Notas iniciais
Eu queria agradecer a Bianca Lupin Black que comentou o capitulo anterior, obrigada ♥ Boa leitura...

POV HARRY

Um mês! Já fazia um mês que Duda foi embora para Hogwarts e até agora não me mandou cartas, eu estava inconsolável. Eu amo o Duda, ele é meu primo e meu melhor amigo, eu nunca fiquei sem falar com ele, eramos tão grudados, que a mamãe, como eu aprendi a chamar a tia Petúnia, sempre me levava com ela quando ela precisava viajar com Duda para a casa das primas dela. Eu e o Duda eramos como unha e carne e ele jurou que iria me escrever e até agora nada. Eu estava tão triste, não queria mais comer nada e acho que a tia Petunia percebeu pois entrou no meu quarto, suspirando:

— Harry... Meu amor, você não pode ficar sem comer — ela disse vindo até mim e me dando um beijo na testa, com seu tom fraternal de mãe.

— Mas mamãe, o Duda... Ele prometeu que me escreveria cartas! — disse bravo e de braços cruzados, quando vi ela! A coruja do meu irmão e não pude deixar de evitar que um sorriso percorresse meus lábios — DUDA! — falei animado e a mamãe riu do meu entusiasmo.

Peguei a carta da coruja e comecei a ler:

Oi Harry,

Como está?

Desculpe, eu sei que eu devia ter mandado essa carta antes, mas estava ocupado, você não tem noção do quanto é cansativo as aulas, eu acordo cedo, tenho muitas aulas, ai chega a noite e dá vontade de dormir. Alem dos dias que tenho que estudar. Mas hoje tirei um tempo para te mandar a carta, realmente me desculpe. Bem, promete que não ficará bravo comigo se eu te contar uma coisa? Eu cai na Sonserina, o Fred e o George, meus amigos, me disseram que só bruxos maus caem nessa casa, mas eu te juro Harry, não é verdade! Eu sou de lá e não me considero uma má pessoa, tem a Lizzie, o Andrew e Thomas também, eles são da Sonserina, mas não poderiam ser pessoas melhores. Por favor Harry, não fique bravo comigo por eu ter caído na Sonserina. Você é meu irmão e eu te amo muito. Bem, fiz novos amigos, os professores são legais, estou gostando muito de estar aqui. Para ser melhor, só faltava você, mas pelo menos, te verei no natal e você estará aqui ano que vem.

Abraços,

Duda.

Corri até a mesa e comecei a escrever uma carta também, a Lily como Duda chamava sua coruja, começava a me bicar impacientemente, mas logo escrevi a carta e dei para ela:

— Leve ao Duda — pedi e ela voou, rumo a Hogwarts, onde meu primo estava.

— Harry, Pedro está ai! — disse a mamãe e logo sai correndo saltitante, na ausência do Duda, ao menos tinha um amigo para brincar.

**********************************************************************************************************************************************

POV NARRADORA

E assim quatro semanas havia se passado e com ele chegava o dia 31 de outubro. Duda havia ficado feliz com a carta de Harry e ao saber que o mesmo não ficou bravo por ele ter ido a Sonserina, ficara bem mais aliviado. Desde que Duda se tornou amigo de Fred e George, passara a se sentar com os mesmos na mesa da Grifinória.Lizzie, Andrew e Thomas no inicio ficaram indignados e se recusavam a se sentar junto dos Grifinórios, mas ao ver que poderiam perder o amigo, passaram a se sentar juntos com Duda na mesa da Grifinória. No inicio Fred e George e os três sonserinos não se entendiam, viviam brigando, mas aos poucos começaram a sair da defensiva e os seis se tornavam os melhores amigos do mundo. Fred, George, Duda, Andrew, Lizzie e Thomas eram conhecidos como os seis marotos, pois viviam aprontando juntos e eram inseparáveis. Duda continuara escrevendo cartas a Harry contando sobre as maravilhas de Hogwarts e sobre como estava feliz ali e sobre suas muitas detenções junto aos cinco amigos e Harry aparentava gostar e se animar com as cartas do primo. Duda também era o mais inteligente de seu tempo e respondia todas as perguntas dos professores, se tornando o favorito dos mesmos, tirando o posto de Thomas.

Agora Duda se encontrava em seu quarto relendo a primeira carta que Harry lhe mandara:

Duda!

Saudades!

Eu entendo, só fiquei com medo... Sabe, de você ter feito novos amigos e me esquecido. Mas que bom que não esqueceu. Que ideia, porque eu ficaria bravo com você? Não entendi muito bem isso da Sonserina, mas para mim não importa qual casa você for, você sempre continuará sendo meu irmão mais velho que eu amo muito. Me escreva mais cartas,

Harry,

— Lendo essa carta novamente? — perguntou Thomas rindo e Duda assentiu.

