Notas iniciais
Primeiramente peço desculpas pelo atraso (gigantesco) desse cap Perdi minha principal fonte de escrita (meu celular) e obtive outro há pouco tempo. Creio que um pedido de desculpas não é o suficiente... então trago uma surpresa ^^ Trarei novos projetos aos quais já iniciei. Logo trarei novidades ^^ Postando o 5º cap. Espero que gostem.

— QUE MERDA ACONTECEU LÁ?!

Na delegacia vários telefones tocavam, deixando todos muito ocupados. Freitas, que soube da situação há pouco, chamou Bianka e Silva para uma explicação mais detalhada.

— Por que vocês estavam lá? — o delegado continua — Oficialmente, nenhum dos dois foi convocado para esse caso.

— Eu a chamei, delegado. — Silva explica — Estava passando por ali, vi a situação e a chamei.

— E QUEM VOCÊ ACHA QUE É PRA AGIR COMO QUISER?! EU PERDI TRÊS LEGISTAS! OUTROS CINCO OFICIAIS ESTÃO FORA DE OPERAÇÃO E TIVE DOIS OFICIAIS EM UMA CENA DE CRIME QUE NÃO FORAM DESIGNADOS PARA LÁ! EU DEVERIA-

— Parrar com ess escândalo. — Bianka interrompe — Não somos surdos, delegado.

— Escuta aqui, sua-

— O que mais deseja saber, delegado? — Bianka explica calmamente — Seus legistas forram descuidados e quase custeou a vida de muitos ali. Se fossem mais cautelosos isso nõ acontecerria. O que aconteceu lá foi uma trragédia, mas não poderria ser evitada. Houverram desprreparro e falta de atenção.

— Já chega! — Freitas se irrita — Sumam da minha frente.

Bianka se vira e sai da sala. Silva bate continência e segue a russa. Ambos chegam a uma pequena sala com uma lousa, uma mesa e algumas cadeiras. Na lousa, todas as pistas encontradas estavam penduradas: o e-mail que recebeu na casa de Julio, junto com a foto de seu corpo e alguns comentários feitos pelo mesmo. As fotos de Bruno, Jhonatan e Laura acompanhando o bilhete em russo e uma imagem da parede com nome Morte Rubra. A imagem de um rosto com uma interrogação no lugar da face predominava no centro da lousa, com fios vermelhos ligando-a aos acontecimentos. Bianka olhava aquela imagem e suas mãos começaram a tremer.

— Quem é você, maldito? — se questiona a russa.

— Não há nada nesses arquivos? — Silva questiona — Alguma pista ou algo que passou despercebido?

— Eu li isso várrias vezes. — Bianka senta em uma cadeira e esfrega os olhos — Não me vejo deixando algo passar assim.

— Eu vou analisá-los.

A sobrancelha da russa se ergue em sinal de desaprovação pelo ato de Silva.

— Já disse que isso é perda de tempo. — diz ela — Prrecisamos nos focar em outrra coisa.

— Você já disse isso. — responde — Mas me deixe fazê-lo. Também quero ficar a par desse caso e do que esse cara já fez.

— Vou resumir parra você: ele é um assassino que matou mais de trrinta pessoas e prrecisamos detê-lo! Todo o tempo que gastamos fazendo algo inútil damos a ele uma chance de fazer outrra vítima!

— Você pediu minha ajuda, não foi? — o cabo responde alterado — Como quer que eu lhe ajude se limita o que eu posso saber?

— Não é não querrer sua ajuda, mas-

Bianka se levanta, mas sente fraqueza e quase cai, mas Silva a segura.

— Você está pálida.

— Não é nada. — responde soltando-se dele — Eu estou bem.

— Vá até o refeitório. Coma e descanse um pouco. Não dormimos nada após o incidente, então-

— Isso é perda de tempo.

— Como quer prender alguém se não consegue se manter em pé? Cuidar de você não é perda de tempo.

— ДЕРЬМО.

Ela se retira da sala e caminha pelos corredores. Silva fica na sala e observa as provas na lousa e algumas sobre a mesa. Os documentos de Bianka, que estavam acumulados em uma cadeira, atraem a atenção do Cabo e este logo inicia sua leitura.

— O que foi aquilo que ela disse?

