Notas iniciais
Oi! ooo/
Aqui está um capitulo prontinho... uffa, esse foi grande e demorado de escrever u.u
Espero que gostem!

2

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Os sonhos de Harry ficavam cada vez mais realistas o que o deixava ciente que ainda tinha uma boa ligação com Lord Voldemort.


A sala onde se encontrava era escura e úmida, o teto estava com infiltrações e algumas gotas caiam formando poças no chão do lugar. Parecia um calabouço ou algo parecido, pois havia correntes em todos os cantos e paredes. Harry sabia que aquilo podia não ser real, pois ele estava mais como um observador e não como o que faz a ação.


Uma cadeira se encontrava no meio do espaço, havia um garoto mais ou menos de sua idade sentado nela. Sua mãos estavam amarradas as suas costas com cordas que prendiam-na a cadeira de madeira escura. Seus pés estavam presos aos pés da cadeira e o garoto se contorcia para se livrar das cordas magicamente presas.


A cabeça estava baixa e o garoto encarava o seu próprio colo, não era possível ver seu rosto, mas seus cabelos loiros eram bem característicos para Harry, mas não se lembrava de onde os vira. Passos foram ouvidos ao longe e pareciam estar mais pertos a cada minuto lento.


O garoto pareceu desesperado em tirar as cordas e sair daquele lugar, mas nada adiantava e um riso maligno ecoou pelo ambiente. Aquela risada familiar que Harry sabia muito bem de quem era. Lord Voldemort.


─ Não se desespere Draco. Apenas está me prestando um favor...


O homem saiu das sombras usando uma capa negra que fazia um contraste horrível com seu rosto e sua pele branca doentia. Só agora Harry havia percebido que o garoto era seu inimigo, Draco Malfoy.


Voldemort esperou alguma reação do garoto e o loiro não fez nada. Harry sabia que estava se roendo de raiva vendo a cena. Um favor? Mas que tipo de favor inclui estar preso num calabouço?


─ Seu pai faz esse favor tão bem. Não vai desorgulhar ele não é? ─ disse o homem que se aproximava devagar do garoto que ainda continuava na mesma posição. ─ Deve orgulhar seu pai não é?


Lord Voldemort se agachou e ficou na mesma altura que Malfoy, que ainda continuava de cabeça baixa, sem encarar o homem horrível a sua frente, parecia querer controlar os próprios batimentos de seu coração.


─ Olhe para mim ─ disse o homem baixo ameaçadoramente, o loiro não deu sinal algum que iria se mexer. Voldemort pegou sua varinha em sua capa e fez um movimento com a mão executando um feitiço não-verbal. ─ OLHE PARA MIM.


O loiro levantou a cabeça bruscamente e fitou o homem a sua frente com os olhos vermelhos cintilantes. Os olhos cinzas do garoto estavam mais claros que o normal e quando Voldemort desfez o movimento da varinha, foi possível ver o pescoço do loiro relaxar.


─ Muito bem Draco. Agora você está vendo que todos somos iguais e que só preciso de você para ganhar essa guerra, apenas um favor e sua família ficará livre para sempre, sem ameaças, como sempre foi. ─ falou Lord Voldemort passando a mão pelo rosto pálido do garoto que não respondeu de primeiro instante.


Longos minutos se seguiram e Harry olhava tudo perplexo. Lord Voldemort era mais cruel com seus seguidores do que com os trouxas que matava. O loiro cuspiu na cara de Voldemort fazendo Harry ficar mais perplexo ainda. Aquilo com certeza era um não e sabia que Malfoy iria morrer agora.


─ Eu duvido que isso acontecerá. ─ falou Malfoy simplesmente levantando o queixo mostrando superioridade como seu pai.


O homem se afastou do garoto e se levantou. Ele esperou longos segundos e deu um sorriso divertido. Seus olhos vermelhos brilharam de desejo e ele apontou a varinha para o garoto.


