The Fall of the Masks
3 Nostalgia
Notas iniciais
Hey!Como vão? Esse capitulo demorou...Mas aqui está. Foi dificil criar esse, minha criatividade não ajudou muito essa semana.
Espero que gostem!
3
Blásio não sabia o que fazer, seu amigo se contorcia no chão, falando palavras desconexas enquanto Harry Potter tentava de qualquer forma fazê-lo voltar à consciência.
Isso mesmo, Harry Potter, Blásio não sabia da onde ele tinha surgido. Não sabia se ele o tinha seguido ou ouvido os gritos de dor de Draco, mas com certeza ele devia estar achando graça do estado de seu melhor amigo. Era o Blásio achava.
Mas Potter estava, mais desesperado do que nunca. Ele sabia que aquilo era um modo de Voldemort ler todos os pensamentos de Malfoy e tentar o render. Deixando seu corpo como um transporte para a alma de Voldemort. Ou seja, Draco Malfoy estava sendo possuído por Voldemort e aquilo era muito doloroso, pois Harry já havia passado por isso.
Potter segurou as pernas de Draco e Blásio segurou suas mãos seguindo o raciocínio lógico da situação, mesmo não sabendo o que estava acontecendo. Seu coração estava acelerado e cada vez que Draco falava algo seu coração pulava.
─ Zabini, você...tem...que...dizer...palavras...de...incentivo. ─ disse Potter tentando controlar as pernas de Draco.
─ O quê? ─ perguntou Blásio exaltado, não havia entendido.
─ Zabini, Malfoy está sendo possuído por Voldemort ─ um arrepiou subiu a espinha de Blásio ─ ele quer ter o controle do corpo dele. Então, se Malfoy dizer algo para você numa voz diferente é Voldemort dizendo algo. ─ Blásio arregalou os olhos pelo que Potter havia dito a ele.
Draco deu um grito de dor insuportável e agudo. Blásio numa havia ouvido isso antes, aquilo fez seu coração afundar no peito.
─ Se isso vai fazer Draco parar, eu faço! ─ disse Blásio confiante e determinado encarando Potter.
Ele segurou os braços de Draco mais forte e fez com que ele parasse de se debater. Ele encarou Potter, depois Draco.
─ Draco... Por favor Draco. Pare com isso. Você é meu melhor amigo! Por favor... Draco volte! ─ disse Blásio para Draco.
Os olhos do loiro se abriram, mas sua cor não era a mesma. O costumeiro tom de cinza agora era um vermelho sangue assustador. Ele parou de se debater. Seus olhos vacilavam do vermelho para o cinza e seus olhos estavam cheios de lágrimas.
─ Você... Blásio Zabini ─ um voz rouca e assustadora sai da boca do loiro. Mais um grito de dor de Draco fez Blásio ficar tenso. ─ Sua família sofrerá por isso...
Blásio olhou para Potter, que ainda segurava as pernas do amigo.
─ Não, não vai Draco. Você é meu melhor amigo, o meu mano, não desista agora só por isso. Você já passou por coisa pior, eu sei disso. ─ falou Blásio firme e determinado ─ Mesmo pisando na bola às vezes, você é o que é Draco! E eu estou orgulhoso de ficar amigo de você, como você diz: privilegiado por sua amizade.
Os olhos do loiro estavam voltando ao cinza habitual e ele piscou duas vezes. O loiro franziu as sombrancelhas e parou de se debater novamente. Draco estava suando frio, ofegante, desesperado em busca de ar. A vista estava voltando ao normal, mas a dor continuava.
Potter viu a pequena cicatriz agora vermelha no pescoço de Malfoy. Seus sonhos eram reais, os gritos foram dados a plenos pulmões pelo loiro, as risadas do lobisomem ao ouvido de Malfoy aconteceram.
