The FairyTale Revolution
1 Começo
Notas iniciais

O dia amanheceu, com o sol por detrás da floresta.
Mary, acordou e vestiu-se à pressa. Penteou-se e como um sorriso nos lábios, correu para a floresta.
…
-Onde ela vai desta vez?- perguntou o pai, Raul, no terraço ao vê-la correr.
-Explorar.- respondeu a mãe, Emily.
-Porque é que ela não é como todas as miúdas de quinze anos, que saem com amigas e falam ao telefone? Em vez disso lê mitos, contos de fadas, histórias e vê “Once Upon a Time”.
-E é isso que a torna especial.- e foi para dentro.
…
Mary adorava sentir o cabelo castanho encaracolado ao vento. Saltou de pedra em pedra pelo riacho. E correu mais uma vez até chegar ao velho salgueiro. Entrou pela árvore oca. Lá tinha o seu esconderijo. Tinha posto os seus livros e desenhos naquela árvore.
O pai nunca aprovara aquela paixão. Sempre lhe dissera para “ter a noção da realidade”, mas para quê? Livros e histórias conseguem ser melhores que pessoas e a realidade. E na realidade não a havia a pureza dos contos de fadas.
Fechou os olhos verdes com folhas no verão, apreciando o som do vento nas folhas e os pássaros. Mas ouviu um som diferente. Um sussurro. Quase cantado.
Saiu da árvore, para ver pequenas luzes quase chamas, azuis.
“Fogos-Fátuos” pensou . Já tinha lido sobre eles. Aquelas chamas guiam-nos ao nosso destino.
Segui-os meio a medo. Durante meia hora andou e andou, até ter chegado a uma porta de madeira coberta de hera.
Não sabia o que fazer. Entrar? Ou não? O que acontecia? Estava trancada?
Atrás dela, sentiu algo a cair. Era uma chave…
“Cada vez mais curioso”.
Põs a chave na fechadura. Lentamente abriu a porta. Viu, maravilhada, aquele lugar.
A erva do vale era verde, o rio azul cristalino e o sol iluminava uma aldeia e um castelo.
Ouviu alguém chocichar.
-Está ai alguém?- perguntou.
-Quem és tu?
-Com entraste?
-Donde vieste?
Conseguiu distinguir três vozes. Uma grossa, outra fininha e outra grossa.
-Só conto se saírem daí.
Aos poucos, três pessoas saíram. Uma rapariga que usava um capuz vermelho a esconder um cabelo loiro dourado, uma fadinha rosa e um rapaz a… voar?
Mary reconheceu-os. Capuchinho Vermelho, Sininho e Peter Pan.
Como eles podiam existir? Só estavam nos livros.
-Isto só pode ser um sonho. Eu vou acordar- beliscou-se e soltou um grito.
-Isso pareceu doloroso.- disse Capuchinho.
-Vocês são personagens de livros, não podem ser reais.
-Eu acho que sou real.- disse Sinhinho ofendida.
-Vocês já reparam quem ela é?- perguntou Peter.
Elas olharam-na com curiosidade.
-Tem os mesmo caracóis arruivados e castanhos…
-Os olhos verdes…
-E a pele clara!
-O que é que se passa? Onde estou?
-Qual é o teu nome?- perguntou Capuchinho.
-Mary.
-Qual é a tua idade?
-Quinze.
Eles surpreenderam-se.
-Temos que leva-la à rainha!
Peter deu-lhe a mão e e começou a voar à altura dela e das outras.
-Esprem O que se…
-ESCONDAM-SE!- comandou Sininho.
Peter levou Mary para uma árvore. Sininho escondeu-se nuns arbustos com Capuchinho.
-O que foi?- perguntou Mary baixinho.
-Bruxas. Estão a patrulhar o céu, á procura de rebeldes.
-Do que estão a falar?
-Agora não podemos explicar. Explicamos tudo na Resistência.- disse Peter.
Resistência? Rebeldes?
Mary estava cada vez mais confusa e curiosa…
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