The Dursley Potter Family

6 O Mundo dos Sonhos e o Beijo - Part II


Notas iniciais
Espero que gostem do capitulo. Boa leitura...

POV NARRADORA

Já era noite quando cinco jovens se encontravam conversando preocupados, nos corredores de Hogwarts. Sabiam que não deveriam estar ali, sabiam que Filch estava vigiando e provavelmente logo viria ao seu encontro, mas eles não estavam ligando para isso no momento. Precisavam achar Duda Dursley, seu melhor amigo. Duda foi como uma benção na vida dos cinco jovens, os livrara de diversas encrencas e quando eles precisavam, ali estava Duda para ajuda-los. Uma vez, Thomas estava triste pensando no pai, que nunca demonstrou que o amava, mas Duda sempre com sua positividade, conseguira anima-lo e o convenceu de que um dia, tudo ficaria bem. Duda ajudou cada um dos cinco, sem se importar com ele mesmo e agora era a vez deles ajudarem Duda, que parecia perdido na escuridão que era sua vida.

Mas não sabiam onde ele estava. Duda havia sumido o dia inteiro, não havia sinal dele, até os professores ficavam preocupados. Os cinco acharam que Duda pudesse estar no dormitório, quando Thomas desceu para o jantar e avisou que ele não estava no dormitório, começaram a procura-lo e logo já beirava a meia a noite e nada do garoto.

Poucos imaginavam que um pouco longe dali, mas ainda no castelo, Duda dormia tranquilamente, enquanto um jovem gargalhava, olhando divertido o garoto, desfalecido, quase morto. " Esse garoto pirralho e burro me ajudou com minha volta triunfal no fim das contas " pensava o homem rindo. Até o momento atual era apenas uma lembrança, mas logo viveria para sempre e Harry Potter pagaria por tudo que lhe fez.

— E agora? Onde será que ele está? — perguntou Lizzie desesperada, amava o amigo e só de imaginar o que poderia ter acontecido com ele, seu coração se acelerava.

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POV HARRY

Eu não sabia onde eu estava, tudo o que eu senti era que Duda precisava da minha ajuda. Algo em meu peito doía fortemente e eu sentia as minhas forças diminuírem, era como se eu estivesse morrendo. Duda corria perigo! Ele não me mandava cartas e nem respondia as minhas há quatro semanas, eu fiquei chateado claro, mas achei que ele pudesse estar ocupado. Mas agora com essa sensação, era como se ele realmente precisasse de mim. Eu até cheguei a tentar pedir para a tia Petunia me levar até Hogwarts esse dia, pois estava com um pressentimento ruim, mas ela não deixou.

Me senti ser levado para um lugar estranho, o chão parecia gelado e o lugar era silencioso e enorme. Duda parecia desmaiado e parado como uma estatua, enquanto um homem ria alto, dizendo que eu iria me arrepender de ter nascido. NAO! Será que é o Voldemort que tanto falam? O que ele fez com meu irmão?

— Querido, sei que não é uma situação agradável de se ver, mas se concentre — disse uma voz e percebi que era uma mulher, ela tinha cabelos negros e olhos azuis, parecia linda e era como se eu a conhecesse.

— Quem é você? — perguntei confuso, observando tudo a minha volta e era tudo tão surreal, mas ao mesmo tempo real e eu duvidava que fosse apenas um sonho.

— Você não deve ter medo de mim, só isso que eu posso adiantar. Estou aqui para te proteger, mas você deve ir, você tem uma missão, ajude o Duda — disse a mulher me fitando como se soubesse tudo que iria acontecer. Mas o que eu faria? Iria para Hogwarts? Eu não sabia o que fazer — Não se preocupe, não precisa fazer nada, só escreva uma carta contando o seu sonho e mande sua coruja levar até Lizzie Carter, é essencial que essa carta caia nas mãos dela! — disse a mulher seria e eu assenti.

— Mas o que devo escrever na carta? O que está acontecendo? — perguntei entre confuso e desesperado, temia que algo acontecesse a meu primo.

— Duda mexeu com a pessoa errada, não posso te dizer como, mas Voldemort quer voltar e para isso, ele usou Duda. Se Duda morrer, Voldemort voltará. Você deve contar para a Lizzie na carta a maldição que Voldemort usou: Duda só viverá se receber um beijo, um beijo ingênuo, sem malicia e realmente sincero, de alguém que o ama muito. O amor, Harry! Voldemort não sabia quando lançou o feitiço, mas o amor é a única arma que pode contra o mal, o amor é a arma que Lily Potter usou para que você sobrevivesse — disse a mulher logo desaparecendo no ar.

