The Engagement
4 Bando de ômegas
Derek se encontrava em seu quarto, de pé, na varanda, encarando todo o território Hale e ainda a cidade que o bando Hale protegia. Ele podia ver até mesmo um pouco da tal mansão do Conde, que se encontrava a uma certa distância, mas graças aos morros do vale em que se encontravam a cidade, Derek podia ver tudo, já que o território Hale consistia em um dos morros que formavam o vale no qual se encontrava a cidade de Beacon. O moreno de olhos verdes suspirou, encarando tudo aquilo, se perguntando se deveria, realmente, fazer o que seus pais escolheram que ele fizesse.
Ele deveria mesmo fazer o voto sagrado com alguém que ele nem conhecia direito? Apenas para fazer um bem ao seu bando?
O moreno de olhos verdes se virou para encarar Vernon Boyd, em pé ao lado da porta. O negro estava com a braçadeira que Derek deveria usar em mãos, encarando a mesma com certo fascínio. Derek sabia o quanto o seu amigo ficava fascinado com aquele objeto. Vernon sempre achou interessante como um simples ornamento feito de pedra tinha tanto poder sobre as escolhas dos lobos.
Quer dizer, muitos lobos desistiam de tentar se aproximar de outro lobo, quando viam a braçadeira ou o colar no pescoço do mesmo. Todos temiam enfrentar o voto sagrado de outro lobo, pois aquilo nunca acabava bem. Um voto sagrado, mesmo que feito a contragosto deveria ser mantido. Sempre. Portanto, se Derek fizesse o voto com o tal Conde Stilinski, ele deveria “amá-lo” e respeitá-lo pelo resto de sua vida. Assim como o humano teria de fazer consigo. Sem relacionamentos por fora do casamento, exceto se os dois encontrarem uma mesma parceira, com a qual queiram se dividir.
Como foi o caso de Peter e Jhon. Os dois acabaram encontrando Cláudia. A mulher despertou o sentimento em ambos os lobos, que eram correspondidos com igual intensidade. Sendo assim, um novo voto fora feito. Por isso que no colar de Cláudia havia duas pedras e Jhon e Peter possuíam duas braçadeiras. Cada pedra pintada com o símbolo Hale simbolizava o respeito que eles tinham por seus parceiros.
— você realmente não quer se casar, não é? – questionou Vernon, ainda encarando o objeto em suas mãos.
— não. Eu não quero –falou o moreno de olhos verdes, ouvindo alguém, do lado de fora da casa, lhe chamar. Ao olhar para baixo, ele pôde ver duas moças, que traziam consigo flores.
— SOUBEMOS DO NOIVADO! TROUXEMOS FLORES! — gritou uma das mulheres, enquanto a outra exibia os lírios e orquídeas em suas mãos.
— OBRIGADO! CORA E MALIA ESTÃO RESPONSÁVEIS PELOS PRESENTES! – gritou Derek, encarando as duas mulheres menearem positivamente e se dirigirem para a porta da mansão, batendo na mesma e sendo recebidas pelas duas crianças.
O moreno de barba por fazer se virou e encarou o amigo com um semblante pensativo e um tanto tristonho. Era uma tradição entre os lobos. O noivado e um casamento de um membro do bando eram ocasiões importantes. No noivado, as mulheres deveriam presentear o casal com flores ou doces, simbolizando que desejavam bons presságios com o cheiro das flores e muito amor na vida de ambos, sendo representado pelo sabor doce das comidas. Enquanto que os homens deveriam presentear o casal com runas, indicando que desejavam um relacionamento firme, consistente e seguro, ou então com caça, desejando fartura na vida de ambos.
E, agora que o seu pretendente estaria vindo para o bando, todos já foram informados do noivado do único filho homem de seus alfas, o que mobilizou todo o bando a providenciar suas oferendas. A campainha da mansão Hale não para de tocar, indicando a chegada das oferendas.
Mas Derek não estava nem aí para as oferendas. Ele não queria se quer receber alguém, por isso deixou a irmã caçula e a prima por conta de receber as oferendas. O Hale do meio não havia saído do quarto o dia inteiro. Ele se encontrava nervoso e pensativo. Ele se perguntava se deveria realmente seguir adiante com isso. O moreno de olhos verdes se encontrava dividido entre o seu livre arbítrio e a segurança de seu bando.
