The Enchanted Violet Vanilla Opera
11 The Love has it’s hands around Hate’s neck.
Ele não gostava de afeição…
-Isso dói, idiota!! –o menor berrou, se contorcendo de dor quando o primeiro dedo entrou.
Ele definitivamente não gostava de toques...
O maior simplesmente beijou os lábios do outro delicadamente e sussurrou que aquilo iria melhorar. Lovino mordeu o lábio inferior para não gemer.
E mais do que tudo, ele odiava aquele moreno espanhol.
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Os irmãos gêmeos Vargas. Jovens descendentes de uma família italiana de grande prestigio. Todos os seus membros se tornaram famosos ou bem sucedidos empresários ou artistas. Mas desde pequenos, toda a atenção ia na direção de apenas um dos gêmeos, Feliciano Vargas.
Ele sempre fora de tudo. Quando pequeno, Feliciano já mostrava o seu nível explosivo de fofura apenas por estar de olhos abertos, havia desenvolvido uma grande paixão pelas artes apenas aos 7 anos e já era considerado um dos melhores da família, talvez até um prodígio. Era inteligente, apesar de não parecer. Também se tornou rapidamente bom em esportes e culinária.
E então, sobrava Lovino.
O gêmeo menor, assustador, ruim em tudo o que tentava fazer, antissocial e se considerava mal amado. Assistia constantemente as pessoas acariciarem a cabeça de seu irmão enquanto ele fazia o seu típico “Ve~” enquanto falava, o que achava pessoalmente irritante.
Queria bater nas pessoas sempre que ouvia algumas delas dizer algo como : “Olha lá o seu irmão, comportadinho” ou “Que orgulho você deve ter de seu irmão” e cresceu a sombra de seu irmão.
Não culpava seu irmão, era incapaz de odiar alguém que lhe amava tanto e tão incondicionalmente e sabia que o fato de ele ser bom nas coisas não era culpa dele. Tinha uma certa felicidade pela felicidade do irmão, mas cresceu odiando todos que se aproximavam deles, porquê sabia que em algum momento, escolheriam seu irmão ao invés dele, e seria magoado de novo.
Naquele ano em que conheceu Antônio, passou a odiá-lo mais do que qualquer outra pessoa que conheceu.
O motivo para odiá-lo tanto é por que ele se aproximou dos dois, escolheu ambos e Lovino nunca pode realmente odiá-lo.
E isso o fazia odiá-lo mais do que a qualquer um que jamais conheceu.
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Naquele verão estava calor na Itália. Futuramente, os Vargas teriam que se mudar pra Alemanha, Feliciano havia acabado de ganhar o enésimo elogio naquele dia por algo que ele havia escrito. Provavelmente muitos disseram que ele seria um grande romancista.
Não tinha paciência pra essas pessoas, fugiu da escola na primeira oportunidade que teve, e em sua fuga, encontrou alguém com o uniforme da sua escola, sentado em um banco perto da porta, com uma garrafa de suco ao lado. Ele sorria enquanto mandava algumas mensagens no celular, tinha a pele bronzeada e vividos olhos verdes. Assim que ouviu um barulho, ele se virou e encontrou os olhos do menor italiano.
Naquele momento, as bochechas do outro se tornaram rubras como tomates e isso era, pro outro, na verdade bem encantador.
No momento seguinte, Lovino já estava correndo pra longe.
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No dia seguinte, havia a escola novamente. Feliciano e Lovino sentavam próximos um do outro, estar perto de seu irmão era relaxante pra Feliciano, ele era forte e de certa forma, era alvo de sua admiração inocente e jovem.
Naquele momento, em que o menor se via querendo se perder em pensamentos pra poder ficar o mais distante possível das pessoas ao seu redor, só pode assistir a porta se abrindo e dando espaço pra um alto e moreno garoto de olhos verdes, que saltou correndo na direção de seu irmão.
-Feli!! Eu recebi sua mensagem. É claro que eu aceito!! –Feliciano sorriu, vendo suas mãos sendo seguradas pelo maior e então saltando pra abraçá-lo.
Os dois pareciam tão amigos, dava até inveja. Outra pessoa que Lovino podia odiar pelo resto da vida sem se importar por que. Mas no momento seguinte, em que percebeu que aquele cara era o mesmo que viu antes, se enciumou, por motivos fora de sua própria percepção.
-Ah, sim. –Feliciano deu um salto de repente, se virando pro irmão, o outro logo havia abraçado por trás, colando o peito do maior as costas do outro.
Inveeeja. Quase dava pra ver o verde no rosto de Lovino, mesmo sem um motivo aparente pra ele.
-Mano, esse é o Spain-nii, digo, Antônio, ele é um amigo meu. –o menor sorriu, enquanto tinha as madeixas acariciadas pelo outro.
-Olá, Lovino, Feli falou bastante de você. –Antônio sorriu, estendendo a mão para o menor.
-Ele não me falou nada sobre você. –o maior ficou lá, parado com a mão estendida, esperando um aceno de educação até desistir e se recolher.
-Spain-nii, a aula já vai começar, então me espere lá fora no telhado assim que a sua acabar, ok? –Feliciano sorriu, docemente e encantadoramente, mas isso era natural dele.
-Ok, Feli. –Antônio deu um leve beijo na testa do menor antes de se virar pra sair.
Algo estava deixando o seu gêmeo verde de inveja.
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Naquela tarde, o professor deles pediu para que Feliciano ficasse um pouco mais, tinha algo importante para discutir. Ele logo pediu a seu irmão que fosse avisar a Antônio que ele poderia demorar um pouco.
Lovino foi quase contra sua vontade. Algo no espanhol lhe assustava e não era o fato de ele ser assustadoramente belo.
