Notas iniciais
Olá gente! Espero mesmo que gostem pois estou muito entusiasmada com esta fic!

O dia amanheceu, com o sol por detrás da floresta.

Mary, acordou e vestiu-se à pressa. Penteou-se e como um sorriso nos lábios, correu para a floresta.

…

-Onde ela vai desta vez?- perguntou o pai, Raul, no terraço ao vê-la correr.

-Explorar.- respondeu a mãe, Emily.

-Porque é que ela não é como todas as miúdas de quinze anos, que saem com amigas e falam ao telefone? Em vez disso lê mitos, contos de fadas, histórias e vê “Once Upon a Time”.

-E é isso que a torna especial.- e foi para dentro.

…

Mary adorava sentir o cabelo castanho encaracolado ao vento. Saltou de pedra em pedra pelo riacho. E correu mais uma vez até chegar ao velho salgueiro. Entrou pela árvore oca. Lá tinha o seu esconderijo. Tinha posto os seus livros e desenhos naquela árvore.

O pai nunca aprovara aquela paixão. Sempre lhe dissera para “ter a noção da realidade”, mas para quê? Livros e histórias conseguem ser melhores que pessoas e a realidade. E na realidade não a havia a pureza dos contos de fadas.

Fechou os olhos verdes com folhas no verão, apreciando o som do vento nas folhas e os pássaros. Mas ouviu um som diferente. Um sussurro. Quase cantado.

Saiu da árvore, para ver pequenas luzes quase chamas, azuis.

“Fogos-Fátuos” pensou . Já tinha lido sobre eles. Aquelas chamas guiam-nos ao nosso destino.

Segui-os meio a medo. Durante meia hora andou e andou, até ter chegado a uma porta de madeira coberta de hera.

Não sabia o que fazer. Entrar? Ou não? O que acontecia? Estava trancada?

Atrás dela, sentiu algo a cair. Era uma chave…

“Cada vez mais curioso”.

Põs a chave na fechadura. Lentamente abriu a porta. Viu, maravilhada, aquele lugar.

A erva do vale era verde, o rio azul cristalino e o sol iluminava uma aldeia e um castelo.

Ouviu alguém chocichar.

-Está ai alguém?- perguntou.

-Quem és tu?

-Com entraste?

-Donde vieste?

Conseguiu distinguir três vozes. Uma grossa, outra fininha e outra grossa.

-Só conto se saírem daí.

Aos poucos, três pessoas saíram. Uma rapariga que usava um capuz vermelho a esconder um cabelo loiro dourado, uma fadinha rosa e um rapaz a… voar?

Mary reconheceu-os. Capuchinho Vermelho, Sininho e Peter Pan.

Como eles podiam existir? Só estavam nos livros.

-Isto só pode ser um sonho. Eu vou acordar- beliscou-se e soltou um grito.

-Isso pareceu doloroso.- disse Capuchinho.

-Vocês são personagens de livros, não podem ser reais.

-Eu acho que sou real.- disse Sinhinho ofendida.

-Vocês já reparam quem ela é?- perguntou Peter.

Elas olharam-na com curiosidade.

-Tem os mesmo caracóis arruivados e castanhos…

-Os olhos verdes…

-E a pele clara!

-O que é que se passa? Onde estou?

-Qual é o teu nome?- perguntou Capuchinho.

-Mary.

-Qual é a tua idade?

-Quinze.

Eles surpreenderam-se.

-Temos que leva-la à rainha!

Peter deu-lhe a mão e e começou a voar à altura dela e das outras.

-Esprem O que se…

-ESCONDAM-SE!- comandou Sininho.

Peter levou Mary para uma árvore. Sininho escondeu-se nuns arbustos com Capuchinho.

-O que foi?- perguntou Mary baixinho.

-Bruxas. Estão a patrulhar o céu, á procura de rebeldes.

-Do que estão a falar?

-Agora não podemos explicar. Explicamos tudo na Resistência.- disse Peter.

Resistência? Rebeldes?

Mary estava cada vez mais confusa e curiosa…

Notas finais
Comentários bons ou maus?