— eu acho que um desses ficaria bonito em meu braço – falou o Boyd, chamando a atenção do moreno de olhos verdes, que encarou o amigo encostar a braçadeira no próprio braço, logo abaixo do ombro.
— ficaria, sim – respondeu Derek, caminhando para a própria cama, se jogando na mesma.
— você ainda está indeciso? – questionou o Vernon se desencostando da porta e encarando o amigo. Ele se aproximou de Derek e viu o amigo suspirar, cerrando os olhos com força. Se havia algo que Derek odiava ficar, era dividido.
— eu realmente não sei o que fazer, Boyd. Eu quero fazer o certo pelo meu bando, sabe? Mas eu também queria fazer o certo para mim – respondeu o moreno de olhos verdes, vendo o negro se jogar sentado ao seu lado.
— e o que seria o certo para você, Derek? – questionou o Boyd, vendo o amigo se sentar e lhe fitar com seriedade.
— seria me casar com alguém que eu quero, Vernon! Como a Laura ou o tio Peter! – exclamou o moreno de olhos verdes, vendo o amigo balançar a cabeça, concordando razoavelmente.
— mas você já parou para pensar que você pode acabar gostando dessa mulher? – questionou o Boyd, vendo o Hale encarar o nada, pensativo.
— pois se eu me lembro bem, a sua mãe e o seu pai se casaram por um casamento arranjado e hoje se amam – argumentou o negro, vendo o amigo de pele bronzeada suspirar, cansado.
— eu sei. Mas eu tenho medo, Vernon. E se não der certo, como o dos meus pais? – questionou o Hale, encarando o amigo lhe fitar com um olhar tristonho.
O Boyd compreendia o medo do amigo. Ficar preso a alguém que não se ama deve ser horrível demais. O rapaz, como o bom amigo que era, apertou o ombro do amigo mais velho, o reconfortando, antes de o puxar para um abraço apertado.
— você pode não amar ela, Derek. Mas nós vamos estar do seu lado mesmo assim, meu amigo – falou o negro, vendo o migo menear positivamente.
— o que você faria? – perguntou Derek, vendo o negro erguer a braçadeira no mesmo instante.
— eu começaria colocando isso aqui e rezando para amar ela e ela me amar – falou o negro pegando a mão do amigo e começando a colocar a braçadeira no mesmo, sem receber relutância alguma.
Mas antes que o Boyd conseguisse colocar a braçadeira por completo, ele viu Derek puxar o braço, retirando o mesmo de dentro do símbolo de compromisso. Ele encarou Derek com um olhar tristonho. Ele queria que Derek não relutasse contra isso. Ele queria o bem do Hale, e se Derek quisesse ser um bom alfa, ele deveria fazer isso. Enquanto isso, Derek, corado, se perguntava se deveria mesmo corrigir o erro do amigo quanto a braçadeira.
Sem mais opções, visto que o seu pretendente chegaria antes do jantar, Derek decidiu que deveria contar primeiro a Vernon. O Negro era o seu melhor amigo e também o mais compreensível entre o seu círculo de amizades.
Não era como se o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo fosse mal visto entre os lobos, já que era um tanto comum. Mas isso só ocorria quando o lobo de um se entregasse por completo ao lobo do outro, já que todos sabiam que não havia como controlar o desejo de seus lobos, não em um casamento arranjado.
— Derek, sabe que se quer ser um bom alfa, você deve fazer isso, certo? É o seu primeiro ato como um alfa, se casar com outro – falou Vernon vendo o amigo corado coçar a ponta do nariz, antes de lhe entregar o braço esquerdo.
— você estava colocando no braço errado – falou o moreno de olhos verdes, vendo o amigo negro estreitar os olhos, tentando entender, antes de os arregalar, surpreso.
— espera. Você está ficando noivo de outro homem? Seus pais não arranjaram uma garota? – questionou o Boyd, surpreso, vendo o Hale menear positivamente.