Os olhos verdes do moreno pareciam mais opacos, escuros, sem brilho. Ele...Ele não sabia que alguém podia sofrer tanto. Quer dizer... Não como ele já tinha sofrido. Ele não podia deixar que isso acontecesse com outras pessoas. Potter sentia uma vontade absurda de abraçar Draco, o consolar, o salvar.
Mesmo que o loiro fosse seu inimigo declarado. O sentimento que apertava seu coração não era pena, muito longe disso. Parecia algo mais, parecia algo próximo ao amor... amor. Potter balançou a cabeça tentando espantar a palavra da mente.
Amor, como poderia ser algo desse tamanho? Não, não pode ser isso. Mas Potter sentia que era algo longe de pena que estava sentido. Desde quando querer abraçar, ficar junto e nunca mais soltar, era algo a ver com pena? Bem, talvez fosse isso.
Com toda certeza aquilo não era amor e sim pena. Pena por alguém que está sofrendo mais do que devia, pena de que seu inimigo esteja provando do próprio remédio. Era apenas pena.
Nunca em hipótese alguma eu iria me apaixonar por Draco Malfoy.
Mas o destino pensa diferente e como muitos dizem: Nunca diga nunca. A teimosia de Potter era maior do que qualquer outra coisa. Era assim que o jogo começava, para ambos os lados.
– D.M ∞ H.P –
Ronald Weasley andava preocupado pelo castelo. O verbo “andar” não é o melhor a se usar, ele estava praticamente correndo. Algo eu sua mente estava clareando, o estranho era que, nem Hermione havia notado ainda, nem Harry, nem ninguém.
Ele fora o único a notar que todas as Horcruxes restantes estavam em Hogwarts. E aquilo era muito relevante para o momento. Bem, talvez por tão irônico e óbvio nem mesmo Hermione tenha notado, mas seria mesmo isso?
Quer dizer, a única que estava em Hogwarts era o Dialema da Corvinal, que ele não tinha a mínima idéia do que era e de onde encontrar. Mas ele sentia que estava em Hogwarts. Oras, o fantasma da Corvinal estava em Hogwarts, a Corvinal é uma casa de Hogwarts, que outras pistas poderia querer?
Mas parecia que ninguém o levava a serio esses dias. Hermione estava preocupada, estressada e Rony não sabia como dizer a ela que a amava. Rony era aquele que desejava com todas as forças que a guerra nunca tivesse existido. Pena que nem tudo é como queremos.
Ele tinha medo que sua família não sobrevivesse, tinha medo pela morte de sua amada e ainda mais medo pela morte de seu melhor amigo. Não tão melhor amigo assim, desde quando melhores amigos não se falam a sério? Desde quando melhores amigos duvidam um do outro?
Pena que Rony é lerdo o suficiente para entender sentimentos. Ele demorou 6 anos para entender o que sentia por Hermione, agora ele não entendia o porquê de estar duvidando de seu melhor amigo. Será mesmo que Harry estava lutando o que deveria? Por que Harry correu atrás de Malfoy?
Rony assimilou isso a dúvida, mas não assimilou isso a ciúmes ou ao simples ódio que sentia por Malfoy.
O ruivo tinha que falar com a morena o mais rápido possível, para que pudessem agir antes que ele mesmo duvidasse dela também.
– D.M ∞ H.P –
O lugar estava mais sombrio e escuro do que deveria estar. Uma forte tempestade batia as janelas majestosas e a luz dos relâmpagos fazia com que o ambiente se iluminasse repentinamente.
Parecia um filme de terror trouxa, era uma pena que não fosse apenas a imaginação do moreno. Severus Snape estava usando seu costumeiro manto negro e sua expressão indiferente reinava.
Sentado ereto na cadeira de madeira escura, ele esperou. Lord Voldemort logo estaria ali, a sua frente, do seu lado na grande mesa da Mansão Manor, para lhe enche-lo de perguntas e traçar um plano. Severus sabia que esse plano podia envolver seu afilhado, mas ele não podia correr o risco de colocar tudo a perder por causa de uma morte.
