Notas iniciais
Passando para postar o 3º ^^ Boa leitura!

– Pelo que parrece, ele é um assassino que acha que é um justiceirro.

Bianka utiliza uma das salas da delegacia para passar o que ela sabe. Vários investigadores importantes se reuniram para ficarem preparados para o que aconteceria. Cabo Silva recebeu da russa uma série de pastas para repassar para cada um dos presentes. Ao passar por Freitas, este coloca um dos pés em seu caminho, fazendo-o ir ao chão. Alguns risos se iniciam pela sala, enquanto Bianka se mantêm séria diante do ocorrido.

– Esses são documentos importantes, cabo! Preste mais atenção!

– Me desculpe, senhora. — recolhendo as pastas do chão.

– Não se prreocupe. Delegado, ajude-o.

– Por quê?

– Estamos perdendo tempo devido ao seu pé ter sido colocado no lugar errado.

Contrariado, o delegado se abaixa e ajuda o moreno.

– Obrrigada, delegado. — diz quando o delegado termina — As vítimas não forram aleatórrias. Sabemos disso devido a igualdad de seus atos.

– De que igualdade estamos falando? Eles eram ateus, por acaso?

A piada do delegado arrancou risos de algumas pessoas na sala.

– Agorra eu entendo o motivo dest país ser tão ridicularrizado. Tudo parrece piada parra vocês, até mesmo uma trragédia como esta.

Os sorrisos logo somem, dando lugar para uma expressão de frustração e raiva pela chamada de atenção.

– Eu não sei vocês, mas eu querro prrender esse sujeito. Se puderrem me ajudar, ótimo. Se não puderrem, peço que não me atrrapalhem.

Cabo Silva solta um sorriso após o puxão de orelha dado por Bianka.

– Podemos dar continuidad? Sim? Comece.

As luzes são apagadas e um projetor é ligado. Imagens de documentos e fotos são mostradas enquanto os presentes olham as pastas entregues mais cedo.

– Como antes, ele mata pessoas que tenham um perfil Hater. O Hater é aquele que vive para causar ódio e amargurra na internet.

– Ele é apenas um retardado mental? — comenta um dos envolvidos — Pelo que entendi, o Hater apenas comenta o que ele sente de uma maneira mais agressiva. Isso não passa de liberdade de expressão. Ninguém sai ferido, pois está apenas-

– Na internet? — Bianka interrompe — Também pensávamos assim, senhor...

– Pontes.

– Senhor Pontes. Serria irrelevant se pensássemos somente no tipo "normal" de Hater. Existem milhões por aí.

– Normal?

– O que mantém suas atitudes soment na internet e as aplica em desconhecidos. Não tendo efeitos negativos no mundo. Mas é esse o tipo que ele caça.

Acenando para o Cabo Silva, que está auxiliando com as imagens pelo uso de um computador, este passa as imagens e mostra uma das vítimas: um homem com o pênis cortado e colocado na boca. A imagem choca alguns dos presentes.

– Este homem foi o prrimeirro que detectamos. 56 anos, separrado, sem filhos. Um homem simples, sem histórrico na polícia. A morte dele foi consequência de um comentárrio em um blog de modelos. Ele disse: "Querro colocar meu pau em cada uma de vocês".

– Um comentário agressivo, mas não afeta a liberdade de expressão. — Pontes comenta.

– Prróxima página.

A página seguinte mostra onde o comentário fora feito: um blog de modelos infantis com crianças de idade entre 5 e 11 anos.

– Quando o achamos, ele tinha várrias fotos e vídeos de crrianças.

– Ele era um pedófilo assumido. — comenta outro investigador — Por quê não prenderam esse cara?

– Então, senhor...

– Nogueira.

– Senhor Nogueirra, tentamos rastrreá-lo, mas tudo em seu perfil erra falso. Nome, foto, enderreço...

– Tentaram pelo ip do computador?

– Foi a prrimeirra coisa que tentamos. Uma vez sua localização erra na Rússia. Em outrra erra na Índia.

– Ele era um hacker?

– No. Possuía apenas o básico.

– Então, como-

– Tínhamos varrias suspeitas, mas tudo indica que esse assassino fez isso. Ele foca o alvo e faz de tudo parra que não seja achado. Parra que o alvo seja soment dele.