— é. Eu também fiquei um tanto chocado, e chateado – respondeu Derek, vendo o negro balançar a cabeça, antes de esticar e colocar a braçadeira em seu braço esquerdo, a deixando na altura de seu coração, com o símbolo dos Hale, uma triskle, voltado para o lado de fora do braço.
— bom, é normal, não é? Alguns lobos se casam com outros homens – falou Vernon, encarando o amigo menear positivamente, ainda encarando o próprio braço.
— é, é sim – respondeu Derek, em um tom de voz baixo.
— então, espero que esse homem seja um bom noivo para você. Pois eu não posso bater em mulheres, mas nele eu vou poder – brincou Boyd, apertando os ombros do amigo, vendo o mesmo sorrir minimamente, devido ao nervosismo.
— eu estou orgulhoso por você ter tomado a decisão certa, meu amigo – disse o negro, abraçando o amigo novamente, antes de se erguer e estender a mão para o mesmo.
— agora venha, você deve receber as oferendas você mesmo – falou o negro tendo a sua mão agarrada firmemente pela do amigo, que se ergueu e ambos caminharam até a porta.
Assim que abriram a mesma, deram de cara com uma Talia que se preparava para bater na porta. A mulher parou o seu ato, surpresa. Ela estava preocupada com o filho, que não havia descido para tomar café nem para almoçar. Ela estava acompanhada por Cláudia, que carregava uma bandeja com comida. A mulher sorriu minimamente ao ver o filho olhar para baixo, um tanto envergonhado. Ela iria abraçar o mesmo, quando notou que o moreno usava a braçadeira com o símbolo do bando no braço esquerdo.
— você está usando a braçadeira – murmurou a mulher, encarando surpresa o braço do filho.
— eu tenho que usar, não é? Tenho que mostrar compromisso – falou o moreno de olhos verdes, tocando o objeto com a ponta dos dedos, antes de ser surpreendido por um abraço apertado da mãe.
— eu sabia que seria um bom alfa, meu filho – falou a morena, abraçando o filho fortemente nos braços, sendo correspondida algum tempo depois. Talia se afastou e acariciou a face do filho, antes de Cláudia entregar a bandeja para Vernon e puxar o sobrinho para um abraço.
— estou orgulhosa de você, meu sobrinho – disse a castanha, sentindo o moreno de olhos verdes a abraçar, antes de se afastar.
— estávamos indo para baixo, para Derek passar a receber as oferendas ele mesmo – falou o Boyd, vendo as duas mulheres lhe fitarem com os olhos brilhantes em agradecimento. A presença do negro ali fora obra das duas, que imploraram para o mesmo trocar algumas palavras com o amigo, e tentar colocar juízo na cabeça do mesmo.
— então vamos – falou Cláudia tentando tomar a bandeja das mãos do rapaz, mas o mesmo se prontificou a descer com a mesma. E logo todos desceram as escadas.
— eu já disse que ninguém pode ver ele hoje. Ele está muito nervoso – falou Cora, encarando uma loba a sua frente, a qual tentava, insistentemente, passar pelas duas garotas.
— eu já disse que só quero dar uma palavrinha com ele – falou a mulher, tentando novamente driblar as garotas, mas parecia que Malia e Cora eram uma só. As duas lhe barravam sem se quer falar algo uma com a outra.
— me desculpe, mas você se quer trouxe alguma oferenda. Não pode passar. Nem minha mãe está podendo ver o Derek, imagina você – argumentou Malia, se colocando na frente mulher, que girou, tentando passar ao lado da garota, mas assim que se colocou de frente para o caminho, lá estava Cora, ao lado de Malia, bloqueando o seu caminho.
— Braeden? – questionou Derek, ao ver a mulher, tentar ultrapassar a sua irmã e sua prima.
— Derek! – exclamaram as duas garotas, se esquecendo completamente de Braeden ao verem o homem descer as escadas.
— hey! – exclamaram as garotas avançando contra a loba mais velha, mas a mesma já havia alcançado as escadas.
— você vai mesmo se casar? – questionou a mulher, vendo o moreno de olhos verdes respirar fundo.