Passos rítmicos foram captados pelos ouvidos atentos de Severus, ele se levantou da cadeira e esperou pacientemente a porta na qual seus olhos estavam fixos se abrirem. Ele fez uma reverência.
─ Milorde... ─ disse Severus
Voldemort nada disse, a não ser se sentar a frente de Severus e pedir para que o servo se sentasse também. O homem estava mergulhado em pensamentos, e seu servo mais leal poderia o ajudar a traçar um plano onde Harry Potter estaria morto e que ele estivesse no poder.
─ Severus, me explique seu fracasso. Detalhe por detalhe. Para que possamos começar a nossa reunião. ─ falou Voldemort com a voz num tom perigoso. Fracassar não era a melhor coisa a se fazer naquele momento.
O homem a sua frente respirou fundo e abaixou a cabeça num gesto de arrependimento.
─ Houve um... Imprevisto no meio de nosso plano que quando o traçamos não contamos com isso. ─ disse ele cauteloso ─ Não sabíamos que os irmãos Carrow não estavam no castelo. Pelo o plano, eles deveriam ter entrado no lugar pelo armário sumidouro. Mas alguém que sabia do armário, contou a alguém e isso chegou ao ouvido de Minerva mais rápido do que esperávamos. Temo, que fora uma traição.
Voldemort respirou fundo e apertou sua varinha que já estava sobre a mesa. Ele passou os dedos ossudos pelo desenho da varinha, de sua base a sua ponta. De uma forma quase explicita. Um sorriso malicioso se formou nos lábios de Voldemort.
─ Traição...? ─ perguntou pausadamente Voldemort.
Severus sabia que não podia responder de imediato. Na verdade, não podia falar, estava mais fragilizado do que costumava. Temia que fosse Draco o traidor. Temia por sua tortura e por sua morte. Ele apenas balançou a cabeça afirmando.
─ E você...saberia quem nos traiu Severus? ─ perguntou Voldemort.
─ Não... Milorde ─ disse Severus encarando seu Lord nos olhos.
Olhos terrivelmente vermelhos. Um arrepio subiu a espinha do antigo professor de Poções. Coitado de seu afilhado. Severus sabia que seu Lord havia pensado em primeiro lugar no loiro, entre mil sonserianos em Hogwarts, ele sabia, era previsível que fosse o loiro a contar.
Era o loiro que estava encarregado do armário no ano passado. Talvez deve ter contado sem querer ou por querer a algum outro amigo, que foi levar a informação a Minerva. Merlin não estava sendo bondoso com ninguém, devia admitir Severus.
─ Enfim... Não chamei-o aqui para falar de uma traição. Mas sim, do nosso novo plano. ─ disse Voldemort sem mais rodeios. ─ Certamente não podemos mais confiar nas pessoas dentro de Hogwarts. Temos agora que pensar como, causar uma traição entre as pessoas dentro daquele castelo. O que me diz de pedir ajuda ao seu afilhado enquanto a isso?
Severus estranhou um pouco a mudança repentina de atitude de Voldemort. Era uma jogada inteligente, mas não muito sensata ao pensar que Draco iria obedecer o Lord das Trevas mais uma vez. Seu afilhado, o moreno sabia que ele não aceitaria, mesmo com sua família em perigo. O loiro era inteligente o suficiente para entender que Voldemort não os machucaria enquanto precisasse dele, seu afilhado deveria ser sangue frio pelo menos uma vez.
─ Assim que Draco conseguir achar algum enfraquecimento no grupo de Potter, poderemos convertê-los e assim causar a derrota por dentro, como se fosse um vírus no sistema. ─ disse Voldemort em seus devaneios ─ Isso seria mais cruel e até mais... divertido de lidar.
O moreno levantou as sobrancelhas de leve, mas não disse nada apenas pensou se devia ou não falar sobre seu afilhado. O Lord das Trevas não havia pensado no loiro? Algo estava sendo escondido do moreno.
