The Falling of an Order
4 Verdades.
Notas iniciais
Depois de um tempo que não sei definir fui recobrando a consciência, pelo que percebi eu estava sendo carregada, sentia mãos firmes segurando minhas costas mas por incrível que pareça não estava sendo bruto, seja lá quem for está tomando cuidado, não consegui entender por que, mas não me atrevi a abrir os olhos. Senti uma das mãos me soltar e logo após ouvi o som de um carro destravando perto de onde eu estava.
— Não acredito que isso está acontecendo comigo. – Pensei.
Meu coração estava acelerado e minhas mãos estavam suando frio, em minha mente só vinham as piores coisas que poderiam acontecer ali comigo, eu estava com medo mas não poderia fazer nada além de continuar ali fingindo estar inconsciente. Paramos alguns minutos depois e mais uma vez senti braços me pegando no colo, ouvi batidas em madeira e presumi que ele estava batendo em uma porta. Nesse momento minha cabeça encheu de dúvidas a respeito do que iria acontecer da li para frente quando ouvi uma voz conhecida.
— Jason! Oque aconteceu com minha menininha? – Ouvi a voz preocupada de minha mãe e fui me acalmando, mas mesmo assim me forcei a não abrir os olhos, eu ainda tinha que descobri o que estava acontecendo.
— Jason é? Até o nome é de psicopata. – Penso com desgosto.
— Desculpa Jane tive que fazer isso, aquilo aconteceu de novo, você precisa conversar com ela e manda-la para uma escola qualificada para isso.
— Não quero que ela entre neste mundo, foi por causa dele que perdi uma filha, não quero perder a outra também. – Ela falou com a voz embargada. Eu já não estava entendendo mais nada do que estava acontecendo ali minha cabeça latejava e aquele cheiro de ovo não estava ajudando em nada. Forcei meu corpo a ficar imóvel e me esforcei para não perder o controle.
— Espere um minuto, vou colocar alguma proteção para que esse cheiro de ovo não impregne nos lenções da cama quando eu acabar você vem e a coloca lá, quando ela vai acordar? – Eu conseguia sentir a preocupação em sua voz.
— Em 16 minutos, acho melhor se apressar. – Ele falou em voz baixa. Alguns minutos depois eu estava deitada em minha cama, assim que ouvi a porta fechar eu me sentei em quanto esfregava as têmporas não deu nem tempo de pensar, a porta se abriu e minha mãe me olhou surpresa.
— Era para você acordar só daqui a 3 minutos. – Ela sussurrou, se eu não estivesse prestando atenção em não teria entendido, a olhei confusa e só então ela pareceu perceber que falou em voz alta. – Que bom que acordou filha, vai tomar um banho e depois precisamos conversar. – Ela falou em quanto batia os dedos na própria perna em sinal de nervosismo o que não é uma coisa boa.
Levantei em silencio, afinal aquele cheiro estava insuportável, entrei no chuveiro com a cabeça fervilhando, em alguns momentos eu via flashes de um rosto feminino parecido com o meu só que um pouco mais velho e aquilo não sei porque me deu uma tristeza tão grande que tive vontade de chorar, comecei a formular perguntas para fazer a minha mãe quando eu saísse daqui pois aquilo tudo já estava me deixando louca. Troquei de roupa no banheiro mesmo e quando eu sai ela estava sentada em minha cama que já estava sem os plásticos.
— Filha preciso te contar uma história. – Ela falou dando dois tapinhas ao seu lado na cama.
— Mas mãe como pode pensar em história nessa hora? Não pode me dar respostas? Hoje eu fui enganada, tomei uma chuva de ovadas, um homem que não conheço veio falando de potência e de outras coisas, e o mais engraçado eu me lembro desses olhos vermelhos de algum lugar, e foi num sonho que tive, mas pelo que passei hoje acho que não foi apenas um sonho, e agora imagens de uma garota que parece comigo não saem da minha cabeça e sinto que ela era algo para mim, e o que mais me destrói é que isso não me dá uma sensação boa. – Falei chorando e deixando que todo aquele nervosismo e medo que senti mais cedo tomarem conta de mim. Minha mãe se levantou e me abraçou apertado, a agarrei como se fosse a última vez que a veria, apesar de tentar ser forte eu estava morrendo de medo e precisava muito disso.