Os investigadores se entreolham. Todos estão abismados com o que viram e ouviram.

– O comentárrio dele serria motivo para ele ser prreso, mas ele foi morto por outrro motivo.

– O que?

– Porróxima foto.

– Mas o que-

– Notícias, reportagens, manchetes de jornal, publicações na internet. O comentárrio dele foi a faísca parra que muitas vidas começassem a desabar. Várrias dessas jovens abandonarram a carreirra de modelo por medo dele, tiverram que fazer terrapia. A vida delas nunca mais serra a mesma.

– Mas ele morreu.

– E daí? Mesmo quando um assassino é prreso, seus crrimes não são desfeitos. Sua mancha não some. E no caso dele, crria mais vítimas.

– Como é?

– A mídia conseguiu informações e juntou o comentárrio ao morto. Várrias pessoas começarram a comentar soberre o ocorrido e se tornarram alvos.

A imagem passa e mostra outra vítima: uma jovem que teve uma caneta atravessada em seu pescoço após várias perfurações com a mesma.

– E qual é a história dela? — Freitas pergunta.

– Essa jovem espalhou uma foto falsa, onde ele e a esposa estavam sendo prrocurrados por assédio de menorres. Aqueles que reconhecerram a esposa dele tentarram ter justiça com as prrópias mãos.

Mais uma imagem é passada e mostra uma mulher em um hospital. Seu rosto estava parcialmente queimado e alguns tubos de soro estavam fixados em seu braço direito.

– Trrês costelas quebrradas, fêmur dirreito partido, pulmão esquerdo perfurrado e o rosto queimado por óleo fervent. Ela terrá sorte se enxergar com o olho esquerdo.

O olhar de Bianka transmitia uma raiva que não foi notada pelos investigadores.

– Este... monstrro está aqui, no Brrasil. Mais vidas estarrão em risco se não o prrendermos.

– E por que ele veio pra cá? — Pontes questiona — A Rússia é bem maior que o Brasil, tornando-se mais fácil se esconder lá.

– Ele não veio atrrás de um esconderrijo. Veio caçar.

– Hã?

– Nos ultimos anos, o Brrasil foi foco de várrios constrrangimentos pela internet. O mais vulgar deles foi o banimento de páginas de humor por satirrizarrem o dia 9/11. Uma data marcada por trragédias e lembrrada com sofrrimento pelo povo amerricano. A Rússia pode ser maior, mas o verdadeirro male está aqui.

– E o que vocês já fizeram para tentar pegá-lo?

Todos se surpreendem, pois a pergunta veio do cabo Silva.

– Esse não é assunto seu! — Freitas implica — Na verdade-

– Na verdad, delegado Frreitas, é sim. — Bianka corta o delegado — Toda a ajuda é necessárria parra isso. Obrrigada, cabo.

Meio envergonhado, Silva abaixa a cabeça e volta sua atenção ao computador.

– Analisamos muitos possíveis alvos. Crriamos sites, perfis de usuárrios haters, uma linha de rastrreamento em conjunto com alguns hack... hack...

– Hackers?

– Isso. Vigilância de possíveis alvos e um contingente de dois mil militarres dispostos parra prrendê-lo.

– E, mesmo assim, ele escapou.

O comentário sarcástico de Freitas fez Bianka apertar o punho em sinal de raiva, mas o gesto passa despercebido pelos presentes.

– Uma adolescente morreu após 7 dias. Ela e sua amiga forram sequestrradas pelo namorrado dela. Sabiam sua localização, montarram um cerco, cortarram água, luz, suprrimentos e, mesmo assim, várrios policiais trreinados não forram capazes de impedir o adolescent, sem nenhuma experriência ou trreino, de matar a jovem e ferrir sua amiga.

– Este crime não aconteceu aqui!

– Este crrime aconteceu no Brrasil! — irrita-se a russa — Então, delegado, antes de começar a satirrizar os russos, peço que tenha ao menos um bom currículo parra isso.

– Pra mim chega! — Pontes se irrita e se levanta — Não fui chamado para ser humilhado por uma desconhecida! Boa sorte na sua captura!

Enfurecido, o investigador abandona a sala.

