Derek acordou um pouco cansado. Ficar agradecendo tantas pessoas pelas oferendas era demasiado cansativo. Ele jamais esperaria que ficar sentado, apenas agradecendo e sorrindo fosse possível de se cansar tanto. O moreno de olhos verdes se levantou e seguiu para o banheiro em seu quarto. Ele fez a sua higiene matinal e voltou para o quarto com uma toalha enrolada no corpo, antes de ir ao guarda-roupa. Assim que vestiu suas calças, o moreno de olhos verdes foi surpreendido por seus amigos, que adentraram o local rapidamente.

— o bando do seu noivo me assusta – falou Jackson encarando o Hale lhe fitar questionador.

— que horas são? Para vocês estarem em minha casa tão cedo eu devo ter entrado em um sono amaldiçoado! – questionou o moreno vendo os três amigos lhe fitarem com tédio.

— são oito da manhã. O Jackson e o Theo estavam inquietos para encontrar você – falou o negro caminhando na direção da cama do amigo e se jogando sentado na mesma.

— estou sendo sincero! Aquelas pessoas são estranhas! – exclamou o loiro mais baixo, apontando para o corredor.

— devo dizer que realmente eles me parecem um tanto... estranhos. Não sei se é porque são ômegas ou porque é algo do bando deles. Mas que são estranhos eles são – falou o negro encarando o amigo de cabelos negros estreitar os olhos.

— o que eles têm? – questionou Derek vendo os dois loiros lhe chamarem.

— venha ver você mesmo – falaram os dois e Derek se aproximou.

Theo abriu a porta o suficiente para Derek poder ver o corredor. O moreno de olhos verdes encarou os dois amigos questionador, antes de aproximar o rosto da porta e encarar o corredor. Derek viu cada um dos membros do bando do castanho, devidamente arrumados, parados em pé, ao lado das portas de seus quartos, encarando o nada a sua frente. Derek engoliu, vendo o mais baixo de todos, Liam, olhar para a porta do seu quarto, questionador, com uma expressão séria, antes de voltar o olhar para a frente.

— mas o que é isso? – questionou Derek, se afastando e vendo Theo fechar a porta.

— eu disse, essas pessoas me dão medo. Eles parecem estátuas, sabe? Aquelas de histórias de terror, que se mexem quando a pessoa se aproxima – falou o loiro mais baixo e o maior ao seu lado tremeu o torso em um arrepio.

— aliás, por que não nos disse que iria se casar com um cara? – perguntou Jackson vendo o moreno de olhos verdes coçar a nuca um pouco desconfortável.

— porque eu ainda acho isso estranho, sabe? Sempre que eu me imaginava lá para frente, no futuro, eu me via casado com uma ou duas mulheres, cercado de fedelhos que seriam a minha cara. Mas agora? Para eu ter filhos só se eu e ele nos apaixonarmos pela mesma mulher, ou se ele me permitir me envolver com outra pessoa – disse o moreno um tanto frustrado.

— e onde entra a parte de nos contar? – questionou Jackson, visivelmente confuso. Vernon rosnou e estapeou a própria testa

— ele quis dizer que estava receoso e também não aceitava a ideia. Por isso teve receio de nos contar – respondeu o negro vendo os loiros lhe fitarem confusos.

— mas você sabia – apontou Theo vendo o negro lhe fitar compreensivo. As vezes Vernon tinha raiva da lerdeza dos amigos.

— porque ele me contou no dia. Um pouco antes do noivo chegar – explicou o negro vendo os loiros menearem positivamente.

— eu só espero que o resto do bando desse conde não seja assustador como esses aí – falou Jackson apontando para a porta.

— não há um resto – falou Derek, vestindo suas camisas e vendo os três lhe fitarem confusos.

— como é? – questionou Theo, perdido.

— esse é todo o bando do meu noivo – falou o moreno ajustando a braçadeira ao braço, já que sentia um leve incômodo devido ao modo que as pedras se encontravam.

— você está se casando para ganharmos só isso como aliados? – questionou Jackson visivelmente indignado.

— deve haver uma boa explicação, Jackson. Esses ômegas devem ser bem fortes. Talia e Alexander não casariam um filho por pouca coisa – disse o Boyd se virando para o amigo e vendo o mesmo menear positivamente.