─ O plano...está ótimo, mas creio que tenha apenas um pequeno problema... ─ começou a falar, mas foi interrompido.
─ Não se preocupe com seu afilhado. Mesmo sendo um pouco rebelde é fácil colocá-lo nos trilhos. Mas qualquer problema, eu irei resolver com as minhas próprias mãos. E com isso terminamos nossa reunião. ─ falou Lord Voldemort se levantando elegantemente e encarando Severus que parecia absurdo nos próprios pensamentos.
Assim que virou de costas para o moreno, Lord Voldemort sorriu. O mais cruel dos sorrisos que já havia dado em toda a sua vida. Deixaria seu fiel seguidor em seus pensamentos, pensando que ele, seu Lord, os havia lido. Ao sair pela porta que havia entrado a única coisa que reinava na mente de Tom era:
“Finalmente Severus. Está do meu lado, ou não?”
Era assim que Tom Riddle planejou testar a lealdade de seu seguidor mais leal. O único que iria se beneficiar nessa armadilha era somente ele. Alguém iria se machucar e um sairia sem vida...Bastava Severus escolher.
– D.M ∞ H.P –
Enfiar a cabeça de baixo do travesseiro não era uma opinião valia não é? Era isso que Draco pensava enquanto estava olhando para o teto familiar. A ala hospitalar parecia uma terceira casa para ele, o cheiro era sempre o mesmo, a maciez da cama também.
A única coisa que o loiro queria era sumir. Era só pegar a capa de Potter e desaparecer da vida de todos! Mas Draco sabia que não podia fazer isso. E Blásio? E Pansy? Sua mãe? Seu pai? Como ficariam todos?
O loiro estava num outro mundo, seria como se ele estivesse sonhando acordado. Num mundo melhor, onde todos os bruxos se conheciam, era se como, vivesse em uma pequena vila, onde todos viviam em paz e harmonia fazendo o próprio sustento. Mas Draco sabia que era só um sonho bobo dele, algum que...em sua mente era possível, mas na realidade nem tudo ocorreria como ele desejava.
Fechou os olhos e voltou a mergulhar em seus pensamentos. Não queria visitas, não queria falar nada, apenas pensar. Ele sabia que se fizesse coisas com a cabeça cheia, seus planos iriam para as águas, não podia jogar seu esforço fora. Ainda precisava falar com seu padrinho para ver os planos do Lord, mas andava duvidando dele parecia mais frio, parecia mais sério, parecia que algo de ruim ia acontecer.
Draco se esforçou para não dizer nada, a única coisa que vinha sua cabeça era um par de olhos esmeraldas e um Blásio preocupado. O que intrigava o loiro era porquê estava pensando tanto em Potter, era Potter ali, Potter aqui, Potter lá. Ele não ficava livre desse pensamento.
Era fato que o loiro se preocupava com o quê iria acontecer com o moreno, mas nem ele mesmo havia assumido isso. A única coisa que ele assumia era que já era a tempos atraído pelo moreno, não importa o que fizesse, queria a atenção do colega.
No começo, foi algo infantil. Queria sua amizade mais que tudo! O fato do pai sempre falar do Menino-Que-Sobreviveu mais do que ele mesmo, fez com que uma fascinação se instalasse na cabeça do garoto quando era mais novo. Era se como pensasse Sendo amigo de Potter, meu pai também me notará!
Draco sorriu de leve ainda de olhos fechados, era tão ingênuo, nem sabia de seu maior segredo ainda. Só no terceiro ano, onde Sirius Black fugiu de Askaban e Potter estava a todo vapor amigo dos Weasley, o loiro havia percebido que nunca mais conseguiria o lugar que sempre quis. Ao lado do moreno, rindo com ele, sorrindo para ele, algo tão infantil que vou evoluindo com o tempo.