─ Sorte sua que me é útil agora. Pois quando se tornar apenas um lixo como sempre foi, terá uma morte longa e dolorosa. ─ disse Voldemort que esticara o braço com a varinha em mãos. ─ Crucio


O loiro arqueou as costas e sua cabeça foi para trás, ele se contorcia de dor mesmo preso com as cordas. Mas não gritava pela dor insuportável, havia mordido os lábios que agora estavam sangrando pela força que seus dentes faziam contra ele.


Lord Voldemort deu sua risada maligna mais uma vez e se aproximou mais do garoto que se contorcia na cadeira.


─ Tenho que admitir que tenha mais força de espírito que seu pai, mas essa rebeldia não vai durar muito tempo. ─ falou Voldemort sombrio como sempre e deixou o braço mais tensionado do que já estava. ─ Crucio!


O loiro finalmente gritou de dor e desespero. Seus olhos cinzas estavam lacrimejados de dor e seu corpo se contorcia mais. Era uma cena horrível de se ver e parecia piorar quando Voldemort se aproximou mais ainda.


─ CRUCIO! ─ o garoto parecia que iria morrer ali mesmo na cadeira se contorcendo como um condenado até que Lord Vodemort arregalou os olhos vermelhos e abaixou a varinha acabando com o feitiço.


O garoto pareceu desmaiar na cadeira, mas seus olhos continuavam apertos. Sua cabeça ficara para trás, seus olhos fitavam o teto. Seu peito estava ofegando parecendo estar sem ar e os ombros não estavam mais tensionados como antes.


─ É tão viciante... tão viciante ouvir seu grito de dor Draco. ─ falou Lord Voldemort que rodava a cadeira. ─ Greyback.


Ele chamou o lobisomem para o aposento. E uma fumaça preta, característica a dos comensais surgiu ao lado de Voldemort que parou a frente da cadeira onde Malfoy estava.


─ Oh, meu lorde. ─ falou a voz rouca de Greyback ajoelhado atrás de Lord Voldemort que se virou ficando de costas para o garoto na cadeira.


─ Me dê sua faca. Agora. ─ ordenou Voldemort e Greyback tirou uma faca prata de sua capa preta. ─ Vamos levante-se. Eu sei que quer ver.


Greyback entregou a faca a Voldemort e se levantou. Apenas Greyback se aproximou do loiro que pareceu ter sido alfinetado por algo, pois estava tenso e encarava o lobisomem a sua frente. Lord Voldemort se distanciava do garoto com a faca nas mãos ossudas e andava de um lado para o outro no ambiente. Greyback estava agachado encarando o loiro que o retribuía o olhar raivoso mortífero. O lobisomem mostrou seus dentes para ele e Malfoy apenas sorriu fracamente sarcástico.


─ Sabe, Draco... Essa aqui é a faca sagrada. E eu tenho certeza que você sabe o que é.


Harry não entendia nada, ele era como um intruso naquele lugar. O moreno se aproximou do loiro preso que encarava o lobisomem com suas ultimas forças. Ao mencionar da faca, os ombros de Malfoy ficaram tensos e o olhar perdido. O lobisomem riu com gosto daquela expressão de desespero.


─ Isso mesmo, anjinho do papai. ─ cuspiu as palavras Greyback que preparava-se para morder o pescoço pálido do loiro.


─ Se você encostar qualquer uma dessas presas imundas de sangue em meu pescoço, eu juro que nem o Lord te protegera de minha ira. ─ falou Malfoy ameaçando o lobisomem que se afastou raivoso dando um soco na boca do estomago do loiro.


─ Greyback. Se afaste do menino Malfoy. Agora─ ordenou Lord Voldemort com um sorriso divertido no rosto. O lobisomem rosnou para o loiro e se afastou ficando encostado na parede do recinto.


O homem estava de frente para o loiro novamente e se agauchou novamente a frente dele com a faca em mãos, passando ela perigosamente pelo pescoço do garoto. E na sua outra mão, havia um frasco vazio.


