The Eight Pages

5 The Fifth Page (5.1)


Notas iniciais
._. OI GENTCHI, TUDO BEM COM VOCEIS?! (~le Sabrina Sato~)
Brinks. Vocês vão me apredejar? Vão? Tomara que não xD
Enjoy....

Estava quente. Não estava quente assim noite passada. Ciel abriu os olhos lentamente sentindo-se pesado e com calor. Gemeu tentando se mexer sem muito sucesso havia algo prendendo seu corpo contra o colchão. Olhou para baixo para encontrar Sebastian agarrado a si dormindo calmamente em seu peito.

— Sebastian! – o mordomo se mexeu abraçando Ciel com mais força. O conde se remexeu tentando se soltar – Mas que inferno! Sebastian!

— Hmm... – ele finalmente abriu os olhos percebendo onde estava – Bom dia bocchan... Dormiu bem?

— Saia de cima de mim! – Sebastian suspirou ainda com a cabeça no peito do conde.

— Não consigo me mexer... Meu ombro dói... – Ciel suspirou. Empurrou o peito do mais velho para o lado. O mesmo fechou os olhos novamente.

— Ei, ei! Acorde, não vai dormir agora! – tarde demais, ele já havia adormecido. O garoto suspirou, mas isso não era tão ruim. Poderia examinar o quarto.

Olhou os lençóis, limpos. Checou as dobradiças da janela e o trinco estavam intactos. Sebastian o havia deixado entrar? A maior prova do crime era o próprio mordomo. Ciel tirou sua camisa revelando várias marcas e uma, em especial, no ombro dele. O conde olhou mais de perto. Não era uma marca como um ferimento ou batida, havia vários buraquinhos formando um círculo até a omoplata do mordomo.

O garoto passou a ponta dos dedos ali fazendo Sebastian gemer. O que era aquilo? Furos, mas não foram feitos com lâminas ou algo tipo. Era perfeitamente moldado e a força aplicada deslocou o ombro de Sebastian. Será que era uma... Não, não pode ser. No momento Ciel que pôr o ombro de seu mordomo no lugar.

— Sebastian – ele começou a dar tapinhas no rosto dele até que ele acordasse. – Vou pôr seu ombro no lugar.

— O que? – o conde se sentou em cima da cintura do mais velho e segurou seu ombro com uma mão e sua clavícula com a outra – Bocchan – ah, agora ele havia realmente acordado.

— No três. – o rapaz agarrou a perna de Ciel – Um... – o mesmo pressionou o ombro de Sebastian de uma vez fazendo-o voltar ao lugar com um “crec”. O mais velho não gostou muito brincadeira do conde, mas conseguiu segurar um gemido de dor. Com esforço, ele sem sentou segurando Ciel em seu colo.

— Obrigado bocchan... Não estou me sentindo muito bem...

— O que aconteceu ontem à noite? — Sebastian desviou o olhar para o próprio corpo procurando alguma desculpa – Olhe para mim.

— Bocchan, se me der licença eu preciso vesti-lo – Ciel empurrou o peito do mais velho fazendo-o cair de volta na cama.

— Você não levanta até me contar o que houve! – o mordomo sorriu olhando a expressão séria do conde se tornar confusa. Levou as mãos aos quadris de Ciel pressionando-o sobre sua pélvis.

— Você não sabe onde está sentado, sabe? – o garoto corou ao sentir algo nas calças de Sebastian – Ainda quer ficar ai?

— E-eu estou falando sério! – o mordomo suspirou e se sentou novamente. Abraçou Ciel com força sentindo pouca resistência da parte do mesmo. Poderia, por alguma razão, ficar assim por horas, mas sabia que suas atitudes eram repentinas demais, estranhas demais. Mesmo que não quisesse, teria que soltá-lo. E como fazer isso e encarar a face rosada e confusa de Ciel depois? Como esconder sua própria vergonha daqueles olhos? Como descrever tudo o que se passava em sua mente agora?

— Só quero que saiba que tudo o que fiz ou deixei de fazer foi para o seu bem. – seu rosto queimava.

— Para meu bem? – murmurou o conde enquanto arrastava o nariz pelo peito do mais velho. – E o que você fez para o meu bem?

