The Face - Casta de Assassinos
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Em um dos becos daquela cidade, um evento acontecia por volta das 11 da noite. A cidade ainda estava acordada e o barulho que ela fazia impedia qualquer um de ouvir os gritos de apelo de uma jovem que era estuprada por dois adolescentes. As mãos presas com algemas, a boca calada com o pênis de um dos agressores enquanto o outro violentava sua vagina. Seus olhos encharcados e sua voz chorosa não comoveram os estupradores que exerciam o ato com prazer. Eles terminam, a jogam no chão e seguem seu caminho normalmente.
– Isso aconteceu há um ano. Dois rapazes com idade entre 15 e 20 anos me estupraram. Eu não consegui me defender. Não consegui ajuda. Apenas chorei e esperei para que aquilo acabasse logo. A polícia, como sempre, não haviam suspeitos então arquivaram o caso. Não se importavam. Porcos! Minha família me julgava como se eu fosse a culpada por ter sido estuprada. NÃO! Não foi minha culpa! Eu não fiz nada pra merecer aquilo e, já que ninguém me ajudaria, então eu mesma teria a minha vingança. Após o ocorrido, dois meses se passaram. Eu passei no mesmo lugar onde eles me atacaram. Estava usando a mesma roupa daquele dia: uma camisa branca de botões, uma longa saia cinza e sapatos pretos. Carregava, além da minha bolsa, uma faca de carne, presa em um espartilho, a qual queria muito ver se corta bem. Os relógios marcavam 22:45 e meu coração estava muito acelerado. A cada pessoa que parava em minha frente, me assediando, me convidando para ir a seus apartamentos, me fazia ter mais ódio daquilo que aconteceu comigo. Eu iria matá-los! EU VOU MATÁ-LOS!
Um grande relógio marca 23:00 e inicia um alerta que ecoou por todo o bairro. Muitos ali olharam para o relógio e ela não fez diferente. Nesses poucos segundos que ela se distrai, ela é puxada para um beco, tem a boca amordaçada e os braços segurados.
Ora, ora! Eu me lembro de você. A melhor que pegamos até agora, não foi? — comenta o rapaz moreno.
– E eu me esqueceria dessa boquinha? — comenta o loiro — Chupou minha rola com tanto carinho. — a segura pelo queixo — O que veio fazer aqui? Gostou tanto e quer mais ou veio tentar nos matar?
– Creio que não, Jhon. — comenta o moreno — Ela não tá nem resistindo. Solta a boca dela.
Com a mordaça retirada de sua boca, a loira olha para o moreno e força uma cara sensual.
– Só você me fodeu na ultima vez, agora eu quero ele — aponta para o loiro.
Vendo aquela situação inusitada, os agressores se entreolham e se alegram.
– Poderiam soltar minhas mãos para que eu aproveite também?
Persuadidos pela jovem, o loiro confirma e o moreno abre as algemas.
– Tente qualquer gracinha e será a sua ultima.
– Que tipo de gracinha? Igual a essa?
Abrindo o zíper da calça do moreno, a loira se abaixa e começa a chupa-lo.
– Sem medo. — pensa a loira — Deixe-os relaxados e confiantes. Essa humilhação será a última que eles farão com você e com qualquer outra pessoa.
Ela tem a saia levantada e sua calcinha branca posta de lado. Ela se surpreende quando o loiro se ajoelha e começa um sexo oral, fazendo-a soltar um gemido.
– O que esse maldito ta fazendo? — pensa enquanto solta mais um gemido após outra lambida.
– Tá gostando, vadia? — perguta o loiro.
A loira não esboça nenhuma reação pela denominação recebida, apenas emite ruídos prazerosos diante da situação. O moreno afasta o rosto da jovem, a beija e abre sua blusa revelando seus seios e parte do espartilho. A faca está abaixo de seu peito esquerdo a qual ela faz o possível para permanecer imperceptível. Pegando o pênis do moreno, ela o coloca no meio de seus seios e inicia uma espanhola, levando-o a loucura. O loiro, já usando uma camisinha, a penetra arrancando-lhe um forte gemido.
– D-devagar! AH! AH!