O loiro seguia a faca com os olhos cinzas mais desesperados do que o normal para a situação. O sorriso de Lord Voldemort aumentou ainda mais parecendo um rasgo em seu rosto deformado.


─ É apenas um favor... ─ disse Voldemort sombrio com uma risada maligna por fim.


A faca passou cortando um pouco o pescoço do loiro numa parte não letal. O garoto gritou de dor e tentou afastar o frasco de seu sangue que saia aos montes do corte. Lord Voldemort fechou seu sorriso, soltou a faca no chão e segurou os cabelos loiros do garoto puxando sua cabeça para trás fazendo com que ele não conseguisse se mexer.


O sangue do loiro entrou pelo frasco transparente e o encheu em segundos. Harry parecia indignado com o quanto de crueldade alguém poderia sofrer.


─ Vamos Greyback, pegue o pano. Não quero desperdiçar meu remédio. ─ ordenou Voldemort e o lobisomem correu até eles com um pano branco em mãos.


Greyback o colocou sobre o corte fazendo o loiro gritar pela força que ele apertava o ferimento. O lobisomem riu enquanto Lord Voldemort ficava de pé e ia para a saída do aposento.


─ Draco... Por sua rebeldia, dormira aqui com os cuidados de Greyback como seu guarda. ─ falou Voldemort com um riso maligno e subiu as escadas da saída. ─ Greyback, sem mordidas nele, se não... não terá aquelas crianças ou melhor, filhotes de Minerva para experimentar no dia glorioso!


O lobisomem rosnou em concordância e riu de Malfoy que se contorcia de dor novamente pela força que o pano estava sendo aplicado no seu ferimento.


Greyback tirou o pano do corte que ainda sangrava, mas muito mesmo de quando havia sido cortado. Ele amarrou o pano na boca de Malfoy fazendo seus gritos ficassem abafados e apenas quem estava naquele recinto ouvia aqueles sons tenebrosos.


─ Seu sangue tem um gosto muito viciante Draco... ─ disse Greyback achando graça e chutou a cadeira onde o loiro estava o fazendo cair de costas. Outro grito de dor foi ouvido por Harry. O moreno só queria acabar com aquele sonho.


Greyback pegou sua varinha e fez um feitiço não-verbal fazendo a cadeira e as cordas sumissem. As correntes penduradas na parede se esticaram e prenderam as mãos de Malfoy.


As correntes de ferro o puxaram em direção a parede e suas costas bateram ao encontro rápido que teve com ela. Outro grito de dor que parecia pior que os outros. Ele arqueou as costas e tentou se levantar para enfrentar Greyback que ria dele.


O lobisomem se aproximou o encarando com seus olhos negros brilhosos e ficou de joelhos na frente do garoto que estava sentado encostado a parede se debatendo para se libertar. Greyback segurou os cabelos loiros do garoto e o puxou para trás fazendo com que outro grito de dor fosse ouvido.


O ferimento de seu pescoço estava se fechando com rapidez, mas ainda havia uma pequena parte de sangue onde fazia um caminho por seu pescoço pálido.


─ Como eu disse Draco... Seu sangue é viciante... ─ disse o lobisomem que lambeu o sangue restante no pescoço do loiro que gritou de dor.


Seus olhos lacrimejaram novamente de dor. Parecia que aquilo era pior que um Crucio ou melhor, de vários Crucios ao mesmo tempo. O lobisomem lambeu os beiços e se afastou do loiro que não se debatia mais. No lugar do corte agora havia uma pequena cicatriz e o homem foi em direção a saída rindo.


─ Durma com os anjos, Draco.


O loiro pareceu se render ao cansaço. Harry se aproximou do garoto.


Seu rosto estava suado, seus cabelos desarrumados e seu corpo dilacerado. Ele se deitou de costas para a parede mesmo com as mãos presas nela. Ele encarou o teto, seus olhos estavam assustados e brilhosos, duas grandes lágrimas caíram de seus olhos parecendo fazer um grande barulho no ambiente.