— Isso não vem ao caso... Está tudo bem agora. – ele soltou o garoto e se levantou sem encará-lo. Cambaleou um pouco e foi até o banheiro.

— Sebastian – ele parou no batente da porta – Vai me contar? – o mordomo sorriu e balançou a cabeça – Idiota. – ele entrou no banheiro sorrindo e deixou o garoto no quarto sozinho.

Ciel tinha que descobrir que descobrir alguma coisa, nem que fosse sozinho. Levantou-se da cama e pegou o casaco de Sebastian que estava jogando no chão. Saiu do quarto olhando os bolsos do casaco, mas sem achar nada. Estava na hora de pesquisar de verdade.

Olhou para direita e depois para a esquerda procurando algum sinal de vida. Nada, ótimo. Andou pelo corredor como se nada importasse. Estava pensativo, aquela marca de Sebastian ainda o intrigava. Queria saber o que era, se bem que já desconfiava, mas era impossível... Não era?

Passou a língua nos caninos. Mesmo que fosse uma mordida de onde havia vindo? Quer dizer, o monstro era sem rosto certo? Talvez os dedos pontudos... Não, aquelas marcas eram de dentes sem dúvida.

Passou pelo saguão de entrada. Onde estavam aqueles quatro afinal? A mansão andava bem silenciosa ultimamente. Resolveu esquecer por enquanto, tinha problemas maiores. Bem maiores.

Andou mais um pouco e parou no topo do ultimo degrau. O silêncio o estava deixando mais tenso. Continuou andando mais rápido. Quanto mais rápido chegasse a biblioteca, mais rápido sairia de La.

Andou, andou, andou até finalmente chegar à biblioteca. O silêncio o estava deixando surdo. O cômodo estava escura mesmo com as cortinas abertas. Suspirou, queria que o sem rosto aparecesse. Não tinha medo, iria enfrentá-lo já que Sebastian não contara nada. Tentaria arrancar qualquer coisa significativa dele nem que fosse um “Sim, eu estive naquele quarto ontem”. Queria saber o que Sebastian estava escondendo de tão grave.

Andou até a estante onde havia se escondido com seu mordomo. O livro que acharam ainda estava La, assim como a pagina de escrita estranha. Estava munido com livros de lendas, história e documentos. Sentou-se entre a estante e a parede e começou a ler. Em poucos minutos já havia descartado vários livros e só sobrara um... De arte.

— Por que caralhos eu peguei isso? – resmungou o conde. Abriu o tal livro em uma página qualquer onde achou uma pintura de Vincent Van Gogh. Arqueou uma sobrancelha para tal e balançou a cabeça virando a página. – Espera ai... – voltou para a pintura e olhou direito. Ali, em um canto, havia uma figura familiar, de preto, um pequeno borrão. Sem rosto!

O garoto saiu da pilha de livros e correu para a estante de livros de história. Jogou vários ao chão até encontrar um. Tinha uma capa marrom e estava cheio de marcadores. Ciel o pegou e uma folha caiu de dentro do mesmo. O conde pegou a folha. Era uma manchete do The Times.

“Crianças desaparecidas na área rural de Scotland. A Scotland Yard continua a investigar o desaparecimento de crianças na zona rural de Scotland. As crianças... e... estão desaparecidas há 5 dias e não há pistas de seu paradeiro. Os pais afirmam ter ouvido barulhos estranhos durante a noite e no dia seguinte elas haviam desaparecido.”

- Bocchan. – Ciel deu salto e encarou o mordomo. Quando ele havia chegado, Ciel não sabia dizer.

- Leia isso! – o mordomo pegou a folha e começou a ler enquanto o conde examinava o livro – De quando é esse jornal?

- 1887... Bocchan.

- Quieto – Ciel irou todas as páginas e todas eram manchetes de jornais. Assassinatos, desaparecimentos, todos de crianças na faixa dos 7 aos 10 anos. – Por que isso está aqui?

- Olhe nas últimas páginas. – o conde o fez. “Propriedade de Vincent Phantomhive”

- P-pai... Não entendo. Você recuperou isso? Devia ter queimado. – Sebastian pousou a mão no ombro do garoto e balançou a cabeça em negativa. – Então quem foi?

- Tanaka... – claro! Como Ciel não pensou nisso antes?! Mas onde estava Tanaka e os outros 3?

