The Enchanted Violet Vanilla Opera
8 Taste As Good As A Kiss
“Ludwig era um nome bonito”. Feliciano pensava, enquanto tirava a camisa do outro. Ele roçou os dedos pela extensão dos braços definidos e fortes, que logo lhe abraçaram pela cintura e tomaram lhe os lábios novamente, como andaram fazendo faz algum tempo.
“Ludwig é um homem bonito”. Ele pensou, suspirando enquanto enfiava as mãos dentro da calça do outro e acariciava a as coxas do outro.
*
O apartamento de Feliciano era ligeiramente bagunçado. Papéis estavam espalhados pela sala de estar, provavelmente material burocrático ou páginas a serem revisadas pelo irmão, que era o editor.
O restante da casa tinha muitos livros, material de pesquisa pra Feliciano, havia guias de viajem pra vários países que foram ou seriam usados como cenário pra livros, Ludwig reconheceu apenas muito poucos de lugares que ele nunca ouviu falar. Ele suspirou, estava no sofá da sala, enquanto seu anfitrião foi preparar o macarrão, Ludwig se levantou lentamente, os primeiros botões de sua camisa estavam desabotoados e ele lentamente se dirigia até o corredor que seguia até a cozinha, ele espiou pela cozinha, vendo seu anfitrião italiano sem camisa, em frente a uma panela na qual misturava o molho que seria servido brevemente. Ele assobiava uma musica baixinho.
Ludwig foi atraído pelo cheiro que o italiano exalava e se aproximou, em passos lentos e largos do corpo do outro, e assim que se aproximou, o italiano se virou, seus olhos castanholados como chocolate doce o atraíram mais uma vez.
-Ludwig. –Ele sorriu. –Eu já estou terminando.
-Está cheirando muito bem. –Ludwig sorriu, se aproximando do outro.
-É uma receita que o meu avo me ensinou, tenho certeza que você adoraria conhece-lo. –Ele sorriu, seu sorriso fez Ludwig corar. –Está pronto. –Ele falou, pegando uma grande bandeja cheia de macarrão e jogando molho por cima.
O cheiro era quase caseiro, como a comida de uma mãe que prepara espaguete para quando seus filhos e marido voltam de um dia cansativo na escola e trabalho, e os recebe com um beijo, sorrisos e serve pra eles m saboroso almoço. Era nesse pensamento que Ludwig perdia tempo olhando pra Feliciano.
Feliciano daria uma ótima esposa e mãe.
-Tem algo no meu rosto? –Feliciano questionou, ao perceber que o outro o encarava faz algum tempo.
-Tem sim, um pouco de molho. –Ele falou, apontando pra pequena manchinha vermelha na bochecha do outro. –Deixa que eu limpo. –O loiro falou, estendendo a mão na direção do outro.
Em um movimento de mãos que parecia uma caricia no rosto italiano, ele limpou aquela pequena manchinha, mas o outro segurou a mão dele contra o seu rosto, a acariciando de leve, sorrindo.
-Sua mão é quente, Ludwig. –Ele sorriu, falando. –É quente e agradável. –Ele sorriu, mantendo aquela mão quente e grande contra a pele do seu rosto por mais alguns minutos.
Ludwig lentamente começou caricias pelo rosto do outro, descendo até o pescoço e então o puxando com certa força contra o próprio, seus rostos se aproximavam e estavam quentes e corados, queriam provar um pouco daquilo. As mãos do italiano lentamente pousaram no peito do outro que ficava inebriado pelo seu cheiro doce e apaixonante.
Um som alto foi ouvido do micro-ondas, que anunciava o fim do seu trabalho em aquecer algo de cheiro doce e saboroso.
-A sobremesa. –Feliciano falou, se desvencilhando do outro rapidamente e logo abrindo o micro-ondas. Puxou e pouso o que estava lá dentro e o deixou na bancada, era uma bandeja com alguma coisa em cima que Ludwig não viu ao certo. –Lud, pode levar o espaguete pra mesa, ta? Eu já estou indo.
Ludwig pegou o espaguete na bandeja e saiu, em caminho a mesa da sala de jantar, assim que chegou, ele ficou parado. Como ele podia ter feito aquilo? Mal conhecia o garoto e ia beijá-lo? Pior, ele era homem? Iria beijá-lo ainda assim?
Céus, como isso é possível?
Apaixonar-se por outro homem?
Feliciano surgiu, com dois garfos, um em cada mão. Ofereceu um com um sorriso pra Ludwig e depois voltou pra cozinha, trazendo uma bandeja prateada com duas pequenas tortas de aparência saborosa e suculenta. Ele deixou as duas na mesa, e então se sentou, esperando Ludwig que se sentasse ao seu lado.
-Onde estão os pratos? –Ludwig perguntou, se sentando.
-Pra que pratos? –Riu o italiano. –Lembra do filme “A Dama e o Vagabundo” eles viveram uma linda história de amor sem precisar de pratos, eles comeram espaguete do jeito que se deve comer.
