The Dursley Potter Family
5 O mundo dos Sonhos - Part I
Notas iniciais
" O mundo dos sonhos existe afinal, e devemos ter cuidado com o que somos e com a intensidade que sonhamos, pois uma vez dentro, podemos não conseguir sair "

Uma Semana Depois...
Uma semana havia se passado desde então. Duda Dursley nunca se esqueceria daquele dia, o dia em que se divertiu com os amigos. Jamais se esqueceria do dia que dançou animadamente com Lisbeth Carter, como se não houvesse um amanhã, como se não houvesse preocupações. Aquele dia ficaria marcado em sua lembrança para todo o sempre. Aquele ano estava sendo realmente bom, havia feito grandes amigos, estava se saindo bem nas aulas, mas tudo isso acabaria em uma semana, dando lugar a total terror.
Uma semana se passara desde a festa do Dia das Bruxas e a vida de Duddley Dursley mudara completamente. Seus amigos pareciam ter se esquecido dele, Thomas, Andrew e Lizzie se tornavam cada vez mais amigos de Fred e George e aos poucos pareciam se esquecer dele. Harry não respondia mais suas cartas, se sentia praticamente sozinho. Sem ninguém. Mas não os culpava, quem iria querer ser amigo de alguém como ele? Quem? Ninguem. Ele era tão diferente de Harry, tão diferente de Lily Evans, a perfeita sabe-tudo que tinha amigas e era disputada na escola. Duda não, era gordo, era tímido, por onde passava, causava um desastre ambulante, ele era digno de pena, ou talvez nem disso. Não havia jeito, pensara que poderia ser feliz em Hogwarts, mas tudo mostrava que não.
E para piorar, alguns sonserinos faziam de sua vida um pesadelo, usando o mesmo argumento, Duda era tímido, esquisito e por isso, deveria ser azarado todos os dias e sofrer zoações. Em uma semana, passaram a fazer de sua vida um pesadelo, tamanho pesadelo que ele só saia do quarto para ir para as aulas. E seus amigos notavam, mas não falavam nada, talvez já se cansaram dele, ou não repararam que ele estava sim. Claro, todos estavam felizes. O que ninguém sabia, é que ele não estava.
Ele entrara em seu dormitório, correndo, pois alguns sonserinos lhe perseguiam para lhe azarar novamente e ele estava cansado disso. Por sorte, não havia ninguém no dormitório, muitos ainda se encontravam jantando no salão principal e conversando animadamente. Mas ele preferia chorar em paz, chorar até adormecer. Nunca fora de chorar em publico, simplesmente não conseguia, deixava para fazer isso quando já estava sozinho, sem ninguém para ver essa cena patética. Começava a chorar descontroladamente em sua cama, lembrando dos momentos felizes que viveu e depois dos momentos em que se sentira sozinho, em que se sentira abandonado pelos amigos ou por Harry, que não lhe escrevia cartas. Aos poucos, começara a adormecer, em meio a choros, sendo levado a um mundo completamente diferente, onde ele era finalmente feliz.
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Duda não sabia descrever aonde estava, parecia um lugar grande e gelado, pois ele se encontrava deitando chorando, no colo de alguém. Não sabia dizer quem era a pessoa do seu lado, mas a mesma lhe transmitia conforto e paz. O lugar era enorme e parecia silencioso, de longe observou uma criatura sinistra, mas não teve medo, pois a mesma não parecia querer ataca-lo.
— Aonde estou? — perguntou um Duda com a voz embargada, de tanto que chorou. Será que estava sonhando? Quem era aquela pessoa?
— Em seus sonhos, pequeno Duda — disse uma voz grossa, fazendo Duda se assustar, mas o mesmo continuou no colo da pessoa, pois estava tão bom.
— Quem é você? Como sabe quem eu sou se nunca te vi antes? — perguntou Duda confuso.
— Diferente dos seus amigos que nem te notam mais, eu te conheço... E me sinto parecido com você, eu também nunca fui notado, até o momento em que decidi fazer as pessoas me notarem — disse o homem e Duda percebeu que ele era jovem, tinha cabelos negros, era alto e parecia ter cerca de 17 anos. Tinha um sorriso gentil, que lhe transmitia paz. — Meu nome é Tom, Tom Riddle — disse se apresentando. — Eu posso te dar o que você precisa Duda, me deixe ser seu amigo — pediu e Duda pareceu pensar um pouco antes de assentir.