Observando os jovens ela nota que o moreno está em êxtase e o loiro não tem visão de suas mãos. Era a hora perfeita. Ela queria e iria fazê-lo. Ela queria matá-los. Direcionou a mão direita para pegar a faca, mas a cada estocada do loiro, ela perdia o foco. A cada tapa puxão de cabelo a fazia querer mais. O desejo de matá-los estava desaparecendo e a luxuria, aos poucos, estava dominando seu corpo.
– Vem cá.
O loiro a puxa pelos braços, erguendo-a levemente, e dá ao moreno visão plena da faca.
– MAS QUE PORRA É ESSA?!
– O que-
– Essa vadia ta com uma faca!
– É, eu tô sim. — responde a loira — E poderia ter cortado seu pau fora há uns minutos, mas eu não quis.
– Você é bem maluca, sabia? — comenta o loiro.
A resposta da loira foi rebolar sobre o loiro, virar o rosto para ele e beijá-lo. As estocadas continuam e, em um momento, o loiro solta os braços da loira. Ela aproveita e pega a faca.
– Jhon, cuidado!
Ele corre para ajudar o amigo, mas tem a faca apontada para seu pescoço.
– Pega! — vira a base da faca para o moreno — E finja que vai me matar. Encoste-a em meu pescoço e me ameace!
– Você é doente — diz o moreno.
– Sou, mas vocês vão adorar isso.
Ela se solta do loiro, o faz se deitar no chão e senta sobre ele. Os urros de prazer que ela emitia eram impressionantes, mas pararam quando algo frio encosta em sua nuca.
– Eu tenho uma faca. — ameaça o moreno — Faça o que eu disser e eu não te mato.
Ela inclina levemente seu corpo para trás e sente uma eletrizante sensação passar pela sua espinha. O melhor orgasmo que já tivera. Ela ergue o rosto e, de ponta cabeça, olha para o moreno com uma expressão de total luxuria.
– Sim. Farei o que desejar.
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– Alguns meses se passaram após aquele evento e começamos a nos encontrar com mais frequência. Mesmo tendo aquela situação iniciada por eles, eu os estava dominando. O poder que uma buceta tem sobre o homem é realmente incrível. Descobri seus nomes, no que trabalhavam e por que faziam aquilo: queriam se dar bem.
Era madrugada e poucos sons eram ouvidos, mas um beco conhecido da cidade era preenchido com gemidos de prazer. O ato acaba e vemos três rostos conhecidos se vestindo após uma sessão de luxuria.
– Vocês poderiam me levar em um motel pra variar. — diz a loira — Esses lugares "exóticos" foram bons no começo, mas tá começando a ficar nojento.
– Não dá pra fazer isso sem grana, gatinha. — responde o moreno — E o que fazemos não tá dando em nada.
– E por que não pensam direito?
– Como é? — irrita-se.
– O que tem em mente? — pergunta o loiro.
O sorriso da loira os deixou intrigados. Alguns dias se passam e, numa noite, um dos becos da cidade estava sendo usado por um casal de jovens: um rapaz branco usando um uniforme escolar e a loira. A calça do jovem estava abaixada e a loira lhe dava um sexo oral, deixando-o estático de prazer.
– Ora, ora. O que temos aqui? — o loiro chega e espanta ambos, pois usava uma mascara — Falta de dinheiro pra um motel?
– Não é da sua conta. — responde o jovem — Some daqui, senão-
– Senão o que, seu merdinha? — exalta o moreno que acabara de chegar e empunhava uma faca — O que acha que pode fazer?
– Espera. — tenta levantar a calça — Eu não quero proble-
Se enrola na calça e tropeça levando ambos, o moreno e o loiro, a rir.
– Laura, corre! Chama a polícia!
A loira consente, se levanta e corre.
– Vocês vão se fude-
Antes que pudesse terminar, o jovem leva um soco na cara, bate a cabeça no chão e desmaia.
– Que cara fraco — diz o moreno.
– Vocês não o mataram, né? — pergunta a loira ao retornar.
– Ele só latiu e apagou no primeiro soco que levou. — explica o loiro — Cadê a carteira dele? Celular?
– Tudo aqui. — pega os itens sobre a tampa de uma lata de lixo — Cuidado com o celular. É um modelo que rastreia caso perdido.
– Rastreia os dados armazenados, não o modelo. — diz o moreno enquanto pega o aparelho — É só apagá-lo por completo e teremos uma grana fácil. O que temos na carteira?
