The Flower

3 Capítulo Três


you should think about the consequence

A última badalada do relógio das salas dos monitores encerrou o horário permitido para os estudantes ficarem fora dos salões comunais e marcou o início das atividades dos monitores de Hogwarts. A jovem Black caminhou em direção a saída do recinto reservado com Lily Evans em seu encalço. Por algum motivo não explicado pela Professora Minerva – as duas meninas permaneceriam juntas realizando suas rondas e os trabalhos relacionados à monitoria.

Severus Snape desenhou uma careta terrível em seu rosto, no momento em que McGonagoll anunciou que as duas meninas seriam companheiras pelo resto do ano e foi o primeiro a deixar a sala em um piscar de olhos após a liberação – seu companheiro lufano necessitou correr para acompanha-lo.

Antes de iniciarem sua ronda na região próxima ao salão de jantar e das partes ao redor da cozinha – Narcissa foi parada pela cabeleira ruiva, que achava necessário uma apresentação formal entre elas para iniciarem sua longa jornada juntas pelo resto do ano letivo.

— Sou Lily Evans. – A nascida trouxa introduziu-se para a Black e esticou a mão direita para cumprimentar a loira.

— Narcissa Black. – Disse a sonserina, que apertou a mão da grifinória em sua frente.

— Você é parente do Sirius Black? – A ruiva indagou com uma falsa curiosidade. Todos sabiam da relação consanguínea entre o grifinório e a sonserina, porém ela queria manter algum tipo de conversa com Narcissa. Um ano inteiro em silêncio não soava atraente para a Evans.

— Sirius é meu primo. – Narcissa respondeu indiferente e iniciou sua caminhada. Quem não conhecia os primos Black? Ultrajante.

— Certo! – A Black ouviu a voz de Lily balbuciar. – Precisamos resolver alguns detalhes e definir responsabilidades.

— O que tem em mente? – A sonserina questionou sem diminuir os passos.

– Sem favorecimento à própria casa e os relatórios semanais serão alternados. – A ruiva começou a explicar. – Eu faço o primeiro relatório semanal e você fará o da semana que vem, concorda?

Narcissa assentiu com a cabeça – não iria debater pelas organizações dos relatórios e se a grifinória faria primeiro, não se importava.

— Você não irá favorecer a sonserina, como eu não irei favorecer a grifinória. – Lily explicou e Narcissa não sentiu necessidade de discordar. Não protegeria ninguém da sua casa. – De acordo?

— Sim. – A Black respondeu direta, enquanto elas alcançavam os corredores próximos a cozinha. – De maneira alguma beneficiaremos nossas casas.

Lily Evans sorriu com a frase de Narcissa Black – agradecida mentalmente pela loira ser muito mais tolerável que o primo.

— Acredito que poderemos trabalhar em uma ótima sincronia, Narcissa. – A ruiva falou em tom de agitação. No ponto de vista de Lily, ela possuía um talento nato para lidar com sonserinos.

— Eu também, Lily. – Narcissa respondeu para não desanimar a ruiva, visto que a Black não se importava com o trabalho em equipe como a nascida trouxa parecia importar-se.

[...]

Narcissa despertou bruscamente de seu leve sono – os calafrios espalhavam-se por todo seu corpo e suas articulações estavam doloridas. Reconhecia os sinais de seu corpo e entendia quando estava próxima adoecer, visto que passava por essas situações desde seu primeiro dia de vida. Recobriu-se com a sua coberta e optou por encaminha-se até a enfermaria da escola, tendo consciência da necessidade de uma poção para febre.

O céu permanecia em uma escuridão profunda e todas as suas companheiras de quarto pareciam estar em um profundo descanso. Ninguém estaria acordada para encontrar Narcissa Black enrolada nas cobertas verdes da sonserina. Suspirou aliviada – sabia que sua aparência aparentava-se péssima e não almejava nenhuma pessoa comentado sobre iminente morte. Os sonserinos poderiam ser demasiadamente dramáticos quando desejavam.

Firmou à varinha em mãos e caminhou lentamente em direção aos cuidados de Madame Pomfrey. Há quantos a medibruxa de Hogwarts não cuidava de sua saúde? A mulher conhecia o diagnóstico da jovem Black o suficiente para saber como atende-la. Adentrando à enfermaria de Hogwarts sentiu-se ainda mais fraca e suas pernas pareciam enfraquecer-se a cada novo passo dado.

— Madame Pomfrey? – Chamou pela experiente bruxa. – Eu não me sinto bem.