Ok, isso foi desnecessário.
Lovino simplesmente subiu as escadas até o telhado da escola, ninguém sequer vigiava aquela porcaria de lugar, ninguém lhe viu entrando, apenas encontrou Antônio em pé contra a grade assobiando alguma coisa animada e o menor suspirou, se aproximando do outro.
-Oh, Lovino-chan!!
-Se me chamar assim que novo eu vou te bater. –Lovino cortou, curto e grosso. –O meu irmão vai ter que ficar mais um tempo na sala, então ele vai se atrasar.
-Oh, que pena. –Antônio resmungou baixinho, olhando ao redor, mas então virando seus olhos pro menor. –Mas é uma boa oportunidade pra nos conhecermos melhor, né?
-Ehh? Quem disse que eu queria ter qualquer coisa haver com você? –o menor berrou, com o dedo apontado pro nariz do outro.
-Vamos lá, seria legal se eu me desse bem com você também. Quero ser amigo do Feli e ele gosta de você. Quero ser seu amigo também. –ele estava quebrando os padrões. Ele havia mesmo se aproximado de Feliciano e agora queria a amizade de Lovino? Quem diabos ele pensa que é pra tentar escapar de seu ódio? –Quer comer pizza? Tem uma lanchonete por aqui com uma ótima pizza e eu envio uma mensagem pro Feli pra nos encontrar lá.
Lovino gostava de pizza. –Você paga. –concluiu, se virando em direção a porta.
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Antônio de fato pagou a pizza, e estava feliz em assistir o menor comendo a pizza feliz da vida. Teve que admitir, a presença do maior não lhe era repulsiva ou odiosa, era até boa. Como sentia inveja do irmão por ter alguém assim pra ele. Obvio, Antônio pertencia a Feliciano e mesmo não aparentando, Lovino era alguém com boas morais, nunca trairia o irmão desejando alguém que ele namora.
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Dia após dia depois daquele encontro, Lovino passou a observar o maior de longe, assisti-lo com seu irmão e os passeios dos dois, sendo convidado de vez em quando. As vezes se perguntava se era a sua presença que os deixava desconfortável pra namorar normalmente nunca havia visto os dois namorando, mas em sua concepção eles estavam saindo.
Isso tudo teve uma inimaginável reviravolta em uma tarde qualquer de verão. Sozinhos no sofá da casa Vargas, Antônio e Lovino esperavam por Feliciano que foi comprar algum doce pros 3 comerem juntos.
-Como anda, Lovino? –Antônio perguntou, quebrando o silêncio.
-Recebi uma declaração de uma garota. –o ar ao redor de Antônio pareceu parar por um segundo.
-E o que vai fazer?
-Acho que vou ficar com ela mesmo. Tipo, não é como se declarações chovessem em mim e receber uma dessas é um tipo de vitória pessoal, não que eu me importe muito com isso. –Lovino tentou se gabar, mas quem estava enganando, mesmo que aceitasse, talvez nem soubesse como se portar na hora. Ele ficou com mais vergonha do que a garota.
-Lovino. –Antônio chamou, sua voz grossa e dominante pareceu com um sentimento forte dessa vez.
No momento que Lovino levantou o rosto pra responder, teve seus lábios selados pelo do maior, em um ataque surpresa, começou a sentir a língua do outro entrando em sua boca e massageando a sua, chamando-a para um beijo sensual e lento, mas com uma certa paixão que nunca percebeu que existia.
Feliciano entrou naquele exato momento, comemorando enquanto uma sacola com um pote de sorvete era levantada, mas ficou meio surpreso vendo aquilo. –Hein?
-Feli!! –Antônio virou, assustado.
Lovino sequer tinha palavras, ele quase não respirava naquele exato momento, simplesmente empurrou Antônio pro lado e correu pra longe com um pedido de desculpas gritado enquanto saia correndo porta a fora. Ele simplesmente correu e continuou correndo, sentiu água rolando dos seus olhos pelo rosto e então caindo no chão, como queria morrer agora!
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Lovino estava sentado, cansado, jogado contra o banco perto da escola onde tinha visto Antônio pela primeira vez, estava cansado de tanto correr pela cidade, seu rosto ainda estava levemente corado e sentia o ar preso dentro de sua própria garganta.
-Lovino! –Antônio finalmente o alcançou, estava cansado e suado da corrida, e Lovino não aguentava mais nenhum passo. –Você é rápido.
-Vá embora, Antônio! –Lovino gritou, se levantando, mas teve seu pulso puxado pelo outro. –Como você quer fazer esse tipo de coisa comigo se já tem o meu irmão pra isso, maldito!
-Do que você ta falando? Eu e o Feli não temos nada! –Antônio berrou, e Lovino se acalmou por um segundo.
-Do que você ta falando!! Eu vi vocês saindo pra encontros e tudo mais!
-Como amigos, claro que sairíamos juntos! –Antônio berrou de novo. –Eu adoro Feli, mas eu amo você!
-Eu te odeio!! –Lovino chorou, saltando nos braços do outro, por um segundo perdendo todos os sentidos. –Eu te odeio mais do que tudo!! –Beijou-o, com força e paixão.
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Lovino e Antônio passaram a ter um relacionamento contraditório. Enquanto Lovino o amava, o odiava cada vez mais. Chegando a ter repulsa dele. Sua personalidade gentil e seu sorriso cativante lhe atraiam e repeliam ao mesmo tempo.
Graças ao seu ódio eterno e jurado, ele percebeu que o que sentia era diferente em certo ponto. No ponto das palpitações de seu coração serem diferentes.
Era amor talvez?
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