The Feather

4 Capítulo 4 - Let Go


Notas iniciais
Bem, eu estou inspirada. Decidi fazer um quarto capítulo, e espero que vocês gostem!

– Já se decidiu, Primrose? – a voz disse.

Eu esperei mais uns segundos. Deixei que o silêncio predominasse o ambiente. Eu sabia que meu tempo estava acabando, e não falei nada, até que meu cérebro respondeu por mim:

– Sim. Eu tomei uma decisão... Eu escolho salvar o Lucas. – eu disse no tom de voz mais firme que eu consegui criar.

A voz não disse nada, só deixou que os corvos sobrevoassem a minha pessoa de novo, a as penas foram caindo, e lá vou eu na montanha russa de novo, com subidas e descidas. Acordo com a visão privilegiada do teto do quartinho, me levanto e vejo Fagan dormindo na cadeira de balanço. Me soltei das correntes e sai, de volta para o prédio do internato. Fagan logo mais acordaria. Pelo que vi no relógio na cabeceira, eram sete horas da noite, faltando pouco para o toque de recolher. Eu não achei prudente deixa-lo ali dormindo, então dei meia-volta e acordei ele. Nós fomos quase rastejando de sono até o prédio, e quando eu cheguei no meu dormitório, a primeira coisa que eu fiz foi colocar os fones e escutar música.

Acabei pegando no sono, e de qualquer jeito, eu não tirei os fones para dormir.

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Eu estava caminhando pela mata, perto do internato. Eu estava usando um vestido branco, não como um de noiva, um bem simples mesmo. Eu andei até sentir meus pés doerem. Eu olhei para eles e vi que estavam descalços e sangrando. Continuei caminhando, sem ligar para meus pés. As árvores começaram a se espremer, e os galhos prendiam nos meus cabelos, mas eu não ligava. Continuei caminhando. Eu tropecei em uma pedra, ralei o joelho, e o vestido ficou manchado de sangue, mas não liguei, continuei andando... Até que vi Lucian, parado, abraçando uma menina qualquer, e sem camisa. Ele olhou para mim, e eu para ele. Ele deu um sorriso fechado, e começou a beijar a menina, que começou a se despir bem ali, na minha frente. Eu comecei a correr, com as lágrimas quase cegando a minha visão.

Eu vi meus irmãos e irmãs enforcados em uma árvore, e eu entrei em pânico. Tentei o truque de gritar, mas nada acontecia.

Quando eu vi, estava deitada em um sofá, dentro de uma casa rústica. Eu senti um calor, uma energia sendo passada pra mim. Me virei e Fagan estava me abraçando, jogando algum jogo qualquer. Eu encostei a minha cabeça no ombro dele, e ele sussurrou em meu ouvido:

"Eu sempre amei você, Primrose Lidwix".

Me senti corar, e eu virei para ele, para ver se ele estava falando sério. E estava, pois ficou me encarando, e eu fiquei nadando nos olhos dele, admirando seu rosto, a beleza, pensando que agora aquilo — aquele ser — me amava, que queria cuidar de mim. E eu senti, bem no fundo, o meu rosto corar, e senti que queria cuidar dele também, que queria abraça-lo com todas as minhas forças, que eu queria poder andar de mãos dadas com ele, e acariciar o cabelo dele, tocar nele, sentir o calor vindo de seu corpo, sentir tudo o que eu deveria sentir.

Eu me aproximei do rosto de Fagan, e ele do meu. Estávamos prestes a nos beijarmos...

Um som chegou aos meus ouvidos. Let Go estava tocando, e eu senti que queria entrar nele, eu senti que estava esgotando minhas forças a cada milímetro que eu me aproximava mais dele... Matt Bowman cantava cada vez mais, e eu me deixava levar pela letra.

*Paft*, Fagan me deu um tapa na cara. Eu fiquei surpresa, e me virei para ele. E ele estava chorando, com os olhos ficando quase num tom de verde-piscina, e eu quis abraça-lo, mas ele me interrompeu.

– Me desculpe, Primrose Lidwix... Me desculpe! — ele quase berrou.

Eu senti que comecei a chorar, e a música tinha acabado.

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Acordei em um pulo, e vi que estava com os fones de ouvido. Peguei o meu iPod para ver a última música reproduzida: Let Go. Eu olhei para a cama de Diana, e ela estava dormindo ainda. Chequei as horas: quatro e vinte da manhã.

Tentei dormir, mas não consegui. O sonho não saia de jeito nenhum da minha cabeça. Eu senti calor, muito calor. Fui me deitar no chão gelado, e acabei adormecendo ali mesmo, até ser acordada ás seis e meia pelo meu despertador. Me arrumei, o uniforme lavado, com cheiro de pinheiro e... Baunilha? Tinha um cheiro enjoativo, mas nada que me mate.

