The Enchanted Violet Vanilla Opera

5 Last Night Was... What it Was?


Notas iniciais
Primeiro chap do casal AmeCan Levando em conta a história que eu criei pra eles, deve ser um dos mais interessantes de escrever sobre e desculpem, o chap saiu mais curto do que eu queria ou esperava.
Aliás, é preciso se lembrar do que aconteceu com o Matthew no chap anterior

Roupas jogadas e espalhadas por todos os cantos da sala e o canadense não sabia como tinha acabado daquele jeito. Não, ele não fazia ideia, e se pudesse escolher, morreria sem fazer.

Morreria sem saber por que aquele loiro estava dormindo nu em sua cama e abraçado a sua cintura.

*

Ele estava com dor de cabeça enquanto chegava à floricultura, tinha tomado vários dos remédios já inventados pra ressaca e o cara, que tinha acordado com o susto já tinha ido pra sua própria casa.

Matthew tinha tantas coisas pra fazer, ele se sentou entre as orquídeas, cuidando delas lentamente, tentando relaxar os seus pensamentos e se focar no que estava fazendo, enquanto isso lembrava-se de alguns flashes da noite anterior.

Vejamos, primeiro, ele havia terminado de arrumar todas as flores pra uma festa de alguém, não se lembrava quem, mas com o tempo, quem sabe lembraria. Logo depois, algo aconteceu, algumas flores desidrataram e ele teve que dirigir e voltar rapidamente pra pegar mais e então, arrumá-las melhor, coisa que teve que fazer bem no meio da festa. Logo depois, conheceu o cara.

Sim, ele estava começando a se lembrar.

Ele puxou mais a memória como que em estado meditativo ou de auto hipnose. Ele então começou a ver as imagens, ele se chamava Alfred F. Jones e era um oficial americano que estava de férias na Alemanha e era um antigo conhecido do homem que comemorava o seu aniversário. Qual era mesmo o nome dele? Arthur! Arthur Kirkland, era isso. Ele era um grande amigo do chefe de Matthew, Kiku Honda.

Agora o que levou os dois pra cama? Por pior que fosse ter que encarar essa parte das memórias, se queria saber o que aconteceu, devia encarar. O que aconteceu na noite anterior?

*

Seu dia estava marcado pra ser calmo e sem grandes problemas. O Americano não tinha nada pra fazer na Alemanha e se questionava desde o inicio porque tinha saído de seu pais? Se não fosse por Arthur, nem teria se importado, mas devia algumas àquele inglês estranho.

-O que se pode fazer na Alemanha sem incluir cerveja? –Ele se perguntou, mergulhando-se embaixo das cobertas do hotel onde se instalou.

Ainda que tentasse evitar, sua mente passeava nas memórias do dia anterior. A visão daquele florista impecavelmente nu na cama era algo inebriante em suas memórias, e por tanto, queria conhecer algo mais sobre ele, seus sonhos, experiências, onde ia, onde ficava no seu tempo livre, droga, parecia estar recitando uma cantiga de amor antiga.

Ele tinha que ter alguma ideia de algo pra fazer, procurar algo pra se concentrar, tentou passear por alguns pontos turísticos da cidade, colocou os fones de ouvido e ficou passeando por algum tempo e se perdendo inúmeras vezes além de parar continuamente em lanchonetes pra comer algo, principalmente hambúrgueres.

Ele não conseguia se lembrar de todos os fatos da noite anterior, devido a ingestão exagerada de álcool, uma quantidade que nunca tinha tomado na vida até aquele momento. Em parte, estava feliz por ter tomado álcool daquela forma, se fosse de outro jeito, talvez não conhecesse o garoto canadense que lhe despertou tanto interesse repentino.

Cogitou então perguntar a Arthur quem era ele e o que aconteceu na noite anterior, mas tinha medo de causar qualquer constrangimento pra ele, tinha medo de ter feito algo pra se arrepender na festa e feito com que o inglês agora estivesse procurando sua cabeça. Não subestime um baixinho irritado, pelos céus, nunca façam isso. Justamente por serem baixinhos, os chutes dele chegam mais rápido até você.