Em seu quarto ano, onde o Torneio Tribruxo estourou, ele sentiu uma preocupação imensa. Uma vontade de...proteger Potter de qualquer mal. Talvez o loiro tenha sentido um pouco de ciúmes em par de o grande Harry Potter chamar Cho Chang para o Baile de Inferno, primeiro negou o que sentiu com todas as forças depois reparou que sentia até sentido inveja de Potter estar chorando por Digorry.
O garoto franziu o rosto um pouco. Ter inveja e ciúmes de alguém morto era um pouco estranho.
Em seu quinto ano, Umbrigde assumiu o controle de Hogwarts, sem Dumbledore para atrapalhar, ele podia ferrar Potter do jeito que queria. Mas nem tudo saiu certo. Não havia sido um ano muito bom.
E por puro capricho do destino, em seu sexto ano, Draco parou de perseguir Potter, parou com sua fascinação e foi a vez do moreno correr atrás dele. O loiro já estava cansado de tanto tentar e não conseguir nada, agora o que ele sempre quis estava sempre perto e ao mesmo tempo longe de suas mãos.
Ele só queria ser aceito, mesmo com seu pequeno probleminha angelical. Talvez Potter já tenha descoberto esse segredo, mas ele não é tão esperto quanto parece. Velhas culturas trouxas o faziam pensar que não, que não era possível. Mas estava na cara de todos, pelo menos era isso que Draco achava.
Ele tinha a necessidade intensa de ver Harry Potter vivo, rindo, feliz. Draco sabia que isso era talvez uma paixonite. O loiro não ligava para o fato de Potter ser homem, as famílias puro-sangue e o mundo bruxo não tinha preconceito enquanto a casais do mesmo sexo, mas os trouxas sim, e muito.
O loiro abriu os olhos e voltou a encarar o teto. Ele já duvidava da sua heterosexualidade a anos, ele sempre se sentia melhor quando pegava um homem do que uma mulher. Só seus melhores amigos sabiam que podia ser considerado bissexual. Suas primeiras aventuras foram com Vítor Krum.
O menino sorriu ao se lembrar da fala embaralhada de Vítor ao falar com ele. Seus pais se conheciam por trabalhar para o lado das trevas, e Draco tentou firmar algum tipo de amizade com o búlgaro, mas nada havia dado certo até que antes da grande e ultima tarefa eles tiveram uma conversa.
E foi ai que Draco começou a duvidar de tudo. Dá conversa, para o agarro. Vitor estava dessesperado, ele amava tanto Cedrico Digorry, mas o lufano idiota só tinha olhos para uma japonesa sem sal nenhum. E parecia que os dois passavam pela mesma coisa.
O sorriso de Draco se fechou instantaneamente lembrando de algo, algo muito pior que qualquer coisa que podia estar passando no momento.
***FLASHBACK [ON]***
A noite assombrava o castelo como se uma nuvem negra de tempestade houvesse se instalado encima dele. O clima entre os dois rapazes estava tenso e digno de um funeral.
Vitor Krum não sabia mais o que falar para o loiro. Despejou, sem pensar duas vezes, todas as suas inseguranças e medos, amores não correspondidos eram, na opinião dos dois, algo pior do que um Crucio de Bellatrix Lestrange.
O búlgaro havia dito tudo, o que achava da escola até da cor dos olhos de Digorry. Ele amava aquele maldito lufano e pressentia que algo de ruim ia acontecer. Vitor estava perdidamente apaixonado pelo garoto e Draco acabou de saber que sentia algo desse estilo também.
Mas o loiro não queria falar, sabia que podia contar com Blásio ou até Pansy, aquele assunto era delicado, mexia com a parte que o mais o deixava fraco, sua fraqueza. Harry Potter e seu coração.
Os dois garotos agora estavam fora do castelo. O lugar estava vazio, todos deviam estar em suas camas por causa dos acontecimentos de amanhã. Vitor principalmente, mas havia conseguido fugir com a ajuda do loiro.
Eles pararam na frente do lago, se sentaram cientes de que alguém poderia os vê-los, mas não ligavam, tudo já estava uma grande merda. Podia piorar mais ainda.
