The Face - Casta de Assassinos
2 Capítulo 2
Notas iniciais
– Последний звонок для полета 3358 направлявшегося в Бразилии.
O comunicado ecoava por toda a estação de embarque do aeroporto internacional de Moscou. Vemos uma mulher de pele branca, olhos claros, usando vestimentas escuras e uma ushanka que escondia seus cabelos, mas exibia um emblema militar. Portava uma maleta prateada e, a passos apressados, caminhava para o check-in enquanto conversava no celular.
– Наша разведка обнаружила еще одно нападение. Бразилия. Да. Я уже в аэропорту. Я скажу вам, когда я приду.
Entregando a maleta e a passagem para o operador, logo vemos o avião decolando e a bela russa observar os céus pela janela.
–X-X-X-X-X-X-X-X-X-
– A morte de um jovem de 17 anos, na noite de ontem na capital do Rio, intriga a polícia local. O crime aconteceu por volta das 19 horas no quarto do adolescente. A mãe diz que o jovem era muito caseiro e que não saia com frequência, por isso descarta a possibilidade de ter sido alguma briga. Já para a polícia, destaca-se a possibilidade de uma bala perdida, mas nenhum tiroteio fora registrado na noite do ocorrido.
A reportagem era assistida por um dos investigadores na delegacia do Rio. Várias mesas ocupadas por agentes atendem ligações, registram documentos e atendem pessoas. Ancioso, o delegado, que aparentava ter 40 anos, vestindo roupas sociais, cabelos raspados e carregava o brasão de delegado pendurado no pescoço como um colar, fumava um cigarro e andava pelos corredores.
– Delegado, os telefones não param de tocar! – aborda um investigador — A imprensa quer saber o que aconteceu ontem.
– Deixe tocar! – responde o delegado – Eles só querem aumentar às coisas. Não diga nada a eles!
– Delegado, descobri uma coisa! – um jovem moreno chega carregando vários papéis – Testemunhas relataram que um cara estranho andava pelos arredores da casa. Eu acho que-
– Cabo Silva, este departamento não trabalha com “achismo". Apresente-me provas reais!
– Mas, delegado – pega um dos vários documentos que vão ao chão – deveríamos-
– Deveríamos o que, cabo Silva? – para de andar e encara o moreno – Você está aqui há menos de uma semana e quer nos ensinar a trabalhar? Me busque um café, pois assim me ajudará de verdade, ao invés de perder tempo com essas investigações amadoras.
O delegado pega os documentos das mãos do moreno e joga para o alto. O jovem consegue pegar alguns, mas a maioria vai ao chão.
– 3 dias para me aposentar e me aparece isso. – coçando a testa.
– Senhor. – um dos atendentes chama-lhe a atenção – Ligaram da Secretaria. Querem uma posição sobre o ocorrido até amanhã.
– E agora isso!
O delegado joga o cigarro no chão e este cai em um dos documentos do cabo Silva. Pisando, apagando o cigarro e danificando o documento, o delegado segue em direção a sua mesa, pega seu revólver e veste seu casaco.
– Diga a eles que estou indo para o local do ocorrido. Darei um perecer assim que voltar!
O relógio pendurado acima da entrada da delegacia apontava 18 horas.
–X-X-X-X-X-X-X-X-X-
Uma faixa de proteção fora passada nos arredores da entrada da casa. Alguns curiosos observavam ao longe o chegar de um carro de luxo branco: era o delegado.
– Delegado Freitas. – aborda um agente – Não esperava vê-lo aqui.
– Não tive muita escolha. A Secretaria começou a pegar no meu pé. – caminha para dentro da casa — O que descobriram?
– Nada. Não tinha inimigos, quase não saia de casa, não trabalhava, vivia em seu computador e em seu celular. Sem registro de passagem ou envolvimento com drogas.
– Checou o computador?
– Nada ilícito senhor.
– E descartemos a possibilidade de bala perdida, pois não houve tiroteios num raio de 2 quilômetros. – o delegado completa acendendo um cigarro – Onde está a mãe?
