The Dragon Tail
10 Chave - Layla
Notas iniciais
Capítulo 10 – Chave – Layla
— Ah! Ar! – disse Layla assim que desceu do trem. Abriu os braços e sentiu o vento batendo em si. Normal, sem nenhum movimento para atrapalha-lo...
O cabelo dela balançou e a loira arrumou-os instantaneamente. E sorriu. Ajeitou a camisa e tirou o pó do short. Então estava praticamente pronta. Sua primeira missão, tinha que conseguir um poder, para então ser forte...
— Espera aí! – gritou Karov atrás dela. O garoto segurava a mochila dele... E a de Layla. Sentiu-se envergonhado ao ver que havia esquecido.
— Obrigada. – disse. O loiro sorriu e seus cabelos curtos balançaram. O vento estava ficando cada vez mais forte. O menino ajeitou o casaco e o apertou contra si.
— Cadê a Grace? – perguntou Layla.
— Lá trás. Ela avisou que iria fazer uma ligação de uma lacrima.
— Ah! Tudo bem.
A garota olhou pela estação. E viu algo que procurava desde sempre.
— Incrível! Aquilo é uma loja de magos?!
— Hã... É... O que tem?
— Vamos lá! Por favor!
— Por quê? Essas lojas não são necessárias para magos como nós.
A loira não tinha coragem de admitir que não soubesse usar magia... Mas ela queria tanto entrar naquela loja, talvez achasse algo que pudesse pagar.
— Por favor... Vamos...
Karov revirou os olhos.
— Pode ir. Mas eu ficarei aqui. Tomarei conta das mochilas.
— Tá, tchau! – disse correndo para a loja.
— Espera! – gritou Karov. -... Era para você dizer não e ficar aqui... – mas Layla não estava mais ouvindo. -... Deixa para lá...
***
A loira não conseguia aguentar a felicidade ao entrar no lugar. Cada coisa que vendia lá parecia um sonho. Tantos lacrimas... Tantas coisas para escolher...
— Com licença. – disse o vendedor, um velhinho estranho de cabelos brancos que usava um manto cinza. – Posso ajudar?
Layla não sabia o que responder. Não estava procurando alguma coisa, bem, talvez estivesse, mas ela não tinha ideia do que era.
— Hã... Por enquanto não. Mas chamo caso precisar.
O velhinho assentiu e voltou a se sentar no balcão. A loira parecia estar vomitando arco-íris. Queria comprar tudo ali. Mas só tinha 20.000 jewels... Para a missão inteira... Então só poderia gastar 10.000 no máximo, se não, não teria dinheiro para a comida ou para o hotel.
Continuou procurando... Havia lacrimas de mudanças de roupa, espelhos mágicos que mudam o batom com o olhar... Tudo parecia que já tinha... Mas nada ajudava muito nas batalhas.
Quando ela viu. Era uma chave prateada, com o símbolo de algum animal na ponta... Talvez um cachorro, ou um elefante, ou uma formiga...
Layla não sabia no que aquela chave seria poderosa, mas pegou aquilo e sentiu uma forte ligação. Como se a chamasse.
— Vai querer? – perguntou o vendedor. Caiu no chão, morrendo de susto.
— O que é isso?
— Uma chave de espíritos celestiais... Nada muito poderoso... Esta em liquidação por causa disso... Você tem contrato?
— Contrato? O que é isso?
— Pelo visto não... Então sugiro você não levar, tem outros produtos.
— Eu quero.
O vendedor olhou-a curioso.
— Tem certeza?
— Sim. Quanto custa?
— 20.000 jewels.
Layla ficou em silencio, e fez uma cara que não entendeu.
— Desculpe. – disse ela. – Não ouvi direito. Quanto é?
— 20.000 jewels.
A loira ficou com raiva, mas se controlou, arrumou a blusa, ficou bem perto do vendedor e perguntou de novo, com a cada palavra ficando mais perto dele.