— E-Eu nunca vou me esquecer, na época eu estava tão destruído, com medo do Harry ficar bravo de eu ir para a Sonserina e ele não ficou — disse Duda feliz, estava feliz, Harry não brigaria com ele por ele cair na Sonserina.

— No fim tudo terminou bem... — disse Thomas e Duda assentiu — Duda, posso te fazer uma pergunta? Porque você é tão quieto? Digo, você conversa com a gente, mas é mais caladão, nunca entendi isso.

— É só que eu nunca tive amigos, sabe? Eu tinha o Harry e um amigo trouxa o Pedro. Mas sem ser eles eu não tinha mais ninguém, eu cresci tímido com as demais pessoas, não consigo me enturmar tão fácil, foi um milagre ser amigo de vocês e ate aqui mesmo em Hogwarts, muitos me zoam por ser tão tímido — Duda disse se referindo a alguns sonserinos, que de uns tempos para cá insistiam em fazer bullyng com ele. Quanto mais tímido fosse e menos reagisse, mas eles implicavam, quanto mais ele pedia para pararem, menos eles paravam. Recebera até algumas azarações da parte dos sonserinos e tudo porque ele era tímido. Diferente e isso assustava as pessoas.

— Tem algum sonserino te incomodando? — Thomas perguntou serio de braços cruzados. Duda era seu melhor amigo e não podia permitir que alguém machucasse ele. Se lembrava perfeitamente do quanto Duda era bondoso e sempre ajudava com os amigos, mesmo que por dentro, fosse ele a precisar de ajuda, Duda sempre pensava nos amigos.

— Não, já passou — ele disse e Thomas que não pareceu acreditar, iria dizer algo, quando alguém chegou dizendo:

— EI, vocês não vão? Todos já estão no salão de festas — disse Andrew chamando os amigos e eles logo assentiram, o acompanhando.

Aquele era dia 31 de outubro, o dia das Bruxas e como de praxe, havia uma festa todo ano. Enquanto Duda iria com Lizzie, Andrew iria com uma corvina e Thomas com uma sonserina. Assim que Duda vira a amiga descendo as escadas, sua boca formou um " Uau " Lisbeth Carter estava linda!

As decorações da festa também estava linda, tinham abóboras gigantes e centenas de morcegos vivos voando nos corredores e havia todo o tipo de comida magica, doces, bolos, tortas.

— Você está linda — disseram Duda, Andrew e Thomas em coro, de boca aberta. Lizzie vestia um vestido azul, um jeans curto. A garota era pequena, seu corpo ainda não havia começado a se desenvolver devido a sua idade e ela tinha o corpo de uma menina de 11 anos. Seus cabelos loiros estavam soltos, o que só a deixava mais bonita.

— Obrigada — disse sorrindo e logo pegou na mão de Duda e caminharam rumo a pista de dança.

Estava tocando uma musica trouxa e todos já começavam a dançar com seus respectivos pares, desde os alunos do primeiro ano, até os alunos do ultimo ano. Duda dançava meio desajeitado com Lizzie, mas a mesma parecia não se importar, só a presença do amigo ali, já lhe fazia feliz. Duda estava feliz, aquele ano havia sido tão bom para ele.

No trem, esperava que tudo fosse horrível, que ele não fizesse amigos, que não se destacasse em Hogwarts, que não se sentisse bem ali, que sua timidez o fizesse passar vergonha, mas aconteceu o oposto. Estava em Hogwarts, tinha os melhores amigos do mundo e pela primeira vez se sentia bem, Hogwarts era seu segundo lar. Claro que sentia falta de casa, dos pais e de Harry, mas estava feliz ali. Mais do que esperava ficar. Tudo bem, que alguns sonserinos faziam de sua vida um inferno, mas poderia lidar com isso.

— Você parece distante, está pensando em que? — perguntou Lizzie enquanto dançavam.

— Em como a minha vida mudou, antes eu era sozinho e tímido e nervoso no trem achando que tudo daria errado e agora tenho amigos, sou realmente feliz — ele disse sorrindo duvidoso em acreditar na própria sorte. Lizzie apenas sorriu de volta.

Tudo estava tão perfeito, que Duda chegava a pensar se não era um sonho. Mas não era, estava feliz e nada poderia estragar isso.

O que Duda sequer imaginava é que nem tudo eram flores e ele colheria o gosto amargo logo...