– O cara tem quase mil reais aqui. — comenta o loiro — É mais do que eu ganho na firma.
– Como eu estudava em uma escola particular, havia muitos playboyzinhos por lá. Era uma mina de ouro fácil para nós. Naquela primeira investida ganhamos uns 5 mil reais. Ele não apareceu mais na escola e eu soube que pediu transferência. Não comentou nada sobre mim e informou apenas um roubo ao qual nem ele ou a polícia deram a menor importância. Era óbvio que continuaríamos. Combinamos que nunca faríamos algo se nós três não estivéssemos juntos e eu escolheria os alvos. Meses se passaram e tudo ocorria muito bem: cada um de nós lucrava em torno de 14 mil por mês. Teríamos um lucro maior, mas executávamos isso de 5 em 5 dias e trocávamos sempre para ninguém notar. Eu agia de diversas maneiras: convidava algumas amigas ou algum rapaz para sair, marcávamos de nos encontrar em algum ponto e o ataque acontecia. Descolamos até um lugar para nos reunir e pensar em novos ataques. Tentávamos ser muito rápidos e, dependendo da situação, não ter nossos rostos vistos. Tudo estava indo bem, até que...
– VOCÊS FIZERAM O QUE? — grita a loira alterada.
– Abaixa esse tom de voz. — comenta o moreno — Fizemos o de sempre: encontramos uma jovem uniformizada e a pegamos. Nada de mais.
– Nada de mais? — repete ironicamente — O que combinamos? Vocês lembram?
– Lembramos sim, mas deu ruim nessa — responde o loiro com um pano no rosto.
Chegando perto dele, ela tira o pano e nota o ferimento: parte de sua bochecha direita fora arrancada por uma mordida.
– Ela tem o outro pedaço? — questiona a loira.
– Não.
– Tem certeza?
– Está no estômago de algum rato a essa hora.
– Quem vocês pegaram?
– Cabelo castanho liso e preso num rabo de cavalo, pele clara, andava abraçando os livros e-
O moreno para de falar e olha para o loiro.
– Era virgem.
– O que?
– Ela brigou muito, mas conseguimos prender suas mãos e amordaçar sua boca. — explica o moreno — Ela gemeu apavorada quando Jhon a penetrou e se debatia muito. Chorava e gemia sem parar. Em um momento ela se calou e parou de se mexer.
– Ela não estava respirando. — diz o loiro — Nós a soltamos. Tirei a mordaça da boca dela e me aproximei para sentir sua respiração. Ela levantou minha máscara, me agarrou e mordeu meu rosto.
– Merda! Combinamos várias coisas e vocês quase puseram tudo a perder! E se ela contar? Hã? Se ela pegou uma amostra do seu sangue em algum pano?
– Então eu me certificarei que ela não conte — o loiro responde.
– O que pretende fazer?
– Descubra quem ela é e por onde ela passa. Darei um jeito nisso.
No lugar onde eles estavam, ouve-se batidas na porta e os três se espantam.
– Algum de vocês falou desse lugar pra alguém? — questiona o loiro.
– E por que eu faria isso?
Olhando para a entrada, todos vêm o momento em que um envelope desliza pelo vão inferior da porta. A loira se abaixa, pega e abre o volume.
– Merda!
Ela deixa o papel cair com a escrita pra cima e as palavras "EU SEI O QUE VOCÊS FAZEM. TAMBÉM QUERO ENTRAR".
– É uma armadilha. — se assusta o moreno — A polícia vai estar lá!
– Para pra pensar direito! — ordena a loira — Se fosse para ter polícia, por que já não vieram direto pra cá?
– Tem mais escrito — diz o loiro enquanto pega o envelope.
– O que diz aí?
O loiro se irrita, joga a carta na cama, vai até uma gaveta e retira uma arma calibre 38.
– OW! OW! OW! OW! O que você vai fazer, cara? — o moreno pergunta.
– O que NÓS vamos fazer. — pega a carta e entrega para a loira — Acabar com isso. Vamos logo.
A loira lê o resto da carta que dizia "ME ENCONTREM NO MESMO BECO DE HOJE". Pouco tempo se passa e eles estão no lugar solicitado. Era madrugada e a maior parte da cidade dormia. O beco estava vazio e muito silencioso, deixando-os ainda mais apreensivos.