─ Tudo pelos que eu amo. ─ suspirou conformando a si mesmo e seus olhos se secaram instantaneamente com a frase.


Harry pulou da cama suando e Rony o olhava assustado com o quando se mexera mais do que o normal aquela noite.


─ Harry você está bem? ─ perguntou o ruivo preocupado e Harry apenas procurou seus olhos redondos na mesinha ao seu lado.


─ Foi só um sonho...


─ D.M ∞ H.P –

Harry ficou analisando o garfo que segurava antes de colocá-lo de volta na mesa. Ele ainda estava intrigado com aquele sonho e realmente havia perdido a fome aquela manhã. Ele procurava o loiro pela mesa da Sonserina, mas não o achara. Ele havia localizado Goyle e Crabble, seus guarda costas, também havia visto Pansy Parkinson e Blásio Zabini, mas nada do loiro a manhã inteira.


Ele não queria ir para a próxima aula, só queria ir atrás do loiro e perguntar para ele se seu sonho era real. Ele torcia para que não fosse, ninguém, nem mesmo Draco Malfoy, podia ser torturado daquela forma.


Harry lembrava de quando seu sangue foi usado para trazer Voldemort de volta do inferno e o quanto aquilo havia sido duro para ele. Seu próprio sangue sendo usado por alguém que odeia para retornar a vida.


Hermione olhava atenta para Harry, ela sabia que algo estava errado, mas ela também sabia que não podia perguntar nada sobre o sonho, ainda não. A morena já havia decifrado uma forma de falar com o moreno sem ficar sem resposta. Primeiro ela deixaria-o tirar suas próprias conclusões, depois deixaria ele se distrair um pouco esquecendo parcialmente do assunto e logo ela perguntaria para ele, sem que Ron estivesse por perto, pois além dele atrapalhar Harry, ele ainda era lerdo de entender algumas coisas.


A próxima aula era Defesa Contra Artes das Trevas. E a morena sabia que Harry não iria conseguir prestar atenção em nada ao seu redor, nem o que ela fala, nem no que Ron fala, praticamente em ninguém que fala com ele.


Após Ron e Mione terminarem o café da manhã e Harry apenas mexer nos talheres, eles se dirigiram a sala de aula. O moreno parecia procurar alguém e parecia urgente, ele queria ver se havia mesmo uma cicatriz fina no pescoço do loiro que havia sonhado, desejava que aquilo fosse mais uma das invenções de Voldemort para que ele ficasse preocupado com alguém.


Harry queria ver se o loiro continuava arrogante como sempre e queria ver o quanto iria brigar com o novo professor de DCAT. A última aula fora tão tensa que Harry tinha que ter ido atrás do loiro, vendo o acontecido no banheiro e ele queria descobrir o porquê do enjoamento do rival.


Ele se sentou na última carteira da sala e Hermione sentou ao seu lado rapidamente pedindo para que Ron se sentasse junto com Neville a frente deles. Ron ficou vermelho achando isso uma indireta para ele e se sentou ao lado de Neville mesmo assim um pouco envergonhado pelos dois melhores amigos atrás dele.


Os sonserianos entraram juntos como um bloco de batalha pronto para atacar, se sentaram na mesma formação de sempre. E Harry viu o loiro com seu olhar arrogante e sua posse aristocrata de sempre sentado ao lado de Blásio. Ele procurou olhar o pescoço do loiro, mas ele usava um cachecol para se proteger da manhã fria daquele dia.


O professor Bataille entrou em seguida com a varinha em mãos e fez um movimento sutil com ela fazendo com que um giz começasse a escrever no quadro negro. Quando o professor estava na frente da sala a palavra “Mapeamento” foi escrita no quadro. Um sorriso simpático se formou no rosto do professor.


