The Flower
2 Capítulo Dois
this time I'm gonna do it my way
“Prezada Narcissa,
Venho por meio dessa carta, recorda-la de nosso acordo firmado no final das férias e informa-la de uma nova decisão tomada por mim e seu complacente pai.
Sua mãe narrou para nós sobre seus devaneios e pretensões de torna-se medibruxa e consentimos um veredito em comum – sua capacidade intelectual não é abrangente suficiente para atender aos conteúdos tão aprofundados dos Níveis Ordinários de Magia, que necessitária realizar para preparar-se para formação na medicina bruxa. Portanto, enviamos uma carta para o Diretor de Sonserina solicitando sua mudança de matérias, para novas que condizem com sua habilidade mental e mágica.
Sua comunicação com Andrômeda Tonks deverá ser encerrada o mais rápido possível ou trará desagradáveis consequências para sua vida. Não arrisque enganar-me Narcissa ou piorará sua situação.
Lembre-se de não aproximar-se de seu abominável primo e suas péssimas companhias – não me alegra ter o nome de minha noiva relacionado aos traidores de sangue, porque essas conexões poderão arruinar sua reputação e eu optarei por abandona-la para salvar meu sobrenome.
Não tome atitudes que causem desgraças para sua imagem ou para minha. Observarei juntamente aos movimentos que realizar e a recompensarei por bom comportamento.
Obedeça-me ou padeça.
Seu amado prometido,
Lucius Malfoy. ”
A coruja – de uma raça peculiar e mal-humorada – havia entregue a mensagem de Lucius para Narcissa na manhã após sua chegada à Hogwarts. A loira compreendia à necessidade de Malfoy em pressiona-la para que ela fosse perfeita na visão de todas, porém tentar impedi-la de comunicar-se com a própria irmã era o ápice da ousadia do puro-sangue, que acreditava controlar todos os movimentos da loira. Ele almejava um gélido comportamento de Malfoy em uma intensa mulher Black. Ela o decepcionaria com um sorriso no rosto.
Por que surpreende-se com à traição da própria mãe? Deveria imaginar que suas escolhas seriam minadas gradativamente por seus responsáveis e a presença Lucius apenas acelerava o processo. Seus pais repudiavam à ideia de perderem outra aliança por casamento.
Alimentou o animal com alguns biscoitos da mesa e o liberou para seguir para viagem de retorno para o Malfoy com nenhuma carta da Black – sabia que não era necessário teimar, uma vez que o loiro não leria suas respostas.
Percebeu o firme olhar de Sirius em sua direção, enquanto o mesmo tomava seu café na barulhenta mesa matinal da grifinória. A conversa por olhar não demorou muito, porque uma menina de cabelos loirou roubou à atenção do primo para si.
Suas colegas de classe esticavam os pescoços mal-educados para ler sua carta, mas a loira não permitiu que nenhuma lesse uma simples letra. Ninguém jamais saberia das rudes palavras direcionadas à ela, por seu noivo.
— Cissa. – A enjoativa voz de Alana Yaxley entonou o ridículo apelido, que Narcissa odiava. – Como é ser noiva do Malfoy?
A Black não conteve sua revirada nos olhos – por que seu noivo era tão superestimado?
— É algo normal. – Respondeu em um tom tênue entre gentileza e ódio. Era necessário muito de sua força para não gritar com todos. – Sou uma Black, então estou acostumada com todo o poder, por isso Lucius apenas me acrescenta positivamente.
— Ah! A poderosíssima família Black. – Murmurou Yaxley e Narcissa estreitou seu olhar para mesmo. – Como vai sua irmã e o marido sangue-ruim?
— Minha irmã continua muito elegante e poderosa como sempre e como você nunca será. – A loira rebateu imediatamente. Não daria espaço para Alana Yaxley. – Já o marido sangue-ruim é um partido melhor que sua aliança com o velho Fawley. Honestamente, deve ser muito nojento está prometido para um homem com idade para ser seu pai. Ele irá cria-la ou você trocará suas vestes decrépitas.