Ansioso e desesperado, comecei a escrever a carta e logo, a minha coruja alçou voo.

Tomara que conseguisse achar essa Lizzie, Duda dependia disso...

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POV FRED WEASLEY

Eu estava preocupado, Duda havia sumido e não havia um sinal dele. No primeiro ano, era só eu e o George, tínhamos amigos claro, mas quando Duda chegou, tudo mudou. Duda foi chegando devagar, nunca desistindo da gente e aos poucos, foi conquistando a minha amizade e a do George. Ele se tornou o nosso melhor amigo e agora ele estava sumido e tudo porque não demos atenção o suficiente para ele. Eu estava me sentindo tão culpado:

— George — chamei o meu irmão gêmeo, que estava deitado em sua cama no silencio, mas eu sabia que não estava dormindo — Você acha que Duda aparecerá? — perguntei e ele suspirou.

— Espero que sim Fred — ele murmurou numa calmaria que eu invejava, mesmo sabendo que ele estava tão preocupado quanto eu com o nosso amigo.

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POV LIZZIE

Eu estava preocupada com Duda, não podia negar. Ele era o meu melhor amigo, ele me fazia sentir bem de um jeito, que poucos conseguiam e agora ele havia sumido, eu não poderia estar mais preocupada. Por fim, percebi que não o acharia em lugar nenhum e resolvi ir para o meu dormitório. Quando eu estava chegando no dormitório e já ouvia minhas amigas conversando, algo veio até mim. Uma coruja, que estranho, não estou esperando nenhuma carta " pensei.

Por fim, decidi seguir minha curiosidade e a abri:

Você é a Lizzie, certo? Eu sou Harry, Harry Potter. Não sei se você vai acreditar, mas eu tive um sonho maluco, um sonho onde Voldemort queria retornar e ele usou Duda. No sonho Duda, estava quase morto, estirado no chão e o homem gargalhava, acho que era Voldemort. Eu sinto que esse sonho é real e ele corre perigo, Duda não me escreveu mais cartas, o que é estranho, porque ele sempre me escrevia. Eu vi uma mulher e no sonho ela disse que você era a única que podia fazer algo, que somente um beijo, ingênuo, sem malicia, um beijo de alguém que o ama muito poderia salva-lo. Ela me disse para te procurar, salve-o, Lizzie, salve o meu primo, o meu irmão.

Harry Potter,

Li e reli a carta tentando digerir tudo. A minha razão dizia para eu deixar aquilo de lado, que era um sonho bobo, mas meu coração estava acelerado e algo me dizia que eu tinha que fazer algo. Fiz a única coisa que poderia me encrencar se Filch me pegasse, mas antes escrevi outra carta a Harry, dizendo que Duda tinha mandado cartas a ele, mas que não vira respostas de Harry e que faria de tudo para salva-lo.

Após isso, corri rumo ao dormitório masculino da Sonserina e tive que tapar os olhos ao ver Andrew e Thomas praticamente nus:

— O que está fazendo aqui? Não pode vir aqui, pode ser até expulsa... — começou Thomas com seu sermão, mas eu tinha pouco tempo, não podia ficar ouvindo os sermões dele nesse momento.

— Sem sermões — ralhei irritada e ele revirou os olhos, mas se calou — Duda corre perigo, algum de vocês dois sabem onde é a Câmara Secreta? — perguntei quase desesperada.

— Eu sei, eu li em um livro, porque? — perguntou Thomas sem entender.

— Duda está lá e vai morrer se eu não fizer algo, fica aonde? — perguntei e ele lançou um olhar para Andrew e logo eles vieram até mim.

— Nós vamos com você — disse Andrew com um sorriso maroto nos lábios.

— O que? Não nem pensar, é perigoso! — tentei avisar, mas eles estavam decididos — Ok, mas se algo acontecer com vocês, eu mato vocês! — falei irritada e eles riram.

— Percebeu a incoerência na sua fala? — perguntou Andrew rindo e eu lhe mandei um olhar assassino.

Logo que fomos em direção ao banheiro feminino, vi Fred e George virem ao meu encontro. Ótimo! Bela hora para a missão dos cinco marotos, mas Duda corria perigo, eu não podia deixar eles correrem perigo. Após contarmos tudo a Fred e George, perguntei:

— É aqui?

— Sim, é só descer pela passagem secreta e logo estaremos lá — disse Thomas, sem perceber que eu já pegava a minha varinha.

