The Eight Pages
4 The Fourth Page
Notas iniciais
Slender: (plaquinha) Boa leitura ^^
Ciel acordou lentamente. Estava quente e que cheiro era aquele? Doce... Ainda de olhos fechados acompanhou o cheiro até bater a testa em algo duro. Levou as mãos onde estava aquele algo e pressionou um pouco. Era duro mesmo, parecia uma parede. Finalmente abriu os olhos para se deparar com um tecido branco a sua frente. Tecido?
- Bom dia bocchan. — disse o mordomo com um sorriso caloroso nos lábios. Ciel percebeu onde suas mãos estavam. No peito do mordomo. O garoto corou e virou o rosto. — Bocchan?
- O que?
- Está tudo bem? — o garoto se sentou.
- Sim — Sebastian sorriu e em alguns segundos já estava vestido.
- Então, vamos começar o dia.
Depois de ter sido devidamente vestido, ambos andaram até o escritório de Ciel silenciosamente.
- Sebastian — disse o conde parando no meio do corredor fazendo com que o mordomo quase o atropelasse. — Você sabe, por acaso, o que é aquela coisa? — Sebastian pensou um pouco.
- Não bocchan. Eu estava sempre mais preocupado em matá-lo e fugir do que saber o que ele era. — o conde pôs a mão no queixo. Então nem Sebastian sabia o que ele era... Não havia nada naqueles livros de lendas. Ciel sabia que não era um shinigami, demônio ou fantasma. Então o que ele era? Se essa pergunta fosse respondida tudo estaria resolvido. Saberiam seus pontos fracos e fortes e, o mais importante, como matá-lo.
- Vamos Sebastian. — o garoto andou para o lado contrário deixando o mordomo perdido.
- Para onde?
- Biblioteca.
- Por que? — Ciel encarou seu mordomo confuso.
- Você quer matar essa coisa? — Sebastian assentiu — Então cala essa boca e me siga! — o garoto andou mais rápido deixando o mordomo para trás. Foram em silêncio. Sebastian não sabia nada daquele monstro a não ser sobre ele raptar criancinhas e fazer coisas que ele nem queria imaginar. O pensamente lhe dava nojo. Sabia que ele podia se regenerar. Qualquer arranhão ou até mesmo uum de seus braços poderia ser regenerado em uma velocidade maior até que a do demônio. Isso o preocupava...
Ele olhou para Ciel. Criança mimada. Por que ele o havia escolhido mesmo? Ah, foi por ele ser mimado e orgulhoso, mas o demônio não sabia que o garoto seria tão teimoso. Mesmo assim gostava um pouco dele... Correção, de sua alma e nada mais. O corpo não serviria de nada no fim das contas mesmo. Corpo? Quando esse pensamento havia chegado a mente de Sebastian?
Ciel parou no meio do corredor. Faltava pouco para chegarem, mas o conde ficou paralisado ali.
- Ah! — o conde caiu de joelhos tossindo. Sua cabeça explodia. Sebastian olhou para os lados, não havia nada.
- Vamos! — o mordomo pegou Ciel no colo e correu até a biblioteca. Deixou o garoto ao lado da porta e a trancou, em seguida as janelas. Sebastian olhou para o garoto. Ele estava com as duas mãos nas orelhas, uma expressão de dor, suando e com sangue saindo de seu nariz.
O demônio olhou ao redor. Mas o que diabos, não havia nada! Ele correu até o garoto pondo suas mãos em cima das do garoto.
- Sebastian! Chiado... Ta doendo! — e como havia começado, tudo cessou. As pernas de Ciel falharam e ele caiu nos braços do mordomo.
- Bocchan! Vamos fique comigo! — o garoto estava a ponto de desmaiar. Seus ouvidos sangravam um pouco por conta do barulho agudo. — Fique de olhos abertos! Boc... — não podia ficar de olhos abertos... Ciel apagou.
Sebastian xingou. Pegou o garoto e se dirigiu até uma poltrona sentando-se e pondo o garoto em seu colo. Tirou do bolso interno de seu fraque um lenço e limpou o sangue que estava no rosto do garoto. Pobre criança... O mordomo suspirou e relaxou por um segundo. Quanto tempo mais Ciel ficaria desmaiado? Não podia deixá-lo ali sozinho. "Ele" poderia aparecer. E agora? Tinha que ter paciência.
Os olhos vermelhos fitaram a pequena figura adormecida em seu peito. Quem poderia fazer mal a uma coisa tão... O que Sebastian estava pensando?! Quanta bobagem! Respirou fundo e fechou os olhos. Sentiu uma pequena movimentação por parte do garoto.