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Bianka chega ao refeitório. Passando pela porta vários policiais, que estavam no local, a observam e "mexem" com a russa: assoviando, proferindo palavras como "delicia" e "gostosa".

— Mas que lugar prrecário.

Uma lanchonete com alguns salgados e snacks para serem comprados. Uma máquina de café com uma placa escrito “manutenção”. Umas quinze pessoas, homens e mulheres, estavam no local e comiam despreocupados.

— Hey, não fica parada aí! – um dos policiais fala – Vem aqui conversar com a gente.

A russa observava o ambiente desorganizado, sujo e mal cuidado com desprezo. Sem ter nada que a mantivesse ali, e ignorando completamente o policial, ela se vira e se dirige para a saída.

— Aonde pensa que vai, gringa? – fica sobre a porta.

— Простите?

— O que? Não falamos chinês aqui, gringa. Fale a nossa língua.

— Acrredito que não me conheça. Sou Bianka. Sou russa, não chinesa.

— Tanto faz.

— Desculpe. Esqueci que muitos de vocês são um pouco limitados.

— Como é? – responde indignado.

— Se não se importa, preciso voltar para a minha sala.

Tenta passar pelo policial, mas tem a porta bloqueada por um de seus companheiros.

— Você precisa perder essa marra, gringa. Que tal bebermos um pouco e ver o que acontece?

— Beber? Você está mesmo muito à vontade. Está em serviço ou aqui por acaso é a sua casa e não me disserram?

Alguns presentes riram do companheiro, deixando-o irritado.

— Há! Boca dura você, gringa. Eu te daria uma surra, mas não bato em mulheres – se vira.

— É sérrio? Eu estava pensando em te favorrecer de alguma maneirra caso você me derrubasse.

— Como é?

— O que me diz? Se você me imobilizar, faço o que quiser.

Muitos começaram a assoviar quando Bianka retira o seu sobretudo e mostrando um corpo escultural moldado por uma camiseta regata branca.

— É sério isso, gringa? Não vá se arrepender depois, heim?

— É o que verremos.

Joga o sobretudo sobre uma cadeira e assume uma posição de defesa, com a mão direita protegendo o rosto e a esquerda um pouco adiante. Risos são ouvidos quando a russa assume a postura.

— Nõ vai se prreparrar?

— Não preciso.

Ele começa a rodeá-la e ameaça ataca-la enquanto ela o encara friamente. As ameaças arrancam risos dele e de seus companheiros. Ele parecia estar tirando sarro de Bianka ao aproximar seu rosto do dela e confiantemente olhar para os rostos dos amigos. Tudo de repente ficou escuro e o policial sentiu uma forte pancada na nuca ao ir de encontro com uma das mesas após o soco que recebera. Ele lentamente se levanta e encara a russa com raiva.

— Eu não estava preparado!

— Estou confusa. – diz a russa com um sorriso no rosto – Você disse que não prrecisava.

Irritado com o comentário da russa, e com a risada de alguns de seus companheiros, o policial se ergue em fúria, limpa o sangue do nariz causado pelo soco que levara e a ataca. Ela desvia de seu ataque e desfere mais dois socos: um em sua garganta e outro em sua têmpora esquerda, fazendo-o se desequilibrar, bater a cabeça na parede e perder a consciência.

— Vocês são mesmo tão idiotas? – a russa ataca – Atacar alguém sem ao menos ter prreparro parra isso?

— Agora chega! – outro oficial se irrita – Não vou deixar qualquer um insultar nosso trabalho!

Erguendo-se de sua cadeira e dirigindo-se para a área mais espaçosa do refeitório, o policial começa uma ginga deixando a russa apreensiva.

— O que está fazendo?

— Você já vai ver.

Uma benção (golpe de capoeira) direcionada rápida e precisamente em seu peito, deixando Bianka quase sem tempo de bloqueá-la. Uma forte dor começa nos braços usados para parar o golpe, mas a russa não demonstra senti-la.

— O que foi? Parece que está se arrependendo de sua escolha. Eu ainda nem comecei.

— Se você fosse tão bom em prroteger seu país quanto é de falar, crreio que esse lugar serria bem diferrent.

— Bom, farei você engolir o que disse.

Mais um chute rápido que passou feito uma foice mirando o rosto de Bianka após o oficial golpeá-la com um martelo rodado. Ela desvia deste e de outra benção que acerta na parede.