— segundo o druida, eles, com apenas esse número, conseguem ser tão fortes e intimidadores quanto um bando dezenas de vezes maior, como o nosso – disse o moreno de olhos verdes vendo os três lhe fitarem surpresos.

— só esses merdinhas? – questionou Jackson apontando para a porta.

— merdinhas dos quais você morre de medo – disse Derek passando perfume e penteando os cabelos, antes de se virar e começar a caminhar na direção da porta.

— porque eu achei que eles seriam um bando enorme todo tenebroso assim. Mas agora eu nem acho mais eles tão assustadores – disse o loiro maior vendo o amigo abrir a porta.

No mesmo instante Theo e Vernon se viraram para o Whittemore e fizeram sinal para que o mesmo calasse a boca dali para a frente. Assim que saíram do quarto de Derek, eles pararam ao verem uma porta se abrir. Logo a imagem do Conde Stilinski surgiu, o mesmo estava com a sua bengala, mas não vestia mais a roupa de gala da noite anterior. Ele vestia uma roupa comum da cor negra. O mesmo se virou para a escada, não se surpreendendo com a imagem e postura de seus “betas”.

O castanho demonstrou uma breve surpresa ao ver o noivo e os amigos saírem do quarto do moreno de olhos verdes. Derek engoliu em seco com o olhar do castanho, assim que o mesmo lançou um sorriso simples em sua direção. O Conde começou a caminhar e logo os betas passaram a lhe seguir em duas fileiras. Todos muito bem organizados.

— Bom dia! – exclamou o castanho para o quarteto, enquanto segurava a sua bengala elegantemente e descia as escadas, sendo seguidos pelos betas.

— o que dizia Jackson? – questionou Theo, encarando, surpreso, a movimentação do outro bando.

— esquece o que eu disse. Eles ainda me dão medo – disse o loiro antes de Derek balançar a cabeça e começar a caminhar

Eles desceram as escadas rapidamente, encontrando o bando do castanho reunido na sala. Enquanto a família Hale se encontrava de pé a sua espera. Talia sorriu ao ver a imagem do filho devidamente vestido e com a braçadeira a mostra. O moreno de olhos verdes caminhou na direção da família, vendo Lance sinalizar para que ficasse parado de frente para o noivo.

— estávamos a espera de vocês para comermos – falou Alexander encarando o castanho sorrir simplista.

— não precisava, não queremos incomodar – falou o castanho vendo a ruiva ao seu lado sorrir na direção dos três lobos ao lado da família Hale, vendo que os dois loiros pareciam acanhados.

— e quem são os três lobos ali no canto? – questionou a ruiva, vendo os três engolirem em seco.

— ah, são os melhores amigos de meu filho. Espero que não se incomodem com a presença deles em nossa mesa. Em nosso bando é comum tomarmos café uns nas mesas dos outros sem prévio aviso – explicou Alexander, vendo os três lobos acenarem um tanto envergonhados para a ruiva e para o bando da mesma.

— o loiro mais alto se chama Jackson Whittemore, o menor é Theo Raeken. O rapaz ao lado de Cora é Vernon Boyd – disse Laura vendo cada um acenar ao ser apresentado.

— é um prazer conhece-los – falaram todos ao mesmo tempo, os reverenciando.

— nossa! – exclamou Jackson, visivelmente chocado.

— acordei com os seus... betas parados no corredor em fileira. Me parece que você é um tanto rigoroso – falou Peter vendo o castanho sorrir ladino em sua direção, antes de encarar o próprio bando.

— eles estão apenas desconfiados – falou o castanho, vendo os betas desviarem o olhar e coçarem as nucas ou os braços, um tanto desconfortáveis, com exceção da ruiva.

— quando se trata de nosso alfa, nós somos bem protetores. E, infelizmente, como não conhecemos bem ainda o ambiente e não nos acostumamos com a sua presença, temos a sensação de que ele está sempre em perigo – explicou a ruiva, vendo todos menearem positivamente.

— é compreensível. Estão em um território atualmente desconhecido, com um bando que acabaram de conhecer, que estão em maior número e seu alfa é um humano. Eu também estaria preocupada se mamãe e papai fossem frágeis e estivéssemos cercados por desconhecidos – falou Cora encarando o bando a sua frente morder o lábio inferior, antes de sorrirem nasalados.