Um longo suspiro veio de Vitor que olhou para o loiro que parecia nunca batalha mental.
─ Draco...─ o sotaque não mais incomodava Draco, já era possível entender tudo o que ele dizia. [N/A= Não vou escrever como ele diz realmente, eu me confundo toda com isso, então escreverei normal, mas lembre-se que tem o sotaque dele no meio] ─ O que o aflige?
O loiro olhou dentro dos olhos de Vitor e respirou fundo.
─ Eu imagino estar passando pelo mesmo momento que você ─ disse tudo de uma vez. O loiro se deitou na grama sem ligar que ia ficar cheio de plantas quando levantasse, encarou as estrelas que pareciam brilhar mais do que qualquer outra noite. ─ Eu não tenho certeza. Sempre gostei de meninas, você sabe, peitos, bundas, cochas grossas, curvas. Tudo o que meninas têm. Mas agora com todo esse seu discurso, meus sentimentos não se assemelham ao que pensava antes.
Vitor Krum riu com gosto e se deitou do lado de Draco.
─ O que vemos aqui?! O maior pegador de Hogwarts em duvida? Não creio ─ falou divertido Vitor dando uma cotovelada em Draco. ─ Olha, não precisa mudar o que pensa só porquê...
─ Eu não mudo minha opinião tão fácil! – interrompeu o loiro irritado. ─ Eu...─ o garoto respirou fundo ─ sinto que estou apaixonado a tempos por um cara... ─ Draco fez uma careta, era muito estranho dizer isso. ─ Que me odeia mais que Lord Voldemort e me quer morto a qualquer segundo.
O garoto ao lado do loiro pensou um pouco, mas nem precisava. Apenas juntou dois mais dois e arregalou os olhos surpreso.
─ Harry Potter! ─ exclamou o búlgaro e viu o loiro ficar vermelho. De vergonha e de raiva. ─ Nossa...Eu realmente não esperava...Desculpe.
─ Idiota ─ xingou Draco e fechou os olhos lentamente. Ele prestou atenção na própria respiração, lenta e calma. ─ Eu sei que...Eu e ele começamos errados. Eu tentei! Tentei muito! Ofereci minha amizade, mesmo que de forma um pouco errada. Eu era uma criança, ele também era uma. Nós cometemos erros! Mas merecemos segundas chances não acha?
“Imagine ter que viver, todos os dias, com a pessoa que ama e odeia sem poder fazer nada? Não trocar palavras simples como um oi ou simplesmente puxar algum assunto sobre o livro que alugou na biblioteca? Acha que é fácil? Sei que tem certeza que ama Cedrico e tudo mais, mas realmente sua situação não é pior que a minha. Eu acabo por descobrir numa simples conversa que eu amo quem mais me odeia! Como acha me...me sinto?!”
Vitor deu um longo suspiro vendo o descontrole emocional do amigo. Ele se sentou num impulso e em outro segundo o loiro seguiu seu movimento. O búlgaro olhou nos olhos do loiro.
─ Eu sei como se sente se quer saber. É difícil eu sei. Os nossos pais também ficariam malucos se soubessem. Mas você sabe que tudo que te disse é segredo não é? ─ o loiro concordou com a cabeça ,meio cabisbaixo. ─ Não podemos nos render assim a eles, somos mais fortes que isso. Imagino que você seja até mais forte que eu. Mas eu apenas te pergunto...você consegue esquece-lo se tentar?
O loiro afirmou um pouco duvidoso, mas afirmou. O búlgaro colocou as mãos no rosto do loiro, Draco não se surpreendeu apenas olhou nos olhos do amigo.
─ Então eu também consigo esquecer.
As bocas dos dois homens se uniram, ambos com desespero. Draco realmente não sabia o que fazer. Mas fez como fazia com mulheres. O beijo com intensidade, suas mãos já estavam na nuca do amigo. As línguas de ambos travavam uma batalha interminável. Draco não entendia, havia se entregado por inteiro. Ficou arrepiado com o toque de Vitor em seus cabelos, era algo novo e era totalmente inexperiente.