Apesar de tudo, não devia ter medo, era impossível falar sobre efeitos da bebida sem falar de Arthur e seu alterego, Britannia Angel. Lembranças boas, aconchegantes e nostálgicas são realmente uma praga, nunca saem da sua cabeça nem por hipnose. Era assim mesmo com o Canadense, mesmo não tendo coragem pra ligar pra Arthur, existia alguém que devia saber exatamente o que fazer, mesmo dizendo mentalmente pra si que não devia. Enquanto pegava o celular e digitava rapidamente, ele suspirou. –Alô, Francis, é o Alfred, posso falar com você?

*

Uma mensagem chamou a atenção de Francis enquanto conversava com o amigo em um café qualquer por ai e comparava tudo à França. Ele sorriu ao ver a foto que agora estampava o celular e a mostrou pro que tomava café na sua frente que logo reconheceu-o como o garoto que procurava e por alguns segundos, alimentou um ciúme estranho da pessoa que jantava com ele. Agora com uma foto, Francis o reconheceu em pouco tempo.

Matthew, o psiquiatra do hospital em que faz algum tempo, seu amigo foi internado pra fazer uma cirurgia, conheceu o pequeno finlandês em uma visita ao primo e acabou ficando amigo dele. E quem diria, ó destino brincalhão, que esse parente viria a ser Matthew?

Francis digitou continuamente várias informações sobre os dois, mas manteve pra si os segredos sobre a relação de amizade que os dois desenvolveram no hospital, talvez ainda lhe fosse útil algum dia, ou talvez seja necessário que quem quisesse descobrisse sozinho, estava apenas pagando um favor que devia à Mathias.

-Vamos, eu sei onde eles estão. –O francês tinha um ar prepotente enquanto andava e assobiava pra um moreno que passava do outro lado da rua, que ficou sem graça na hora. –Podemos ir até mesmo a pé, é só virar a esquina. –Ele sorriu, apontando em direção a esquina. –Agora seja gentil e pague a conta pra mim enquanto eu vou falar com aquele dali, ok?

-Espera! –Era tarde demais, ele já tinha ido embora, deixando o moreno totalmente sem graça e o loiro desamparado na mesa.

*

O canadense era totalmente ignorado enquanto assistia os dois falando com Tino como se conhecessem faz séculos. Isso lhe dava dor de cabeça, Tino era uma das únicas pessoas no mundo que não lhe ignoravam e estava de alguma forma ciumento por isso, mas logo que viu que um familiar americano chegava lá, teve que recuar e ir embora, talvez suas capacidades subconscientes de se tornar invisível fossem úteis agora, pra escapar daquela humilhação, logo enviaria alguma coisa pra se desculpar com Tino e dai seguiria sua vida bem distante das suas memórias daquela fatídica noite.

Não é como se nunca tivesse curiosidade de ficar com homens, mas, por Deus, não, nunca ficaria com um homem, a pouca masculinidade que tinha aos olhos de todos não seria perdida daquele jeito. Não tinha preconceito, mas ainda assim, ficaria desconfortável se algum dia realmente se curvasse pra um homem, do modo que provavelmente fez naquela noite.

Mais memórias caminhavam pela sua mente agora, lembrava-se da musica, era uma musica lenta que ressaltava o erotismo e paixão daquela noite, de forma que se encobrisse sobre toda a ideia de só por uma noite. Lembrou-se do ritmo lento das estocadas que seguiam a batida como uma dança entre corpos sedutora e ainda assim gentil, talvez por isso, ele não tinha tanta dor nas pernas como imaginava que teria. A musica era… era… Her Diamonds, Rob Thomas. Mas essa não foi a única musica tocada, lembrava-se de outra, Nothing, do The Script.