— é bom saber que desde pequena já és tão inteligente, pequena – falou Allison vendo a garota ficar um tanto acanhada com a sua fala, mas a caçadora não se importou. Allison sabia o efeito que tinha nos seres especiais nos primeiros momentos.

— bom, já que estamos todos aqui, podemos ir para a sala de jantar — falou Peter apontando para o cômodo citado com a mão e todos começaram a seguir para o mesmo.

Após o café da manhã todos retornaram para a sala. Eles conversavam normalmente, mesmo que alguns membros o bando Stilinski se mostrassem reclusos e tímidos, como Liam e Corey. Mas eles sempre respondiam quando lhe dirigiam a palavra. Jhon encarou o Stilinski de bengala, vendo o mesmo conversar animadamente com Cláudia e Talia. Ele passou a se questionar quantos anos aquele homem teria. Ele não era muito alto e também não possuía sinais de pelos faciais que tivessem sido aparados, o que lhe fazia possuir essa dúvida.

— queira me desculpar se eu estiver sendo grosso ou invasivo, mas, quantos anos você tem, Stiles? Eu me lembro da morte de seus pais, .as não me lembro quantos anos você tinha na época – questionou Jhon, vendo o silêncio dominar o ambiente. Talia e Alexander queriam fitar o castanho com repreensão, mas nem eles mesmos tinham tal informação. O castanho de olhos claros apenas coçou um pouco a nuca e encarou o mais velho.

— quando os meus pais morreram eu tinha oito anos. Eu completei dezessete na semana passada – respondeu o castanho, encarando o homem lhe fitar surpreso, assim como todos do bando Hale ali presentes.

— espera aí. Você é um alfa desde os dezessete anos? – questionou Jackson vendo o castanho sorrir vitorioso.

— na verdade. Não se sabe quando o poder de alfa dele despertou. Já que quando o conheci, aos seus treze anos, ele já tinha essa habilidade de fazer os seres sobrenaturais o escolherem como líder – falou o moreno de queixo torto e olhos castanhos, fazendo todos lhe fitarem antes de encararem o castanho, que brincava com a jóia da bengala em sua mão com os dedos.

— o escolherem? Fala como se vocês negassem um alfa lobo para ficar com ele – questionou Theo vendo os ômegas lhe encararem.

— mas foi exatamente o que fizemos. Nós saímos de nossos bandos por não concordamos com o estilo de vida ou julgamento de nossos alfas. Mas quando encontramos o Stiles, nós sentimos que ele era o alfa certo para nós – falou Ethan, que estava sentado ao lado do castanho, o qual moveu a mão para lhe acariciar atrás da orelha, permanecendo com a mão ali.

Era possível sentir um aroma leve de felicidade ser exalado pelo Conde. Derek encarou o seu pretendente um tanto surpreso. Mas agora tudo fazia sentido, ele não havia controle sobre os ômegas, os ômegas escolhiam lhe ver como um alfa, talvez para tentar enganar os seus lobos e preservarem o pouco de sanidade que lhes restava. Talia e Alexander fitaram o filho, um tanto distante do Conde Stilinski, encarando a cena com seriedade. Eles se questionavam quanto tempo demoraria para que o moreno de olhos verdes tomar alguma atitude. Ele era o dono do território, ele fazia parte do Bando Hale, logo ele deveria tomar a iniciativa de apresentar o território ao Stilinski.

— você tem apenas dezessete anos. Com quantos anos passou a tomar conta da empresa de sua família? – questionou Peter, curioso.

— aos oito anos, também. Passei alguns meses sem me envolver devido ao luto, mas depois encontrei no trabalho uma ocupação para a mente, que insistia em me trazer lembranças dos meus pais. Passei alguns anos solitário, até encontrar Scott em minhas terras – disse o castanho de bengala vendo o ômega sorrir para si.

— você me parece ter crescido muito rápido – comentou Cláudia vendo o castanho lhe fitar e sorrir um tanto nostálgico.

— é, eu cresci, sim. Mas não vejo algo que eu queira mudar em minha história caso pudesse – ditou o rapaz cruzando as pernas e encarando a mulher lhe fitar surpresa.

— nem a morte de seus pais? – questionou a mulher vendo o castanho negar.

— a morte é algo natural, mesmo eles tendo morrido em um acidente. Mas a morte deles foi o primeiro passo para que eu me tornasse quem eu sou hoje – disse Stiles vendo a família Hale menear positivamente em compreensão.