Sentiu o rosto molhado, Vitor estava chorando. Eles se separam sem ar e vermelhos. O loiro encarou o búlgaro envergonhado, mas o amigo apenas sorriu.
─ Obrigado. Você me mostrou que posso conviver com isso. ─ falou Vitor rouco e com o sotaque ainda mais forte. Ele passou as mãos pelo próprio rosto com a missão de tirar as lágrimas. ─ Não será um garoto ou garota que destruirá nossos corações! Nem o seu! ─ Ele se levantou e puxou Draco pela mão. ─ Prometa que vai esquecer.
─ Vou. ─ disse Draco com um sorrisinho malicioso enquanto puxava o amigo para dentro do castelo. ─ Não vai se arrepender.
***FLASHBACK [OFF]***
Draco não sorriu com o pensamento, pois havia falado tudo o que sentia a Vitor Krum e havia admitido. Amava Potter, amava Harry Potter.
Podia lidar com o problema de ser gay, mas não o de que amava Harry Potter. O que seu pai, sua mãe, todos iriam dizer? Talvez ficassem abismados. Ou não. O loiro não sabia, e não queria saber.
Mentiu para Vitor, não conseguia esquecer. Nem o próprio búlgaro conseguirá esquecer Digorry. Após sua morte, o alegre Vitor que conhecia atrás de suas máscaras se transformou em um frio e triste rapaz.
Se o menino estivesse com algo pontiagudo com certeza se cortaria. Não podia viver assim. Mas como Vitor disse para ele: “Não será um garoto ou garota que destruirá nossos corações! Nem o seu!”
O loiro respirou fundo e se sentou na cama da ala hospitalar, não aguentava mais ficar sentado. Um dor quase insuportável tomou conta de seu corpo, mas tentou ignorar. Havia que se preocupar com os sonserianos, o que iria fazer para impedir Voldemort, ou ele morreria, Harry morreria, todos que amava e mais outros. Não podia deixar um coração partido há tempos o impedir de salvar pessoas que amava, não era agora que aquilo iria o atrapalhar.
Só se culpava por não ter tido uma segunda chance. Por não ter corrido atrás, deixado seu orgulho e sua teimosia de lado. Como se culpava! Todos os segundos de sua vida desses últimos anos foi o pagamento por deixar o orgulho vencer.
Mas apenas uma coisa que Draco disse a Vitor estava errada: “Eu era uma criança, ele também era uma. Nós cometemos erros! Mas merecemos segundas chances não acha?”. Sim, todos merecem segundas chances, mas até o começo do ano passado ele ainda era uma criança. Sem medos, sem temer ninguém, apenas preocupado com suas notas escolares, sem lágrimas por motivos bobos.
Agora, o loiro pode correr atrás dos seus erros e consertá-los, ninguém vive para sempre para dizer tudo o que quer ou fazer. Por isso tinha que tentar mais, 200% vezes mais. Colocar o coração e a alma nisso. Pois não era atoa que se preocupava agora...
Harry Potter corria perigo até dentro de uma capsula anti-magia no subterrâneo da terra. Draco Malfoy tinha que abrir os olhos, pois muitos problemas iam vir pela frente. Tanto para ele, tanto para seu amado Potter-testa-rachada.
Notas finais
Aaah queri adeixar claro aqui. Senti uma decadencia significativa nos comentatios, e isso está me desanimando em par da fic. Tenho certeza que muitos são escritores de outras Fanfics e ficariam desanimados como eu ao ver que tenho poucos reviews.
Vocês podiam me ajudar a divulgar a fic não?
Eu vou tentar fazer a minha parte.
Bem, ficou ruim? Estou piorando a escrita? Está cansativo? Qualquer critica é bem vinda.
Sapos de Chocolate, NP
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