─ Eu revolvi deixar a sala mais unida. Então fiz um mapeamento para nossa aula. Misturando Grifinória e Sonserina. ─ começou o professor e múrmuros indignados foram ouvidos por todos os cantos da sala. ─ Então, espero que sigam tal.


O professor fez outro movimento com a varinha e o quadro negro mostrou todas as mesas da sala. Duas fileiras com cinco mesas cada. Os nomes dos alunos começaram a aparecer aos pares em cada mesa. Na primeira carteira da fileira a esquerda estava Ronald Weasley e Blásio Zabini, o que fez Harry rir do amigo a sua frente que parecia indignado, mas sua alegria se foi quando na mesa ao lado da do amigo apareceram os nomes:


Draco Malfoy e Harry Potter

Agora Hermione ria da cara que o amigo fez, ele parecia mais indignado que Ron, mas mesmo assim ele pegou seu material e se dirigiu a sua mesa nova, como todos os outros alunos estavam fazendo. A morena iria se sentar ali mesmo onde estava com Pansy Parkinson o que a fez suspirar irritada.


Harry observou todos mudarem de lugar e fitou o loiro que não abriu a boca para reclamar, apenas pegou seu material e se sentou ao seu lado. Blásio estava reclamando muito alto o que fez com que o professor pedisse para que ele se calasse e mudasse de lugar.


A aula prosseguiu normalmente agora, mas estava muito mais barulhenta do que costumava ser. Malfoy não parava de mandar bilhetes enfeitiçados em formato de cobra para Blásio e para Pansy. Era impressionante como os sonserianos sabiam feitiços variados. Harry viu quando Malfoy escreveu “Tem certeza?” e fez um movimento com a varinha fazendo o bilhete começar a se dobrar e se transformar numa cobra, que subiu pelo seu ombro e desceu a cadeira de madeira. No chão, a cobrinha rastejou até o lugar de Blásio que estava ao seu lado e subia a cadeira do mesmo.


A cobrinha chegou a mão de Zabini que a abriu sem dó e leu o conteúdo. Era uma conversa entre Pansy, Blásio e Draco. E eles pareciam discordar em algo. Harry só começou a prestar atenção no discurso do professor quando ele disse algo familiar.


─ A única forma de tirar sangue de um anjo negro é com a faca sagrada. ─ começou o professor que fitava Malfoy enquanto ele brincava com a pena, mas Harry viu os ombros do loiro ficarem tensos, da mesma forma que no sonho. ─ Apenas há uma faca sagrada no mundo todo e ela pertence ao lobisomem Greyback, atual seguidor de Voldemort.


A sala inteira ficou quieta e Harry começou a lembrar de seu sonho. A faca realmente era de Greyback e Voldemort havia a usado em... Draco Malfoy, mas com que propósito? Draco Malfoy não era um anjo, com certeza não seria principalmente esse anjo negro que o professor falava.


Harry se confundia ainda mais enquanto o professor falava sobre as propriedades e as únicas palavras que ficaram em sua cabeça foram “curativa” “sangue” “anjo negro” e “Draco Malfoy”. O moreno não achava que o loiro era o anjo negro de que tanto falavam, o único que sobrara, aquele que está sendo preso por Voldemort e tudo mais.


O moreno encarou o loiro mais atentamente enquanto o mesmo desenhava algo em seu pergaminho.


Os olhos cinzas do garoto estavam concentrados no pergaminho enquanto suas mãos pareciam fazer um desenho perfeito. Ele desenhava o professor perfeitamente, com as feições iguais e os cabelos negros, mas ele começou a zoar a aparência do mesmo, com um grande bigode e colocando roupas de mulher nele. Aquilo fazia um sorriso se formar nas feições do loiro que encarava o professor e depois o desenho.


Ele fez o mesmo movimento de varinha que antes e o bilhete se transformou numa cobra. Mas no meio do caminho o professor acabou por pisar encima da cobra e a pegar do chão.


─ Mandando bilhetes no meio da aula? ─ perguntou retoricamente o professor que foi até a frente da sala e encarou a todos, principalmente o loiro ao seu lado.