— Vem filha eu realmente preciso te contar essa história. – Ela falou me levando para a cama. Me aconcheguei em seu colo em quanto ela acarinhava minha cabeça.
— Pessoas tem suas diferenças desde sempre, mas desde o início da humanidade há alguns que são diferentes de mais. – Ela fala, olho para cima e a vejo com feições de confusão, ri um pouco e ela bagunçou meu cabelo de forma carinhosa.
— Acho que isso não faz muito sentido não é? – Ela fala com um tom de divertimento na voz em quanto balanço a cabeça negativamente. – Bom, essas diferenças não eram de muita importância em um tempo muito antigo, mas no século XV tudo mudou, essas diferenças foram vistas como ameaças e abominações, então os humanos começaram a caçar e a queimar os Scrips. Desde então eles se escondem para não acontecer o mesmo que aconteceu naquela época, alguns que foram encontrados ao longo do tempo ou foram mortos ou simplesmente os médicos denominam como pessoas com distúrbios.
— Espera um pouco mãe, o século XV não foi a época da Caças as Bruxas? Então Scrips é um nome bonitinho para bruxas e a senhora está me dizendo que elas existem mesmo? – Perguntei não acreditando e bastante confusa com onde ela queria chegar com aquela história toda.
— Não filha, Scrips é o nome da espécies de humanos com digamos que poderes, enfim Scrips é o nome da minha espécie. – Neste momento eu já estava sentada na cama olhando em seus olhos.
— Como assim sua espécie? E que poderes são esses? Isso não é hora para pegadinhas mãe. – Eu não estava aguentando mais aquela história toda.
— Como eu disse, alguns nascem diferentes, e eu faço parte dessas pessoas. – Ela estava enrolando muito, e aquilo já estava começando a me irritar, ela não tinha tanta diferença de nenhum outro ser humano afinal ela era um, pensei analisando minha mãe. – Se eu te contar com toda certeza não acreditaria em mim, bom acho que é a hora de você finalmente saber a verdade sobre mim. – Dito isso ela levantou e ficou em minha frente, levantou uma das mão em quanto ficou olhando para ela, alguns segundos depois vi aparecer algumas faíscas na ponta dos seus dedos, e logo depois uma chama tímida aparecer em sua mão, vi sem acreditar aquelas chamas irem crescendo aso poucos sobre a mão de minha própria mãe, olhei seu rosto e não tinha nenhuma feição de dor ou desconforto, ela apenas se concentrava em sua própria mão, fiquei ali vendo ela brincar com as chamas em sua mão e logo depois sumirem sem deixarem nem um resquício de fumaça. Ela olhou para mim, eu não sei o que estava sentindo no momento mais aquilo era de mais para mim, a lógica gritava dentro de mim dizendo que tinha truque escondido, que aquilo não era real, mas alguma coisa nos olhos da minha mãe me fez enxergar e acreditar no que estava acontecendo ali.
— Ai meu Deus! Minha mãe é um isqueiro humano! – Falei colocando as duas mãos na cabeça. Ela me olhou surpresa e logo depois saltou uma gargalhada alta.
— Essa era a única coisa que eu não esperava que dissesse. – Ela falou limpando algumas lagrimas que escorriam pelo seu rosto ainda contraído com suas risadas, depois que me toquei na besteira que falei a acompanhei na rizada, o que sérvio para aliviar um pouco o clima e parece que deixou minha mãe um pouco mais relaxada.
— Eu tenho tantas perguntas para te fazer mãe. – Eu estava muito curiosa, eu queria saber tudo sobre aquele “poder” dela, é poder sim, afinal ela parece um dos x-men's colocando fogo na mão dela assim do nada. Ela andou em direção a porta e segurou a maçaneta.
— Antes eu quero apresentar você a uma pessoa. – Ela abriu a porta e o cara com os olhos vermelhos entrou. Estremeci por dentro mas mesmo assim permaneci onde estava e olhei para a minha mãe um pouco confusa. – Mary Anne este é Jason, seu tio.
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