The Enchanted Violet Vanilla Opera
7 Arms Arround My Hips, Lips Kissing Me
Notas iniciais
Cara, o especial Ace de Natal Merry XMas 2011 me esgotou, escrevi 10 one-shots, mas a minha criatividade acabou na 8ª
Bom, espero que ela tenha voltado aqui
–Rod, ta doendo? –Gilbert perguntou. O outro gemeu em recusa. –Quer que eu pare? –A cintura do albino parou de se movimentar por alguns momentos, mas o outro gemeu em desaprovação.
–Gilbert. –A sua perna teve uma leve inclinação na direção do outro. –Continue por favor. –O rosto mais erótico que o albino já tinha visto foi aquele.
Corado, choroso e ainda assim, aguentando e desejando cada vez mais.
Erótico era a única palavra que era possível descrever daquele rosto.
–Continue, Gilbert. Não pare.
*
Que termo podia ser pior que insuportável?
Algo pior que odioso ou repulsivo.
Não, bem pior que isso.
Talvez essa palavra, se existir em algum dicionário ou língua morta descrevesse a situação de Roderich. Ele sentia uma tensão entre ele e Gilbert que não seria aliviada. E o pior é que não distinguia de qual tensão se falava. Tensão profissional? Amorosa? Sexual?
Alguma coisa em Gilbert ainda magnetizava as partes mais selvagens que Roderich garantia que ficassem bem escondidas. E talvez traumas ainda não tenham deixado isso pra trás mesmo depois dos cinco anos. Roderich não pode deixar de apreciar a habilidade de Gilbert pra interpretar Tevvo com extrema facilidade.
Talvez não fosse só pelo fato de ele se parecer com a personalidade de Tevvo, mas também por ter uma história de amores e paixões devastadoras e que deixariam qualquer um encantado e invejoso ao mesmo tempo. Ele era perfeito praquela peça.
Roderich precisava de um tempo que não lhe era dado e de um descanso que não se dava ao luxo de ter. Simplesmente correu pro camarim logo que o ensaio se aproximou do fim.
Ele desabotoou, desprendeu e tirou tudo da cintura pra cima assim que teve chance, algo o fazia não conseguir respirar direito. No final de contas, decidiu manter apenas a camisa desabotoada no corpo. Algo prendia todo o ar no corpo e não o deixava sair.
–Nossa, Rod, não sabia que você já estava ansioso pra isso. –Gilbert, era ele ali, o maldito tinha entrado no camarim que devia ser só seu. –Achei que podíamos ir primeiro pras preliminares, mas se você ta com pressa, tudo bem. –Ele se aproximou de Roderich sem nem perguntar o que ele fazia, apenas trancou a porta e prensou Roderich contra a parede.
As mãos de Roderich pousaram contra o peito do outro, o empurrando assim que teve chance, mas não deixou de sentir os músculos que ele nunca deixou de ter. Roderich olhou na direção oposta a Gilbert logo depois, se desviando, e indo até onde deixou suas roupas, vestindo-as.
–Qual é? Foi só uma brincadeira. Nós fazíamos isso antes, lembra? –Perguntou, sem ligar pra sentimentos alheios.
–Antes. Não fazemos mais. –Roderich foi frio, cortante, como o vento que precedia uma grande tempestade.
–Vamos lá, Rod, quem vai dizer o que podemos ou não fazer? –Gilbert suspirou, coçando a cabeça. –Não vai dizer que não se divertiu nenhuma das vezes.
–Não vou, me recuso a gastar minhas palavras com você. –Roderich cortou, antes que ele tivesse qualquer chance.
–Eu já disse que só estou esperando por você. A minha incrível pessoa está te esperando faz cinco anos. –Gilbert respondeu, ainda olhando pras costas de Roderich enquanto este se arrumava pra ir embora. –Como você pode resistir a isso?
–Simples, eu sou muito bem controlado e inteligente. –Falou, com um ar prepotente. –Posso me controlar muito bem, diferente de gente como você, que sede ao primeiro instinto que vem a sua cabeça.