- Bocchan? — nada. Ah, isso iria levar tempo... O mordomo encarou a boca entre aberta do conde. Por que parecia tão chamativa de repente? Lentamente o homem se inclinou. Estava a poucos centímetros do garoto. Sua respiração se acelerou. Seu corpo inteiro se arrepiou. Estava a ponto de selar ambos os lábios quando o garoto acordou.
- Sebastian...? — o mordomo prontamente se endireitou controlando sua respiração. — O que houve?
- Você desmaiou bocchan. — disse com um sorriso falso nos lábios. Maldição no que estava pensando?! O conde percebeu estar no colo de seu mordomo e automaticamente corou.
- Me ponha no chão! — o homem obedeceu e o colocou no chão se posicionando ao lado do mesmo. — Vamos terminar o que viemos fazer!
- ... — o garoto o encarou.
- O que você tem Sebastian? — o mordomo suspirou.
- Nada de mais bocchan. — Ciel não engoliu, mas era melhor deixar para lá. Tinha que se concentrar no viera fazer. Onde esta os livros de lendas mesmo? — Bocchan, por que não procura aqui embaixo e me deixa com o andar de cima? — Sebastian precisava de espaço. Estava ficando sufocado por algum motivo.
- Ta... — Ciel se enfiou no meio das prateleiras e deixou o mordomo com o andar de cima. O que aquele demônio tinha? Estava estranho e o conde jurava ter visto algum rubor nas bochechas dele quando acordou. Ou foi só imaginação?
Balançou a cabeça para afastar esses pensamentos. Tinha que se concentrar. Andou, olhou, mexeu e não encontrou nada. Estava pronto para desistir quando sentiu algo tocar seu ombro. Um arrepio desagradável percorreu seu corpo fazendo o conde olhar vagarosamente para seu ombro. Uma mão branca como papel estava pousada ali. O garoto não pensou duas vezes, saiu correndo feito um maluco e se escondeu atrás de uma prateleira perto da parede. Sentou no chão e tapou os olhos com as mãos.
"Não olhe! Não olhe! Não olhe!"
Pode ouvir passos vindos em sua direção e ver um vulto por entre os dedos. Era negro e alto. Estava ferrado!
- O que faz ai no chão bocchan? — Ciel abriu uma fresta entre os dedos.
- S-Sebastian? Seu merda! Tire essas luvas porra! — o mordomo riu do que havia acabado de acontecer. Havia sido confundido com aquela coisa. Pobre Ciel...
O mordomo se sentou ao lado do garoto ficando colado ao mesmo por causa do espaço estreito entre a prateleira e a parede. Ele carregava um livro marrom em suas mãos.
- Tenho algo que pode interessar. — Ciel estava com uma cara mais irritada do que a habitual. — O que foi bocchan?
- Tire. Essas. LUVAS!! — o garoto berrou a última palavra fazendo os ouvidos do mordomo doerem. Sebastian mordeu a luva da mão direita e a puxou deixando cair no colo do garoto e fez o mesmo com a outra mão. — O que diabos achou?!
- Dê uma olhada — o mordomo pousou o livro no colo de Ciel e abriu na página marcada. — nesta página.
- "Deixe-o em paz... Dê a ele o que ele quer ou ele vai matar você... Corra! Não olhe para trás! Corra! Corra! Corra! Corra!" — Ciel encarou o mordomo assustado. — Onde achou isso Sebastian?
- Não acabou... — o homem virou a página. As outra páginas estavam rabiscadas com coisas ilegíveis, menos uma.
"Don't Look! Or It Takes You!'
Novamente aquela caligrafia. "Não olhe ou ele te pega... O que significava?
- Sebastian, já considerou a hipótese... De alguém nesta mansão ter sido vítima dessa coisa? — o mordomo pensou. Talvez a muito tempo atrás, mas quanto exatamente? — A quanto tempo conhece essa coisa?
- Mais ou menos 16 anos. — muito antes do contrato com Ciel. Muito antes de seu nascimento até. O mordomo congelou. Será que... Não, não podia ser... Não podia! Se fosse...
Um barulho perto da entrada da biblioteca ecoou no cômodo. O conde se arrepiou. Se ajoelhou e engatinhou até a ponta da prateleira olhando com cautela. Fora um livro que havia caído da mesa. Da mesa?! Como? Ciel notou a janela aberta. Ah que merda!
- Sebastian... — o mordomo não esperou e agarrou o garoto o pondo entre suas pernas e tapando seus olhos com uma mão.
- Silêncio... — sussurrou. Um livro foi arremessado contra a parede e Sebastian ouviu aqueles passos altos contra a madeira. Ciel começou a suar, sua respiração se acelerando e sua cabeça...
Sebastian teria que ser silencioso se quisesse sair dali. Vagarosamente se levantou segurando o garoto e esperou. Ouviu o som na madeira.
Tum. Ele estava entre a primeira e a segunda prateleira.
Tum. Chegando na terceira.
Tum. Só mais uma...
