Notas iniciais
Demorei? Sorry,foi défícil de formular as coisada toda aqui. Nossa... Tá, tomara que gostem.

Allons-y!! (Virei Whovian, sim, problem u.u? Sou maluca por Doctor Who, agora.)

P.O.V. Lira

Escuto a respiração de Zorah. Estável e pesada. Penso no dia de hoje, e em como começou confuso, depois foi para alegre, e depois euforia geral. Sorrio ao pensar no espanto dos professores amanhã, e em como estarão acusando a mim e a Zorah do feito. Mas volto à cara feia ao lembrar da notícia.

Viro para o lado e olho para a cama de Zorah. Dormindo profundamente. Tem certas horas que agradeço aos céus por ela ter um sono tão pesado. Levanto da minha cama silenciosamente e vou na ponta dos pés até o armário. Pego um casaco de lã que foi da minha mãe e visto. Pego minhas sapatilhas e coloco-as nos pés. Abro a porta silenciosamente, mas paro. Olho para trás, para o dormitório para quatro garotas, mas só têm duas. “Por quê?”, você pergunta. Porque somos as esquisitas da escola. Ninguém exatamente gosta de nós. Já passamos no corredor e eu escutei alguns garotos falando:

“-Essas garotas... São bonitas, não?

-Há, um pouco, mas são esquisitas...

-É...”

Triste? Pois é.

Enfim, balanço a cabeça e fecho a porta atrás de mim. O corredor está escuro, mas meus olhos se acostumam rapidamente. Ando devagar pelo escuro pensando sobre hoje mais cedo. Não esperava que Zorah me contasse aquilo depois de anos. Somos amigas próximas desde que nos conhecemos, pelo simples motivo de sermos as esquisitas sempre.

Ela respirou fundo.

-Er... Lira... Eu preciso contar uma coisa... Que tem certa importância... – ela disse pausadamente.

-O quê? – eu disse curiosa.

-Bem... Digamos que... Bem... Sara não é minha mãe. É minha... tia — ela confessou, com os ombros caídos.

Franzi as sobrancelhas, e logo depois arregalei os olhos. Não... Não é possível. Não depois de todo esse tempo...

-O quê?! – eu exclamei.

-E... Eu não nasci aqui, em Nova York, mas em Los Angeles... Califórnia – ela baixou olhar e encarou as mãos que estão caídas em seu colo.

-O quê?! – eu exclamei novamente, incrédula.

Eu sempre acreditei que Zorah fosse uma pessoa que tivesse uma mãe rica, e que só reclamava da “mãe” porque se casou com seu atual padrasto.

-Minha mãe de verdade... Está morta. Morreu quanto eu tinha sete anos.

Eu me sentia triste por ela, naquele tom e com os olhos cheios d’água. Mas uma mentira desse tamanho eu não conseguia aguentar. Eu me levantei e dirigi meu olhar raivoso para ela. Ela ergueu a cabeça.

-Por que exatamente você está me contando isso agora?! – eu tentei falar calmamente, mas não deu muito certo – “Amizade” significa alguma coisa para você?!

-Argh, Lira, me desculpe! – ela se levantou também – Olha, você é a minha melhor e única amiga...

Eu bufei.

-Algum dia... – ela continuou rapidamente, antes que eu falasse alguma coisa — ...você precisaria saber quem eu realmente sou. E esse dia chegou.

Eu franzi as sobrancelhas e sentei de novo na cama. Tudo de importante que eu sabia era uma grande bolha de mentiras. Enterrei o rosto nas mãos e respirei fundo, confusa.

-Eu... – levantei a cabeça – Só me dê um tempo para... Analisar a situação... Eu vou... Vou pensar no assunto.

E, desde essa conversa, não nos falamos nem trocamos sinais da verdadeira amizade que tínhamos antes.

Esfriou bastante nos últimos dias. Parece até que...

De repente, escuto passos apressados. Paro de andar na hora. Verifico meus bolsos. Um papel de bala, um desenho meu dobrado,... Ah, uma moeda!... e um tubo de papel que eu fiz ontem por puro tédio. Deve servir. Tiro o tubo do bolso e seguro com as duas mãos em frente ao meu corpo, como uma espada em miniatura. Os passos ficam mais altos. Parece que está... correndo.

Então eu vejo a silhueta negra de alguém correndo de um jeito engraçado, no fim do corredor. Ela corre em minha direção e eu ergo uma sobrancelha, de olhos arregalados. Então ela entra no fraco campo de luz projetado por uma lâmpada no meio do corredor.

Argh, eu não acredito, eu penso, frustrada.

Seu cabelo ruivo cacheado reflete na luz amarelada. Seu rosto esboça uma expressão de surpresa.

Eu abaixo o tubo de papel e reviro os olhos, irritada. Cerro os punhos e trinco a mandíbula. Não ele.

-Lira! – ele exclama. Eu fecho os olhos. Depois de dois segundos, abro-os de novo.

É só Darius.

Notas finais
E aí? Deprimiu saber que não era ninguém importante?? HA HA HA... que engraçaado...