– Na casa de parentes.
– Algo que indique que ela fosse o alvo?
– Não. Ela era uma costureira.
– O pai?
– Morto há dois anos.
– Que merda!
Dá uma tragada no cigarro, olha o relógio no pulso que marcava 19h30min e solta a fumaça.
– Ele não teve razão nenhuma para ser atacado.
– Eu percebi.
Ambos olham em direção à entrada da casa, pois um carro acabara de chegar. Uma mulher de vestimentas militares pretas desce do veículo e caminha até a porta de entrada da casa, mas é impedida de entrar por um policial.
– Área de investigação! Afaste-se!
– Estou a porrocurrar o delegado Anton Ferreitas. –explica — Eu fui até o posto de policial, mas disserram que ele estarria aqui.
– Eu sou o delegado Antônio Freitas. – se aproximando – Quem é você?
– Sou Bianka. Sou uma detetive russa.
– Rússia? O que faz tão longe de casa? – recebe um documento da jovem – Um pedido autorizado pelo Secretário de segurança para que a Rússia intervenha na investigação?
– Sim. – Bianka responde.
– O que os russos têm a ver com algo no Brasil?
– A pergunta que você deve se fazer é: Por que algo que começou na Rússia veio parra o Barrasil?
Ganhando a atenção do delegado, Bianka logo caminha pela casa em direção ao quarto do jovem assassinado.
– É um assassino russo?
– Começou na Rússia. Não sabemos de onde é, se é ele ou ela, se está só ou em gurrupo. Já ocorrerram 23 assassinatos e ainda não sabemos muito.
– E como sabem que ele está aqui?
– Não sabemos.
Chegando ao quarto, Bianka nota que o corpo foi retirado, mas tudo está isolado e apenas dois peritos transitam pelo lugar.
– Checarrei est equipamento. – apontando para o computador – Você e seus homens podem se retirrar daqui.
– O q-
– Não querro incompetents me atarrapalhando.
– Quem você está chamando de incompetente?
– O serviço de segurrança barrasileirro é o pior e mais corrupto que já vi. Se eu correr algum risco, perrefirro estar sozinha do que com alguém que não confio.
– Escuta, madame. Não sei quem você pensa que é, mas aqui não é a Ásia pra você achar que pode nos tratar como lixo.
– E, pelo que percebi o conhecimento não faz parte de sua culturra.
– Saiam daqui.
Os dois legistas deixam o lugar. O delegado saca sua arma e aponta para a cabeça da estrangeira.
– Parrece que vocês também não pensam muito.
– O que me impede de meter uma bala na sua cabeça e dizer que foi esse assassino?
– A sua arma farria muito barrulho. A mãe desse jovem disse que não escutou tirro algum e logo você serria o pirrimeirro suspeito.
– Nada que eu não possa dar um jeito.
– Então dirrei o que você não pode dar um jeito. Estou em seu país diplomaticament, logo vocês são responsáveis por minha segurrança. Devo contatar meus superriorres na Russia de seis em seis horras. Se algo acontecer comigo ou eu não contatá-los nesse tempo, seu governo serrá perrecionado pelo meu país.
– E daí?
– Diferrentement de seu país, a Russia se importa com nosso bem estar. Se um diplomata russo for morto, em territórrio estarrangeirro, eles irrão querrer respostas. Se um assassino russo estiver sendo porrotegido em territórrio estarrangeirro, eles irrão querrer saber por que. Agorra, senhor delegado, eu lhe perrugunto: com a falta de confiança que temos com a segurrança de vocês, eu poderria — em um rápido e preciso movimento, ela pega a arma do delegado e aponta para ele — te matar com sua porrópia arma. O que a dorroga de seu país farria contarra o meu?
– Faça isso e será fuzilada antes de sair daqui!
