The Enchanted Violet Vanilla Opera
4 It’s kind cold and you are kind warm
Notas iniciais
Mathias - Dinamarca
Lukas - Noruega
Acreditem ou não, o escritor não deu nome oficial pra esses dois paises, então eu vasculhei a internet e encontrei o apelido deles na internet, Mathias e Lukas, e isso foi um alivio, sinceramente.
E eu mudei meu avatar pro Gilbert segurando o gato do austria, o que eu achei extremamente fofo!
Baunilha.
Se estivesse pensando em qualquer coisa enquanto servia o garoto finlandês naquele dia, escolheria essa palavra, baunilha. O corpo inteiro era parecido. Branquinho, delicado, e um dia, gostaria de saber qual era aquele gosto.
-Me prove, Berwald. –Pediu o menor, não, ele implorou, com o corpo sujo do doce branco e com a pele nua exposta pro sueco em sua casa.
Tino estava cansado. Sua cabeça doía e girava, não tinha parado pra descansar a semana inteira, pra um médico, que devia ser um símbolo de saúde, isso era no mínimo uma vergonha. Ele atravessou os corredores, suspirando por várias coisas e sorrindo pra alguns pacientes e então, passando, finalmente seu turno tinha acabado e poderia descansar, mas tinha fome e iria passar rapidamente em um restaurante.
Finalmente com as merecidas roupas confortáveis que eram a calça jeans e a camisa de manga longa com o moletom pra enfrentar a noite fria, ele atravessou o hall em direção a saída, só então percebeu que alguém conhecido também estava de saída. Matthew, um florista que constantemente vinha entregar flores e seu amigo de infância, era muito difícil de notar ele, era discreto e apenas demorava pouco ali.
Ele parecia ter deixado um vaso de margaridas e outro de orquídeas na recepção pra serem entregues às pessoas, logo os dois se perceberam e foram conversando.
-Matthew, eu vo jantar agora, quer ir comigo? –Perguntou o finlandês, sorridente e Matthew sorriu de volta.
-Onde? –O canadense questionou, sorrindo.
-Aqui perto, podemos ir a pé, na verdade, é só virando o próximo quarteirão. –Sorriram, e então, foram caminhando e conversando até o restaurante ali.
Enquanto o seu amigo dinamarquês ouvia os CDs que acabava de comprar, Berwald checava ligações no seu celular, vasculhando pelas ultimas ligações algo interessante. Se tivesse qualquer chance de tirar da sua cabeça a imagem daquele garoto que havia visto no restaurante de seus pais, ele já o teria feito, mas não conseguia, e de certa forma, também não queria.
O dinamarquês suspirou, pegando o celular e sorrindo ao receber uma mensagem. Ele se levantou e foi até o sueco. –Encontrei quem você queria. –No final das contas o numero de contatos que Mathias tinha feito no tempo que tinha de faculdade era realmente útil. –Lukas está jantando no mesmo restaurante que ele. Quer jantar?
Berwald respondeu um monossílabo sim e então, ambos saíram. Não era como se Mathias fosse algum tipo de espião secreto ou coisa do gênero, apenas tinha uma enorme rede de contatos com todos que lhe deviam favores. Talvez até aquele celular blackberry pudesse ter segredos do governo americano, afinal, ele seria capaz disso. Se não tivesse tantas pessoas ligadas a ele, ele não estaria como editor chefe de uma revista sobre moda, um assunto que não entendia muito na verdade, apenas juntava tudo o que achava que ficaria bonito junto e aprendia o resto pouco a pouco. Se você analisar bem, poderia assemelhá-lo à Miranda Priestly de O Diabo Veste Prada. Manipulador, inteligente e com várias pessoas que o seguiriam até o inferno se necessário.
-Lukas, onde ele está? –Berwald perguntou, economizando algumas palavras.
-Em um restaurante legalzinho não longe de um hospital, muitos médicos comem lá, ele pode ser médico, mas ele ta jantando com alguém. Parecem ser só amigos. –Por um instante, Berwald teve um susto.
Se sentia meio que um stalker pedindo pra seu amigo mandar pessoas procurar pela cidade por uma única pessoa que pouquíssimas vezes viu na vida, mas que não saia da cabeça. Amor à primeira vista era improvável demais e isso era provado, mas… é improvável, ninguém disse que era impossível.
Logo, eles haviam chegado, ficando apenas a algumas mesas de distância do garoto finlandês. O norueguês tomava calmamente um café enquanto assistia ao médico conversando calmamente com o amigo canadense e comiam carne bem passada juntos.
-Oi, Lukas. –Falou mansamente o dinamarquês, com o charme que sempre guardava pra algumas pessoas.
