The Dragon Tail

11 Filas, macacos e mulheres com cordas... - Karov


Notas iniciais
*-* Aqui está mais um capítulo? Estão gostando da história? Espero que continuem lendo

Karov odiava filas. Desde quando era pequeno, já havia passado por experiências terríveis na época que sua mãe não confiava em babás e o obrigava a ir com ela em qualquer lugar que fosse. O garoto se traumatizara com horas a fio em supermercados, salões e em ficar sentado em uma cadeira vendo seus pais treinarem enquanto só olhava.

Terrível.

Ficar ao lado de Grace e Layla não era muito diferente. Enquanto as duas discutiam sobre qualquer assunto idiota, Karov podia sentir um tédio enorme. Olhou para frente. Como uma cidade daquele tamanho tinha tanta gente?!

— Mas que raiva. – disse a maga do ferro. – Odeio ter que esperar por qualquer coisa. Vou dormir.

— Quê?! Você não pode dormir aqui! – gritou a loira. – E se a fila andar?!

— Vocês me carregam. – ela disse como se fosse simples.

Mas ao ver o olhar que Karov e Layla mandaram, a garota calou a boca e ficou de olhos abertos.

— Sabiam que dormir é a melhor forma de passar o tempo?

— Sabia que você fala demais? – retrucou a loira revirando os olhos.

— Ah, parem de brigar! – gritou Karov, o que fez alguns vizinhos na fila olharem para ele. – Me desculpem...

Layla e Grace se silenciaram. Tanto uma quanto a outra pareciam esperar que o garoto explicasse o motivo de ter atrapalhado a briga delas.

— Hã... Que tal... Já sei! Vamos jogar algum jogo enquanto esperamos.

— Não. – disse Grace.

— Pela primeira vez, concordo com ela. – disse Layla, amarrando o cabelo.

— Ah, que calor... – reclamou.

— É enjoada com filas também? – perguntou Karov.

— Não estou enjoada, só está calor. – disse.

— Não está não. – disse o garoto. – Algum problema?

— Como aguenta usar esse casaco? – a loira perguntou. – Eu me sinto como se fosse virar um picolé...

— Beleza. – disse Grace. – Agora ela está doente. Que ótimo.

— Não estou doente! – A garota parecia querer enforcar a maga do ferro. – Estou bem, mas que coisa! Só está calor!

Grace e Karov se entreolharam. Depois deram de ombros, se ela ficasse maluca, era menos gente para dividir o dinheiro.

— Bem... – murmurou o garoto. – Que horas são?

— Não sei. – respondeu a maga do ferro. Depois se virou para a loira – Você tem as horas?

— Não. – respondeu Layla. – Pergunta para aquela pessoa ali.

A senhora para quem ela apontava era velha e parecia ter mais de 80 anos. Essa mulher estava apenas praticamente ao lado deles na fila. Karov se virou e perguntou:

— Com licença senhora, que horas...

— Seu moleque atrevido!

E ele levou uma bolsa na cabeça.

— mas o que...

— Sou uma senhora casada! – e bateu a bolsa mais uma vez na cara dele.

— Ei, pera aí! Ai! Só queria saber... Ai!

— Ei, garoto! – disse um dos seguranças. – O que esta acontecendo aqui?!

— Esse menino queria tocar nos meus peitos!

Karov parecia ter entrado em colapso naquela hora.

O garoto pode ouvir os risos vindos de onde Grace e Layla estavam. As duas mal conseguindo parar.

— Eu só perguntei que horas são!

— Não foi isso que eu ouvi!

— Com licença, garoto, para fora! E vocês duas, também, estão perturbando a fila!

— O QUÊ?

— Para fora do banco! – disse os seguranças, pegando eles pelo braço e os levando para fora. Depois os jogara para fora como se fossem lixos.

— E não voltem mais aqui! – gritaram antes que Karov pudesse falar qualquer coisa.

— Viu o que você fez idiota! – gritou Grace com ele.

— Nunca pensei que fosse tão tarado... – falou Layla parecendo decepcionada.

— Eu só perguntei que horas são! Aquela mulher que era doida! E agora?

— E eu sei lá. – disse a maga do ferro. – Temos que fazer essas pessoas entenderem que somos da guilda que aceitou o trabalho de defender esse lugar.