O ar ficou um tanto tenso na sala, Roderich sentiu o olhar do outro lhe atingindo nas costas como se fossem duas flechas pesadas e pontiagudas nas suas costas. Ele sentiu uma leve pontada no peito conforme sentia a aproximação dele pelas suas costas. Nem percebeu nada quando Gilbert o virou com força e colou seus lábios no do austríaco a sua frente.
Não havia o que pensar daquele momento. Roderich estava tão paralisado, estupefato do que acontecia que nem percebeu quando as mãos de Gilbert começavam a passar pela sua cintura.
–Vamos fazer as pazes. –Gilbert cochichou baixinho no ouvido do outro, esperando que esse apenas gemesse enquanto ele começava a acariciar o abdômen dele por debaixo da camisa.
–Concordo. –Roderich gemeu, sua voz ecoou baixinha pelo ouvido e adentro de Gilbert. Quanto tempo ele esperou por aquela voz gemendo daquele jeito.
Que nostálgico era mordiscar e beijar a pele clara do pescoço de Roderich enquanto acariciava com certa força o abdômen dele. Lentamente, a roupa de ambos era retirada, desfeita e aberta. As pernas de Roderich estavam envoltas na cintura de Gilbert e seu peito completamente exposto pro mesmo.
Gilbert mordiscou o mamilo esquerdo do garoto, que gemeu abertamente, a sua outra mão fazia seu caminho pra dentro das calças do moreno. O albino não tinha pudor algum no quesito Roderich.
Ele o masturbava com força, tocava-lhe sem pudor. Mordiscava sua pele e deixava múltiplas marcas de mordidas e chupões.
Era um tipo de acordo de paz.
*
Mais tarde, naquela noite, no apartamento de Roderich. Mais precisamente na cama dele. Um caminho de roupas começava na sala onde entraram, e seguia continuamente pelo corredor que dava no quarto dele, havia uma camisa no sofá e um cinto jogado no corredor, outra camisa se fazia presente logo ante a porta e dois casacos estavam no chão da sala, a porta aberta deixava o frio tocar seus corpos. Roderich gemia baixinho, engasgando com os próprios gemidos, e as lágrimas de prazer caiam, refrescando seu rosto quente e corado.
Gilbert mexeu os seus dedos um pouco mais dentro de Roderich antes de tirá-los e receber um gemido de desaprovação baixo, do qual riu. Gilbert puxou cada uma das pernas de Roderich para um lado, as afastando e então, colando-se a ele.
–Morda alguma coisa. –Gilbert cochichou, a noite na cidade estava linda e a lua brilhava. –Eu vou entrar agora.
Aquele foi o único aviso que Roderich teve, no momento seguinte, Gilbert já estava dentro de si. Aquela dor nunca a tinha sentido com tanta intensidade como daquela vez. Roderich rapidamente mordeu o ombro do outro com força, que soltou um leve gemido da dor misturada com o prazer de estar dentro do outro novamente. Roderich segurou com força as costas do outro enquanto a primeira estocada dava inicio a uma longa noite.
Roderich começou a gemer alto, conforme a dor dava espaço ao prazer, eles não saiam de perto um do outro, mesmo naquela quentura louca. Ele abraçou o outro pelo pescoço, beijando-o com força e intensidade, tirando-lhe o folego. Gilbert continuou os movimentos devagar.
Pra que presa naquele momento, afinal? Ele já estava se divertindo bastante, tendo Roderich para si novamente. Ele gritou de prazer assim que Roderich se fechou, apertando com força seu membro dentro dele, céus, a quanto tempo ninguém o fazia enlouquecer desse jeito?
Estocadas foram inúmeras naquela noite, Roderich esteve por cima algumas vezes, outras por baixo, algumas vezes foi também na sala, outras na cozinha e mais e mais coisas continuaram acontecendo naquela noite. Havia calor, havia paixão reprimida por cinco anos, havia… amor.
