The FairyTale Revolution
2 Explicações
Notas iniciais
Mal as bruxas se foram embora, puseram-se a caminho. Durante uma hora, ninguém abriu a boca… Até Mary se ter fartado e pôs-se quase a gritar:
–Alguém me pode explicar o que estou aqui a fazer?! E o que está a acontecer?!
Capuchinho olhou para Peter e para Sininho.
–Sininho fica de vigia, para o caso de as bruxas voltarem.
De seguida sentou-se no chão. Peter ficou sentado enquanto voava. Mary também acabou por se sentar.
–Primeira precisas saber que há mais mal do que bem. No entanto, todo o bem o bem pode fazer a difença. Há 16 anos, o vale de EnchantedTale vivia em harmonia. O rei e a rainha estavam à espera de um herdeiro e as nossas terras eram prósperas. No entanto, um antigo mal voltou. O Senhor das Trevas. Ele nem sempre foi assim… Costumávamos pensar-
–Costumávamos, não! Costumavam…- interrompeu Peter.
–Foi como a minha avó me contou, por isso cala-te! Continuando- Costumávamos pensar que ele era bom e que se preocupava com o povo. Quando soubemos que ele era o príncipe James, o irmão do rei, ficamos devastados. A ambição e sede de poder mudaram-no e quando o Rei o exilou, ele jurou vingança. Dois anos mais tarde, voltou com um grande poder e com isso conquistou o rei. Recrutou a maior parte dos vilões. Só alguns ficaram do nosso lado. Os que se rebeliaram contra ele morreram. Por isso formamos a resistência. Estivemos sempre à espera…
–Á espera do quê?- perguntou Mary.
–Há um ano, antes das trevas invadirem o reino, o Mago Merlin previu um profecia- respondeu Peter- ela diz “Um tempo de trevas virá e a esperança desaparecerá, até um herói de sangue real se revelar e o mal derrotar”. No entanto, ele soube dela. Sabia que ia ser o herdeiro que ia salvar o reino. Assim, com a ajuda de Merlin, os Reis, depois da criança nascer, puseram-na no mundo dos humanos para que estivesse a salvo e quando chegasse a altura, ela voltava e salvava-nos. Muitos de nós vivemos na resistência desde pequenos. Alguns nasceram lá, como a Capuchinho. Estivemos sempre à espera da liberdade. Até que tu chegaste…
–Eu?
–Não é óbvio? Tens a idade da princesa desaparecida, os olhos da rainha e o cabelo do rei e foste a única que consegui abrir a porta que dá lugar ao nosso mundo…- disse Capuchinho- ou tu tens um poder muito especial ou então és a princesa desaparecida.
Mary suspirou.
–O que aconteceu ao Rei e a Rainha?
Os tês ao ouvirem aquilo ficaram com o olhar pesado.
–O Rei morreu a tentar proteger-te a ti e à rainha, enquanto ela te levava para o outro lado da porta.
Capuchinho levantou-se e ajudou Mary a fazer o mesmo.
–Temos que ir. Já estamos perto, mas não podemos arriscar a ser encontrados pelas bruxas.
E continuaram a andar.
–Quais foram os vilões que ficaram na Resistência?
–O Xerife de Nonthigam, a Bruxa Má , a Maléfica e para grande desagrado do Peter, o Capitão Gancho.
–Aquele bacalhau seco não me engana… Eu sei que ele está a tramar alguma…
–Pára de viver no passado. Aqui não há vilões. E além do mais, ele também tem direito a lutar pela liberdade.
–Hoje deste em madura, loirinha?
–Vai dar uma curva!
…
Depois de andarem durante2 horas, finalmente chegaram.
–Estava perto, não era?- queixou-se Mary.
Capuchinho ignorou-a e bateu com um pé numa rocha.
–Aperta o cinto.- disse Peter.
–Porquê?- Quando deu por isso, o chão desapareceu e deslizaram por um túnel e caíram em cima uns dos outros.
–Tira o teu cotovelo da minha cara!
–E tu o joelho da minha barriga!
–Querem fazer o favor de saírem de cima de mim?!
Quando já estavam todos em pé, andaram mais um pouco por um corredor, até chegarem a uma porta.
Peter bateu três vezes.
–Senha?-ouviu-se.
–Vá lá bacalhau seco! Sabes que somos nós!- exclamou Peter.
–Duas coisas. Primeiro: NÃO ME CHAMES ISSO!!! Segundo: regras são regras.
–Longa Vida ao Rei William e à Rainha Vivian.
A porta abriu-se.
–Quem é essa?
Capuchinho disse-lhe algo ao ouvido.
–Levamo-la já à Rainha.
–Quanto a ti Mary, bem-vinda ao nosso lar: a Resistência.
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