-Oi. –Mas esse charme não tinha efeito nenhum contra a frieza do Norueguês.
-Então, Berwald, ele tá lá, vai falar com ele. –Mathias disse, apontando pro outro que animadamente sorria e fazia o sueco ficar sem saber o que dizer pra ele.
-O que eu digo? –Perguntou, com o olhar sério ainda assim.
-Posso anotar o seu pedido? –Mathias brincou.
-Ok. –E o outro se levantou, mas teve o pulso rapidamente puxado de volta pra cadeira.
-Era brincadeira, seu idiota! –Berrou baixinho, sem saber conversas com o amigo às vezes. –Eu tive outra ideia. –Falou, levantando o celular e tirando uma foto dos dois ali. Ele rapidamente digitou uma mensagem e enviou pra uma lista de contatos e não muito tempo depois, um toquezinho surgiu. –O nome dele é Tino Väinämöinen, ele é de origem finlandesa e trabalha como psiquiatra. Ele é muito respeitado pelos pacientes e é bem popular. Do lado dele é o Matthew Williams, ele é florista e entrega flores pro hospital em que Tino trabalha, os dois são amigos. Venha, Berwald, eu tenho um plano pra salvar a sua vida.
Berwald se levantou, conforme mandado por Mathias, que pediu pra Lukas ficar sentado e esperar. Logo, eles chegaram até a mesa e os dois olharam pra eles, querendo saber quem eram.
-Tino, meu deus, faz tanto tempo que não nos vemos, você não mudou nada desde o colegial. –Mathias é um gênio e um idiota. –Quase não te reconheci, mas no fundo, você não mudou nada. E então, soube que conseguiu virar psiquiatra.
O truque de Mathias é apenas recomendado para pessoas que já passaram do ensino médio faz algum tempo. E de preferência que cursaram cursos difíceis e longos, assim tem ainda menos chance de eles lembrarem. Mas na verdade, vai funcionar, ainda mais se você disser o nome da pessoa. Tino era um dos tipos que Mathias conhecia. Era educado demais pra quebrar a conversa e tímido demais pra começar uma. Cedo ou tarde, ele acaba concordando com a pessoa que lhe parece mais forte.
-Nossa parece que faz séculos que não nos vemos. –E então, se sentou na mesa pra 4 dos dois. –Aliás, esse é Berwald, um grande amigo meu que gostaria que conhecesse.
Berwald teria sorrido, mas seu rosto era sério, era o único rosto que tinha e ficava muito difícil de mudar, já que poucas vezes expressava emoções. Tino mordeu um pouco o beiço, mas decidiu seguir o que parecia mais forte, se apresentando formalmente.
Se olhassem por outro lado, perceberiam que Matthew estava corado, por que um certo americano com jaqueta de piloto estava entrando no restaurante e que na primeira oportunidade de sair, ele iria correndo.
-Então, Tino, como eu dizia, como os tempos mudaram, não? –Comentava o dinamarquês, enquanto o seu amigo encarava o finlandês, o deixando tenso. –O Berwald ta trabalhando no restaurante dos pais até que o pai se aposente, o que vai acontecer ano que vêm, ai ele vai ser o dono oficial do restaurante, ele fez faculdade de administração, acredita? Passou ainda como o primeiro da turma.
-Sério? –O finlandês tomou coragem de perguntar. –Sempre achei administração, mas nunca conseguiria fazer.
-Por que? –Berwald questionou, com monossílabas.
-Sou péssimo em matemática. –Sorriu o menor, lentamente se acostumando a carranca do maior.
-Você acha? –Outro olhar de Berwald e Tino já estava aterrorizado, provavelmente nem dormiria naquela noite. O dinamarquês via seu plano desmoronar pelos lados como se fosse um monte de bolas empilhadas, nada pra segurar.
Que droga o dinamarquês ia planejar agora!? Ele deveria ter treinado o sorriso do sueco, o sorriso dele conseguia ser ainda mais assustador do que a cara que ele fazia quando estava sério. Ele não era assustador, mas era alguém muito difícil de se conversar, considerando que não usa figuras de linguagem muito bem e não entende sarcasmos e metáforas. Ele estava com uma vontade doida de simplesmente berrar pros dois: “Fodam-se de uma vez!” e voltar pra comer com Lukas. Mas de repente, o norueguês já estava do lado oposto da mesa.
Pra onde Matthew tinha ido mesmo? Ah, tanto faz.
-Mathias, você lembra daquela coisa que nós deveríamos fazer hoje logo depois daquela outra coisa que nós fizemos? –Ótimo, ainda menos coisa pra ele entender e o finlandês riu um pouco da frase.