— Ótimo — suspirei eu não queria ter que fazer isso, mas era preciso — Vocês esquecerão o porque de estarem aqui, esquecerão que fui ao seu dormitório e esquecerão que eu vou na câmara secreta resgatar o Duda, vocês acharão que ele continua sumido e se preocuparão com ele. OBLIVIATE! — eu falei, apontando a varinha para os cinco e logo eles pareceram acordar de uma espécie de transe.

— Gente, o que estamos fazendo no banheiro feminino? — perguntou Fred confuso ao olhar tudo em volta e eu não pude evitar de rir.

— Eu também queria saber, nem as minhas necessidades vocês me deixam fazer? — perguntei irritada na minha melhor atuação — SAIAM! — gritei e eles se assustaram tanto, que saíram correndo. Nunca ri tanto na minha vida!

— Eu vi o que você fez — ouvi a Murta falar, enquanto gemia.

— Nosso segredo, sim? — pedi sorrindo e desci o túnel, logo chegando na câmara secreta.

Qual não foi a minha surpresa ao ver o Duda desmaiado, caído no chão, enquanto um jovem o fitava com um olhar divertido:

— Ora, ora, ora, o que temos aqui... — ele disse com um sorriso debochado — Não pode salva-lo, ele morrerá e eu viverei — ele disse gargalhando cruelmente.

Que nojo desse cara de cobra! Então Harry estava certo, o sonho era verdade. Mas como Harry sonhara com isso? Ele podia prever coisas?

— É ai que você se engana cara de cobra — eu disse e o vi me olhar furioso pelo apelido, naquela hora eu realmente achei que eu deveria ter ido para a Grifinória, porque eu fui corajosa, se fosse outra em meu lugar teria saído correndo — Você acha que sabe muito né Voldemort? Sabia que há uma pequena coisa em seu feitiço? Que com um beijo de alguém que o ama muito, Duda pode acordar e você voltará a ser uma mera lembrança? — falei com um sorriso maroto e o vi me olhar apavorado.

Fechei os olhos ainda assustada com tudo aquilo. Pobre Duda, ele havia passado por tudo aquilo por nossa causa, porque demos menos atenção a ele, mas eu mudaria isso. Fechei meus olhos e fiz a única coisa que eu tinha medo de fazer, me aproximei e lhe beijei na boca. Foi um beijo estranho não posso negar, ainda mais porque o Duda estava gelado e imóvel. Meu coração acelerou, senti borboletas atravessando minha barriga. Logo, parei o beijo, mas ele continua imóvel.

— DUDA! Fala comigo, por favor — pedi entre choros, deixando as lagrimas saírem de meus olhos, não podia deixar meu melhor amigo, morrer assim em vão.

— Viu? Não adianta — Voldemort riu quando vi o mesmo se rasgar todo e um Duda ofegante, murmurar meu nome:

—ZZIE... LI.. LIZZIE! — ele disse sonolento e eu o abracei. Com todo o meu amor, com todo o meu coração, eu o abracei.

— Estou aqui, está tudo bem — falei e ele sorriu para mim.

Eu seria grata eternamente ao Harry...

POV DUDA

Um mês havia se passado desde aquele fatídico dia e logo chegava o natal. Tudo se encaixava nos eixos, eu pedi desculpa aos meus amigos por tudo, eu estava furioso comigo mesmo. Como pude ser bobo e acreditar em Voldemort? Como pude preocupar o Harry, ou pior, acreditar que o Harry havia se esquecido de mim e não respondido as minhas cartas? Como pude duvidar dos meus amigos? Eu fui tolo, mas jamais seria assim novamente. Eu havia feito as pazes com os meus amigos e logo nos tornávamos novamente os seis novos marotos da minha geração, igual aos quatro marotos que eu ainda descobriria quem eram. Continuei escrevendo cartas ao Harry e ele ficou feliz ao ver que eu estava bem e vivo.

Como era natal, combinei de encontrar o Harry na casa dos Weasley's, pois eu, a Lizzie, Thomas, Andrew e Harry passaríamos o natal na Toca, a minha mãe já deixou, mesmo querendo me ver, mas três dias antes da volta as aulas, eu iria para casa com o Harry.

Eu estava jogando xadrez bruxo com o Andrew, quando Thomas, Fred, George e Lizzie apareceram. As minhas malas já estavam prontas, eu tinha arrumado na noite anterior:

— Vamos? — perguntou o Fred e eu assenti.

Logo, caminhamos rumo ao trem a espera de um natal no mínimo, normal...

Notas finais
E ai? O que acharam? Deixem reviews...