— podemos conversar na cozinha? – questionou Derek, encarando a mulher menear positivamente.
— LEMBRE DE QUE NÃO PODE COMER NADA AINDA! – gritou Cláudia, quando os dois adentraram o cômodo citado, se referindo aos doces recebidos como oferendas ao seu noivado.
— CERTO! – o moreno respondeu, se virando para a loba a sua frente.
— você vai mesmo se casar?! Mas e a gente?! – questionou a mulher, encarando o mais alto suspirar tristonho.
— eu também não queria que isso acontecesse, Braeden. Mas aconteceu. E eu tenho que fazer. Eu não quero, mas tenho. É a minha obrigação como um futuro alfa do bando – disse o moreno de olhos verdes, vendo a mulher tomar uma expressão indignada, enquanto lhe fitava tristonha.
— você não pode fazer isso comigo. A gente se ama. Eu me entreguei a você – falava a loba, encarando o moreno fechar os olhos e respirar fundo.
Ele e Braeden começaram um relacionamento secreto há um tempo. Nenhum dos dois queria comunicar nada para ninguém ainda, pois, quando anunciassem o relacionamento, eles queriam que ele já estivesse bem firme. Mas, obviamente, as coisas não seguiram como o planejado.
— eu sinto muito, Braeden. Eu realmente gosto de você, e queria que fosse com você, esse casamento, mas o destino tinha outros planos – falou o moreno de olhos verdes, vendo a mulher tomar uma expressão chorosa, antes de respirar fundo e se conter.
— e eu posso saber quem é ela? A vadia que roubou o meu lugar – questionou Braeden, tomando uma expressão fria, antes de encarar o ex-namorado, que passou a encarar o chão.
— o que? O que... – a mulher questionou, confusa, só então notando a posição da braçadeira no ombro do mais alto.
— você vai me deixar por um homem?! – questionou a loba, vendo o moreno de olhos verdes respirar fundo e lhe fitar.
— eu não queria que fosse assim, Braeden. Foi um casamento arranjado – falou o moreno, vendo a mulher começar a chorar a sua frente.
— será que eu posso, ao menos, me despedir de você? – questionou a morena, já se aproximando. Ela se colocou na ponta dos pés, antes de levar os seus lábios os lábios do moreno, mas se surpreendeu ao ser parada pelos braços de Derek, que lhe segurava e fitava tristonho.
— melhor não. Eu sou comprometido, agora – disse o moreno de olhos verdes, antes de ver a mulher sair correndo dali.
— merda- murmurou Derek, se jogando sentado em uma das cadeiras. Ele gostava de Braeden, não queria ter que terminar com a mulher, mas ele teve que o fazer, tudo por aquele maldito casamento.
— e aí? O que ela queria? – questionou Talia, aparecendo na porta da cozinha.
— explicações – respondeu o moreno de olhos verdes, vendo a mulher lhe fitar questionadora.
— e por acaso você deve explicações para ela? – questionou a mulher, vendo o filho suspirar, tristonho.
— nós tínhamos um relacionamento, em segredo. Mas tivemos que terminar por causa do casamento arranjado – respondeu Derek, ouvindo um “oh” em tom de surpresa ser emitido por sua mãe.
— nos desculpe, querido. Se soubéssemos... Se soubéssemos não teríamos feito você aceitar esse casamento – falou Talia, vendo o moreno de olhos verdes encarar a si com os olhos mais tristonhos que ela já havia visto.
— está tudo bem. Ninguém sabia, mesmo. Nem o Vernon – disse o moreno, passando a mão pelos cabelos, antes de apoiar a cabeça sobre as mãos e encarar a mesa.
Ele estava chateado com tudo, inclusive consigo mesmo por ter de terminar com Braeden daquele jeito. Ela teve que saber pelos outros de seu noivado e não por si. Ela deveria estar furiosa consigo.
— você quer... cancelar o casamento? – questionou a mulher no instante em que Boyd surgiu na porta da cozinha. O negro fitou a mulher surpreso.
— nós poderíamos fazer isso? – questionou Derek, surpreso e animado.
