The Devil Isabella
1 Prológo
Notas iniciais
Prológo.
Há 5 mêses atrás Edward Cullen me disse uma vez que a minha espécie esquece rápido, e mesmo que a sua condição não o permitisse esquecer... Bem ele poderia sempre se distrair.
Eu digo "espécie" e "condição" por que claramente, eu e Edward não pertencemos ao mesmo mundo. Ele que o diga. Ele é o caçador e eu sou a presa. Edward é um vampiro e eu sou seu alimento, isso se ele não fosse "vegetariano", o que nos permitiu alguns meses de puro amor e juras de eternidade trocadas.
Falsas juras e frágeis amores, pois além de ir embora, Edward levou de mim minha família. Meus irmãos e meus novos pais. Os Cullens.
Eu queria muito dizer que não sentia nada além de amor por eles, queria dizer que nenhum tipo de sentimento ruim é direcionado a eles, mas aí eu estaria mentindo. Guardo todo o rancor do mundo, juntamente com o ódio e a sede de vingança em meu coração. E também a certeza de que se algum dia eu os encontrasse novamente eu os faria pagar, eu os rebaixaria para simplórios humanos e pisaria em seus frios corações; Eu os faria sofrer como ninguém nunca sofreu e então eu riria em frente a suas perfeitas faces e as veria se deformar em uma careta de dor, pois eles me enganaram desde o inicio, com seus sorrisos amorosos e suas história com finais felizes, eles me fizeram acreditar que eu podia ter... tudo. Só para depois arrancar isso de mim.
"Nós estamos deixando Forks" Eu lembrei de suas palavras, e automaticamente minha mente viciada trouxe à memória sua voz e seu cheiro adocicado. "Carlisle deveria ter dez anos a mais do que aparenta." Ele disse e com perfeita sincronia, entoei a fala que vinha da lembrança "As pessoas estão começando a perceber.".
Dei um rosnado de pura raiva e enfiei minha faca de cozinha na perna da pessoa á minha frente, que gritou pela dor não esperada.
Dei um riso ensandecido e retirei a faca do local, havia tempos que tentava reprimir meus desejos assassinos, desde criança os tive, a primeira vez que matei foi um pequeno coelho em uma das minhas visitas a Charlie, naquele dia estava tão irritada por ter que sair de minha amada e ensolarada Phoenix que não tentei refrear meus desejos e nem debati com minha "outra eu" o que era certo e o que era errado, apenas fiz o que sempre quis fazer: Matei.
Eu abri a barriga do pobre coelhinho ao meio com o canivete que roubei em segredo de Charlie e o embalsamei, enterrei minhas mãos em seu interior e retirei cada orgãozinho de seu corpo e depois tentei colar sua pele novamente com uma cola de construção que eu encontrei junto com o canivete em sua caixa de ferramentas.
Naquele dia eu me senti tão poderosa e invencível que foi difícil não repetir a dose outras vezes. Mas eu estava cansada de me reprimir, estava cansada de ser boazinha e controlada.
Eu queria perder o controle de mim mesma e de meus atos e estar novamente no controle da vida de outra ser humano. E foi isso que eu fiz, sem nunca perder meu sorriso sádico e o brilho no olhar.
Olhando bem nos olhos apavorados do homem a minha frente me aproximei mais e lhe apontei a faca ameaçadoramente, sem lhe dar tempo de fugir, vi pelo reflexo de seus olhos verdes claros uma bela moça com aparência de louca, seus cabelos caiam em uma cascata de cachos que lhe cobriam metade do rosto e estampado no mesmo estava um sorriso ameaçador e os olhos brilhando em brasa, rapidamente cheguei á constatação de que aquela moça era eu. Abri mais meu sorriso, e pisquei voltando minha face para doce e infantil, e com o tom de voz do mesmo modo, cantarolei:
– Agora vamos brincar, papai.
Fim do Prólogo.
The Devil Isabella.
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