— Com licença. – disse um homem perto deles. – Vocês são da Fairy Tail?

Karov olhou para trás e viu um homem que parecia ser de origem indiana. Tinha um macaco atrás dele. O bicho comia uma banana e parecia adorar seu dono. Mas não falava como Okky.

— Sou o dono do banco. – ele explicou. – Venham comigo. Porque foram expulsos?

— Um mal entendido. – disse o garoto.

— Isso é o que ele diz.

— Foi sim!

— Calem a boca! – gritou Grace com eles. – Bem, foi esse garoto aqui que apertou os peitos de uma velha.

— Não apertei nada!

— Você conhece os garotos... Sempre muito estranhos. Todos muito doidos e tarados. Mesmo tão novos...

Karov não respondeu a isso, deixou a garota continuar.

— Mas então, viemos aqui para uma missão, mas meio que um gato arranhou o papel...

— Isso não é minha culpa! – gritou Karov.

— Bem, então, qual guilda é? – continuou Grace. – Qual guilda que teremos que derrotar?

— É a “Enfurece Prison”. – disse o homem indiano. – Vocês tem que derrota-los. A mais poderosa de todos é uma mulher com uma corda na boca. Muito esperta, nem ao menos eu e Money pudemos derrota-la.

— Seu macaco se chama “dinheiro”? – pergunta Layla.

— Ele é um fofo. – disse o dono do banco. – Mas temos mais o que resolver. Qual é o nome da velhinha?

— Hã? – perguntou Karov.

— O nome da velhinha que fez você ser expulso?

— E eu sei lá.

— Provavelmente é a senhora Morris. Ela é velha. Não se preocupe com isso. Vai poder entrar.

— Como você sabe tanto dessa senhora? – perguntou Layla.

— Ela é minha tia. – respondeu o homem. – Então já sabem sua missão, certo, fiquem a postos e boa sorte a vocês.

— O garotinho! – gritou a velha, assim que viram eles entrando de novo no banco, seguidos do cara do macaco. – O prendam!

— Cala a boca tia Morris! Eles são magos! Vão defender o banco!

— Hunf! No meu tempo, magos eram mais civilizados, esses daí...

— Mas eu...

— Deixa para lá. – disse Layla a ele. – Só ficar longe de velhinhas...

— Esta bom...

— Pelo menos nos livramos da fila. – disse Grace, se sentando em uma cadeira e fechando seus olhos. – Hora de descansar...

Quando de repente, ela abriu os olhos. Layla também parecia ter ouvido alguma coisa. Karov estreitou os olhos... Eram como passos.

— Tem gente... Vindo para cá.

— Muita gente... – concordou Layla.

— Não parece ser pessoas comuns...

— ATACAR! – eles ouviram e a parede do banco foi quebrada, todos jogados para trás.

— Rápido! – gritou Grace se levantando com um pulo e de repente, havia duas espadas em sua mão. Passou uma para a loira. – Se não tem magia, luta com isso. Karov, use magia para defender os cidadãos.

Layla parecia surpresa. O garoto também estava. Todos os não-magos se viraram em direção á porta de entrada, correndo para sobreviver. Logo, os dois perderam a maga do ferro de vista.

— Você não tem magia? – perguntou à loira.

— Hã... Não... Mas, ainda vou ganhar! Estou na guilda para isso!

— Vamos logo! – gritou Grace e começou a correr em direção ao grupo.

— Ela é doida? – perguntou Layla.

— Muito provável... – respondeu Karov. Mas ele pegou a espada da mão dela e saiu correndo em direção ao grupo. Mas aí ele se lembrou, não sabia lutar com uma coisa daquelas.

— Como se luta com uma espada? – ele perguntou. – Parece fácil nos filmes, mas segurando ela agora...

— Eu ia te perguntar agora mesmo... – disse ela.

Karov ia falar algo quando ele se viu cercado por diversos magos, a maioria deles com espadas, ou com magia saindo de suas mãos, prestes a vir contra ele. O garoto virou a espada contra eles e sentiu como se pudesse ouvir a voz do pai em sua mente “acredite em suas habilidades... se você acreditar, nada será impossível...”.

Então Karov jogou a espada no chão e a quebrou.