- Onde ele está? Na verdade, onde estão aqueles quatro?

- Londres. É perigoso aqui. – Ciel andou de um lado para o outro.

- Por que ele guardou isso, meu pai e Tanaka? Qual foi o motivo? – Sebastian segurou o garoto pelos ombros.

- Bocchan, preciso que se lembre de uma coisa – o garoto fez cara de desentendido – Onde estava na noite de 13 de janeiro de 1887? – Ciel pensou. Há dois anos... Ele se lembrava do incêndio e de seu aniversario, mas só isso. Como se o resto do ano tivesse sido apagado de sua memória, e ele não esquecia as coisas tão facilmente.

- Não me lembro...

- Pense mais, por favor. – o mordomo o soltou. Precisava da resposta. Não lembrava... Já era um começo. Sebastian sabia que “ele” causava perda de memória, ma como afirmar que “ele” havia causado em Ciel? Precisava de uma pista, só uma.

- Sebastian, eu tenho uma ideia. – o mordomo suspirou – Vamos visitar o Undertaker. Se meu pai investigou isso ele deve saber de algo.

- Bocchan, eu realmente preciso que se lembre de algo. – o conde suspirou e respondeu que iria pensar.

- Me vista e vamos! – Sebastian fez uma reverencia e andou para trás do conde. – O que houve ontem à noite?

- Não estava com pressa? – Ciel bufou e saiu andando. Se ele soubesse... O que diria? Será que perdoaria o mordomo por traí-lo? Por que, afinal, seu corpo e coração pertenciam, até o fim, ao conde. Sim, até o fim...

Sentiu um arrepio passar pelo corpo quando imagens daquela noite passaram por sua mente. Sebastian não sabia, mas estavam mais perto do que nunca das respostas para todo esse mistério.

- Londres está abarrotada! – Sebastian sorriu. Sua vontade era de mandar o conde se calar. Ele veio reclamando o caminho inteiro e isso estava dando dor de cabeça ao mordomo. – Quanto falta para chegarmos? Sebastian!

- Sim? – ele não estava ouvindo apenas encarando Ciel.

- O que você tem? – o conde se levantou e parou na frente do mordomo – Está vermelho... – neste momento a carruagem passou por uma lombada fazendo Ciel cair em cima do mordomo.

- Você está bem bocchan?

- S-sim... Solte-me! – o conde se levantou e arrumou a roupa – Você está com febre? – parecia ridículo perguntar isso para um demônio, mas era o que parecia. O garoto pôs a mão na testa do mais velho e puxou-a de volta assim que teve contato com a pele dele. Ele estava queimando e parecia não ligar. Devia estar com 40 graus ou até mais.

- Estou com febre? – perguntou inocentemente.

- É claro que sim! Deve estar com 40 graus ou mais! – Sebastian suspirou e pôs a mão na cabeça.

- Então é por isso que estou com dor de cabeça... – dor de cabeça. Não, não espera ai um minuto. Sebastian é um demônio, demônios não são como humanos, eles não ficam doentes, pelo menos não deviam ficar. Ele estava com dor de cabeça e febre... Sebastian estava... Doente?

- Como pode dizer isso com tanta calma?! Você está doente idiota!

- E daí?

- E daí?! Como assim “e daí”?! Você é um demônio! Não fica doente!

- Sempre tem uma primeira vez para tudo. – ele sorriu. “Ah, é assim?”. Ciel agarrou a gravata do homem e puxou, enforcando-o.

- Então, como é ser enforcado pela primeira vez? – Sebastian não entendeu o porquê, mas aquilo doía bastante. – E ai? Ta doendo?

- Sim... – disse rouco. Agarrou o garoto fazendo o mesmo soltar a gravata – Já chega... O que quer bocchan?

- O que aconteceu?! – Ciel agarrou a camisa de Sebastian – Conte-me ou te mato!

- Não posso bocchan. Vamos encerrar esse assunto aqui.

- Não vamos encerrar porra nenhuma! Ontem você estava bem, forte, vigoroso, e hoje... Está com febre, fraco e ficando doente. Acha isso normal? – Sebastian abaixou o olhar e então fitou os orbes azuis.