A mesa comunal da sonserina permaneceu em um profundo silêncio após a fala de Narcissa – que levantou-se e guardou alguns biscoitos amanteigados em sua bolsa indiscretamente, rumando em direção ao grande corredor. As sapatilhas brilhantes eram confortáveis e a mesma alcançou o banheiro feminino mais próximo do salão de jantar – e escondeu-se no interior de uma cabine qualquer.
Buscou sua poção para o sistema imunológico no interior da bolsa e a bebeu junto aos deliciosos biscoitos levados na bolsa. Depois de tantos anos, tomando os medicamentos designados pelo medibruxo, que o sabor ruim tornou-se familiar e aceitável para suas papilas gustatórias.
Abriu seu diário com a varinha e guardou o bilhete de Malfoy – queimaria o papel, mas precisaria de provas para conseguir a anulação de seu noivado, caso o homem ficasse mais hostil. Desiludiu as palavras do mesmo e trancou-o com um feitiço único da família Rosier. Ao sair da cabine do banheiro, admirou-se no espelho do local e reposicionou corretamente seu distintivo de monitora. Definitivamente, era a mais bela das três irmãs Black e tinha plena consciência disso – não aceitaria ser reprimida por ninguém.
Conferiu novamente seu horário e encaminhou-se para sua primeira e única cabível aula do dia – transfiguração com a Grifinória.
[...]
— Qual é a definição de animago? – Questionou a professora Minerva McGonagoll para a turma. Narcissa estava acostumada com a didática da professora de transfiguração, que sempre iniciava suas aulas com questionamento em busca de medir o nível da turma.
— Animagos são bruxos com capacidade de transformar-se em um animal. – A voz de James Potter entoou despretensiosamente pela sala, ocasionado algumas feições de admiração de meninas da grifinória.
— A forma do animago está diretamente ligada à sua personalidade e a habilidade de controlar o fluxo de magia pelo corpo de um bruxo. – Sirius completou à fala do amigo, surpreendo Narcissa dessa vez. – E é desnecessário o uso da varinha para transformação.
Ela compreendia o talento de Sirius para transfiguração, no entanto o bastardo teria estudado o novo conteúdo nas férias? O ano de NOM realmente modificava um jovem com sonhos – era de conhecimento de todos, o sonho de Sirius em tornar-se Auror no pós-Hogwarts, porque prender caras maus e usar um uniforme ameaçador combinava com o Black.
— Vocês estão corretos, senhores Potter e Black. – McGonagoll sorriu para seus dois queridos estudantes. – Dez pontos para grifinória.
A loira revirou os olhos – até o respirar de um grifinório gerava pontos para a casa dos leões.
Tentou prestar atenção nas seguintes explicações da professora McGonagoll, contudo sua mente entrou em um limbo profundo. Seu maior sonho era tornar-se medibruxa – queria ser como aqueles que cuidaram de sua saúde, mas tinha consciência de que Lucius estava preparado para impedir à realização dos seus sonhos. A maioria dos puros-sangues da elite não tolerava que à esposa trabalhasse para fora e seu prometido não era diferente. Seu coração implorava para correr e nunca mais retornar – viajar até encontrar um lugar em que Narcissa poderia ser sua verdadeira versão.
Sabia que necessitaria de muita inteligência para contornar à influência de Malfoy sobre seus pais e para conseguir autonomia suficiente para realizar suas vontades. Encarou a professora de transfiguração, mas não ouviu as palavras entonadas pela professora – o quanto de coragem era preciso para conquistar seu sonho? A luta contra Lucius poderia alcançar níveis implacáveis e Narcissa poderia ser vista como uma rebelde.
Retornou sua atenção para professora McGonagoll apenas para anotar em seu pergaminho sobre o trabalho para próxima aula e recolheu seus materiais. Levantou-se lentamente da cadeira e espreguiçou seus braços – as aulas da manhã poderiam custar muito para sua estrutura física.
Tomou fôlego e se direcionou à sala do diretor de sua casa em passos largos – sabia que sua próxima decisão acarretaria em ainda mais problemas em sua vida, porém iria trocar sua grade horária do quinto ano, uma vez que os conteúdos listados pelo o pai e pelo noivo incluía História da Magia e Adivinhação apenas para diminui-la, visto que existia poucos empregos importante que cobravam esse conteúdo.