— Desculpe... Quanto custa mesmo?
— Hã... 10.000 jewels.
Layla ajeitou a blusa, voltou a ficar direita, colocou o dinheiro na mão dele, pegou a chave e correu para fora antes que notara que fora enganado.
Avistou Karov sentado em um banco. Grace ao lado dele, parecendo brava provavelmente por ter que esperar a loira. Mas quando chegou lá, o garoto notou a chave na mão dela.
— O que é isso?
— Hã... Acabei de comprar.
— Uma chave? – perguntou Grace curiosa. Ela se levantou e pegou a chave da mão de Layla. A garota realmente não tinha senso de moda muito bom. Uma camisa preta e uma calça jeans com uma jaqueta amarrado na cintura. A loira sabia que jamais deveria confiar em alguém que não sabia que camisa preta no sol era horrível à moda e ainda deixava a pessoa gorda. Mas Grace era tão baixa que Layla duvidava que ela percebesse alguma coisa. – Quanto você gastou nessa coisa?
— Coisa?! Isso é algo importante, está bom?
— Você nem sabe o que é?! – perguntou Karov assustado.
— Não... Mas senti que devia comprar. Devolva-me! – e pegou a chave de volta. – De todo o modo, paguei o que eu tinha para pagar. Ainda tenho dinheiro para o resto. Estou tão feliz. Vamos?
— Hã... Vamos. – disse Karov. – Olhem aqui, estamos na cidade de Jolukia...
— Por que Jolukia?
— E eu vou saber? O endereço do cliente é algumas quadras daqui. Perguntei para um mendigo. Ele me deu a direção por 3.000 jewels.
— Você gastou dinheiro com um mendigo?!
— Ei, vocês não tem coração?! Ele estava precisando!
— Ah, vá. – disse Grace revirando os olhos. Depois a garota colocou a mochila nas costas e pegou o papel. – Vejamos... Acho que é para lá...
— Espera! Você conhece o caminho? Paguei 3.000 a toa?!
— O mapa esta atrás da folha seu idiota. – ela mostrou a Karov e a Layla. – Vamos. Temos mais a fazer.
Eles começaram a segui-la saindo de lá, mas Layla olhou em direção à loja mais uma vez. Apertou a chave com a mão. Sorriu. Não sabia o porquê... Mas sentiu que aquela “coisa” lhe daria a força que queria.
Pensando nisso, seguiu os outros, sem ao menos olhar para trás.
***
— Chegamos. – disse Karov. – Número 4567891230, Rua Batista meu amor, bairro violeta da rosa encontrou um...
— Já entendemos. – disse Grace o cortando. – Aqui estamos. O banco da cidade.
O lugar parecia ser feito de ouro. Não era um banco comum. Era claramente cheio de dinheiro, as portas eram de feitas de prata e não havia nada ali que não fosse feito de algum metal.
— Não tem ferro. – disse ela. – Que mau gosto.
Layla revirou os olhos e passou pela porta. O lugar estava cheio e havia muito barulho e confusão. Não deveria ser um dia normal.
— Com licença. – a loira perguntou para um senhor na fila. – O que está acontecendo aqui?
— Uma dark guilda nos atacou semana passada. – respondeu. – Todos da cidade estão retirando seu dinheiro para poderem não perder mais nada. Mas ainda tenho alguns jewels para um jantar e nós poderíamos...
Mas Layla não estava mais ouvindo. Voltou até Karov e Grace estavam e perguntou:
— E agora?
— Ficamos na fila. — respondeu Karov.
— Fila?! – perguntou Grace tremendo. – Filas são demoradas.
— Eu sei. Mas o que podemos fazer? Quando for nossa vez, perguntamos o que esta acontecendo.
— A cidade inteira está aqui. – disse Layla. – Teremos que passar a noite.
— Que droga! Odeio filas! – disse Grace se sentando no chão. – Vocês vão lá. Eu fico aqui parada.