– E o que acha que os russos pensarrão soberre isso? "Ela deve ter tentado se defender", "os barrasileirros matarram uma agente russa". Isso gerrarria uma guerra civíl pedindo por explicações. Até terminar com uma guerra de verdad.
– Você está blefando!
– Se acha que estou blefando, vá em ferrente. — vira a arma e a devolve para o delegado — Está porronto para suportar o peso de ser o causador da terceira guerra mundial? Eu não lhe impedirrei.
O delegado, irritado com a agente russa, guarda sua arma e segue para a porta do quarto.
– Destacarei dois dos meus melhores policiais para lhe auxiliar. Eles farão tudo o que disser.
– Não perreciso de ajuda.
– Mas precisará de segurança. Alguma coisa pode acontecer caso esteja sozinha.
O delegado se retira do lugar. Bianca veste um par de luvas e acessa o computador de Julio. Seu perfil no face estava aberto e, analisando suas publicações, comentários e curtidas, ela logo tira sua dúvida.
–X-X-X-X-X-X-X-X-X-
– E então? Encontrou mais alguma coisa?
A detetive é questionada pelo delegado ao chegar à saída da casa.
– O que eu poderria ter encontarrado, delegado?
– Eu não sei. Alguma pista do assassino, talvez? — com ironia em sua voz.
– Sua vontad em ver resultados é imperrecionant, delegado. Estou certa de que descobirriu algo soberre o motivo da morte dele.
– E como saberíamos? As investigações ainda não começaram.
– Não? E qual é o motivo disso?
– Não tem motivo para começar. Até onde sabemos, foi vítima de bala perdida.
– Alguém morre sem motivo. Um agente estarrangeirro aparrece sem motivo. Uma investigação ainda não começou, pois não existe motivo para isso. Me diga, delegado. Existe um motivo parra você estar no posto em que está?
– Como é? Escuta aqui, gringa! Mais uma palavra me denegrindo, eu lhe prenderei por desacato!
Ignorando o delegado, Bianka desvia sua atenção para o seu bolso. Se afastando, puxando seu celular que começou a tocar, ela coloca um código e o atende.
– это я. Профильные подходит. Некомпетентный. Я посмотрю что я могу сделать. Понял
Desligando o celular, Bianka caminha até seu carro.
– Onde está indo?
– Já ouviu a experressão "hater", delegado?
– Você ao menos está me ouvindo? — seguindo-a.
– É um termo utilizado na internet. — abre a porta do carro e pega uma pasta prateada — É uma palavarra inglesa que significa "odiador. Uma pessoa que odeia algo ou alguém.
– Isso não me interessa gringa!
– Esse rapaz morto erra um hater. — coloca a pasta sobre o capô do carro e a abre.
– E por que eu me importaria com isso?
Pegando uma pasta amarela com um grande volume de papeis, Bianka a entrega para o detetive.
– O que é isso? — confuso, ele pega o volume e começa a folha-lo. — Isso é...
– Entend agora, delegado?
Folhando os documentos, Freitas se depara com várias impressões de perfis de internet, comentários agressivos, ofensivos. Do outro, a foto da pessoa do perfil morta.
– As mortes não forram por acaso. Pela visão desse assassino, elas merrecerram. Todas elas. E, pelo que vi, este jovem também.
– Como?
– Haters, delegado. Odeiam sem motivo e causam mal aqueles a sua volta. O assassino os vê como um vírrus que deixa o mundo pior. E ele é a curra para este male. Não sabemos quem ele é, mas sabemos que é invisível, letal e-
– DELEGADO! – um policial o chama – AQUI NO QUARTO, DEPRESSA!
Tanto Freitas como Bianka correm para o quarto do jovem. Eles logo encontram um dos legistas.
– Voltei para pegar mais amostras e o monitor apagou. – explica o legista — Quando voltou, já estava assim.
– Ele sabe que está aqui.
Com um olhar sério, Bianka fica sem reação ao ver a tela preta e a frase “OLÁ, BIANKA PRIDE” escrita em letras vermelhas com bordas que lembravam sangue.
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