The Diary Of A King Off The Armature
15 Minha primeira refeição
Notas iniciais
Boa leitura!!!
18 de Dezembro de 1188 – velha cabana
Minha cabeça latejava, acordei em um lugar novo, um lugar que eu nunca imaginaria estar, uma casa camponesa.
Imagens apareciam de relance em minha cabeça, berros, vozes grossas masculinas, dor, sangue. Tentei me levantar mas não estava forte o bastante, minhas pernas não suportavam o meu peso.
Em um momento eu estava sozinho em um quarto, posso até afirmar que estava sozinho na casa. Mas, com apenas o meu piscar de olhos, ela apareceu, sim, Kelesy.
Perguntei o que estava acontecendo, quem eram aquelas pessoas, porque passei dois dias desacordado e porque me sentia diferente, ela me olhou calma e infeliz.
“Eu gostaria de poder lhe contar tudo o que está acontecendo, mas não posso, não tenho ordens para isso, em breve Will, em breve você saberá, e tudo vai ficar bem por um tempo, você vai se acostumar com o que sua vida passou a ser, todas as suas dores irão sumir, o seu ódio pelo assassinato de seu pai e pela morte de sua mãe, esse ódio será transformado em algo útil para nós e você nunca mais precisará se preocupar com isso.” Kelesy parou de olhar em meus olhos, andou até uma bancada e pegou uma bandeja, entregando-a em seguida para mim.
Saiu pela porta, me deixando sozinho com meus pensamentos. Por um breve momento eu pensei nas palavras dela, no que ela havia dito segundos atrás e enfim conseguir descobrir o que acontecia.
Ainda sentado na cama, coloquei a bandeja ao meu lado e retirei a tampa que me impedia de ver que tipo de alimento havia lá. Um coração, aparentemente grande para os que eu era acostumado a comer em meu palácio, corações dos animais que eram servidos para mim eram bem menores e eram preparados, não entregues assim, todo sangrento e ainda batendo.
Eu, com toda a certeza do mundo, deveria sentir nojo, repugnância disso, mas não, eu estava louco para devorá-lo, em pouco tempo ele pararia de bater, eu teria que ser breve.
Levei minhas mãos até ele, o agarrei, e assim que ele tocou minha boca, não hesitei e acabei com ele em pouco tempo, com o sangue inteiro escorrendo pelas minhas vestes, pelo meu corpo. Seu gosto era maravilhoso, viciante, inexplicável, eu me sentia forte, sentia que tudo que eu quisesse poderia ser meu, eu conseguiria.
Ninguém ousaria ficar no meu caminho, com certeza não, era só mostrar do que eu era capaz, do que eu poderia fazer, do que eu teria coragem de fazer. Me lambuzei com o que restara se sangue em minhas mãos, aquele cheiro me deixava louco, aquela cor não deixavam o meu olhar desviar.
O único problema é que agora eu queria mais, como aconteceu com a garrafa com sangue, a única diferença é que este era mais saboroso eu adquiri uma necessidade maior, eu precisava desesperadamente de outro, eu simplesmente queria, precisava, sentia que não aguentaria sem outro.
“Calma aí filho, você precisa de descanso, em breve terá outro, muito em breve.” Era um homem alto e com uma capa, uma capa de couro. Ele colocou os dedos em minha testa e eu apaguei, novamente.
Notas finais
Espero que vocês adivinhem o que ele virou com esse capítulo, agora o porque ele virou isso eu não vou contar""" 'x'
Beijo!!!
XX
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