Abri a porta do dormitório, dando de cara com o corredor, e fechei a porta atrás de mim. Quando eu coloquei o meu pé no primeiro degrau, e senti que tinha esquecido alguma coisa no quarto... Algo importante... Mas eu não me lembro o que era...

"Dane-se, não deve ter sido algo tão importante assim", eu pensei. E subi as escadas até a biblioteca, com a intenção de pegar um livro qualquer para ler antes da aula começar.

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Hoje de noite, eu sonhei com Primrose Lidwix. Você deve estar se perguntando algo como "Nossa, Fagan, você não está com saudades da Caroline?". Bem, sim, mas... O sonho que eu tive foi especial.

Eu estava no mato perto do internato, e eu comecei a caminhar. Fazia sol, e havia borboletas, e alguns bichinhos bonitinhos, além de joaninhas por todos os lugares; Basicamente o paraíso! Eu vi minha mãe e Isoro conversando juntos, uma conversa animada, porque os dois sorriam e riam. Eu dei um sorriso fechado e continuei andando. Uma garota bonita e atraente caminhou em minha direção, com roupas bem justas e um decote bem grande na blusa, que deixava á mostra uma parte bem grande dos seus seios bem grandes. Ela me entregou uma coxinha. Sim, uma coxinha. E eu devorei a coxinha em uma mordida só. Nem foi mordida, eu quase enfiei a coxinha goela abaixo.

De repente ouvi um grito. Agonizante e choroso. Eu reconheci o tom de voz, mas não conseguia me lembrar de quem era. A garota começou a se roçar em mim, mas eu a empurrei. Eu conhecia esse tom de voz, e precisava ajudar essa pessoa, onde ela estivesse.

Eu caminhei um bocado, até que encontrei Primrose Lidwix deitada no chão, com um vestido branco todo rasgado e sujo de sangue. Os cabelos dela estavam uma bagunça, alguns galhos presos, fazendo um monte de nós.

Eu a peguei no colo, e comecei a andar. Eu não sabia para onde eu estava indo, mas avistei uma cabana pequena ao longe, então andei até ela.

De repente, me encontrei sentado no sofá, jogando, e senti uma coisa... Um calor humano... Me virei e Primrose estava com a cabeça encostada no meu ombro, e eu estava com um braço por cima dela, abraçando-a. Eu me senti ruborescer, e me aproximei do ouvido dela.

Meu coração e cérebro tomaram conta dos meus lábios e cordas vocais, me fazendo pronunciar as seguintes palavras:

"Eu sempre amei você, Primrose Lidwix".

Eu fiquei encarando ela. Ela era bonita... Ela é bonita. Os cabelos dela eram de um tom castanho-claro, que ia ficando mais escuto até as pontas, e ela tinha um olho âmbar. E ela tinha umas sardinhas espalhadas pelo rosto, o que eu achava muito... atraente, se é que você me entende. Ela olhou pra mim também, e ela estava vermelha, seus olhos brilhando, ganhando um tom meio verde...

Um sentimento tomou conta de mim. “Eu te amo”, eu pensei. Ela se aproximou mais do meu rosto, e eu fiz o mesmo. Estávamos a ponto de nos beijarmos.

Um som começou a surgir: a música Let Go, The Pigeon Detectives. Como eu amava aquela música... E na hora perfeita ela começou a tocar. Percebi que ela escutou a música também.

Naquele momento, me senti amado por ela, me senti bem, com uma coisa estranha no peito, meu rosto, meu peito, meu corpo todo ficando quente, como se eu fosse um forno por dentro.

E eu não sei o que aconteceu, meu cérebro, talvez, tentando se manifestar...

*Plaft*

Eu tinha dado um tapa na cara de Primrose. E eu fiquei chocado, e comecei a chorar, não sei por quê. Eu queria abraça-la, queria beija-la, queria poder a amar com todas as minhas forças, mas eu tinha dado um tapa na cara dela.

Ela se virou para mim, com uma cara de espanto. Ela tirou a mão da bochecha vermelha, e começou a fazer um gesto para me abraçar, mas minha boca me interrompeu de novo.

– Me desculpe, Primrose Lidwix... Me desculpe! – eu quase berrei. Sem necessidade.

Ela começou a chorar, e a música tinha terminado.

E eu acordei no meu dormitório, sozinho. Os colchões desocupados, só eu respirando naquele quarto.

Eu coloquei a mão nos meus olhos, e senti uma coisa molhada... Eu estava chorando. De verdade! E eu notei que estava com os fones de ouvido ainda. Provavelmente eu tenha pegado no sono enquanto escutava música.