— Narcissa. – A enfermeira aproximou-se em largos passos em direção à jovem. – Por Merlin! Está fervendo em febre. – Anunciou ao tocar à testa da loira. – Como você acabou assim? Sabe da saúde delicada.

— Participei da ronda dos monitores até depois do horário. – Murmurou baixinho, ao mesmo tempo que era encaminhada até o leito. – O tempo esfriou estranhamente para um final de verão e eu estava desagasalhada. Desculpe-me!

— Desculpe-se com sua saúde, menina. – A medibruxa falou aborrecida, enquanto buscava uma poção para febre em seu estoque. – Sei que tornar-se monitora é algo de muito prestígio, contudo seu bem-estar precisava ser colocado em prioridade.

— Eu sei disso e fui desleixada ao ir descansar sem passar por aqui. – Encostou-se no travesseiro confortável da cama. – Não adiantou muito, porque cá estou.

— Dá próxima vez que ocorrer uma mudança severa de tempo, abandone tudo e venha até a mim. – A mulher entregou a poção para jovem e o puxou-lhe o edredom verde. – Saia das cobertas, Narcissa! Piorará se permanecer assim.

A jovem loira engoliu a poção com gosto adocicado em um único gole – era muito boa em tomar medicamentos e orgulhava-se disso.

— Minha parceira de monitoria é uma grifinória com uma necessidade de realizar tudo com organização e trabalho em equipe. – Contou enquanto formava uma careta em seu rosto. – Ela contaria tudo para McGonagoll, pedindo uma nova companheira que soubesse se sincronizar com ela e ninguém quer uma monitora incapaz de aguentar uma pressão extra.

— Professora Minerva tem conhecimento sobre seu diagnóstico e ainda assim optou por você. – A enfermeira disse com seriedade. – Ela te deu um voto de confiança e eu espero que você ofereça uma para ela também. Além disso, Lily Evans é uma boa menina e sempre ajuda aqueles que carecem.

Narcissa sentiu-se culpada pelas palavras proferidas sobre a professora de transfiguração, no entanto revirou os olhos ao ouvir os elogios à jovem nascida-trouxa. Em seu meio tudo era claro, ninguém poderia ser caridoso assim sem intenções. Toda aquela atitude certinha – a Black não engolia.

A loira assustou-se com o barulho feito pela abertura da porta da enfermaria – quem mais estaria despertado naquele horário?

— Madame Pomfrey. – A voz masculina tornou-se presente e os passos ecoavam conforme à pessoa aproximava-se.

— Remus. – A enfermeira reconheceu a voz de seu outro estudante com visitas assíduas aos leitos da enfermaria. – Necessita de algo?

A Black encolheu-se em sua cama e odiou estar com a coberta bem longe – ela não precisava que alguém como Lupin soubesse de suas visitas à Madame Pomfrey. Construiu uma imagem de inalcançável para o jovem e ser encontrada em um leito, não favorecia em nada sua atuação.

— Uma poção para as minhas dores recorrentes. – O garoto formou uma careta e levou a mão até os ombros. Uma feição de surpresa atravessou o rosto do mesmo ao encontrar com a Black na cama hospitalar. – Narcissa!

— Olá Remus! – Cumprimentou em tom baixo de seu leito. – Noite ruim?

— Já tive piores e você? – Indagou com um sorriso divertido e Narcissa permitiu-se sorrir amena para o jovem.

— Eu também. – Respondeu dando de ombros. – Você pode me entender, certo? Madame Pomfrey está sempre tão solitária e precisa das minhas visitas na madrugada.

— Eu entendo-a como ninguém. – Remus sentou-se no leito da jovem e posicionou as pernas compridas da loira em seu colo. – Estou frequentemente por aqui, devido minhas terríveis dores de coluna.

Narcissa ponderou em retirar ou não as pernas do colo de Lupin – o rapaz parecia estar tentando uma aproximação com a Black e mesma sentiu-se satisfeita ao notar que o jovem cumpriria a promessa feita no Expresso.

— Nem me fale. – Narcissa murmurou escolhendo por permanecer com as pernas em cima do jovem mestiço. – Alérgica ao tempo.

— Ah! Entendi. – Remus levou sua mão direita até a sola do pé esquerdo de Narcissa. – O tempo mudou de maneira inexplicável. – Apertou um ponto específico calcanhar da jovem e Narcissa resmungou de dor. – Você está tensa!

— Identificou isso apertando meu pé? – Questionou a jovem Black com ironia. – Doutor Remus Lupin?