Ele abriu o bilhete e ficou vermelho instantaneamente. O moreno segurou a risada e o loiro abaixou a cara tentando não parecer risonho. O professor amassou o bilhete com raiva e encarou o loiro.


─ 10 pontos a menos para a Sonserina. ─ disse e o loiro levantou a cabeça, indignado como todos os outros sonserianos.


─ Por quê? ─ perguntou o loiro raivoso e encarou o moreno que ainda continuava a rir.


─ Pois tenho certeza que foi você. Então não reclame se não lhe darei outra detenção. ─ argumentou o professor com um sorriso no rosto.


─ Mas é Potter que está rindo aqui, você realmente acha que fui eu? Não tenho a mínima idéia do que tem nesse bilhete, professor! ─ reclamou o loiro e o moreno parou de rir instantaneamente.


O professor fechou o sorriso e encarou Harry que olhava o loiro com raiva. O homem apenas suspirou e jogou o papel no lixo.


─ Eu esperava mais de você Sr. Potter, mas como não temos certeza que foi você ou o Sr. Malfoy, 5 pontos a menos para ambas as casas. ─ falou o professor fazendo o loiro sorrir vitorioso e a sala começou a reclamar. ─ Continuando...


Harry não prestou atenção após isso, ele encarou o loiro e o loiro o encarava. Faíscas pareciam sair de ambos os olhos, mas Harry queria mesmo era ver se a cicatriz existia no pescoço de Malfoy.


─Você me paga Malfoy...─ ameaçou Harry irado.


─ Veremos Potter, veremos... ─ disse a voz arrastada de Malfoy manhosa como um gato preguiçoso.


– D.M ∞ H.P –

Após a aula de Adivinhação tediosa que Harry teve junto com Ron, eles tinham um tempo livre. Podiam jogar xadrez bruxo ou dar uma voada com suas vassouras pelas redondezas do lago negro.


Ele não aguetava mais ver Sibila falando sobre sua morte ou sobre alguma maldição que caíra sobre ele. Era sempre a mesma coisa como “A Morte está perto” ou algo do gênero.


O sonho ainda cutucava sua cabeça, mas muito mesmo do que de manhã em sua primeira aula do dia. Agora podia esfriar a cabeça, mesmo que os sonserianos estivessem por ai, pois era horário livre deles também.


Os sonserianos estavam reunidos ao lado do lago negro fazendo quaisquer coisas que Harry não sabia quais. Talvez suas lições para a próxima aula, estudos, feitiços, mas o moreno percebeu que estava acontecendo uma competição bem ao centro de onde os sonserianos estavam.


Ele pode identificar o loiro em pé em sua vassoura e Zabini em outra voando em alta velocidade enquanto no chão Pansy Parkinson parecia narrar a competição animada e todos os sonserianos prestavam atenção.


Ron que estava ao seu lado suspirou irritado e encarou os sonserianos um pouco distantes. Eles estavam sentados ao lado do lago negro jogando xadrez de bruxo normalmente e Ron estava ganhando do moreno.


─ Esse sonserianos e o Surf Bruxo, eles atrapalham a minha concentração. ─ comentou o ruivo irritado.


─ Surf Bruxo? ─ perguntou Harry confuso.


─ É, eles pegaram o Surf Trouxa normal e de vez usarem pranchas eles usam vassouras e fazem manobras entre si. Eles que inventaram o esporte e só eles jogam isso. Cada manobra tem um numero de pontos especifico e parece que Malfoy sempre ganha isso. ─ explicou o ruivo encarando a competição.


O loiro estava de pé na vassoura enquanto esperava Zabini fazer sua manobra no ar. Era impressionante o equilíbrio que eles tinham, Harry nunca imaginaria ficar em pé numa vassoura por tanto tempo assim. Só eu sei primeiro ano quando pegou o pomo de ouro, mas foi pura sorte.