— Qual é o problema, gringa? Não sabe fazer nada além de desviar?

Mais um martelo é desferido sobre a russa, mas essa se abaixa e, com muita força, acerta os testículos do oficial. Muitos homens ali presentes partilharam de sua dor, mulheres riam enquanto este se contorcia no chão.

— São golpes muito poderrosos, mas te deixa muito vulnerrável em alguns lugarres. Prrincipalmente neste.

— Sua… cadela… maldita – as palavras saíam como sussurros inaudíveis devido a dor.

— Se conheça melhor antes de entrrar em uma-

O primeiro policial novamente se ergue e a ataca com um soco na nuca. Ela desvia, agarra seu braço e o joga de costas ao chão. O oficial grita de dor ao ter seu braço torcido e imobilizado.

— Esperre sua vez, mal educado.

— QUE PORRA É ESSA NA MINHA DELEGACIA?

Todos se calam quando o delegado chega repentinamente. Freitas observa Bianka soltar o braço de um de seus oficiais enquanto o outro se ergue com as mãos nos testículos.

— Os três na minha sala, agora!

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Algumas horas se passam e Bianka aparece na sala onde Silva realizava algumas pesquisas no computador. Seu rosto demonstra um grande estresse e cansaço.

— Achei que tivesse ido descansar. O que houve?

— Sem perguntas. — senta na cadeira perto da mesa e repousa a cabeça sobre os braços — O que está fazendo?

— Estou procurando essas notícias na internet.

— Eu não disse que erra perda de tempo?

— Disse, mas, como disse antes, quero ficar a par do que você sabe para ajudar mais. Além do mais — mostra o documento — está tudo em russo.

— Mais uma razão parra você deixar isso aí e focar em outrras coisas.

— Algo que eu vou focar agora é te levar pra comer algo. — abandona o computador e se levanta — Levanta daí e vem comigo.

— Mais uma aventurra no refeitórrio? — olha para o cabo — Obrrigada, mas dispenso.

— Ninguém merece a comida daqui. Sempre vou num lugar aqui perto. Se quiser me acompanhar, ficarei feliz em te levar lá.

— Não podemos perder tempo com coisas assim — se levanta e olha as evidências na lousa.

— Podemos sim. Principalmente por que você está pálida.

Bianka leva a mão direita até a testa, deixando seu mal estar mais visível.

— Aproveita e me conta o que você sabe. Eu pago!

— A questão não é essa. — se vira e encara o cabo — É que-

A conversa é interrompida pelo som do roncar da barriga da russa. Ela instantaneamente se vira, abraça a barriga e fica vermelha.

— Talvez eu… aceite sua oferta. Mas lhe auxiliarrei de volta assim que possível.

— Não esquenta com isso — entrega algo para a russa.

— Meu casaco. — pega a vestimenta — Onde você-

— Você tem um belo cruzado de esquerda, tenho que admitir. Você está bem? Seus braços estão roxos.

— Ficarrei bem. — veste o casaco e segue até a porta — Vamos de uma vez.

Também pegando e vestindo seu jaleco, Silva pega um par de chaves sobre a mesa, tranca a porta e a segue. Quando saem de vista, um vulto se aproxima da porta, a abre, entra na sala e a fecha.

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— Que lugar barrulhento.

A reclamação de Bianka era causada pelo excessivo barulho existente naquele ambiente que Silva apresentou rodízio. Várias pessoas falando alto e rindo exageradamente sem se importarem com quem estivesse ao redor.

— Você consegue conversar em um lugar como est?

— Eu geralmente venho sozinho pra cá, então nunca me importei — adentra o lugar.

— Acrredito que não conseguirrei me alimentar aqui — o segue.

— A comida daqui é excelente. Além de ser um ótimo ponto de informações.

— Como pode achar algo desse tipo aqui?

— Apenas ouça.

Bianka segue o conselho de Silva e começa a prestar atenção no ambiente a sua volta: muitas conversas desnecessárias, várias pessoas proferindo palavras obcenas, reclamando do atual governo e algumas conversas que ela não entendeu. Nada que atraísse a atenção da russa. Uma mesa desocupada logo é ocupada por eles e uma atendente chega para atendê-los.

— Boa tarde, pessoal. Posso anotar seus pedidos?

— Quero o nº 13 e o nº 85 sem gelo.