— Não senhora. – disse Karov. – Você vai ficar aguentando com a gente.
— Vamos logo. – disse a loira. – Qualquer coisa a gente come umas barras de cereal. – ela abriu a mochila e ofereceu. – Alguém quer?
Quando Karov ia pegar uma, Grace pegou a mochila e fechou o negócio.
— Não. – disse ela. – Isso é para sobrevivermos depois naquela coisa. Nada de comer agora.
Karov e Layla pareciam que iam chorar com saudades das barras, mas aguentaram e foram até a fila atrás de Grace esperar o negócio andar.
***
É hora do...
\\o/ “Pergunte sua dúvida” \\o/
Layla: Oi!
Grace: E aí?
Layla: Não seja mal-educada.
Grace: Mas eu os cumprimentei...
Layla: Bem-vindos ao nosso programa de perguntas sobre o Dragon tail. Hoje é a primeira edição. Estaremos de volta sempre que tivermos perguntas para responder a vocês.
Grace: Isso acho que eles já entenderam. Hora da primeira pergunta:
Helscy — - O Rain vai deixar de ser emo e cortar o cabelo não vai??
Grace: Hã...
Layla: Ela tem razão. Rain precisa urgentemente cortar aquele cabelo. Qual será o cabelereiro dele?
Grace: Quem se importa?
Layla: Não fale assim... Ah, já sei! Vou passar o número do meu cabelereiro, o Ramón, para ele.
Grace: Esse cara não era gay e não foi para a cadeira por assediar mais de trinta clientes homens?
Layla: Algum problema?
Grace: Não. Só que não acho que Rain iria querer...
Layla: Esse assunto já está resolvido. Próxima pergunta!
Charla Kokoro — Layla você gosta do Rain ~le emo~?
Layla: ...
Grace: Pelo visto muita gente gosta do Rain, duas perguntas pra ele.
Layla: ...
Grace: Responda logo Layla.
Layla: Hã... Nós somos amigos, como todos na guilda...
Grace: Você sabe o que ela perguntou.
Layla: Sei?
Grace: ¬¬
Layla: ... Bem, não sei do que você esta falando. Ela perguntou se eu gosto dele... Não significa que seja desse jeito...
Grace: -. -‘ Ah, vá!
Layla: Próxima pergunta!
Charla Kokoro — Grace, você gosta de comer ferro que nem teu pai?
Grace: Ferro? Nunca provei. Peraí. “pega uma faca e morde ela”
Layla: O.o
Grace: ... Até que não é tão ruim. Quer um pouco, Layla?
Layla: ... Não, obrigada.
Grace: Você quem sabe. “morde a face novamente.”
Blake — Grace, você tem peitos grandes ou é uma tabua que nem tua mãe? Pra Layla a mesma pergunta sem a parte da tabua.
Grace: “cospe o ferro fora e começa a tossir”
Layla: Você esta bem?
Grace: Não sei.
Layla: Bem, hã... Quanto a sua pergunta... Eu não gosto de me gabar, mas...
Grace: Não acredito que você vai responder isso...
Layla: Essa história é para 16 anos. Acho que os leitores sabem o que estão lendo... Se não souberem, problema deles.
Grace: ¬¬
Layla: E depois, isso não é algo totalmente indecente. Só estou respondendo uma pergunta.
Grace: E porque não respondeu a outra? A que queria saber se você gostava do Rain?
Layla: Pare de olhar para o passado Grace! Veja o futuro! Agora é sua vez de responder.
Grace: Hã...
Layla: A pergunta foi para você também.
Grace: ... Acho que ouvi minha mãe me chamando...
Layla: Espera Grace! Aff! Por que a mãe dela teve que chamar justo agora? A menina já foi... E... A mãe dela está dormindo já faz 15 anos! Grace! Não pense que vai fugir! Eu respondi! Você tem que falar também!
Fim da Gravação.
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