— Prazer, o meu nome você já sabe — disse Duda relaxando um pouco. De inicio, estava na defensiva, sequer sabia quem era aquele homem, mas depois começara a relaxar, ele parecia legal e lhe trazia paz e Duda precisava de um amigo.
— Amigos? — perguntou Tom e Duda assentiu — Só... Só não confie nos seus amigos, eles agora gostam mais do Fred e do George e Fred e George também, você só tem a mim — disse Tom e logo Duda acordou.
Logo, os dias se passavam rapidamente e duas semanas haviam se passado. Duda falava todos os dias em sonhos com Tom e o mesmo sempre lhe fazia bem, estavam cada vez mais próximos e Duda já considerava Tom seu melhor amigo. Aos poucos, Duda se afastava dos amigos. Tom era o único em quem podia confiar, sabia disso. Fred, George, Andrew, Lizzie e Thomas não eram mais seus amigos, agora eles só queriam saber uns dos outros. Não precisavam mais dele.
E assim Duda se afastava dos amigos, que o entendiam cada vez menos, se perguntando o que fizeram para Duda se esquivar tanto deles. Decidiram que de hoje não passava e no café da manhã o confrontariam. Duda estava sentado sozinho, enquanto tomava seu café da manhã, com tedio na mesa da Sonserina. Sentia falta dos amigos, mas sabia que era melhor assim. Para sua sorte nenhum sonserino mexeu com ele, naquele dia.
— Posso saber o que está acontecendo com você? — perguntou Fred engolindo todo seu orgulho e se sentando com o " amigo " na mesa da Sonserina.
— É, porque você não fala mais com a gente? — perguntou Thomas em um tom magoado.
— Porque será? — perguntou Duda irônico, o que não fazia parte de seu jeito, Duda era todo fofo, diferente desse novo Duda que era frio e agora, irônico, fazendo os amigos se surpreenderem — Vocês praticamente me esqueceram, só sabem ficar falando uns com os outros... — começou Duda, sendo interrompido pelo olhar indignado de Lizzie.
— Te esquecemos? — ela ralhou furiosa — Você que tem nos evitado há duas semanas!
— Não é assim que eu vejo, desde a festa do dia das bruxas, vocês começaram a me evitar, conversando entre si e quando eu chegava, mudavam de assunto. E quando os sonserinos me batiam e me humilhavam? Onde vocês estavam? Conversando felizes! Vocês não são meus amigos, me trocaram, como se eu fosse uma segunda opção miserável, tudo bem que eu não sou grande coisa, mas... — disse Duda deixando a frase no ar e desabafando e fazendo os amigos soltarem um suspiro. Não sabia que ele se sentia assim. Thomas que era o único que sabia como Duda precisava de amigos e sofrera no decorrer dos anos por ter apenas Harry e Pedro, se sentira culpado.
— Não sabíamos que se sentia assim — murmuraram Fred e George em coro mais para si mesmos.
— Ah sabiam, mas não se importaram, agora se me dão licença — disse Duda se retirando da mesa, sendo seguido pelos amigos. Mas Duda correu tanto, que uma hora eles pararam de correr atrás.
Duda ficara com medo de ter sido rude demais com os amigos, mas Tom estava certo. Ele era o único que o entendia, o único que era seu amigo realmente. Duda então fez a única coisa que veio a sua cabeça, foi até a câmara secreta e falou uma palavra na língua das cobras que Tom havia lhe ensinado, assim como onde era a passagem secreta e se deitou no chão gelado da câmara secreta de olhos fechados. O monstro ao seu lado, apenas o fitava. Não iria ataca-lo sem a ordem de seu mestre.
— Venha pequeno Duda... Você quer ficar para sempre conversando comigo no meu mundo? Um mundo onde você pode ser feliz e você mesmo? — Duda ouviu ainda de olhos fechados e Duda disse que sim — Então, abra os olhos e diga o feitiço, Encantate, pegue sua varinha e o recite, tem que ser você — disse uma voz grossa e fria. Tom parecia diferente das demais vezes na voz, mas Duda não hesitou e pegou a varinha.
— Encantate — disse e logo um brilho negro tomou conta de seu corpo.
Duda não sentia mais nada, seus ombros já relaxavam e ele agora dormia, tranquilamente, como se não existisse mais preocupações.
— Menino tolo, vai morrer! Quem sabe assim aprende a ser menos idiota — disse uma voz gargalhando e aos poucos um jovem, o mesmo jovem que Duda vira em seus solhos, olhava o garoto de forma divertida enquanto gargalhava.
Duda sequer imaginava, mas havia despertado um monstro e poderia não sair vivo para ver isso.
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