- E por que se importa? – Ciel se calou. Não era óbvio? Na verdade nem o próprio conde sabia responder. Ele se sentou ao lado do mais velho, fitou o chão por um momento e apontou o indicador para a face de Sebastian.

- Escute, escute-me bem, se você não me contar eu vou achar um jeito de descobrir! Seu idiota...

Sebastian sorriu. Pousou a mão sobre a do garoto e desviou o olhar para a lá fora. Ciel ficou imóvel, olhou para o homem e depois para as suas mãos entrelaçadas. Corou. O que esse mordomo tinha?! Era a febre, certamente estava fritando os neurônios dele, mas de qualquer forma não podia reclamar. Estava sempre querendo pegar a mão dele quando andavam lado a lado. Talvez por que ele lembrasse seu pai ou só por que precisava daquela mão... Precisava dele. Sim, talvez fosse isso... Por precisar dele se importava... Não, por precisar de vingança se importava. Não podia perder seu melhor peão sem que ele fizesse o trabalho. Sim, era por isso...

- Bocchan, chegamos. – Sebastian soltou a mão do conde e desceu da carruagem para auxiliar o outro na descida. Ciel desceu e olhou para a entrada da loja. Mais uma vez teria uma conversa com aquele louco (se é que podia chamar aquilo de conversa). Teria que valer a pena.

Ambos entraram no local mal iluminado e mórbido. Um arrepio subiu pela espinha de Ciel ao ouvir passos.

- Bem vindo, conde ~ — o garoto sentiu seu corpo ser puxado para trás e então estava nos braços do funerário – Aceitou meu convite e veio comprar um caixão de luxo, hum? ~ — Undertaker tirou uma fita métrica da manga e começou a medir Ciel – Fique parado, fique parado ~.

- Não é nada disso Undertaker! Preciso de outra coisa! – o funerário soltou um “hum” e guardou a fita.

- Então ~ — ele andou até um dos caixões – Sente-se, irei preparar o chá.

- N-não é isso também! – Ciel bateu a mão no rosto – Preciso de informações! – o funerário se sentou em um caixão com um pote de biscoitos.

- E, o que seria? – Sebastian tirou o livro marrom do sobretudo e entregou ao funerário. – Hum? O que é isso? ~

- Eu achei esse livro em minha mansão. Parece que meu pai estava investigando os jornais que estão ai dentro. Se ele estava investigando, certamente veio até você. Quero saber o que ele veio buscar e por quê? – Undertaker olhou para o livro e então para o conde.

- He, He, He... ~ — pegou o livro e se levantou indo em direção ao garoto. – Então... – sua voz estava séria. Ele iria mesmo falar. – Me dê aquilo conde! – o funerário agarrou Ciel – Me dê a melhor gargalhada de todas!

- Ah, me larga! Me solta! Sebastian! – o mordomo riu baixinho assistindo a cena de longe.

- Senhor Undertaker, eu posso fazer isso, mas solte meu bocchan. – Ciel corou. “Meu bocchan”?! Undertaker correu até Sebastian esperando ansioso. – Bocchan, poderia ficar lá fora?

Ele se virou saindo do recinto. O que Sebastian tanto dizia para aquele cara afinal? Bem, não importava, contanto que ele falasse.

Encostou-se na porta suspirando exaurido. Por que essas coisas só aconteciam com ele? E o comportamento de Sebastian então? Tudo ao seu redor estava se tornando suspeito, até mesmo aquela sombra atrás do poste... Sombra?

- Mas que... – Ciel olhou para o céu. Estava nublado, quase escuro e uma sombra como aquela não seria possível neste tempo. Voltou seu olhar para lá, mas não havia mais sombra. Droga, sempre acontecia! – Pare de fugir! – disse para a rua deserta. – Eu sei que está aqui, apareça!

- Com quem está falando bocchan? – Ciel se assustou com mordomo atrás de si. Ah, era por isso que o outro havia fugido.

- Ninguém, ele vai falar ou não? – Sebastian sorriu. Ambos entraram e depois de algum papo furado, Undertaker começou a falar.

- Então, conde, o que quer saber? – Ciel olhou para seu mordomo que se mantinha impassível.