— bom... eu e seu pai podemos dar um jeito – falou a mulher, vendo o filho saltar de onde estava e lhe abraçar. Ela havia ficado muito magoada por saber que havia feito o seu filho romper um relacionamento por não ter conversado com o mesmo sobre o casamento antes de propor a aliança ao Conde Stilinski.
— mas isso deixaria o nome do bando sujo – falou Boyd, vendo mãe e filho lhe fitarem surpresos
— e devo dizer que, um nome sujo no quesito alianças, agora, iria pôr a perder alianças futuras – argumentou o negro, vendo Talia respirar fundo.
— eu sei, Boyd. Mas essa aliança foi toda malfeita. Eu não conversei com o Derek sobre o noivado. O Conde se quer pensou na proposta antes de aceitar a mesma. Está tudo indo rápido demais – falou Talia, vendo o filho lhe fitar em parte animado e em parte preocupado.
— se cancelarmos o noivado, isso pode estragar o nome do bando? – questionou o moreno de olhos verdes encarando a mãe lhe fitar com carinho.
— só sujar um pouco, Derek. Não estragar. Mas não se preocupe com isso. Corra atrás da garota. Diga que o casamento foi cancelado – falou a mulher e o moreno de olhos verdes meneou positivamente antes de sair correndo da mansão, em tempo de ouvir Vernon argumentar com Talia.
Ao sair da mansão, Derek parou, vendo algumas pessoas se aproximarem com flores, runas e doces. Ele passou a se perguntar o que aconteceria com aquelas boas pessoas, caso o casamento fosse cancelado. Ele se lembrou das palavras do Boyd, dizendo que se os seus pais foram procurar ajuda, era porque o Bando realmente estava precisando. Derek respirou fundo, antes de se virar, segurar a maçaneta da porta e abrir a mesma novamente.
— me desculpe, Braeden. Mas tem que ser assim – murmurou o moreno de olhos verdes, antes de adentrar a mansão.
— isso pode acabar com o Bando, senhora – falou o Vernon, encarando a alfa respirar fundo.
— não vai estragar nada, Vernon. Eu e Alexander vamos pensar em outra saída para isso – falou a mulher tomando uma expressão pensativa.
— não precisa. Eu vou fazer os votos – falou Derek, adentrando a cozinha, surpreendendo Vernon e Talia.
— graças a Deus! – exclamou o negro, indo abraçar o amigo.
— mas, meu filho, e a garota? – questionou Talia, vendo o moreno de olhos verdes lhe fitar com seriedade.
— o bando é mais importante, mãe. Ela não era a minha companheira de alma – disse Derek, encarando a mãe lhe fitar orgulhosa.
— você está se tornando um alfa, meu filho – disse a mulher, indo abraçar o moreno de olhos verdes.
Todos haviam se mobilizado na frente da mansão Hale, esperando pelo momento em que a outra família do Bando aliado aparecesse, trazendo o parceiro do único filho homem de Talia e Alexander Hale, os alfas do bando Hale. Talia, Alexander, Cora, Malia, Cláudia, Laura, Peter, Jhon e um rapaz loiro que se encontrava ao lado de Talia estavam todos parados, na entrada da mansão Hale. Todos muito bem vestidos, em pé, a espera do Conde. Enquanto o bando se encontrava dividido entre o caminho para a mansão Hale, criando um caminho único, por onde a outra família iria passar. Todos estavam ansiosos pela aparição da outra família, algumas mulheres, que não haviam entregado as oferendas ainda, já estavam com as suas oferendas prontas, apenas esperando o momento em que o parceiro do filho de seus alfas chegasse.
Jackson e Theo estavam ao lado de Vernon, próximos a escadaria que levava para a mansão Hale. Os dois loiros encaravam o amigo e depois o horizonte, procurando algum sinal dos visitantes. Os dois rapazes de cabelos alourados olharam para o moreno de olhos verdes, só agora notando a braçadeira no braço do mesmo.
— Vernon, hey, o braço esquerdo não para quando o companheiro é um homem? – questionou Jackson, encarando Derek.
— é – respondeu o Boyd, encarando o horizonte a espera do companheiro de seu amigo.