— Derek, você pode me ajudar aqui, por favor? – perguntou Alexander, se levantando e vendo o filho menear positivamente antes de seguirem para o escritório do homem.

Quando chegaram ao escritório, Alexander tratou de fechar a porta de madeira e Derek o encarou, esperando que o mais velho lhe indicasse o que era para ser feito. O moreno de olhos verdes mais velho lhe encarou, antes de suspirar e passar a mão no próprio rosto. Sinceramente falando, ele já estava achando que aquela aliança tinha tudo para dar errado. Derek estava muito... passivo a situação. Ele simplesmente não fazia nada a não ser que alguém lhe mandasse fazer. E isso era frustrante para Alexander.

— meu filho, eu vou ser direto. Sua mãe me disse que você tinha uma namorada em segredo e que teve que terminar por causa do casamento e nós sentimos muito por isso. Sabe que se soubéssemos disso antes do acordo ser feito nós nem se quer cogitaríamos em citar o seu nome no acordo – falou o moreno de olhos verdes mais velho vendo o filho lhe fitar confuso.

— sei, sim. Onde quer chegar com isso? – questionou Derek vendo o pai suspirar e encarar o chão rapidamente.

— Derek, eu quero saber a verdade. Você está mesmo levando esse noivado a sério? – questionou Alexander vendo o filho lhe encarar com questionamento.

— é claro que eu estou! Por que não estaria? Já que fui forçado a isso eu acho que o mínimo que tenho que fazer é levar isso a sério – disse o rapaz vendo o mais velho morder o lábio inferior.

Alexander odiava lembrar do fato que forçara o filho a fazer parte disso. Aquilo estava marcado como uma das coisas das quais ele não se orgulhava. O moreno de olhos verdes mais velho encarou o moreno de olhos verdes mais novo com um olhar tristonho antes de recuperar a sua pose de seriedade.

— eu sei que te forçamos a isso, Derek. Mas não parece que você está levando isso a sério e eu temo que os outros pensem que você está apenas brincando com eles. Sabe o quanto o nosso bando precisa dessa aliança – argumentou o mais velho vendo o moreno mais novo lhe fitar questionador.

— como assim não parece que eu estou levando isso a sério? Eu fiz tudo o que me mandaram. Coloquei essa braçadeira, recebi as oferendas com ele, comemos doces, o apresentei ao quarto dele, me coloquei a disposição caso precisasse de algo e até mesmo perguntei se tínhamos que nos beijar ou coisa assim quando fomos nos despedir – argumentou o moreno mais novo vendo o pai lhe fitar surpreso.

— você perguntou? Meu Deus. Derek, eu tenho certeza que você sabe cortejar alguém. Você sempre saiu a noite com Jackson, Theo e Vernon para festejar e muitas vezes cheirava a mulher. E mulher nenhuma daria atenção a um homem que não sabe cortejar – ditou o alfa encarando o beta lhe fitar confuso e indignado.

— mas é claro que eu sei cortejar. Por que diabos estamos falando disso agora? Por que me chamou até aqui? – questionou o moreno mais novo vendo o pai suspirar e se apoiar na mesa do escritório.

— estamos falando disso porque você está interagindo mais com os seus amigos do que com o seu noivo. Parece até que está o ignorando. Aliás, parece até que somos eu e sua mãe que estamos noivos dele, já que estamos interagindo com ele muito mais do que você – falou o mais velho vendo o moreno de olhos verdes suspirar.

— talvez porque eu esteja mesmo evitando ele. E mais, eu nunca cortejei um homem, então eu não sei o que fazer. Sem contar que, já que precisavam tanto dessa aliança e vocês estão se dando tão bem com ele, por que não se casaram vocês com ele? Já que estão pensando em fazer os votos com o Lance – rebateu o moreno de olhos verdes mais novo, vendo o mais velho lhe fitar indignado, antes de o cheiro de fúria passar a ser exalado pelo mais velho.

— não ouse falar assim. Sabe que se soubéssemos do seu envolvimento não teríamos oferecido a sua mão. Sem contar que Lance é nosso companheiro de alma. Sabe que vemos nos envolvendo há meses – rosnou o mais velho, vendo o filho respirar fundo, com cara de poucos amigos, antes de olhar para o chão.

