Notas iniciais
Hey!!!!!
Ai vai uma história da Cindy & Lary.
Aqui é a Lary, nem vou contar o quanto sofremos para postar.
Então comentem, senão a Cindy vai dar um piti!
E sou eu que aturo depois.
Bjs da Lary!

Andrew

Olhando pela janela do meu quarto parecia que iria ser um dia bonito e ensolarado, e eu ainda não encontrara meus óculos que eu jurava estarem no meu criado mudo.

De repente minha mãe entra no quarto e diz:

- Bom dia filho, dormiu bem? – perguntou-me ao me entregar meus óculos – Achei jogado no chão da biblioteca.

- Valeu mãe- peguei meus óculos – Eu devo ter esquecido lá, tive enxaqueca outra vez.

- De novo? Vou levá-lo ao médico depois da escola, essas suas dores estão muito estranhas, então esteja pronto ok? Boa aula e não fique nervoso. – ela me beijou e saiu para levar minha irmã mais nova na escola.

Troquei de roupa para ir à escola, peguei minha mochila e meu exemplar surrado de O jardim secreto. Fui para a cozinha e vi minha avó preparando o tradicional prato com ovos, bacon, salsichas, pão frito e uma bela xícara de café para complementar.

- ¡Buenos dias mi pequeño! – me disse.

Hoje ela estava falando espanhol, semana passada era japonês, o que era bem pior, pelos menos esse eu entendo.

- Bom dia abuela! – disse cumprimentando-a — ¿Cómo estás hoy?

- Bien! E você meu netinho lindo? – perguntou ela servindo meu prato.

- Tive enxaqueca ontem, você acha que isso é normal vovó?

- Bem, você está em fase de crescimento, isso é muito natural. E anda tão ocupado nos projetos da escola. Deve ser isso.

- Meu pai tinha essas dores quando tinha minha idade? – perguntei- Ele era como eu?

- Você é muito parecido com seu avô e não seu pai, já lhe disse isso, mas a respeito das dores devo dizer que o Charlie nunca reclamou disso. Mas não se preocupe com isso dyl, termina logo seu café para não se atrasar para seu primeiro dia!

Ela me chamou de “dyl”? Ela não me chamava pelo meu nome do meio fazia tempo. Sempre era “meu pequeno” ou “Drew” por causa do Andrew, mas “dyl” de Dylan fazia muito tempo. Era o nome do meu avô e ele morreu a alguns anos. Ainda era um assunto muito delicado para ela.

- Certo, a propósito não vou almoçar em casa hoje ok?- falei lembrando que minha mãe passaria na escola e me levaria ao médico. – a mãe quer me levar ao médico para ele ver o motivo dessas enxaquecas frequentes.

- Tudo bem, mas então leve um lanche reforçado, pegou seus aparelhos? E o remédio para dor de cabeça?- perguntou-me

- Peguei- respondi dando a última garfada na salsicha no meu prato- Pronto! Tenho que ir andando! — disse levantando e pegando minha mochila.

- Boa sorte no seu primeiro dia, não se esqueça: preste atenção e não confie em estranhos!

- Pode deixar vovó! Eu sei me cuidar!- falei tentando transmitir confiança, mas a verdade era que eu era péssimo nisso, sempre acreditei demais nas pessoas e não era muito atencioso andando na rua, deve ser porque eu sempre ando lendo.

- O Rick vai estar lá, então acho que vai ser legal- falei.

- Certo, então vá logo para não se atrasar – minha avó falou. Ela não gostava de despedidas.

- Tchau- dei um beijo nela e sai correndo porta afora, para o lugar do qual eu tanto gosto e não gosto também, o lugar onde literalmente tudo pode acontecer: o colégio.

Eu tinha a impressão de que o dia seria incrível e que tudo iria mudar, porém era só uma ilusão.

A Rua Santa clara estava calma como sempre e como de costume cumprimentei o senhor Steve. Ele era um senhorzinho que morava na minha rua, mas exatamente no fim dela, em uma casa enorme que era muito escura e eu costumava chamá-la de mal-assombrada. Depois que conheci seu dono passei a vê-la de outra forma. Continuei meu caminho rotineiro, em geral a cidade de Glastonbury era calma quando não era época do festival. Eu estudava na high school de Glastonbury. Era um colégio pequeno, então todo mundo se conhecia, mas como em todo lugar, tinha seus maus elementos: os Bad boys.

Eu estava virando a esquina, quando resolvi pegar o livro “viagem ao centro da terra” na minha mochila. Eu tinha o mau- hábito de ler andando e quando fechei minha mochila e olhei a rua para atravessar me deparei com uma garota tentando brecar a bicicleta que estava vindo na minha direção a toda velocidade e como eu sou muito “sortudo” a bicicleta não parou a tempo, me atropelando com tudo.

- VOCÊ NÃO OUVIU A BUZINA DA BICICLETA GAROTO?!- berrou a menina que caiu junto com a bicicleta em cima de mim.

- Olha, eu estava lendo! E foi você que me atropelou!- retruquei indignado com a falta de educação dela.

- VOCÊ DEVERIA PRESTAR MAIS ATENÇÃO QUATRO OLHOS!- gritou a menina se levantando e analisando o estrago feito pela queda na sua calça, que havia se rasgado no joelho.

- Obrigado por me atropelar sua MALUCA!- respondi ao insulto, em geral não era bom em retrucar comentários desse tipo.

A garota levantou a bicicleta e disse:

- Pelo visto além de usar óculos você vai precisar de um aparelho auditivo se não conseguiu me ouvir mandando você sair do caminho!- E estendeu a mão para me ajudar a levantar.

Ok, eu admito, ela era a garota mais bonita que eu já vira. Tinha olhos castanhos, mas com a luz do sol pareciam verdes e os cabelos castanhos avermelhados que pareciam meio ruivos na luz solar. Era branca, mas tinha um leve bronzeado, eu diria que ela tinha ido a praia fazia pouco tempo.

- Obrigado- falei meio embaraçado com a situação. Não estava acostumado a falar com garotas, exceto minha irmã Alice, mas ela tinha oito anos, então não conta.

- Você está bem? Parece meio verde — perguntou a garota bonita.

- Estou ótimo! — respondi desviando o olhar. A verdade era que eu devia estar horrível e estava nervoso de estar falando com uma garota, ainda mais uma que parecia atriz de cinema de tão bonita.

- Bem, tenho que ir andando, preste mais atenção ao seu redor cara, na próxima pode ser pior — alertou a menina, que já havia montado na bike.

- Obrigado pelo aviso — falei tentando soar confiante, mas saiu meio estranho porque eu gaguejei no final, ainda estava nervoso.

- Ok, tchau quatro olhos!- e arrancou com a bike.

- Ei! — gritei me lembrando de um detalhe que não havia notado.

- Como você se chama?!

- Andy! — ela gritou olhando para mim, mas já estava virando a esquina e eu vislumbrei seu sorriso travesso pela primeira vez.