— Ok. — encara a russa — E você?

O telefone de Bianka toca. Ela se afasta e atende o aparelho.

— Traga o mesmo pra ela.

— Só um instante.

Enquanto a atendente se retira, Silva observa Bianka não muito longe, sendo observada por alguns curiosos.

— Falando em russo, provavelmente.

Pegando o cardápio, ele começa a escutar conversas a sua volta. Uma em particular chama a sua atenção. Para não parecer curioso, Silva prende seus olhos no cardápio e passa os dedos sobre os pratos oferecidos pela casa enquanto mantém-se atento á conversa. Quinze minutos se passaram. Foi o tempo da conversa terminar, os pratos chegarem e Bianka retornar totalmente exausta.

— Problemas?

— Só aqueles que semprre tenho. — se senta — Nada que eu não... O que é isso? — olhando para o prato.

— Arroz, feijão, salada de tomate, medalhão de pernil com bacon e um suco de laranja. Você não pediu nada, então peguei o mesmo que o meu.

— Parrece bem gordurroso. Não imagino que me farra bem.

— Qual é? Confie em mim pra variar. Tenho uma pista que podemos seguir.

— Que pista?

— Come primeiro e depois conversamos.

Mesmo não confiando no visual daquele prato, Bianka pega os talheres e corta um pedaço da iguaria.

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Algum tempo se passa e vemos Silva e Bianka num simples carro cinza.

— Que pista é essa?

— Ouvi uma conversa lá sobre a filha de um padre que começou a agir estranhamente desde ontem.

— E qual é o motivo parra ser uma pista nesse caso?

— Esse padre é um velho amigo meu. A filha dele tem 19 anos e sonha em ser freira. Ela era extrovertida, bem séria com os estudos e com a relação de família, mas parece que ela começou a ter um comportamento explosivo e instável.

— Repito: qual é o motivo parra ser uma-

— Nenhum, mas-

— Então parra que estamos indo lá? Não podemos perder mais tempo.

— Não se preocupe. Vai demorar menos do que te esperar comer 17 medalhões de bacon.

Envergonhada, Bianka vira o rosto e olha para a janela.

— Я не понимаю, что это будет так хорошо

— Como é?

— V-você disse parra confiar em você. — nervosa — Eu confiei. Agorra-

— Peço que confie de novo.

Silva para o carro em frente á uma casa branca com um grande jardim repleto de flores. Bianka o encara, vê que não tem argumentos contra ele e abre a porta do carro.

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Dentro da casa, esta pintada com cores claras adornada com flores e alguns símbolos religiosos, Silva e Bianka estão em um sofá enquanto um senhor lhes serve chá.

— Não imaginei que teria uma repercussão dessas. — diz o senhor — Comentei com três pessoas apenas e agora, um de meus antigos alunos, que agora se tornou policial, veio investigar.

— O senhor sempre se preocupou com os outros, Pe. Mauricio. — Silva comenta — O justo seria eu fazer o mesmo com o senhor.

Mauricio, um senhor na casa dos 57 anos, cabelos grisalhos e trajando roupas sociais simples, sentou-se a frente deles em uma poltrona e pegou a sua xícara.

— Eu acho isso muito nobre da sua parte. E quem é essa bela jovem ao seu lado? Não sabia que a polícia estava contratando modelos.

— É muito galant, Padrre.

— Padrre? Além de bela também é estrangeira. Meus parabéns.

Após alguns risos, Silva fica sério e o encara.

— O que aconteceu com ela?

— Na verdade ela ficou trancada em seu quarto a manhã inteira. Achei estranho, então fui até o seu quarto. Pensei que estava doente ou algo do tipo, mas encontrei todos os seus livros e cadernos de estudo rasgados do lado de fora.

— Saberria de algo que a motivou a isso?

— Não sei. — leva a mão direita a testa — Ela sempre foi uma criança tranquila. Gostava de conversar e estudar. Ela cultivava o sonho de ser uma freira e ir para o vaticano. Até aprendeu italiano sozinha.

— Ela está lá agorra?

— Ainda em seu quarto. Falei com ela há alguns minutos, mas não sei se está acordada.

— Eu poderria falar com ela?

— Pode tentar, mas-

— Ond fica os aposentos dela?

— Final do corredor à direita.

