The Fallen Of Light
6 CAÇADA
Notas iniciais
É que tá cada vez mais difícil dar um rumo à história: Temos em mente o
que queremos, mas na hora de escrever...
Enfim, esperamos do fundo de nossos corações que gostem desse capítulo, que além de qualquer coisa, ficou bem pequeno.
(P.S: Vai aparecer uma personagem surpresa. Dedicamos ela pra nossa amiga Julia Kaori, que vai embora pro Japão em breve. Vamos sentir saudade!)
(LIGHT)
Sempre soube que era o tipo de homem preferido das garotas. Charmoso e inteligente, durante minha vida humana vivi cercado de pretendentes, e isso me agradava. Por isso, quando Ozaru revelou no que eu iria me tornar dali em diante, fiquei um pouco preocupado; não era o tipo de rapaz que servia para o papel de monstro. Porém, se isso fizesse com que obtivesse as rédeas de meus planos novamente, pagaria o preço.
Então, ao pisar novamente em solo humano, logo busquei uma oportunidade de me olhar em qualquer lugar que pudesse me refletir. Logo, encontrei uma janela espelhada de um majestoso prédio no centro de Kanto, minha cidade natal.
Me surpreendi. Não mudei como havia suposto, afinal.
Meus olhos... Ah, meus olhos! Como estavam incríveis! As íris, antes castanho-amendoadas, haviam se tornado um tom sangrento de vermelho, que combinou com as cores de meus cabelos, estes maiores do que jamais estiveram: desciam discretamente até os ombros.
Minhas costas nuas sustentavam um par de asas negras como ônix, suntuosamente planejadas para, além de destreza, demonstrar imponência.
É. Talvez, minha nova realidade não fosse assim tão ruim...
(...)
Depois de me admirar durante vários minutos, decidi focar toda a minha atenção no que realmente importava.
Precisava encontrar – e o mais rápido possível — um portador para recomeçar os julgamentos de Kira. Mas quem? Eis a questão. A única certeza que tinha é que essa pessoa deveria ser extremamente inteligente, ou cairia facilmente nas armadilhas que poderiam ser tecidas por Near.
Near...
Precisava matá-lo. Ele e todos os pequenos gênios da Wammy’s House. Não poderia mais correr o risco de meu portador ser pego por sucessores de L.
Eu poderia deixar Near viver um pouco mais... Quem sabe? Seria prazeroso vê-lo descobrir o retorno de Kira e que, em consequência a isso, iria morrer.
"Ah", pensei, "como a vingança é doce..."
(...)
Andando pelo centro da cidade, decidi me obrigar a realmente prestar atenção nas pessoas ao meu redor, e não ficar devaneando por situações que ainda estavam fora de meu alcance.
Com uma determinação furiosa, abri o caderno lustroso na esperança de obter as respostas de que tanto necessitava. Folheei-o, mesmo sabendo que suas páginas ainda estavam virgens. O que eu estava pensando? Que o Death Note, além de me proporcionar o julgamento, me diria com certeza o nome de meu futuro sucessor?
Mas espere um pouco. Havia algo diferente. Esse caderno, apesar dos poderes incomuns que possuía, não trazia nenhuma instrução de uso, como o que possuí tempos atrás.
Suspirei, frustrado. Seria muito mais difícil do que eu imaginava. Porque será que Ozaru, além de tudo, ainda havia retirado as instruções do caderno?
Não consegui obter nenhuma resposta que me convencesse que isto facilitaria as coisas para mim. Às vezes, parecia que o Rei dos Shinigamis não estava ao meu lado, e sim contra mim.
(...)
Arrastei esses pensamentos para fora de minha mente e observei os humanos, pela milésima vez. “Agora entendo perfeitamente bem o que Ryuuku queria dizer quando dizia estar entediado”, pensei. Por horas a fio, entrei em uma constante caçada em busca de um novo Kira, mas minhas esperanças diminuíam quando o sol caía e as pessoas continuavam apressadamente aéreas, com gestos costumeiros e profundamente satisfeitas com o sistema atual. Era completamente fácil adivinhar o que elas fariam a seguir.
E Kira não era assim. Não se podia prever suas ações, além do padrão de matar assassinos. Não se conseguia saber ao certo quem seria eliminado; o que restava aos meus inimigos era somente a espera da morte.
Além das corriqueiras buscas em minhas andanças, havia perdido horas em frente à TV, buscando qualquer vestígio de inconformidade, qualquer insinuação insatisfeita em relação à justiça, mas nada. Parecia que qualquer aliado que estava comigo havia ido embora com meu antigo caderno.
Mais uma vez, como um ciclo, o sol baixou no horizonte; uma brisa soprou meus cabelos cor de fogo. Argh. Não era possível! Simplesmente ninguém se encaixava no perfil!
Observando o crepúsculo, continuei caminhando rumo ao meu antigo colégio, onde tudo começou. Perambulei entre os estudantes, achando engraçado o fato de nenhum deles sequer notar minha presença. Ainda não havia me acostumado com a invisibilidade padrão de um deus da morte.
Caminhei. “E lá se vai mais um dia de incertezas”, refleti.
Então, uma voz chamou minha atenção.
– Todo dia a mesma coisa – a voz feminina dizia — esse mundo está podre. Podre! Onde está a justiça?
Rapidamente, me virei para ver a voz daquela que seria minha salvação. Sozinha com seus pensamentos e sentada em um dos muitos degraus da escada frontal do colégio, estava a garota mais linda que já havia visto. Sobre o ombro, seus cabelos ondulavam graciosamente mesclando mechas avermelhadas. Mesmo sem tocá-la, poderia jurar que sua pele marfim seria extremamente macia ao meu toque, e me vi imaginando como e quando iria comprovar isso. Os olhos cor de âmbar estavam entristecidos. Mesmo triste, era extremamente bela. Simplesmente magnífica... Completamente perfeita.
No mesmo momento, quis me aproximar, mas lembrei-me que não estávamos sós. Ainda havia alunos observando-a, talvez imaginando o porque de tanta lástima. Precisava esperar o momento certo de agir.
Sentei-me ao seu lado, e como sempre acontecia ao me aproximar de um humano, ela nada sentiu. Logo acima de sua cabeça, estava presente um nome belamente incomum:
Kaori Yaoshii, era, afinal, a garota ideal para deusa do novo mundo. Havia encontrado o que tanto procurava.
Notas finais
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