Berwald temia ser visto corado enquanto via aquela risada naquele rosto bonitinho. Tudo parecia fofo quando se falava em Tino, e logo depois, se lembrou do sonho que teve com o garoto ainda naquela noite em que se viram.
Tino estava nu e todo lambuzado de baunilha e o sueco o lambia sem pudor, e o outro gemia enquanto a língua pervertida do maior brincava com seus mamilos.
Falaremos sobre essa parte depois.
-Ta falando daquela coisa? –Talvez a coisa em que Mathias pensava não era exatamente a coisa de que Lukas falava, mas falariam sobre coisas depois, porquê não seria difícil pra Mathias interpretar como uma coisa pervertida.
-É aquela coisa, temos que ir agora. –Falou, então, acenando com a cabeça pra Tino.
-Desculpe Tino, mas pode me fazer o favor de levar Berwald pra casa dele, é que a coisa que vamos fazer vai ser num lugar distante e ele tem que acordar cedo amanhã, então pode fazer isso por nós? –Falou, finalmente entendendo a coisa que Lukas planejava. Ele logo fugiu agradecendo, deixando Tino sem opção.
-Ok… né…? –Tino estava assustado com a ideia de ficar com Berwald por tanto tempo. –Vamos? –Perguntou, se levantando.
-Ainda não jantamos. –Ele falou da forma mais educada possível, mas Tino interpretou como uma ordem se sentando assustadoramente rápido.
Lentamente, os dois fizeram seus pedidos e começaram a comer. Eles comeram, mas Tino fez questão de comer a sobremesa, adivinhem sorvete de baunilha. Berwald simplesmente assistiu os sorrisos infantis do outro quando o sabor doce confrontava sua língua, e Berwald simplesmente desenhou uma leve linha curva nos lábios que devia ser um sorriso. Um sorriso doce e amigável, um sorriso que raramente aparecia em seu rosto, mas que podia ser uma exceção.
Temia ter corado a ponto do finlandês perceber a quantidade enormes de pensamentos pervertidos que podia ter simplesmente assistindo o menor lambendo a colher. Mas logo, havia terminado e eles estavam a caminho do carro. Depois daquele sorriso, o menor sentiu algo palpitar no seu peito lentamente e acelerando.
Eles logo foram pro carro do menor. –Posso dirigir? –O maior perguntou, rapidamente tendo a chave entregue em suas mãos, pelo medo do outro de discordar dele ou pela simples vontade de agradar o outro era um mistério pro finlandês no banco do passageiro.
Frio, assim era possível descrever a cidade naquela hora, estava extremamente frio enquanto os dois não conversavam e simplesmente continuavam seu caminho em direção ao prédio até o menor quebrar o silêncio, como já deveria ter feito apenas para quebrar aquela tensão entre os dois.
-Está frio hoje, não? –Perguntou, aquecendo as mãos com o hálito.
-Sim. –Talvez a frieza do próprio fosse a parte mais difícil de aguentar naquilo. Mas algo aconteceu, o maior aproveitou o sinal fechado e avançou contra o menor, selando seus lábios nos dele.
O finlandês ficou sem saber o que fazer. No minuto que tinham até o sinal abrir de novo, ele sentia o maior tentar penetrar sua língua na sua boca, e lentamente deixou que ele se apossasse de si. Não sabia por que, apenas sabia que, enquanto sua língua acariciava a dele e vice versa, ele queria mais, porque afinal, Berwald era muito quentinho e talvez se pudesse ficar abraçado a ele por muito tempo, pudesse se esquentar na noite fria. O outro estava lentamente se viciando no gosto de baunilha que o menor tinha, e queria provar mais, tanto que logo largou os lábios dele e lhe mordeu o pescoço, provando dali e fazendo o menor gemer alto, sim, a pele dele tinha algo doce e viciante, mas ele queria ainda mais.
-Está quente agora? –Perguntou, finalmente se distanciando do menor, que ficou sem saber o que fazer em quanto tocava seus lábios e corava bruscamente e o maior continuou a dirigir.
-Está sim. –O menor concordou, depois de algum tempo, então se deixando cair e se aninhando no ombro do maior, que ainda se manteve sério, mas agora um tanto curioso sobre o menor.
Logo, assim que paravam, eles continuavam a se beijar e se morder, se devorando e se saboreando com força e muita vontade, eles não tinham pudor e o menor não sabia como cedeu tão rápido pra alguém que mal conhecia e que sinceramente lhe assustava, não sabia como, apenas sabia que pelo que já tinha feito, não havia volta, eles continuariam provavelmente durante muito tempo.
Assim que chegaram ao prédio do maior, com alguns beijos a mais, houve a pergunta que selou a noite nas próximas palavras do menor:
-Quer subir e beber alguma coisa comigo?
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