— me desculpe. Eu não devia ter falado do relacionamento de vocês com o Lance assim. Eu sei que ele é o companheiro de alma de vocês. Eu não devia ter insultado a ligação de vocês – desculpou-se Derek, vendo o pai relaxar rapidamente.

— por que você está evitando o seu noivo, Derek? – questionou o mais velho se aproximando e vendo o filho coçar a nuca, desconfortável.

— eu não consigo, pai. Eu não consigo olhar para ele e ver alguém com quem eu vou passar a minha vida. Eu olho para ele e vejo um homem qualquer, como o Vernon, o Jackson e o Theo. Eu não consigo simplesmente olhar para ele e ver alguém que eu quero cortejar, abraçar, beijar. Eu acho que seria mais fácil se eles tivessem oferecido a mão de alguma daquelas mulheres, até mesmo a caçadora – disse o rapaz encarando o chão, envergonhado, antes de levantar o olhar para o pai, que se colocou a sua frente, sorrindo nasalado algumas vezes.

— como é que você quer ver ele de outro jeito, se não se permite conhecer ele, meu filho? – questionou o mais velho vendo o rapaz suspirar e encarar o solo novamente.

— eu não sei, pai. Eu acho que não vou saber fazer isso – ditou o rapaz sentindo as mãos do mais velho pousarem em seus ombros.

— Derek, dê uma chance. Tente conversar com ele. Se você não tentar, jamais vai saber se dará certo – falou o homem vendo o filho suspirar derrotado, enquanto coçava a nuca.

— tudo bem, eu vou tentar. Mas não garanto que vá dar certo – falou o moreno de olhos verdes mais novo vendo Alexander sorrir em sua direção.

— tente ser mais ativo. Converse com ele. Todas as vezes em que vocês trocaram palavras sempre foi ele que puxou o assunto. Procure saber mais sobre a vida dele – ditou o mais velho vendo o filho menear positivamente e respirar algumas vezes.

— certo. O que acha que eu devo fazer? – perguntou Derek, nervoso, encarando o mais velho.

— você me disse que sabia cortejar. Então o faça – disse o mais velho apertando os ombros do filho, antes de o abraçar e o puxar para fora do escritório.

Eles retornaram para a sala, onde se encontravam os dois bandos reunidos, conversando. Os dois morenos de olhos verdes retornaram aos seus lugares. Derek se sentou ao lado dos amigos, olhando de vez em quando para o pai e a mãe, antes de olhar para Stiles algumas vezes, vendo o Conde conversando com Cláudia. Laura, que conversava com Lydia e Allison encarou o irmão de soslaio, sorrindo ladina ao perceber uma certa inquietação no mais novo.

Derek viu a mãe sinalizar para o castanho com os olhos, vendo o filho menear discretamente, ato que não passou despercebido pelos gêmeos, que encaravam toda a sala discretamente, analisando tudo e todos. O moreno de olhos verdes e braçadeira no braço esquerdo se levantou e caminhou até o castanho, que se encontrava sentado no sofá. O castanho desviou o olhar de Cláudia e John para encarar o beta parado a sua frente.

— se meus tios nos derem licença... huhum... você... não quer... eu não sei... dar uma volta, talvez? – questionou o moreno de olhos verdes, ainda nervoso.

Derek encarou os olhos castanhos lhe fitarem brevemente antes de encarar os tios do moreno de olhos verdes menearem positivamente, indicando permissão para se retirar. O castanho meneou em agradecimento, antes de se levantar e encarar o homem parado a sua frente.

Derek ainda não entendia como aquele rapaz conseguia ser um alfa. Quer dizer, seus pais disseram que aquele rapaz a sua frente era assustador, que os fizera tremer apenas com um olhar. Mas Derek olhava para o Conde e não via nada mais do que um adolescente humano. Qual é? O Conde Stilinski fizera dezessete anos na semana passada. O moreno de olhos verdes olhou para John e Cláudia, que passaram a sibilar palavras para si.

“Rosas. Rosas”

John movia os lábios, enquanto apontava desesperadamente para a direção do jardim das rosas do território Hale. O moreno de olhos verdes logo se lembrou do cordão que se encontrava em seu pescoço e no do castanho, como também das palavras de seu tio Peter. Todas relacionadas a rosas. O moreno de olhos verdes meneou positivamente para os castanhos no sofá, antes de se focar no castanho a sua frente.