Eu abri a lista de músicas recentemente tocadas, a mais recente era Let Go. Obvio.

Eu me deitei de novo na cama, pensando na Primrose, no sonho, em tudo... Como ela era especial, e como o Lucian batalharia por ela se eu me declarasse. Mas eu iria batalhar também, se fosse preciso. Eu não gosto de brigas, mas mesmo assim, pela Primrose, eu me alistava no exército.

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Eu acordei de novo, dessa vez com o som do despertador. Eu vi o horário: eram cinco de quarenta da manhã, então eu coloquei o meu uniforme e arrumei a minha cama, para não dar mais trabalho para as arrumadeiras, ou faxineiras, ou qualquer pessoa que é paga para arrumar os quartos. O meu era o último quarto, então elas arrumariam ele por último, mas eu não gosto disso. Prefiro que elas não arrumem as coisas por mim, mesmo sendo pagas pra isso... Elas merecem.

Mas quando eu sai do meu dormitório, eu senti que tinha esquecido algo... Ah, sim, o sonho que eu tive com uma garota com peitos grandes, e uma coxinha... É, deve ter sido bom.

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– Diana, pelo amor de Deus, fique quieta! – eu disse. Estávamos na aula de matemática, e Diana começou a bater o lápis no caderno, fazendo um barulho irritante e repetitivo.

Ela sossegou o lápis e começou a mordê-lo na ponta. Ela tinha crise de ansiedade, então não parava um minuto quieta, estava sempre em movimento.

A aula hoje estava entediante. O professor tinha deixado alguns exercícios da apostila para fazer, e eu já tinha terminado. Diana ainda tentava se resolver com aqueles cálculos. Eu não era um sucesso em matemática, mas hoje eu fui rápida. A matéria não era nada difícil... Eram simplesmente números, com sinais de negativo e positivo, frações em todos os lados e alguns números decimais. Quem nunca enfrentou isso?

Eu olhei para os lados, para dar uma olhada na turma. Todos estavam em silêncio absoluto. Lucian estava sentado do outro lado da sala, na primeira carteira. Fagan estava sentado á duas cadeiras á direita de distância de mim, e as meninas mais “populares” ficavam sentadas á minha esquerda, Diana na minha frente.

Eu chequei meu relógio umas cinco vezes no mínimo, e da ultima vez que eu chequei, faltavam cinco minutos para a próxima aula.

– Primrose Lidwix, por favor, compareça na diretoria agora mesmo – uma voz masculina falou ao comunicador geral da escola. Era Isoro, sem sombra de dúvida. Olhei para Fagan antes de sair, mas ele estava ocupado demais olhando para a janela, então eu parti.

Não sei por que, mas quando eu era pequena, e me chamavam para ir para a diretoria, eu me sentia independente, ou me sentia em uma aventura pelo desconhecido. Eu não tinha problemas de comportamento, nem na sala de aula, então nunca eram notícias ruins.

Pelo menos, até agora.

Eu caminhei até a casa de Isoro, porque eu sabia que ele estaria lá. Bati na porta e esperei um pouco. Nada. Bati de novo. Nenhuma resposta. Eu estava prestes a bater de novo, mas uma mão agarrou o meu pulso. Eu me virei, assustada, mas fiquei tranquila, porque era Isoro, e não um assassino psicopata que decidiu que eu merecia morrer, porque sim, porque ele estava a fim de me matar hoje.

– Desculpe a pegada – ele disse, soltando meu pulso – Tenho que falar com você sobre uma coisa... Sobre sua última visita á outra dimensão.

Eu fiquei confusa. Outra dimensão? Ele notou isso e abriu a porta, me pedindo para pegar uma cadeira e conversarmos.

– Você se lembra de suas últimas visitas para aquele lugar, certo? – disse ele se referindo ao lugar onde eu tomo decisões. Eu fiz um sinal de positivo com a cabeça – Então, as outras três Vozes estão proibidas de entrar naquela dimensão.

– Por quê? – eu perguntei, sinceramente confusa – Eles fizeram algo de errado?

– Sim. Eles manipularam a mente de Lucian.

Eu fiquei mais confusa ainda. Aquilo era algum tipo de mindfuck?

– Você se lembra de sua decisão, certo? O que você escolheu?

– Eu decidi salvar o Lucas... E deixar o Lucian nas mãos daquela garota.

– Certo e errado. Quando a garota ia beija-lo, ele a empurrou. Ele ia sofrer a consequência, mas ela acabou sendo alterada. E quem a alterou foram às outras três Vozes.

– Mas porque elas fizeram isso? – eu quis saber.