O bispo de Ron acabara de matar seu rei e Harry exclamou frustrado por perder mais uma vez. Agora ele e o ruivo prestavam atenção na competição de Surf Bruxo dos sonserianos.


─ Agora Blásio consegue executar sua manobra mais difícil, ele ganhou 50 pontos por essa, ficando a frente do nosso lindo loiro Draco. Está 300 para Blásio e 200 para Draco. O loiro só tem essa rodada para virar o jogo, se passar os pontos de Blásio ele ganha mais uma vez, se não, diga adeus ao invicto! ─ exclama Pansy e os sonserianos aplaudem Zabini que distribui beijos para eles.


O loiro apenas ri e passa raspando por Zabini fazendo o perder o equilibro, fazendo com que ele se sente na vassoura e vá até o chão dando espaço no ar para o loiro que voa em círculos com rapidez.


Malfoy deu uma cambalhota de costas segurando o cabo da vassoura e continuou seu trajeto em círculos pelo ar. Ele ficou com as costas tensas depois de ficar de pé novamente. Ele plantou uma bananeira de costas e se equilibrou apenas com uma mão suportando seu peso e aguentando a velocidade que a vassoura estava. Ele desafiou a gravidade e a força do tempo depois que pulou e deu um giro no ar. Era algo indescritível*[N/A: Gente, eu realmente não sei descrever, então fiz um gif para isso. O link estará nas notas finais] , o impressionante foi que Malfoy conseguiu terminar de pé na vassoura numa pose final clássica de Ginástica Olímpica.


Os sonserianos aplaudiram enlouquecidos e Zabini cruzou os braços frustrado.


─ E é assim, que Draco consegue 200 pontos com sua manobra inacreditável! ─ exclama Pansy para os sonserianos ─ Agora está 400 a 300 para o loiro lindo que ganha mais uma vez o campeonato do Surf Bruxo desse ano!


O loiro vai até o chão e ele desce da vassoura que vai voando para algum lugar no campo de Quadribol, mas Harry acaba de fitar o loiro quando uma dor absurda é sentida bem em sua cicatriz.


Aquelas dores já eram comuns para ele, mas essa estava mais forte do que as normais. Ele colocou a mão sobre a cicatriz e uma pequena exclamação de dor sai pela sua boca. Ron ainda encara Malfoy que parecia estar com algum problema no pescoço.


Harry arregala os olhos e ignora a dor em sua cicatriz, ele encara Malfoy que estava apoiado em Zabini. Ele aperta o pescoço e sua face tem uma expressão dolorosa. Zabini o encara preocupado e pede para ele se sentar, Parkinson se senta junto com eles.


O loiro faz alguns gestos com a mão e se levanta com a mão no pescoço. Ele anda para longe do grupo de sonserianos na direção do castelo. Não demora muito para Zabini ir atrás do loiro pedindo para que Parkinson ficasse onde estava.


Harry olha para Ron que franzi as sobracelhas um pouco confuso. Agora o moreno tinha certeza, aquele sonho foi real. Ele tinha que ir de Malfoy para ver se ele estava bem.


O moreno sempre foi assim e nenhuma guerra vai mudar aquele seu jeito de ser. Ele se preocupa mesmo com seus inimigos. Ele se preocupa pelo loiro que queria sua amizade nos seus primeiros anos em Hogwarts e depois virou seu inimigo mais competitivo, mas Harry não ligava para isso. Ele sentiu o estomago se mexer quando Malfoy fez aquela expressão de dor, e o moreno não sabia o porquê disso.


─ Ron, eu vou num lugar e já volto... ─ disse Harry mentindo para o melhor amigo que por sua vez apenas confirmou com a cabeça. Parecia absurdo em seus pensamentos, o que deixou o moreno ainda mais curioso. O que Ron estaria pensando?


─ A gente se encontra no Salão Comunal. ─ disse o ruivo apenas.