— hm, eu adoraria. Isso se os alfas me permitirem, é claro – respondeu o castanho dando de ombros e se virando para Talia e Alexander. No mesmo instante Jhon e Cláudia voltaram a ficar sérios, se portando educadamente.

— mas é claro. Fique a vontade – falou Alexander apontando para a saída da mansão, com um sorriso simpático no rosto. O castanho agradeceu e se virou para o moreno de olhos verdes, que lhe fitou um tanto envergonhado.

— hm... Por aqui – falou o moreno apontando para a porta, vendo o castanho com bengala caminhar na direção indicada por si.

Derek seguiu o mais novo até alcançarem a saída. Quando o moreno de olhos verdes abriu a porta, Stiles se virou para trás, encarando os seus betas, que encararam o castanho de olhos claros atentamente.

— espero que se comportem devidamente na minha ausência – ditou encarando os ômegas que lhe reverenciaram, antes de o castanho dar as costas e sair dali acompanhado pelo Hale do meio.

O clima da sala ficou um pouco tenso entre os membros do bando Hale e os membros do bando Stilinski. Todos se encaravam um pouco tensos, após a saída de ambos. Eles queriam demonstrar alivio, mas temiam ofender o outro bando no com o ato. Logo, os que conversavam antes da saída dos noivos voltaram, lentamente, a conversar. No entanto, alguns ainda pareciam um tanto acanhados e preocupados.

— fiquem a vontade para explorar o nosso território se quiserem. Não se sintam achanados em nossa presença – falou Talia com doçura na voz, encarando os betas do Conde Stilinski agradecerem rapidamente.

No mesmo instante, Erica, Corey e Liam olharam para Scott e Isaac, que lhe lançaram olhares questionadores. Os três mais novos uniram as mãos, as erguendo, em um pedido mudo e os dois mais velhos ergueram as sobrancelhas em questionamento. Scott e Isaac suspiraram, vendo os três olhares pedintes serem intensificados.

— vocês três sabem que ele pode ficar furioso, certo? – questionou Scott vendo os três sorrirem animados.

— a gente suporta – falou a loira agarrando a mão do moreninho e o loirinho do outro lado fizera o mesmo. Não demorou para que a imagem dos três desaparecesse da vista de todos, causando espanto nos membros do bando Hale.

— oi? Eu acho que... eu não entendi muito bem – falou Laura surpresa e logo a porta se abriu sozinha.

— é uma história um pouco longa, mas, em resumo, ele possui a habilidade de ficar invisível e de tornar outros corpos também invisíveis – falou Isaac vendo a porta se fechar.

— e para onde eles foram? – perguntou Jhon encarando o loiro e Lydia suspirou, chamando a atenção do castanho.

— espionar o nosso alfa. Eles tem um instinto protetor maior com o Stiles. Sempre que alguém... “estranho”, digamos assim, se aproxima do Stiles, eles ficam de vigia para proteger ele – respondeu a ruiva vendo os membros do bando Hale a fitarem um tanto questionadores.

— não é como se desconfiássemos do noivo de nosso alfa. Mas ainda assim sentimos uma necessidade de saber se ele está bem. Principalmente eles três que adentraram o bando recentemente. Eles enxergam o Stiles como um tipo de pai ou herói – disse o moreno de queixo torto vendo o bando aliado relaxar um pouco mais.

— por um instante eu achei que não confiassem em nós – falou Laura vendo os ômegas negarem com a cabeça.

— na verdade, quando soubemos da aliança, ficamos duvidosos, sim. Mas depois de algumas pesquisas, descobrimos que vocês são bastante confiáveis – disse um dos gêmeos encarando os alfas do bando lhe fitarem surpresos.

— não levem para o lado pessoal. É que o nosso bando é bastante subestimado pelos bandos maiores, mesmo que tenhamos resolvido mais problemas sobrenaturais para a rainha Victoria do que muitos de vocês. Então foi um choque saber que algum bando nos procurou como aliados – explicou o outro gêmeo, vendo o bando aliado menear ainda um tanto surpreso.

— bom, então acho que não somos os únicos que se sentiram aliviados ao verem os dois saírem daqui juntos – ditou Cláudia vendo os ômegas sorrirem simpáticos.

— nem me fale. Eu já estava ficando nervosa! – exclamou a Argent causando risos em grande parte.