– Esse é o lugar certo? – cochicha a loira.
– É claro. – retruca o loiro retirando a arma da cintura – Aparece!
– Precisa mesmo disso? – pergunta.
– É! Não precisa disso.
Todos se assustam quando uma forte voz masculina ecoa pelo beco.
– Eu sabia que era uma cilada! – apavora-se o moreno.
– Cala a boca! – ordena o loiro – Eu vou acabar com isso.
– E você acha que irá parar se me matar? – novamente a voz ecoando.
– Hã? – confuso.
– Eu estive te observando há algum tempo, Jhonatan. É um valentão que só consegue intimidar os outros quando está com seu amiguinho movido a pólvora. Será que você já conquistou algo sem precisar disso?
– Fala isso na minha cara – apontando a arma para o escuro.
– E você, Bruno. – chamando a atenção do moreno – Tantos cursos pagos pelo seu pai, um futuro promissor no ramo da informática, mas decidiu largar tudo e se aventurar com esse seu “amigo”. Diga-me, que tipo de amizade é essa que te influencia a cometer esses tipos de crime?
– Isso não te interessa!
– E você, Laura. Ótimas notas na escola, um namorado que queria casar contigo e formar família. De toda a sua família, ele foi o único que não te tratou diferente quando soube do seu estupro. Ele ainda te amava, mas o olhar gélido da sua família te fez chutá-lo. Valeu mesmo a pena?
– Eu não sabia disso!
– E o que vocês decidem fazer? Já que não conseguem vencer na vida, decidem destruir a vida de outras 37 pessoas. Todas elas por roubo, mas 22 por estupro.
– VÁ SE FODER!
A ameaça do loiro é seguida por dois tiros no beco escuro, fazendo Laura e Bruno se afastarem dele.
– Eu fiz isso mesmo, e daí? FODA-SE! – atira – Ninguém liga nesse país de merda! – outro tiro – Fiz isso sim e continuarei fazendo! – atira novamente – O que vai fazer a respeito? Me matar? Então pode vir e tentar!
Apertando mais uma vez o gatilho, Jhonatan nota que a arma está descarregada e mostra preocupação.
– Era isso que eu queria ouvir.
Um barulho de passos é ouvido adiante deles. Uma figura trajando um manto rubro, bem escuro, e usando uma máscara branca com os olhos negros. Em sua mão esquerda trazia um pequeno bisturi, o que arrancou risos do loiro.
– Eu falei sério quando disse pra você tentar me matar.
O estranho olha para o bisturi e o ergue em direção ao loiro. O grito de Laura faz Jhonatan se virar e ver uma faca atravessada no estomago de Bruno. A faca é retirada e o moreno vai ao chão revelando um segundo indivíduo trajando as mesmas roupas, mas usando uma máscara preta com os olhos brancos.
– QUE MERDA VOCÊ-
O loiro congela no instante em que sente o toque gélido do bisturi em sua nuca.
– Ainda quer me ver tentar te matar?
Uma funda e forte perfuração foi o suficiente para que o loiro desmontasse ao chão paralisado. Laura se ajoelha desesperada, já que está cercada pelos assassinos.
– Eu perfurei sua coluna, Jhonatan. — explica — Você não sente mais nada da nuca pra baixo. Devia deixá-lo assim. Seria uma ótima maneira de viver o resto da sua patética vida, mas não quero que alguém cuide de um lixo como você. Valeu a pena? Estuprar aquelas jovens apenas por prazer? — senta sobre ele e segura seu pênis por cima da calça — Apenas para usar isso em outras pessoas? E se eu cortar isso? — aproxima o bisturi — É apenas um pedaço de carne podre. Não fará falta, agora que você é um paraplégico.
A pessoa de máscara preta chama a atenção dele.
– Parece que ele teve sorte. — falando de Bruno — Já está morto. — se levanta e recebe um abraço — Sua vontade logo será feita, minha criança. Não precisa ver ou fazer mais que isso. Mantenha a sua pureza.
Soltando dele, a de mascara preta pega o bisturi, abaixa e olha para o loiro.
– Eu não tenho mais pureza.