Por sorte, Harry agora estava sempre carregando a capa da invisibilidade. Ela era enfeitiçada para ficar pequena, na verdade, no tamanho exato para caber no bolso do uniforme da Grifinória. Ele andou na direção onde Malfoy foi e quando entrou no castelo olhou para os lados para ver se alguém estava olhando.


Não havia ninguém no corredor, parecia que apenas sonserianos e grifinórios tinham horários livres. O moreno fez um feitiço não-verbal e a capa voltou ao tamanho normal. Ele a colocou e segui o som das vozes dos sonserianos pelos corredores.


─ D.M ∞ H.P –


─ Draco! Draco! DRACO! ─ gritou Blásio atrás de seu melhor amigo pelos corredores de Hogwarts.


Poucos sabiam, mas Blásio considerava Draco um irmão, um irmão mais novo. Sempre tinham suas brigas,mas no final eles sempre se entendiam. Eram inseparáveis. Se nem a guerra mudou isso, ninguém nem nada mudaria. Aquela sim era uma amizade para ser valorizada.


Blásio sabia do sofrimento de Draco, sabia o que tinha acontecido nas suas férias para esse começo de ano em Hogwarts. Não fora nada fácil para o loiro e o moreno sabia disso. Mas ele sabia que Draco conseguiria enfrentar muitos problemas na sua vida, quer dizer, ele já havia enfrentado muita coisa que ele nem tinha imaginado que alguém era capaz de sofrer.


Mas Blásio sempre esteve ao lado do loiro, mesmo nos momentos difíceis. Na verdade, eram nos momentos difíceis em que os verdadeiros amigos surgiam, aqueles que sempre estaria do seu lado, mesmo sabendo que é errado.


Blásio sabia onde o amigo havia se metido, tinha quase certeza de que ele estava no banheiro feminino da Murta-Que-Geme. O garoto não sabia o porquê de sempre aquele banheiro. Talvez por estar interditado desde segundo ano.


O loiro já havia entrado no banheiro que lhe era muito familiar. As torneiras pingavam num ritmo quase igual para ele, era tudo familiar. Mas a dor em seu pescoço não o deixava nem pensar direito.


Sua vista ficava embaçada e parecia que acabavam de colocar um ferro quente bem em sua pequena cicatriz. Aquele que foi usada para o “favor”.


A dor era insuportável, ele não se aguentava em pé. Ele ouviu alguém gritando seu nome, uma voz familiar, mas não reconhecia. Seu cérebro não funcionava direito, ele não respondia aos seus comandos de controle.


Ele caiu de joelhos no meio do banheiro e colocou ambas as mãos aonde estava sua cicatriz. Deu uma exclamação de dor e ouviu passos apresados. Alguém o segurou, Draco não conseguia vê-lo, não conseguia ver nada.


Ele começou a entrar em desespero. O loiro tentou gritar, dizer algo, ver quem o apoiava, ele apenas ouvia alguém dizendo seu nome.


Seu corpo começou a ficar mole e a dor apenas aumentou. Ele desabou encima de quem o segurava. O loiro estava tentando se controlar, mas não conseguia. Logo ouviu mais passos e mais vozes, tudo parecia girar para ele. Até que sua audição falhou e ele apenas via o ambiente embaçado.


O silencio absoluto o deixava louco. Até que uma risada maligna ecoou por sua cabeça e:


Draco, Draco, Draco...

A voz familiar, aguda e sombria, fez sua cicatriz doer mais. Ele sabia quem ele era, mas não sabia o porquê daquilo tudo.


Só vim ver se sua rebeldia ainda persiste em sua mente. Vamos ver o quando... resiste.

A risada maligna foi o inicio para a sensação absurda de dor seguida de flashes e flashblacks.



Notas finais
Gostaram? SHUAHSUAHSUAHSA
Aqui está o gif---> http://i1174.photobucket.com/albums/r604/Nathalhia123/Malfoywins_zps3f7afe42.gif
^^
Espero suas reviews e até o proximo capitulo!
Sapos de Chocolate, NP