— então avisa para o bocó que ele está usando a braçadeira no braço errado – falou Theo, encarando, risonho, Derek bater o pé contra o chão repetidas vezes, visivelmente nervoso.
— a braçadeira está certa. O escolhido para se casar com Derek fora um homem – disse Vernon, encarando os dois amigos se fitarem boquiabertos, antes de encararem o moreno de olhos verdes.
— isso é normal, não é? – questionou Theo, encarando, com certo desespero, o negro, surpreso, menear positivamente.
— estão vindo – falou Jackson vendo três carruagens se aproximarem rapidamente.
Os cavalos trotavam rapidamente, com certa elegância, enquanto puxavam uma elegante carruagem. As três carruagens pararam um tanto distante da mansão, logo no começo da aglomeração de lobos que se encontrava criando um tipo de caminho para a mansão.
— ele chegou – sussurrou Talia, vendo os três filhos encararem as três carruagens atentamente, se perguntando de qual sairia o tal Conde.
Derek se encontrava bem nervoso e ansioso. Era a primeira vez em que iria ver o homem que amedrontara o seus pais, o que é algo raro e impressionante, e também o homem com quem passaria o resto da vida assim que fizesse o voto sagrado. Laura, Cora, Malia, Boyd, Jackson, Theo e Lance, o rapaz loiro ao lado de Talia, encaravam, ansiosos, para verem quem seria o parceiro do moreno de olhos verdes.
As carruagens pararam e apenas um chofer desceu de seu lugar. Ele tinha um queixo toro e cabelos negros. O chofer reverenciou os alfas parados na entrada da mansão, no topo da escadaria, antes de se dirigir a porta da carruagem que guiava e abrir a mesma, elegantemente.
Todos fitaram ansiosos, enquanto os três filhos de Talia, Malia e Lance engoliam em seco, ao verem um sapato masculino ser posto para fora do veículo e logo um pequeno loiro sair do veículo. O rapaz usava um terno negro como o do chofer. O loirinho reverenciou os alfas ao longe e se posicionou de frente para o caminho até a mansão Hale. Logo um loiro de cabelos cacheados desceu da carruagem, reverenciou a família Hale de longe e se posicionou ao lado do loirinho baixinho devidamente. Uma loira desceu do veículo, usando um vestido negro elegante, antes de reverenciar os alfas e se colocar em pé ao lado dos outros dois. Uma morena asiática desceu do veículo e repetiu o ato dos outros.
— caramba! Quanta gente cabe ali? – questionou Cora, em um sussurro, para a irmã mais velha, que meneou em concordância.
Mais uma morena desceu do carro, repetindo o ato dos outros, antes de um rapaz baixinho descer do veículo, usando um chapéu. O rapaz reverenciou a todos, antes de um rapaz de cabelos castanhos, pele pálida que usava suspensórios e um terno vermelho desceu do veículo e encarou a família Hale. Em seu peito, sobre o paletó vermelho, jazia uma bela rosa, idêntica a uma outra que se encontrava sobre a sua orelha.
Nesse momento, Talia engoliu e seco, antes de se recompor e estalar os dedos. Logo ela, Alexander e toda a família Hale desceu as escadas da frente da mansão, parando no último degrau, antes do caminho de pedra que se encontrava ainda mais evidente com os betas cercando o mesmo. O castanho nem se quer estalou os dedos, ele se colocou a caminhar e os seus betas lhe seguiram unidos, como se fosse um movimento coreografado.
Todo o bando Hale sussurrava e burburinhava encarando o bando visitante se encaminhar por entre eles, se dirigindo para o pé da escadaria, onde Talia, Alexander e toda a família Hale se encontrava a espera do castanho. Derek não entendia o motivo dos sussurros e olhares surpresos do bando, mas, assim que um vento bateu contra o seu rosto, levando o cheiro dos visitantes até o seu nariz, o moreno também se viu surpreso.
— eles são... – sussurrou Derek, encarando todos lhe fitarem.
— sim. O seu noivo é um alfa de um bando de ômegas – respondeu o moreno de olhos verdes mais velho, encarando o filho encarar o castanho de suspensórios e bengala, parado, ereto, encarando os alfas com um sorriso de canto.
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