Notas iniciais
Olá, meus amores!
Temos certeza absoluta de que vocês vão gostar da rapidez com que postamos a continuação, estávamos inspiradas hoje! rs
Outra coisa boa: Gostamos tanto do resultado desse capítulo que não conseguimos parar de escrever e, como ficou extenso, decidimos publicar ele em duas partes. Õ/
AAAAH, outra coisa! Muito obrigada por todos os comentários que vocês nos enviam, fazemos tudo com muito carinho!
Um beijão bem gostoso em cada rostinho e boa leitura! (:

Depois de meu encontro com Kaori Yaoshii, decidi observá-la mais de perto daquele dia em diante, e só então me revelaria – isso se durante esse período ela não apresentasse nenhuma característica que pudesse atrapalhar meus planos.

Yaoshii seguia sempre o mesmo ritmo, calmo e costumeiro, não que isso a igualasse com os outros. Via-se de longe que ela era diferente: Chegava antes de todos os estudantes no colégio, sentava-se no fundo da classe e, o que mais me intrigou, nunca conversava com ninguém. Parecia que Kaori não tinha amigos...

Por diversas vezes, notei que ela possuía certa dificuldade em expressar suas opiniões, e até vi algo de relance em seus olhos, sempre que alguém falava algo que, pensei eu, entrasse em conflito com seu modo de enxergar o mundo. Quando fazia menção de dizer algo, no último instante acabava se contendo.

Pela primeira vez em toda a minha existência, não conseguia prever as ações de uma garota. Fiquei verdadeiramente intrigado; Kaori era totalmente o oposto de todas as mulheres com que me relacionei, principalmente Misa.

Sabia que algo nela vinha exatamente de encontro com minhas propostas utópicas...

Eu estava prestes a descobrir o que era.


(...)



Dias haviam se passado desde a primeira vez que a encontrei, no entanto ainda não me revelara. Já havia tomado a decisão de falar com ela, só estava à procura do momento certo.



Me lembrei do que Yaoshii havia dito naquele primeiro entardecer: “Esse mundo está podre”. Foi estranho, porque pouco antes de o destino colocar o caderno em minhas mãos, havia pronunciado algo semelhante. Será que a jovem estaria pressentindo algo? Esperava que sim.


Como sempre fazia, acompanhei-a após o final da aula. Ficava intrigado até com o jeito dela caminhar: Era a personificação da imponência.

Confesso que, por várias e várias vezes, observei ela se despindo ao retornar da escola. Cintura fina, seios robustos e pernas longas, havia algo em sua pele acetinada que, céus, me deixava tão... excitado. Sua beleza era inumana.

Nunca ninguém havia conseguido me deixar assim antes!

Argh.

“Respira, Light”, pensei. “Você tem uma tarefa a cumprir.”

Havia chegado a hora. Sentia isso. Resolvi me revelar e, quando Kaori estava devidamente vestida, peguei o Death Note e me aproximei de seu corpo sensual.

“Finalmente”, sorri, e coloquei o caderno em contato com ela.


(...)



BAM.



Seus olhos âmbar se arregalaram com o choque ao me ver inerte diante de si, fitando-a.


– Q-quem é você? – gaguejou.

Kaori, sempre me surpreendendo! Meu medo era que ela gritasse e atraísse seus pais para o quarto, o que me causaria um certo atraso, mas nem isso ela fez! Me aproximei com calma, para não assustá-la ainda mais.

– Eu sou Kira – afirmei em tom sombrio.

Sua falsa coragem ficou ainda mais superficial. Durante alguns segundos, o silêncio se estendeu diante de nós.

– Kira está morto – disse, dando ênfase à última palavra. Meu olhar a desafiou e a contrapus, paciente:

– Não estou, não. Aqui estou eu, não é mesmo?

– Sério? Então, “Kira” – pude sentir as aspas em sua voz – Prove-me.

Encurtei a nossa pequena distância e toquei-a, muito gentilmente. Depois de muitas horas me perguntando qual seria a textura exata de sua pele, me senti satisfeito ao tocar-lhe a face e constatar que era indiscutivelmente sedosa, fazendo jus à minha imaginação.

Resolvi quebrar o silêncio:

– Sente o meu toque, Yaoshii?

Ela assentiu, estupefata.

– Não sou espírito, tampouco humano. Me tornei mais forte do que jamais fui, ao retornar como um deus da morte. Estou à procura de alguém perfeito pra continuar meus julgamentos, e aí encontrei você. – abri meu melhor sorriso e continuei:

– Esse aqui – apontando para o caderno – é um Death Note. Toda pessoa que tiver o nome escrito nele, morre.

Kaori olhou para o caderno, apreensiva, mas mesmo assim manteve-se em silêncio.

– É preciso ter em mente o rosto da pessoa que se quer matar. Assim, outra pessoa de mesmo nome não é afetada.

Seria bem mais simples se Ozaru não tivesse me dado um caderno sem instruções, mas por outo lado, isso me daria mais controle sobre a garota. Antes de continuar meu discurso, ela me cortou:

– Vejamos. Então você está me contando isso tudo porque espera que eu escreva no caderno os nomes que determinar.

Não foi uma pergunta. Kaori era rápida. Assim como Amane jamais foi.

– Você é inteligente, Yaoshii. E seria ainda mais se me ajudasse nisso. Sei que divide os mesmos desejos que eu, pois andei observando você.

Me aproximei ainda mais dela e sussurrei:

– Tenho certeza absoluta de que, juntos, mudaremos o mundo... Eliminaremos todos aqueles que não merecem viver.

Estendi o caderno para ela, mas Yaoshii hesitou. Toquei sua mão macia, e ela me olhou atentamente.

– Kaori Yaoshii – disse — , aceita juntar-se a mim nessa nova conquista?

Notas finais
Já, já a parte II vai estar disponível!
Reviews? *0*