— Não, não. – Negou veemente e iniciou uma discreta massagem na jovem Black. – Só algo que eu aprendi com a minha mãe. Ela costumava a pressionar os pontos de estresse para me acalmar e funcionava.

— Aquele que cuida de Sirius e Potter nervoso? – Narcissa brincou e Remus resmungou. Não queria estar sempre conectado com os amigos na visão de Narcissa, já que queria ser notado por ela. – Não consigo imaginar algo te estressando.

— Transparecemos muito pouco do que realmente somos. – Lupin murmurou indiferente e pegou a poção da mão da recém-chegada ao leito Madame Pomfrey. – Obrigado!

Ambos permanecerem em silêncio por um longo período, contudo a bolha fora perfurada por Papoula digerindo-se à flor dos Black.

— Narcissa está liberada. – A medibruxa devolveu a coberta para a loira. – Lembre-se de tomar um banho fresco quando chegar ao dormitório.

Narcissa assentiu positivamente e a mulher retornou sua atenção para Remus – que estava com uma feição desagrado no rosto devido ao sabor da poção.

— Remus ao terminar o medicamento está liberado. – A mulher indicou. – Mais algumas horas de sono é o suficiente para paliar sua dor.

A jovem Black levantou-se da cama lentamente e abraçou sua coberta temática da sonserina. Agradeceu a enfermeira pelos cuidados e despediu-se da mulher com um sorriso.

— Posso acompanha-la? – Remus perguntou, impedido a jovem de dizer ‘tchau’ para si. – Está de madrugada e é melhor dois monitores que um para debater com Filtch.

Narcissa olhou à mão estendida em sua direção e avaliou – o quanto apreciava sua paz para aceitar a companhia de Remus? Lembre-se de não aproximar-se de seu abominável primo e suas péssimas companhias. As palavras contidas na carta de Lucius atingiram-na inesperadamente e ela segurou a mão levantada em sua frente.

— Sim. – Optou pela companhia e posicionou o edredom em baixo de seu braço. – Não precisava, mas eu aceito.

O silêncio tornou-se presente no caminhar até as masmorras – Remus permaneceu segurando a mão de Narcissa, como se tentasse traduzir uma mensagem para mesma. Narcissa não quis soltar a mão do jovem Lupin, visto que a última vez que realizou tal ato foi com Andrômeda pela Beco Diagonal meses antes de sua partida. Era bom sentir o calor de alguém após tanta frieza. Remus riu sozinho, despertando a curiosidade de Narcissa.

— Você está rindo para o nada? – A loira indagou seriamente e Lupin novamente.

— Estou pensando em que Sirius irá pensar. – Remus respondeu e a Black revirou os olhos. Sirius nunca iria saber. – Tentando cuidar de outro Black? – Lupin entoou em um tom parecido com o do amigo.

— Ele sente ciúme dos amigos? – Narcissa perguntou e Remus assentiu positivamente.

— Sirius não é o tipo beneficente. – O rapaz explicou cuidadosamente, lembrando-se de não revelar nada demais. – Ele é o tipo possessivo.

— Todos os Black são. – A jovem lembrou com um sorriso convidativo. – Assim que desejamos alguém, nunca mais permitimos que a pessoa se vá.

— Bom saber. – Respondeu com um sorriso, que Narcissa classificou como inesperadamente charmoso. – Está entregue! – O rapaz murmurou ao pararem em frente à entrada para o salão comunal da sonserina, sem soltar a mão da loira.

— Obrigada, Remus! – Narcissa disse honesta, porém retornou o olhar para Remus antes de entrar em sua casa e soltar sua mão. – Eu tenho um prometido, Remus e você entende? Eu tenho um compromisso a honrar.

— Acordos podem ser quebrados. – O grifinório respondeu surpreendo a Black. – Há muitas coisas para acontecer e você merece mais.

— Por que você acredita que eu possa querer desonrar minha promessa? O que leva você acreditar que eu não almejo ser a nova Senhora Malfoy? – Narcissa rebateu as palavras de Remus com uma leve exaltação. – O que é esse mais que insistem em dizer que eu mereço?

Quem era Remus Lupin para questionar suas vontades e seu imutável destino?

— Algumas espécies de narcisos desabrocham no inverno, para embelezar e levar esperança para um jardim escurecido. – Remus depositou-lhe um beijo na testa, surpreendendo novamente a jovem. – Boa madrugada, Narcissa!

[...]

Após sua poção para febre e mais algumas horas de sono, acordar novamente para Narcissa foi um processo tranquilo. Por algum motivo, suas colegas de quarto permaneciam em um sono profundo – fazendo a jovem Black questionar-se se na madrugada anterior, despertará em um horário próximo a uma hora da manhã, apenas isso explicaria o cansaço das suas companheiras de casa.