Uma voz feminina, abafada pela máscara e carregada de ódio fez o loiro se apavorar. Calando a boca dele com uma das mãos, ela levanta a sua camiseta e passa lentamente o bisturi pelo meio do tórax até perto do colo, expondo seus órgãos. Os gritos apavorados de Laura logo cessam quando ela tem sua barriga perfurada, com a mesma faca usada em Bruno, pelo homem de máscara branca. Ele lentamente se abaixa e olha a expressão de sofrimento da loira.
– Eu vi quando você foi estuprada. Quando covardemente esses dois te pegaram e te violentaram sem qualquer resquício de culpa. Eu quis te ajudar, mas então eu vi... seus olhos. Você era um deles. Sua vida era voltada em humilhar pessoas a sua volta.
– Eu... não fiz... COF!
– "Ela é uma vadia que deve morrer logo." Publicado em 20/06/2015. "Gorda desse jeito, acho melhor voltar pro mar." 20/06/2015. "O tempo vai ficar escuro... Não, não! É só a garota do tempo". Publicado há dois dias. E tantas outras coisas. Você acha mesmo que um lixo igual a você não merece isso?
Com raiva, ele afunda mais a faca em Laura. Os olhos dela se reviravam de dor e também de desespero ao ver o outro assassino arrancar os órgãos e as entranhas do loiro.
– Preconceito, racismo... Pelo sofrimento que causou, acha que ainda merece o sangue em suas veias?
Retirando a faca, ele abre sua barriga e puxa suas entranhas, arrancando gritos desesperados de Laura.
– Olhe isso. — abaixando a cabeça dela — Apenas olhe. Veja. Somos todos iguais. Por que tratar os outros dessa maneira? No final, nos tornaremos ainda mais iguais: vamos todos morrer.
Enfiando a faca na boca da loira, o assassino corta e arranca sua língua. O mesmo é feito com o loiro por sua comparsa.
– E ele? — a garota olha para o moreno.
– Ele corria junto de seus amigos. Merece o mesmo que eles.
A garota se prontifica para continuar os cortes, mas é impedido pelo comparsa.
– Eu cuido disso. Não se arrisque mais.
Mesmo relutante, ela lhe entrega o bisturi.
– Agora vá.
A garota corre no sentido contrário do ocorrido e some na escuridão. Ele puxa o corpo do loiro e o encosta ao lado de Laura.
– Eu sei que você ainda está vivo. — puxa o moreno, o joga na parede e arranca-lhe um gemido fraco — Vocês vão me passar uma mensagem e você passará a mais importante delas.
X-X-X-X-X-X-X-X-X
– As mortes aconteceram há duas horas. — Nivaldo explica — Alguns moradores notaram uma confusão por volta da 1:00 da manhã, ouviram tiros e gritos. Fomos acionados, mas ninguém veio a tempo.
– Querro ser informada sobrre qualquer denúncia de crrime por assassinato. — Bianka intima enquanto coloca um par de luvas.
Alguns legistas chegam e começam a sondar os corpos.
– O jovem que estava vivo disse algo?
– Não. – entrega um bilhete para Bianka — Tinha apenas isso. Como estava em russo ninguém conseguiu decifrar, então…
– SAIAM DAÍ AGORRA!
Era tarde. No momento em que um dos legistas retirou uma das línguas, um dispositivo acionou algo escondido dentro dos corpos. Bombas explodiram fazendo sangue, ossos e partes dos corpos serem jogados á uma grande distância. Bianka, que a princípio ficou exposta á explosão, fora protegida por Nivaldo.
– Tudo bem? – Nivaldo pergunta.
Bianka fica atônita, não devido ao impacto da explosão, mas pela cena que se seguiu: muitos dos que estavam próximos foram arremessados ao chão pelo impacto da explosão. Já os legistas não tiveram a mesma sorte.
– MAS QUE PORRA ACONTECEU AQUI? – Pontes chega no local.
– O que é aquilo?
Uma mensagem escondida na parede que só foi revelada graças ao sangue jorrado.
– красная смерть.
– E qual é o significado?
Paralisada, Bianka observa aquelas palavras em meio ao sangue.
– Morte… Rubra.
O bilhete entregue por Nivaldo cai de sua mão revelando as palavras Будьте осторожны с языком.
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