver para terem uma pequena chance de derrotar Lewis, e principalmente, Stephen.

Saíram da parte da Área 51 e já estavam andando em uma estrada no meio do deserto do Arizona. Estavam cansados, e poderiam ser mortos pelos vampiros a qualquer hora.

Alguns poucos carros passavam pela a estrada. Sam estendeu a mão, pedindo para uma carona. Não seria bom eles irem com estranhos humanos, mas era a única opção que não morreriam.

Os dois primeiros carros passaram reto, mas um terceiro diminui a velocidade e estacionou perto deles.

— Entrem. — disse o motorista.

— Wade. — disse Sam.

Wade sorriu simpaticamente para ela. No banco ao seu lado, estava a esposa dele, Carolyn. Sam presumiu que como o governo perdeu a guerra, poderiam ter libertado todos os dragões capturados.

Perguntou-se onde deveria estar Fumus agora.

— Entrem logo. — ele disse. — Estamos indo para o México, falar com a líder dos lobos e terminar de vez com essa guerra estúpida.

Notas finais
OKAY PESSOAS, BENNETT MORREU :'( Estou emocionada aqui com a morte dele PORQUE EU GOSTAVA DO BENNETT, mas infelizmente foi necessário matá-lo nesse cap :'( FALTAM SÓ 3 CAPÍTULOS PARA O FINAL, estão preparados(as)? e.e Porque eu não estou :/ Só para esclarecer, SAM ---NÃO--- SOBREVIVEU AO AFOGAMENTO, ELA MORREU MESMO. Isso vai ser explicado no capítulo 25 ou no 26, mas por enquanto já tentem imaginar o que aconteceu... Anyway pessoas, espero que tenham gostado do primeiro capítulo de 2015 (isso soa tão foda, não sei porque ahuashas), digam se tem algum erro, porque não tive tempo para revisar e provavelmente deve ter um monte de erros bestas e.e COMENTEM o que acharam também e até o próximo o/