Quando ouviu mais um passo, Sebastian pulou e, como um gato, aterrissou silenciosamente sobre uma das prateleiras. Foi pulando até chegar a porta o mais silenciosamente possível. Conseguiu chegar à porta e pôs Ciel no chão.
- Saia, volte para seu quarto sem olhar para trás entendeu? — o conde tentou argumentar, mas o dedo do mordomo pousou em seus lábios. — Não discuta! — o mesmo abriu a porta e empurrou o conde a fechando novamente. Sentiu o homem atrás de si e se virou.
Ciel batia na porta com força e xingava o mordomo. O homem pendeu a cabeça para um lado. Estava debochando do demônio.
- Vamos fazer um trato... — o outro pendeu a cabeça para o outro lado e Sebastian começou a falar. — Concorda? — Slender esticou o braço até o mordomo e apertou sua mão, então sumiu. Sebastian suspirou e abriu a porta fazendo Ciel bater a cabeça em seu barriga.
- Sebastian! O que diabos está pensando?! — novamente o dedo do homem pousou nos lábios do garoto.
- Não se preocupe bocchan... Está tudo resolvido... — o sorriso nos lábios do mais velho era perturbador. Era sereno, mas carregava medo e até mesmo angústia. — Você precisa voltar ao trabalho.
- Não Sebas... — o mordomo se abaixou e selou os lábios nos do garoto fazendo o mesmo se calar na hora e corar.
- Volte ao trabalho bocchan... — o garoto encarou o mordomo com a mão na boca e saiu correndo em direção ao seu escritório. Sebastian podia usar mais esse artifício. Dava bastante resultado. Ele suspirou, será que estava realmente pronto para o que viria a acontecer? E se... Nã, não aconteceria... Ele era um demônio afinal. Por hora, voltaria a sua rotina normal e esperaria. Esperaria...
Já havia escurecido e o mordomo aprontava o garoto para dormir. Ciel não dissera uma palavra sequer depois do ocorrido e, pelo que parecia, continuaria assim.
- Boa noite bocchan... — antes de sair, Sebastian depositou um beijo no rosto do garoto e acariciou seus cabelos. Poderia ser a última vez que ele faria isso...
Ciel não pestanejou. Depois que ouviu a porta se fechar se escondeu embaixo do cobertor. O que Sebastian queria? Ele não estava mais tão malicioso como sempre fora. Não importava, podia resolver isso na manhã seguinte.
O garoto acordou no meio da noite. Barulhos estranhos estavam vindo do quarto de Sebastian. O que estava havendo? Ciel se levantou e tomou toda sua coragem para sair no escuro e caminhar até o cômodo. Ficou parado em frente a porta do quarto do mordomo. Será que devia entrar? Resolveu bater primeiro.
- Quem...?
- Sebastian... — o conde abriu a porta e entrou se deparando com o mordomo estirado na cama. Estava apenas de camisa e com o zíper da calça aberto. — O que houve?! Está tudo bem?! — Ciel correu até ele. O homem estava suado e ofegante. Havia uma marca vermelha em seu pescoço formando um colar assim como em seus pulsos.
- Devia estar... Dormindo... — o conde notou a janela aberta e correu para fechá-la. A voz do Sebastian estava fraca e rouca. O conde voltou a cama e pôs as mãos no peito do homem.
- O que houve?! Foi ele não foi? Responda Sebastian! — o mordomo tossiu e fechou os olhos. — Não, não! Sebastian! Sebastian! Mas que merda! — Ciel bateu no peito dele, mas Sebastian já havia apagado. O que acontecera? Sebastian parecia fraco... Dava até... Pena...
O conde resolveu ficar. Se deitou ao lado do homem e ficou observando-o. Parecia tão sereno dormindo que nada denotava sua forma original. Pobre Sebastian... Mas isso não ficaria assim, ah não mesmo! Ciel o faria falar nem que tivesse que torturá-lo! Por hora, deixaria o mesmo dormir. Não sabia o que o esperava no dia seguinte.
End of The Fourth Night
Notas finais
Eu viajei pra sampa um pouco depois de postar o terceiro capítulo.
Minhas aulas começaram dia 28 e já na primeira semana o C***** do professor de química passou um trabalho. Copiar três capítulos e fazer o TC que seria um caderno de tarefas. Té ai tudo bem. Eu briguei bastante com meus pais essas semanas e não tava muito bem :s Que mais... Ah sim! Eu comecei a jogar o Assassin's Creed e tá difícil de largar xD O Slender não me deixou dormir... Uma pessoa chata que me recuso a dizer o nome ficou me enchendo... e só.
Epero que esse capítulo tenho compensado. Daqui pra frente as coisas começam a ficar tensas. xD Qual será o trato do Sebby com o Slendy? e.e
Até a próxima!
Bloody
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