— O que... – começou a perguntar Layla.

O garoto sentiu magia correndo em si, ele fechou os olhos, precisava conseguir agora...

Mas depois... Sua magia desapareceu... Do nada... Ele perdera o foco.

- Quase... – murmurou. Quando percebeu uma mulher de cabelo verde tapando a cara, com uma corda na boca andando até eles.

— Hmfhmipiuph. – Ela murmurou.

— O que? – perguntou um dos caras da guilda.

Ela revirou os olhos e apontou para Grace, agora que Karov notara, a garota lutava contra cinco magos de uma vez, com apenas uma espada, derrubou e atravessou o resto até chegar perto deles, apontando a espada.

— Se renda agora. –avisou a maga do ferro.

— Isso! – disse Layla, sendo que ela não tinha feito nada até aquele momento. – Ou derrotaremos você.

A maga estranha riu. Karov olhou em volta. Todos os outros riram em conjunto. Foi então que Layla pegou a chave e apontou para todos eles, virando em direção a cada um.

A maga da corda não parecia nada impressionada com isso. Karov estava completamente bravo. Ele não conseguia acreditar... Aquela vadia da corda... Não falava nada, não fazia nada.

Quando metades dos caras caíram no chão. Grace sorriu, a mulher da corda pareceu mais preocupada agora. Devia haver 50 homens lá, agora 25 de pé. O resto deles pareciam mais determinados e bravos ainda, mas só começaram a rir como se não se importassem.

Então de repente, aqueles que riam, ficaram paralisados e todos caíram no chão, mortos. Só havia agora ali Grace, Karov, Layla e a mulher de cabelo verde. Já que todos da cidade, já tinham conseguido fugir a muito tempo.

— Grace... – murmurou Karov.

— Não fui eu. – disse ela parecendo assustada. – Foi aquela mulher...

Karov virou-se para a mulher da corda, ela sorria como se não fosse nada demais. Mas aquelas pessoas não estavam desmaiadas, como Grace havia deixado com os outros. Estavam mortos... Com uma espécie de rocha cortando o coração deles.

— Magia da terra, é? – perguntou Grace. – Porque estava matando seus subordinados?

A mulher apenas desviou os olhos deles e nem ao menos respondeu.

— Responda! – gritou Layla. Karov não tinha notado como a garota estava nervosa. – Você... Matou seus colegas de equipe!

A mulher de cabelos verdes sorriu e seus cabelos bagunçaram, dando uma impressão de “e daí para você?”

— Vou te derrotar! – avisou Layla. – Por ter feito isso a eles!

Grace olhou da loira para a mulher estranha da corda. Parecia sem expressão. Depois olhou com raiva para Karov.

— Porque quebrou minha espada?

— Hã... Pensei que não fosse precisar dela.

- Então pare de ficar aí que nem idiota e lute! Eu já ouvi falar dessa mulher, Tatian Reather... Maga da boca com corda... Sofreu uma maldição a proibindo de retirar a corda a não ser que seja no dia que mais precisar...

— Não é uma maldição na verdade... – disse a tal mulher retirando a corda e então, conseguindo falar. – Já me livrei disso há anos atrás. Mas tenho que continuar famosa uai.

— Uai? – perguntou o garoto confuso.

- Nunca será famosa assaltando bancos. – disse a maga do ferro. – Tente algo mais perigoso da próxima vez.

— Grace! Não sugira ideias! – advertiu Karov.

-Isso não importa! – disse Layla. – Não acredito que essa vaca... Eu... Não posso deixa-la viver!

De repente, os cabelos dela encheram de fogo. Era como uma lareira viva. Até Grace parecia impressionada.

— Interessante... – disse Tatian. – Uma maga... Você finalmente mudou de vida, certo... Layla Dragneel?

A loira parecia com mais raiva ainda.

— Do que ela está falando? – perguntou Karov surpreso.

Grace deu de ombros e de repente, segurava duas lanças. Mandou uma para o garoto.

— Vamos. – disse ela.

Notas finais
Então, gostaram? Não sei se esse capítulo ficou muito bom... acho que poderia ter feito melhor... Quantos as perguntas, bem, me desculpem, mas elas só poderão ser respondidas no próximo capítulo, espero que continuem lendo