The Enchanted Violet Vanilla Opera

10 The Night Before the Love


The Night Before the Love

Se tudo aquilo não tivesse acontecido do jeito que aconteceu, não seria do jeito que é agora.

Dois dedos pervertidos adentravam o menor sem nenhum pudor, esperando que ele se acostumasse e sentisse o prazer que aquela experiência proporcionava.

O menor gemeu e se contorceu, apreciando um prazer culpado na dor lhe proporcionada com certo carinho.



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A noite deles havia começado bizarramente quando Alfred chegou no aniversário de Arthur como um antigo amigo que lhe era bem tido. O salão reservado era de muita classe, e não se esperava menos do Inglês, que havia passado todo o tempo possível conversando com um japonês sorridente que usava um quimono o tempo todo. A atenção de Alfred havia sido rapidamente capturada por um loiro doce e de rosto inocente, que cuidava de vária flores.

Eles não se falaram tanto assim nos primeiros momentos, era mais uma paixão a distância. Olhe, apenas não toque. Mas Alfred tinha um desejo ardente e imaginava como seria tocar o outro mais intimamente.

Logo, havia conseguido criar um falso acidente, batendo contra ele, pediu desculpas e lentamente começaram a conversar. Os dois haviam saído juntos e ido a um restaurante que virava a noite com várias pessoas. Lá eles tiveram chance de se conhecer melhor, e Alfred tinha certeza que o canadense havia despertada fagulhas de paixão e amor em seu coração cheio de hambúrgueres.

Deviam ter saído de lá umas 2 horas, levemente bêbados, com os dedos frios de entornarem garrafas de várias bebidas. Matthew sentia sua boca com tantos gostos que nem se dava ao trabalho de contar. Havia poucos carros ainda rodando na rua. Matthew o guiou em direção a um dos seus lugares preferidos, uma colina um pouco distante da cidade onde inúmeras flores nasciam. Eles levaram 30 minutos pra chegar lá, e deitados entre as flores, ficaram olhando o céu estrelado e brilhante, inventando constelações e desenhando o céu deles como uma brincadeira de ligar os pontos. No meio do cheiro de flores, o cheiro de Matthew ainda era tão bem perceptível pra Alfred que agia como uma droga em seu corpo, era obrigado a roubar um beijo dele.

Beijo esse que foi dado e devolvido inúmeras vezes.

Não memorizaram exatamente quanto tempo se passou, apenas que Alfred foi convidado para ir até a casa de Matthew e chegaram lá pelas 4, apaixonados e no apartamento dele, não perderam tempo e mergulharam em sua paixão.

O Americano sabia, se lembrava disso com precisão, mas ao ver o outro assustado, sua reação imediata foi simples:

Mentir.

Fazê-lo acreditar que não se lembrava de nada, só pra poder passar mais tempo perto do canadense, quem sabe, de alguma forma, fazê-lo se apaixonar por si de alguma forma e garanti-lo pra si.

Era insensato e errado, mas era algo que o amor o fazia fazer.

Enquanto saiam do hospital, Alfred suspirou e olhou pro canadense. –Tá ficando tarde. –disse. –Tudo bem se eu passar a noite na sua casa?

–Minha?! –perguntou, um tanto assustado. –A-Acho que tudo bem.

O americano sorriu, seguindo o menor até os seus carros. Ele carregava certo peso por aquela culpa em seu coração, mas estava disposto a carrega-lo pelo resto da vida se pudesse ficar com Matthew.



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A casa do austríaco estava uma bagunça do jeito que nunca mais esteve. Gilbert o forçara a fazer e dizer tantas coisas indecentes que ainda estava tomando banho por se sentir sujo, mas não iria negar que foi... divertido.

Gilbert bebia café ao lado da mesa, que estava com várias marcas de arranhões e suja de suor. Ele olhou, de certa forma orgulhoso de seu trabalho. Uma mensagem em seu celular o fez levantar e procurar seu celular por ai, até encontra-lo e quase cuspir o café ao ver que ela pertencia a seu pai, que tinha chegado a cidade.

–Gilbert, algo aconteceu? –perguntou o austríaco, ao entrar no quarto.

–Hãããmm

–O seu “Hãm” responde a minha pergunta. –suspirou o menor, indo em direção a ele. –Quem estava te enviando uma mensagem?

–Bom, é melhor você se sentar. –Gilbert coçou a cabeça. –Lá vem história! –a sua piada definitivamente não havia agradado.

–Porque será que sinto que vem alguma bomba ai? –falou o menor, se sentando finalmente.


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Tino ajeitava e remexia seu guarda-roupa, jogava coisas na cama e depois colocava de volta, só por puro medo de estra escolhendo a peça de roupa errada pro encontro que aconteceria na noite seguinte. Talvez estivesse sofrendo antes da hora, como dizem, não dói a ferida que não abriu, então pra que se preocupar.

Resposta: nunca esteve com um homem e muito menos tão loucamente apaixonado por um. Como eles foram fazer todas aquelas coisas mal se conhecendo, ainda sentia o olhar intenso do outro sobre suas costas nuas. Pareciam duas pedras de gelo sendo lenta e sensualmente pesadas por seu corpo.

Ele segurou uma camisa de gola V alta que o fazia parecer realmente jovem, mas tinha medo de isso deixar uma imagem muito desleixada. Ele queria tanto bater a cabeça contra a parede pra ver se conseguia sangrar uma ideia.

Não se sentia com uma corda no pescoço desde seu curso de medicina.



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Matthew estava suspirando em sua cama, o americano estava deitado meio distante, no sofá, deitado, sem querer dormir, e olhando ao redor da sala do apartamento, se questionando porque não estava tirando as roupas de Matthew e mordendo sua pele macia.

Ele se levantou devagar, no tapete, os seus pés não fazia nenhum barulho. Ele caminhou pelo corredor até a porta do quarto de Matthew, ouviu um suspiro dele, e bateu na porta 3 vezes, quase sem fazer nenhum barulho.

–Matt, eu… -o que ele iria dizer? Que queria continuar o relacionamento deles, mesmo mentindo. –To com fome.

Gênio!

Matthew abriu a porta, e o outro corou ao encontra-lo apenas com pijamas simples, de uma forma tão bonitinha. –Eu acho que tem algumas coisas na geladeira ainda.

–Eu quero comer com você… -Alfred corou dizendo aquilo, mas viu Matthew sorrir, talvez seus sentimentos fossem recíprocos, ou talvez ele tivesse encontrado aquele alguém especial que tanto eram lhe contados em contos infantis e filmes americanos de romance.

–Tu-Tudo bem. –Ele olhou ao redor, focalizando em algum outro lugar que não no alto loiro a sua frente que segurava sua mão e gentilmente lhe puxava pra cozinha.

Notas finais
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