— Professor Slughorn. – A Black entrou em supetão na sala do Diretor da Sonserina. – Preciso de uma alteração em meus horários.
— Imaginei que receberia sua visita, senhorita Black. – O homem falou enquanto terminava de organizar os papéis em sua mesa. – Suponho que mudará para assuntos que realmente condizem com seu perfil e nossos discursões do ano anterior.
— Sim. – Narcissa sentou na cadeira à frente ao professor. Sentiu seu coração conforta-se com as palavras do professor, visto que o mesmo lembrava das palavras trocadas sobre as ambições da jovem Black. – Eu necessito estar inscrita nas disciplinas que me permitirão realizar os NIEM para medibruxa.
— Narcissa. – O Professor Slughorn encarou à jovem piedosamente. – Recebi pedidos de seu pai e do senhor Malfoy que não admitisse à senhorita prestar os NOM para medibruxa.
A Black sentiu como se poderia vomitar seus órgãos, contudo mascarou sua raiva – sabia que o professor não tinha culpa. Mais uma vez iriam manipula-la e nada poderia mudar isso. Nem mesmo seu espírito rebelde.
— Para sua sorte, senhorita Black, eu reconheço um talento como nenhuma outra pessoa e não atenderei esses pedidos. – Sorriu calmamente para adolescente e Narcissa quase chorou ao escutar às palavras do Diretor de Sonserina.
Felizmente, parte de seu futuro ainda estava em suas mãos. Observou Slughorn em um aceno de varinha modificar os horários no papel em sua mão e foi sua vez de sorrir ao visualizar as mudanças.
— Seu futuro é brilhante, Narcissa e eu acredito em você. – O pocionista murmurou para confortar a jovem. – Por isso, lutarei essa batalha por você. Não me decepcione.
— Obrigada, Professor Slughorn! – Agradeceu com toda a veracidade que habitava seu coração. – Vou ser eternamente grata.
[...]
Transfiguração. Poções. Herbologia. Feitiços. Defesa contra às Artes das Trevas. Runas Antigas em uma adição especial. O novo horário de Narcissa Black combinava com sua nova luta – o futuro condenado ao lado de Malfoy jazia selado, no entanto por que não buscar uma saída? Se o homem acreditava que poderia infernizar e tentar controlar sua vida, o mesmo estava terrivelmente enganado.
A Black não se curvaria diante de nenhum homem.
Seguiu para seu quarto e reorganizou seus materiais de estudo – boa parte dos livros tornara-se inútil para à loira, visto que eram das disciplinas da sua grade anterior e comprados especificamente por sua mãe atendendo aos pedidos de Malfoy e seu pai. A sensação de impotência formou-se, mas acompanharia seus estudos com os livros encontrados na enorme e majestosa biblioteca da escola. Não seriam com artefatos novos, mas a mesma faria funcionar.
Caminhou para a biblioteca com uma estranha tranquilidade – a sensação de ficar no controle era inexplicavelmente boa, apesar do pressentimento de tempestade em sua direção. Resistiria em nome de seus sonhos e levaria o nome Black para um próximo patamar no mundo mágico.
— Narcissa. – A voz de Sirius fez com que ela reduzisse a velocidade e parasse no lado do mesmo e de seus amigos inseparáveis. – Posso saber por que correu como uma insana após a aula da Minerva?
— Você é um bisbilhoteiro, Sirius. – Narcissa acusou o primo. Bastou passar algumas horas em uma festa de noivado e algumas trocas de olhares para o mesmo acreditava que eram melhores amigos? Optou responder o primo fofoqueiro. – Fui trocar meus horários com Professor Slughorn. Caso não saiba, meu pai e Malfoy tentaram impedir meu desempenho nos NOM.
— Como assim? – Questionou Sirius tentando desconsiderar a inesperada raiva fluir em sua corrente sanguínea. O Black foi similarmente criado como o Malfoy, mas seu caráter sobressaía a qualquer manipulação.
Narcissa redirecionou seu olhar para os amigos do primo – não almejava que terceiros soubessem sobre seus problemas com Lucius. Talvez, pudesse confiar em Remus ou no Potter, porém duvidava que os três soubessem das fugidas de Peter Pettigrew para as reuniões de ‘jovens comensais’.