*
A luz pela janela entrava, no quarto escuro, atingia dois corpos nus e esculturais, tendo o do albino, abraçado à cintura do outro. Roderich lentamente acordou, a dor de cabeça era horrível, como um tipo de ressaca de amor. Ele apalpou tudo ao redor, procurando seus óculos. Assim que os achou, fez uma cara de desgosto, ele estava todo sujo com o suor de Gilbert e esse sentimento de estar sujo não lhe agradava.
Ele se levantou, afastando Gilbert rapidamente e indo direto ao banheiro, que ficava logo ao lado da cama. Ele se olhou no espelho durante algum tempo, seu cabelo estava bagunçado como não há muito tempo. Seu corpo estava suado, e marcas de mordidas e chupões desciam pelo seu abdômen até sua masculinidade e então se tornavam saliva e sêmen que se acumularam durante toda a noite.
Você já tem uma ideia de que Gilbert gosta de sorvete, não é?
Ele suspirou e entrou no box do chuveiro, deixando a água cair pelo seu corpo e alisar seus cabelos. Ele se apoiou contra a parede de azulejos brancos, suspirando baixinho, o prazer ainda estava impregnado na sua pele e de alguma forma, ainda estava extasiado só de imaginar o que Gilbert estava fazendo consigo na noite anterior.
–Tomando banho, Rod? –A voz de Gilbert fez Roderich quase saltar, mas apenas ficou paralisado, mesmo sem motivo aparente. A porta do box abriu devagar, deixando o albino nu entrar. –Tem espaço pra mais um?
–Gilbert… -Roderich teve rapidamente sua boca tapada por um beijo quente e indescritivelmente deliciosos dos lábios de Gilbert. Eles continuaram os beijos, até que Gilbert o parou, e por algum tempo, apontou na direção de baixo. –Hoje é sua vez.
Roderich pareceu fazer uma cara de desaprovação diante de Gilbert, mas logo de ajoelhou, se colocando sobre suas pernas e olhando diretamente para o membro de Gilbert, que agora apontava na direção do seu nariz.
A boca de Roderich era quente e sua língua era hábil no que estava fazendo. O tempo não havia deixado sua pratica enferrujada. Gilbert fazia carinhos na cabeça de Roderich lentamente, deixando o extasiado a continuar.
–Você não mudou nada, Roderich. –Gilbert cochichou, enquanto a água caia sobre seu corpo. –Senti saudades sua.
Roderich não respondeu, sua boca estava ocupada, mas se soubesse demonstrar seus sentimentos com a mesma abrangência que Gilbert, provavelmente diria que o amava.
*
No aeroporto, alguém chegava, na verdade, duas pessoas, mas separadas, sem sequer saber da localização da outra. Um deles era um homem alto, com terno risca de giz provavelmente italiano. Sua idade avantajada era escondida pelos longos cabelos dourados e um especial com uma trança atrás da orelha. Ele tinha um olhar cortante que fazia qualquer um que olhasse por muito tempo paralisar-se.
O outro tinha um terno pardo e avermelhado, ele chegava com várias bagagens, assobiando uma musica animada e piscando pra uma garota qualquer, que ria baixinho por causa daquilo e até com certo interesse naquele certo homem, tão maduro e experiente, mas com o corpo tão sadio e incrivelmente bem cuidado, era impossível acertar a idade daquele homem.
Os dois tinham um destino naquela cidade. E eles não estavam esperando o que acontecia com seus filhos naquele momento. Logo depois de alguns minutos de sua chegada, ante a fonte no interior do lugar, os dois se encararam, o loiro corou, com os olhos arregalados, enquanto o outro sorriu.
Durou apenas alguns minutos, pois ambos tinham o que fazer ali. Mas o homem de cabelos castanhos voltou, rapidamente, depositando um selinho na bochecha do outro. Ele corou tão bruscamente que ficou paralisado, apenas ouviu o cochicho do outro.
–Saudade sua, Germânia. –Riu, se despedindo. De alguma forma, iria encontra-lo de novo.
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