– Peço parra os prróximos que quiserrem sair, fechem a porta quando o fizerrem. Que fiquem apenas aqueles que querrem me ajudar.

Dos doze ali presentes, apenas três permaneceram: Nogueira, Freitas, Silva e permaneceram.

– Alguma perrgunta?

– Acho que é a única pergunta que resta, já que não sabemos nada a respeito dele. — Nogueira comenta — O que ele sabe sobre nós?

– Não sabemos se ele tem conhecimento sobrre nossa força tática, planos ou expansão policial parra sua capturra. Mas, o que me prreocupa é o fato dele saber isto.

A imagem seguinte mostra o e-mail recebido no computador de Julio com a frase: Olá, Bianka Pride.

– Ele sabe que estou atrrás dele. Se ele sabe sobrre isso, seu conhecimento pode estar além do que sequer imaginamos. Essa é uma guerra onde o inimigo pode saber tudo sobrre nós, e não sabemos nada dele.

– Isso é tudo? — Freitas pergunta — Por que, se for, eu digo que não me envolverei nessa missão suicida, mas lhe ajudarei na mão de obra que precisar. Como prometido, lhe darei dois dos meus melhores homens para lhe escoltar e-

– Querro ele. — aponta para o cabo Silva.

– Hã?

– Ele?

– Eu?

– Ele é apenas um cabo e-

– Crreio que serrá a mão de obrra que prrecisarrei.

– Se é o que quer, então boa sorte pra vocês. Me avisem se descobrirem algo.

Freitas se levanta e sai da sala.

– E você, investigador Nogueirra? Irra nos ajudar?

– É uma missão suícida, conforme o nosso delegado afirmou. Mas ajudarei se algum resultado aparecer. — se levanta — Fora isso, contem apenas com meu apoio moral e administrativo aqui no distrito. Com licensa.

Nogueira se retira da sala deixando Bianka e Silva sozinhos.

– Eu sou apenas um cabo, senhora. Não serei de grande ajuda. Qualquer outro investigador poderia-

– Agir igual ao Nogueirra e esperrar uma oportunidad de aparrecer. Sei que você serra uma excelent ajuda, mesmo não tendo confiança.

– Eu... vou me esforçar.

– Soment se esforçar não é o suficient, cabo. Me faça acrreditar e confiar em você.

Incerto, nervoso e assustado, Silva toma coragem, levanta da cadeira onde estava sentado e bate continência.

– Farei o que for preciso, Agente Pride.

– Obrrigada por sua motivação, cabo. Eu acrredito em você.

Bianka retira uma de suas luvas e estende a mão para o cabo.

– Se estamos juntos nisso, querro que me chame apenas de Bianka. Sem formalidades.

– Então, quero que faça o mesmo. — estende a mão — Me chamo Nivaldo.

O aperto de mão é selado.

– É uma honra te conhecer, camarrada.

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A noite está em seu ápice e um relógio aponta 2 da manhã. Vemos Bianka deitada em uma cama sendo acordada pelo toque de seu celular.

– Alô? — a russa atende — Nivaldo. Aconteceu algo?

– Sim. Aconteceu sim, Bianka.

Em um dos becos da cidade, a polícia fez um cerco de proteção. Bianka chega, encontra Nivaldo e segue até ele, ignorando a presença de Pontes.

– E não temos nenhuma testemunha? — o investigador questiona um dos policiais.

– Não, senhor. Somente a pessoa que os encontrou.

– Pegue o depoimento dela e... — encara Bianka — O que faz aqui?

– Onde está? — ignorando Pontes.

– Por aqui. — Nivaldo a acompanha — Eram três. Um deles estava vivo quando foi encontrado, mas não resistiu.

– E porque se encaixa em seu estilo?

Eles chegam no local dos corpos e Bianka se espanta.

– É só olhar.

Os corpos, de dois homens e uma mulher, encostados na parede, com as línguas arrancadas e jogadas diante de cada um, com as camisas rasgadas e os órgãos do intestino arrancados. Logo acima deles, os órgãos foram pregados e, juntos, formavam a palavra "HATERS".

Notas finais
BOM! É isso aê! Nos vemos no próximo cap ^^ Ou quando eu responder o review q vc vai postar ^^ Né? Posta aí! É rapidinho ^^