-Sem pratos? –Ludwig cogitou, enquanto sentava.
-Não, romanticamente. –Ele falou, com uma doce piscadela na direção do rosto corado do outro.
Feliciano colocou o garfo no macarrão e o girou, puxando e comendo uma pequena porção e se deliciando. Ludwig relutantemente fez a mesma coisa, mas logo percebeu como o sabor da comida de Feliciano começava um grande festival em sua língua.
-Está delicioso. –Ludwig comentou, comendo mais um pouco.
-Eu disse. –O italiano sorriu. –Espaguete é pra se comer a dois.
Ludwig deu um sorriso leve e sincero, que foi retribuído com um amável olhar do italiano, eles se olharam, apreciando cada detalhe dos seus rostos enquanto dirigiam um pouco mais de macarrão até suas bocas, nem perceberam que haviam um mesmo fio de macarrão ligando os dois, o que resultou em um lento tocar de lábios ao estilo de A Dama e o Vagabundo.
O amor é universal.
Uma simples pressão entre os lábios de duas pessoas demorou mais tempo do que o planejado, o que deveria durar apenas alguns segundos acabou durando alguns minutos. E depois da separação, eles ficaram mais alguns segundos se olhando até se deixarem beijar-se novamente.
E depois de novo.
E mais uma vez.
E continuamente até que Ludwig finalmente arranjou coragem pra usar sua língua contra a do outro, que retribuiu felizmente em saber do interesse mutuo.
*
Roupas se espalhavam pelo chão do quarto de Feliciano enquanto este e seu novo amante se beijavam lentamente.
Lenta e sensualmente. Totalmente despido, Ludwig estava embaixo de Feliciano, que deitado em cima deste, acariciava seu peito nu e forte. Feliciano gostava de acariciar os músculos do alemão, que o beijava com força e paixão.
Sim, era aquela paixão que Feliciano precisava. Ele sentia que os beijos de Ludwig eram infinitas palavras que juntas aos seus toques, se arrumavam em folhas e então formavam um livro.
-Feliciano, vamos fazer agora? –Ele cochichou, sua voz rouca e sensual fazia os ouvidos do outro arderem.
O italiano sorriu e se colocou em cima do outro. A dor inicial fez ambos gemerem alto, mas as mãos de Ludwig pousaram nas coxas macias do outro, as acariciando e o fazendo perder totalmente controle e noção, continuando rapidamente a macular aquele corpo que despertava seus desejos mais cavernosos.
Os movimentos das estocadas era rápido, havia paixão saindo por aquela cama que era até possível sentir de onde você está lendo. Os corpos suados dos dois impactavam continuamente um contra o outro e as estocadas faziam ambos gemerem e gritarem cada vez mais alto em um prazer indescritível.
Ludwig girou na cama, deixando o outro agora abaixo de si. As pernas do outro agora se enrolavam na cintura do outro e forçavam a cintura a movimentos cada vez mais rápidos e sua boca sussurrava declarações de amor continuas e insaciáveis mediante a velocidade e intensidade.
Céus, Ludwig havia encontrado o paraíso dentro de outro homem. E a parte sua que achava isso estranho e talvez nojento era lentamente silenciada pela parte que atingia e beijava o italiano continuamente.
Ele logo se desfez dentro do outro, enquanto o outro fez o mesmo em cima do próprio abdômen, formando uma das cenas mais eróticas já vistas em sua vida.
-Ludwig, me beije. –Feliciano pediu com certo tom manhoso.
-Sempre. –Ludwig falou, enquanto cobria o outro de contínuos beijos pela testa, nariz, lábios, pescoço, peito e descendo sedento pelo sabor da pele do outro.
*
A manhã chegou e claramente, Gilbert e Roderich não foram os únicos que se divertiram, em vista do corpo nu do loiro que se espalhava na cama, mesmo que sem seu parceiro ali.
Lentamente, o homem se levantava e apalpava o chão atrás de suas calças, que vestiu com certa pressa, deixando o zíper até aberto, mas não se importou tanto assim, o que o outro ainda não tinha visto, tinha sentido.
Ele andou pelos corredores, provavelmente, o irmão e o amigo ainda não tinham chegado. Na cozinha, sentiu um cheiro caseiro de comida, e viu logo um homem jovem e belo usando sua camisa pra esconder seu corpo, mas isso só o fazia ficar ainda mais atraente. Ludwig se aproximou, o abraçando por trás e lhe dando um cheiro na nuca, que o fez tremer de cima a baixo e dar um leve gemido.
-Dormiu bem? –Feliciano perguntou, depositando um selinho nos lábios do outro.
-Sim. O que tem pro café? –O outro perguntou, sem largar do menor e ainda beijando sua nuca.
O italiano sorriu com a pergunta, se virou e abraçou o outro com um grande grito de comemoração: -PASTAAA!!
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