— Podemos falar em particular? – Pediu em seu melhor tom de delicadeza. Em seu interior, sabia que o primo rebelde e a irmã desgarrada seriam os únicos à apoia-la.
— Claro. – O Black respondeu com um sorriso ameno. – Encontro com vocês depois, rapazes. – Despediu-se dos amigos e notou à relutância de Remus em sair do local. Aquilo poderia ser o imaginado?
O silêncio reinou entre a dupla até o momento em que sentaram-se em uma mesa reservada na biblioteca e a loira permitiu abrir seu coração – sem Andrômeda, Sirius teria que servir para escuta-la.
— Malfoy quer me controlar e meus pais estão permitido isso. – Murmurou enquanto levava suas mãos até a nuca. – Ordenaram-me a não falar com você ou com o Potter.
— Por quê? – Perguntou o Black. O coração do rapaz acelerava gradativamente, por conhecer o tipo do Malfoy.
— Lembra-se que eu passei parte da festa de noivado de Bella com você e que Lucius não falou comigo? – Indagou encarando o primo, que assentiu positivamente. – Algumas interesseiras puro-sangue criaram um boato confirmando sobre minha troca de noivo. Lucius por James. Entende?
— O Malfoy surtou, certo? – Foi o momento de Sirius interrogar. – Ele te agrediu?
Narcissa suspirou profundamente – por que Sirius tinha que ser mais inteligente que o exposto?
— Não chegou à ser uma agressão violenta ou hostil. – Respondeu amenizando à situação. – Porém ele me ameaçou com desonra. Disse que não queríamos outra Black desonrada.
— Andrômeda não é desonrada e você não pode permanecer com um bruxo que te faz mal. – O Black segurou carinhosamente à mão da prima. – Seus pais podem livra-la desse casamento.
— Você sabe que não, Sirius. – Narcissa sentiu as primeiras lágrimas descerem. – Após o ocorrido com Meda, tudo que ouço é que não posso falhar e que preciso fazer o Malfoy feliz. Nenhum outro homem irá querer a Black rejeitada por Lucius e o nome da família estará na sarjeta.
— O nome dessa família já está na imundície e todos sabemos que isso não é algo causado pelas escolhas de Meda. Você é a garota mais bonita de Hogwarts, Narcissa. – Sirius disse verdadeiramente. – Há uma fila de rapazes ao seu aguardo, ansiando profundamente que você perceba que merece muito mais que um pomposo pavão. – Abraçou-a prima e surpreendeu-se ao ser correspondido. – Não permita que derrubem-na. Estou aqui para segura-la e falaremos juntos com Meda. Lutaremos com você e por você.
— Obrigada, Sirius! – Agradeceu Narcissa, lembrando-se dos últimos momentos antes da partida de Andrômeda. – Meda me disse que se me sentisse perdida ou sufocando, que eu deveria buscar por você. Sirius é muito mais que aparenta ser, ela falou.
— Andrômeda é uma mulher sábia. – Murmurou Sirius com prepotência. – Qual seu sonho?
— Quero ser medibruxa. – Respondeu e mostrou seus novos horários para Sirius. –Professor Slughorn prometeu lutar por mim. Nunca imaginei que o Diretor de Sonserina fosse assim.
— Nem eu. – Rebateu Sirius. Havia quantos sonserinos com bom coração? – Combina com você e seu jeito amável quando está longe das cobras.
— Não sou uma combatente, mas sou muito boa para cuidar dos feridos. – Afirmou a Black com agitação. Narcissa não era habilidosa em batalha, mas sabia alguns bons feitiços de cura e aprenderia vários outros.
— Fico feliz em saber que você notou que é bem mais que apenas a próxima Senhora Malfoy. – Bagunçou os cabelos loiros da prima. – Estou ao seu lado Narcissa e eu não irei abandonar sua linha de frente. – Desfez o abraço apenas para deixar um beijo nas têmporas da loira. – Lutarei as batalhas que você não conseguir.
Narcissa abraço-o causando uma surpresa no jovem Black – que aproveitou o momento, com a consciência da proximidade de uma terrível tempestade na família.
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