The Fired Prophecy
2 Virando a noite
Notas iniciais
P.O.V. Zorah
Estou ouvindo uma música qualquer no meu iPod. Na verdade, gostaria de estar dormindo, mas meus pesadelos não deixam de nenhuma maneira. Meu nome é Zorah Pearl e tenho treze anos. Moro em Nova York com a minha tia e o namorado dela. Sou uma garota típica de Malibu, com a pele bronzeada, olhos verdes cor de esmeralda e o cabelo preto, com mechas loiras e uma franja prateada. E sim, só para adiantar, sou um tanto maluca e rebelde. Mas acalme-se, consigo ser normal.
Minha melhor amiga é Lira Goldberg. Essa é outra que foi "abençoada" com o TDAH e a dislexia. Mas, ela é muito legal. Com uma alma artística e de bom gosto, Lira virou uma espécie de irmã.
Como disse, estou ouvindo música, mas, tenho que parar. Desligo meu iPod e vou até o meu armário para arrumar uma mala. Hoje, eu volto de Ação de Graças e vou de novo para uma prisão horrível, onde você é torturado por pessoas e assuntos horrendos. Sim, isso é uma escola integral.
Enquanto boto meus pertences na mala, o sol vai ficando mais intenso, iluminando meu quarto a partir da janela. Eu moro numa "mansão", quero dizer, na parte mais rica de Nova York, pois minha tia, Sara Pearl, é muito rica. Ela é professora e coreógrafa de uma academia de dança. Ela também tem sua própria academia. O namorado dela, Malcom, é fuzileiro da marinha americana. Os dois são pessoas muito legais, mas preferiria estar com a minha mãe, o que não é possível. Ela morreu quando eu tinha sete anos. Minha mãe era tudo que eu tinha em Malibu, pois nunca conheci meu pai. Então, depois de sua morte, vim para cá.
Termino de arrumar minhas coisas e suspiro. Vou para o banheiro, tomo um banho e boto uma calça jeans escura com uma bata preta. Penteio meu cabelo e prendo-o num rabo de cavalo, deixando apenas minha franja solta. Aquela mecha prateada é uma lembrança, pois, minha curta memória me permitiu lembrar que minha mãe tinha uma igual.
Saio do meu banheiro (eu tenho uma suíte, então é o meu banheiro), pego minha mala e desço para a cozinha. Lá, encontro minha tia sentada, comendo uma salada de frutas e lendo uma revista. Ela está com seu cabelo loiro puxado pra trás, num coque. Ela está com uma meia calça rosa, um short de ginástica curto e preto, com um collant rosa e um casaquinho preto. Enfim, pronta para trabalhar.
– Bom dia minha, pérola! — ela exclama assim que me vê.
– Oi, tia... — eu falo, sem animação.
– Bem, — ela suspira — eu vou te deixar na escola e depois vou trabalhar. Então, coma bem rapidinho seu café da manhã, O.K? Não posso me atrasar hoje.
Ela se levanta e antes de ir, agarra minha cabeça e a beija. Reviro os olhos e depois peço para Rose, uma das empregadas, fazer um café da manhã caprichado, pois estou morrendo de fome.
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