Céus, as memórias daquela noite podiam estar entre as suas melhores, em vários sentidos, da janela de sacada do seu apartamento, ainda se lembrava, o ar frio e cortante chegava até seus corpos nus fazendo o calor se misturar ao calor e então dar-lhes um choque subindo a espinha, fazendo os pelos eriçarem.

Segurou sua cabeça já fora do restaurante e continuamente se afastando até perceber uma mão que segurava seu pulso lhe dar um puxão e então outra envolveu sua cintura, segurando-o com força para que não fugisse. E viu quem era, aquele mesmo americano do dia anterior, ele corou e se desvencilhou do abraço do outro, sem realmente correr, não queria causar escândalos ou coisa do gênero. Como queria poder abraçar-se com seu amado ursinho de pelúcia.

-Desculpa. –O americano pediu.

-Desculpa por quê? –Perguntou, encabulado o menor.

-Sei lá. Você fugiu de mim, então devo ter feito algo errado ontem à noite, né? –Perguntou, só então o canadense percebia que ele também não se lembrava, então talvez não fosse motivo algum ter medo ou vergonha do outro.

-Não, na verdade você foi bem gentil. –O canadense corou. Queria seu bichinho de pelúcia agora! Queria se abraçar nele e fugir, mas o brilho nos olhos americanos era estranho e exagerado.

-Eu sabia! Um herói como eu é sempre gentil! –Herói? Do jeito prepotente como ele gritava e ria fazia o outro se arrepender de ter pensado que não havia vergonha em ficar ao seu lado. –Ah sim, eu precisava falar com você.

-O que foi? –O canadense começou a corar levemente, olhando pro outro lado.

-O que aconteceu noite passada? –Ele perguntou. –Não lembro exatamente e um amigo meu me contou que também não sabia, mas viu nos dois saindo da festa as 11 e só lembro de poucas outras coisas.

-As 11? –O canadense esbugalhou os olhos. –Mas isso é impossível. Meu porteiro disse que chegamos só as 4 da manhã. –O canadense passou alguns segundos calculando enquanto mordia a ponta do dedão. –Onde passamos aquelas 5 horas?

-Eu não sei, mas segundo o Francis saímos no mesmo carro e estávamos sóbrios quando saímos, devemos ter ficado bêbados em outro lugar. –Matthew ficou encarando o outro que falava por algum tempo, se questionando o quanto de sua vergonha e masculinidade tinham sido perdidos naquela noite. –E não foi na sua casa, então devemos ter ido a algum lugar com bebida.

-Um lugar com bebida na Alemanha. –Matthew falou, sarcástico. –Ótimo, a busca ficou extremamente fácil agora.

-Eu sei, eu sou um herói gênio, não é? –Alfred riu, fazendo Matthew até mesmo baixar a cabeça.

-Ok, mas onde estávamos, com quem estávamos, o que fazíamos durante aquelas 5 horas? –Matthew sorriu ao perguntar e ver a cara confusa do outro que respondeu sorridente com um estranho “não tenho ideia”.

-Mas sabe, podemos descobrir. –Ele sorriu, segurando as mãos do outro e olhando pros seus olhos sorrindo. –Eu conheço gente e você conhece gente, alguém deve ter nos visto, alguém pode nos dar alguma pista, vamos unir forças e descobrir exatamente o que aconteceu naquela noite.

O destino usa métodos muito inusitados e pervertidos pra poder jogar as pessoas umas contra as outras. Mas agora os dois estavam conectados por uma memória falha e um mistério que durava 5 horas e que iria começar uma caçada inteira pela cidade pra saber o que eles tinham feito naquela noite misteriosa.\"\"

Notas finais
Achei a img cute, tinha outras, mas eu vo colocando conforme vai indo, sabe?^^
Espero que se divirtam, o prox chap, em comemoração ao fechar da primeira parte é um especial, mas cabe a vocês decidir por votação:
*Spamano
*RoChu
*UkJapan(de presente pra Naoko-chan)
Na proxima vez, serão dispostos outros além desses, mas eu ainda to pensando em quais colocar^^