Se levantando, Bianka segue até o local indicado deixando Silva e Mauricio a sós. Nas paredes do corredor ela vê várias fotos: talvez a sua esposa, pele clara e loira com cabelos compridos, segurando sua filha ainda bebê; a criança mais crescida, cabelos castanhos e lisos até o pescoço e usando um vestido rosa; ela mais velha, usando óculos e uma beca azul, cabelos compridos e segurando um diploma nas mãos. Chegando a porta do quarto, Bianka se depara com livros, revistas, cadernos… todos jogados ao chão e rasgados. Ela adentra o ambiente sem nenhuma cerimônia e encontra a jovem sentada sobre a cama, de costas para a porta e tricotando algo.

— Quem é você? — pergunta sem se virar.

— Sou Bianka. Sou da polí-

— E o que você quer?

— Conversar.

— E do que você quer conversar?

— Sincerrament? Não sei. Mas-

— Então você não sabe né? Vocês da polícia dificilmente sabem alguma coisa.

Bianka logo nota que tem algo errado e caminha até ver seu rosto.

— O que eu deverria saber?

— Que as pessoas sofrem em vários lugares. Que elas têm coisas preciosas que são tiradas delas a força. Que aqueles que deveriam proteger essas pessoas estão ocupados demais protegendo o próprio bolso, fazendo trato com bandidos. Agredindo inocentes. Fechando os olhos para a sociedade que ele jurou defender. Vocês não nos defendem, como poderiam saber algo?

Algo cai das mãos da jovem e chama a atenção da russa: uma gota de sangue. Olhando para as mãos dela, Bianka se espanta ao ver a jovem perfurando seus dedos enquanto costurava.

— HEY! PARRE COM ISSO!

Segurando uma das mãos da jovem, Bianka solta um urro de dor quando tem seu braço perfurado por uma das agulhas. Na sala, Nivaldo e Mauricio se assustam com o grito e correm para o quarto.

— MELISSA!

A porta do quarto se abre e Bianka sai às pressas.

— O que fez com minha filha? — a ira se torna preocupação ao ver a agulha.

— Não fiz nada. — retira o objeto do braço e segura o ferimento — Fizerram algo com ela.

— O que aconteceu? — Silva apoia a parceira.

— Ela pegou minha arma.

Mauricio se apavora enquanto Silva saca sua arma e se posiciona perto da porta. Todos se espantam quando uma sombra lentamente sai do quarto, com uma das mãos ensanguentada e a outra portando a arma.

— Melissa?

— ARMA NO CHÃO E MÃOS PRA CIMA! — Silva ordena ao apontar sua arma para Melissa.

O que está fazendo? — o professor pergunta com lágrimas nos olhos.

A jovem cai em prantos deixando-os apreensivos.

— Melissa, você não quer fazer isso. — o cabo conversa com ela — Você vai largar a arma e por as mãos pra cima.

— Vamos, Melissa. — agora era seu pai — O que aconteceu, filha?

— Você possui um sonho que quer realizar, não tem? — Bianka se envolve.

— Não possuo mais.

Entre as lágrimas aquela singela frase emana de seus lábios acompanhada das duas mãos segurando o revolver. Algo realmente aconteceu e agora eles tiveram a certeza.

— Vai ficar tudo bem. — Mauricio tentava novamente — Superamos muita coisa desde a morte dela, não foi? Podemos fazer isso de novo. Podemos fazer dar certo.

Melissa retira uma de suas mãos do revolver, deixando-o na mão direita.

— Agora, solte o-

— Pai.

— O que foi, filha?

Olhando para o pai, Melissa retira seus óculos, limpa as lágrimas e exibe um sorriso.

— Obrigada… e desculpe.

— O… que?

— NÃO FAÇA ISSO!

Silva avançou tentando impedir mas a mão de Melissa fora mais rápida e o gatilho mais rápido ainda. A bala direcionada para o próprio crânio atravessou ambos os lados e manchou o quarto da jovem antes de seu corpo ir inerte ao chão. Mauricio corre desesperado para amparar a filha. Silva se aproxima e pega o revolver. Bianka olha para os pés de Melissa, ouve o choro de Mauricio e observa Silva enquanto esse chama a central.

Notas finais
Bom, é isso aí Sobre os novos projetos, estou muito empolgado com eles. Três histórias bem interessantes que trarei para vocês em breve. Até mais ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.