– Porque eles estavam querendo deixar a situação mais “engraçada”. Eles estão lá, junto com a Voz, mas você não os escuta... Então eles sabem de tudo o que acontece também.

A ficha caiu. Então Lucian não tinha ficado com aquela garota? Dane-se, isso não fazia nenhuma diferença pra mim. Lucian não era mais problema meu agora. Eu não tenho mais a ver com as coisas dele.

– É isso, Isoro? – eu perguntei – Posso voltar para a aula?

– Pode, pode sim – ele disse, e eu abri a porta e sai. Aquela situação era esquisita. Eu levo como uma coisa normal, isso tudo de tomar decisões, mas quando eu paro para pensar, é a coisa mais sinistra e sem sentido que eu já vi na minha vida!

Caminhei de novo até o prédio do internato. Eu fiquei pensando... O que eu me lembro sobre o Lucian mesmo? Ah, sim, eu sonhei com ele, e que ele estava beijando uma garota qualquer, e ele estava sem camisa, e ela começou a se despir... Acho que não foi um sonho legal, mesmo nada que o Lucian faça tenha a ver comigo.

Eu não tenho mais nenhum sentimento por ele, isso é fato. Mas eu não sei... Eu não deveria ter ficado tão abalada com uma coisa dessas... Do fato de ele ficar com outra garota... Afinal, já fazia um mês desde o nosso término, então ainda seria estranho namorarmos outras pessoas. Isso iria me dar à imagem de vadia (uma coisa negativa) e ia dar a fama de pegador ao Lucian (uma coisa incrivelmente positiva para alguns retardados com pênis da minha turma).

Eu corri para a sala de matemática, e Diana já estava me esperando na porta, com a minha mochila e meu casaco na mão. Eu peguei minhas coisas e ela me disse no caminho para o pátio que ela tinha entregado os exercícios na apostila que eu fiz para o professor.

Isso era o de menos agora. Praticar esportes não era muito uma coisa que eu dominava. Mas por incrível que pareça, é uma coisa que até a Diana domina. Eu prefiro coisas mais... Naturais. Como equitação. E não aquela equitação com frescura, de quepe e coisas assim, chicote, adestramento, salto... Não, não fazia o meu tipo. Prefiro galopar livremente por um campo, sendo feliz com o meu cavalo.

Quando chegamos na quadra, avistamos nuvens bem grandes e cinzentas vindo do sul, e eram nuvens de tempestade. A aula foi cancelada pela tempestade, sendo assim, a aula tinha terminado, e podíamos ficar á toa dentro dos nossos dormitórios, lendo, escrevendo, escutando música ou dormindo com o barulho da chuva, dos raios e trovões. Eu adoro dormir com tempestade... Me dá uma sensação de calma por dentro...

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Chegamos ao nosso dormitório, e Diana largou a mochila dela em cima de uma cama vazia. Ela disse que ia dormir um pouco, e pegou no sono direto, de uniforme e tudo, sem ao menos tirar os sapatos. Eu me troquei, e não estava a fim de ver a Diana dormir, então decidi sair.

Tirei os sapatos dela e assaltei o frigobar: peguei uns salgadinhos que eu e Lucian havíamos comprado uma vez no centro da cidade. Fui na ponta do pé até a porta, e desci mais uma escada, caminhando até o fim do corredor, e bati na porta com o número 126-B.

Fagan abriu a porta, e deu um sorriso quando viu que era eu. Eu entrei de fininho, porque homens e mulheres não podiam ficar no mesmo dormitório.

Nós ficamos conversando, jogando xadrez e comendo as porcarias, mais o refrigerante que ele tinha de sobra. Ficamos lá praticamente a tarde toda, e eu não me preocupei. Diana dormia muito, e ninguém visitava o Fagan, então eu não corria o risco de ser pega.

Foi uma tarde divertida, e falamos da Gonito, no final da nossa conversa. De como ela deveria estar se divertindo na chuva, ou de como ela gosta de qualquer gororoba que dermos para ela.

Nós adormecemos, o Fagan apoiado na cama, dormindo sentado, e eu do lado dele. Minha cabeça pendeu para o lado, se encostando no ombro dele. Eu não percebi, claro. Mas durante o meu sono, eu me senti bem, me senti segura, me senti amada, e acabamos assim mesmo, bem grudados um no outro... E eu acordei no meu dormitório, me sentindo bem descansada, mas com falta de alguma coisa...

Eu entendi na hora.

Eu sentia saudades do Fagan.

Notas finais
Gostou? Comente o que você achou e me diga sua opinião! Espero que você tenha gostado, meu caro amiguinho entediado. =3 Até o próximo capítulo (que sairá ainda essa semana, provavelmente)!