- Os casos nesse livro, meu pai deve ter escrito as anotações e colado as manchetes. Para fazer isso ele deve ter cuidado do caso e certamente veio até você. – o funerário comia um biscoito com uma cara de pouco caso – Eu quero saber o que ele veio procurar, como estavam os corpos das vítimas e se ele descobriu alguma coisa significativa.

O funerário pôs outro biscoito na boca.

- Hm... Mas isso é bem antigo não acha conde? – ele se levantou e andou pelo local – Mas acho que me lembro de algumas coisas. Seu pai veio aqui há 3 anos perguntando o mesmo que você conde. E a minha resposta foi... Não se envolva nesse assunto...

- Por quê? Por que disse isso?

- Conde, se isso ajuda em algo, os corpos não foram encontrados nos primeiros casos. Na verdade... ~ — ele se sentou entre Ciel e Sebastian – Não foram encontrados nenhum vestígio de que o crime realmente aconteceu. He, He... ~ Ah, eu fiquei tão desapontado, mas, algum tempo depois do primeiro caso, a polícia me trouxe algo.

- Pare de enrolar Undertaker! – se exaltou o garoto quase se levantando.

- He, He... Trouxeram-me um corpo... De uma garota. – Ciel olhou para o funerário indignado enquanto o mesmo se levantava.

- Você disse que não tinha corpo e nem vestígios de que o crime aconteceu, como puderam te trazer um corpo assim?

- Você não está entendendo a ordem dos fatos conde.

- Acho que – Sebastian finalmente se manifestou – seu pai veio aqui logo que a notícia do primeiro caso foi dada e depois, com o descobrimento dos outros casos, trouxeram o corpo. Estou certo?

- Muito bem Shitsuji-kun ~ — Undertaker voltou-se para Ciel e se posicionou atrás do mesmo. – O corpo estava em estado de decomposição. Os olhos foram arrancados, a boca costurada e o peito... – suas unhas afiadas deslizaram pelo peito do garoto – Foi rasgado e os órgãos arrancados... ~

- É só isso? – perguntou o garoto.

- Hm... Sim... – Ciel se levantou, agradeceu o chá e se dirigiu até a porta – Ah, conde. Tome cuidado no que está se metendo, isso pode causar a sua morte e a do Shitsuji-kun... ~ Aceite meu conselho como seu pai aceitou, não se envolva nesse assunto.

— Tarde demais... – dizendo isso, o garoto saiu da loja – Sebastian – o mordomo o encarou – Você disse que ele te persegue há 16 anos. Meu pai começou a investigar há 3 anos.

- Aonde quer chegar bocchan? – Ciel pôs a mão no queixo e começou a andar.

- Não sei, não estou dizendo coisa com coisa... – o mordomo estreitou os olhos para o garoto. A rua que andavam estava vazia, quieta e escura. Uma densa neblina cobria o local tornando-se difícil de ver. – Eu não consigo me lembrar de nada antes do incêndio. – Sebastian balançou a cabeça e arregalou os olhos. – O que houve?

- Não é nada... Só uma tontura... Bocchan, me dê sua mão. – Ciel estendeu a mão para ele que a segurou e continuou andando.

- Que foi?

- Ande mais rápido. – Ciel olhou para os lados. Não havia ninguém. Ah, é claro que não havia! De súbito, o garoto largou a mão do mordomo e correu para o lado contrario entrando em um beco. – Bocchan! – o mordomo não conseguia ver nada. Maldição! Por que ele fez isso?!

“Se você não me contar, eu vou arrumar um jeito de descobrir”

- Bocchan! – Sebastian correu em direção ao beco. Tinha que achá-lo antes dele.

Notas finais
Tão é isso.... Só que não! Esse é o capítulo 5.1 ou seja não acabou ainda. Eu comecei a escrever no caderno e achei meio grande então resolvi dividir o/ talvez eu junte os dois futuramente.
Sobre o atraso... Trabalhos, provas, pessoas chatas-legais e slenderzite. Sim, eu estava com os mesmos sintomas do Ciel de uns dias pra cá. O.o
Sobre o Vincent Van Gogh. Eu tava no Gugou procurando fotos do Slender quando me deparei com a pintura dessa criança. Tinha um Slender lá no cantinho. Por isso resolvi colocar ele ai.
Perguntas, críticas, recomendações e etc?