Levantou-se da cama sentindo-se leve – o corpo não doía e a sensação de alívio era uma adição positiva para seu psicológico. Em um aceno de varinha, deslocou seu limpo e bem-cuidado uniforme para o banheiro do quarto, onde aproveitaria da preguiça das colegas de quarto para tomar um banho revigorante. Banhar-se com água gelada na madrugada tivera sido terrível e ela almejava um confortável banho quente.

Adentou no banheiro e trancou a porta para não ser incomodada – seu cabelo estava colado em sua nuca devido o suor da madrugada anterior. Lavo-os calmamente e desembraçou os cachos loiros no chuveiro – poderia ter utilizado um feitiço para isso, contudo boa parte de sua vaidade fazia-se presente em seu marcante cabelo herdado da família Rosier. Seu diferencial das suas irmãs. Finalizou o banho com moleza, visto que o conforto de tomar banho era uma característica própria sua e se vestiu com pouquíssima pressa.

Com os cabelos alinhados e o uniforme perfeitamente moldado em seu corpo – Narcissa saiu do banheiro e viu a feição de atraso no rosto de suas colegas. Revirou os olhos e não direcionou à palavra a nenhuma delas. Seu sobrenome era o mais importante de seu ano e todas deveriam curvar-se diante de si. Qualquer uma deveria matar-se fazendo caridade e com um bom casamento para adquirir o mínimo do prestigio que a Black possuía de nascimento.

Encaminhou-se para o salão de jantar com sua bolsa e seu nécessaire com suas poções de saúde. Sentou-se na mesa da sonserina e serviu-se com delicioso pedaço de torta de morangos – saboreou o sabor em suas papilas gustatórias e permitiu-se pensar na noite anterior com Remus na enfermaria pela primeira vez. Não havia sinal do grifinório no salão, mas ela tinha noção de que não fugiria dele para sempre. Maldita hora que escolheu cursar runas antigas como matéria extra – Lupin era o único do grupo de seu primo a cursar a matéria e ela o encontraria na sala de aula em alguns minutos.

A Black aproveitou-se do vazio do salão comunal para servir-se com sua poção diária misturada com o leite aquecido. Tinha o hábito de medicar-se sem misturar o remédio, porém optou por diminuir o impacto sentido pelo seu organismo pelo excesso de poções tomadas nas últimas horas – não queria uma dor de estômago pelo restante do dia.

Com o silêncio predominante daquele horário, optou por escrever algumas informações pessoais em seu diário protegido pela magia Rosier. Refém dos meus sentimentos? Lupin. Caso morresse muito jovem ou fosse assassinada, um diário redigido com suas palavras ajudaria os aurores a solucionar o caso. Riu com a piada mórbida, porém não pode evitar sentir-se exausta. Ela não tinha noção nenhuma de quanto de tempo de paz teria até a próxima tempestade em sua vida e no final do dia, apenas suas próprias palavras poderiam salvar sua existência.

Notas finais
Olá, vocês estão bem? Vamos lá para algumas explicações: primeiramente, é o inicio do quinto ano, logo Lily Evans e Severus Snape ainda são amigos. segundo, eu sou realmente fã de amizades femininas e eu realmente quero experimentar essa relação entre Narcissa e Lily. terceiro, para caso não tenha ficado claro, Remus têm sentimentos antigos em relação a Narcissa, contudo é primeira vez que ele achava um espaço para conectar-se com ela. Honestamente, eu acho que o Remus é shippavel com os Black. Não dá. Eu estava ouvindo Taylor Swift e apesar do caminho que eu quero levar a história, gorgeous combina com o meu casal demais. Comentem a opinião de vocês e me avisem se eu deixei passar algum erro de português. Eu escrevo e corrijo a fanfic, mas eu não sou nenhuma estudante letras ou alguma beta. Então, desculpem-me os erros. Vocês já perceberam que a minha frequência é semanalmente, né? Eu tô muito ansiosa para os próximos capítulos. Até o próximo, gente! Beijos! PS: essa história passou de 100 visualizações e eu tô tão feliz pelas pessoas estarem interessadas por esse casal, que decidi deixar aqui os vídeos que me fizeram shippar eles. Os vídeos não tem nada ver com a história, mas é meio como eu vejo os personagens. https://www.youtube.com/watch?v=4nYcTv4-dlw&t=36s https://www.youtube.com/watch?v=-TPTJSGJF74&t=3s
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.