The Devil Isabella
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Aproveitem!!!
Capítulo 1
Todas as coisas que você disse ♫
Respirar e sorrir, duas funções que eu nunca imaginei que se tornariam tão dificeis de se cumprir, mas a verdade é que depois que ele se foi muita coisa aconteceu.
Dois anos atrás, quando eu pensei que minha vida mudaria muito por estar vindo morar em Forks eu nunca imaginei que estaria tão certa. Mas eu também nunca pensei que minha vida mudaria em tais circunstâncias.
Nunca pensei que me apaixonaria, ou que poderia ser tão feliz aqui como eu fui. Mas como minha mãe costumava dizer: tudo o que é bom dura pouco. E nesse caso, durou muito pouco.
Quando Edward Cullen e sua familia foram embora me deixando apenas com lembranças, minha vida tomou outro rumo e novamente eu me vejo surpresa de quantas voltas minha vida havia dado.
Eu havia me tornado tudo aquilo o que Forks era, tudo o que um dia eu havia odiado.
Eu era fria, como ar que eu reluto em inspirar, era verde como os cadavéres e sádica, sempre cultuando a minha própria dor por esta me lembrar que um dia fui feliz, e que se eu não sou agora a culpa era minha, por que eu não era o suficiente.
Havia finalmente caído, desistido de lutar, apenas seguindo com a mentira.
Tornaram-se mais difíceis para respirar ♫
Levantei-me da cama, colocando um roupão e me arrastei até a porta do quarto, Charlie havia acabado de chegar, fazendo barulho para espantar os espirtos da solidão que rodeavam a casa, quase sorri com a ideia de que pelo menos a solidão não iria me abandonar. Ela me adorava, me compreendia e era a única, sempre sugando toda minha energia, e me fazendo companhia, sempre me incapacitando de pensar mais do que algumas palavras, e a isso eu agradecia, pois era ela que me impedia de pensar neles e em como eles estariam, como estaria minha melhor amiga nesse momento e em que coleção de roupas ela estaria almejando, ou em meu grande irmão e em que regiões estaria ele planejando caçar, e principalmente em meu amor, como estaria ele e com quem.
A simplesmente menção de que eles estariam seguindo com suas vidas me magoava, e me traziam lágrimas aos olhos facilmente, mas eu me repreendia rápidamente, eu não era digna de derramar lágrimas por eles, eu não era boa o suficiente. Será que eu estava me tornando burra também?, pensei enquando me trancava no banheiro, suspirando em frente ao espelho comecei a me despir, feliz pela minha aparência, minha pele havia tomado uma coloração pálida como de um cadáver e em baixo de meus olhos encontravam-se grandes olheiras as quais eu sempre contornava com os dedos calmamente, elas me lembravam deles em seus piores momentos e ainda assim eram tão belos. Sorrindo observei meus braços e perna,s agora tão finos e fragéis, meu dedos brancos não sustentavam um objeto por muito mais do que alguns segundos, eu me sentia maravilhosa quando assustava as pessoas e automáticamente as afastava.
Afinal, havia me tornado uma deles, uma morta-viva solitária. Havia também me tornado o que ele disse que eu era: fraca; mas não humana, eu era uma zumbi e se isso os trouxesse de volta para mim, valeria o esforço!
Liguei o chuveiro e deixei a água escorrer por meu corpo, quando a banheira finalmente encheu me sentei e ainda com a água fria batendo em meu corpo cantarolei minha calção de ninar, embalando-me na música, lembrei-me de seu canto e de seus dedos frios me acariciando. Segundos depois, me irritei e saí do banho, o que era a melhor coisa do meu dia havia acabado, pois ás 21:00 hrs era exatamente quando a água tomava a temperatura muito semelhante a de sua pele, durava apenas 15 minutos, e quando acabava eu me sentia vazia novamente. Senti-me ser consolada pela solidão minha eterna companheira, e a dor veio junto dessa vez em um abraço mortal. Me enrolando na toalha, tranquei automáticamente a porta do banheiro, sorrindo bobamente me abaxei na pia com minha escova de dentes em mão.
Era agora, iria purificar meu corpo, para que quando ele chegasse ele me amasse novamente. Eu finalmente seria boa o suficiente.
Sim, a voz que eu já estava acostumada a ouvir todos os dias sussurou, faça. Você nunca será boa o suficiente se não fizer, afinetou-me, está tão gorda, continuou, ele nunca vai te querer se te ver assim. Faça, repetiu e eu gemi em dor, eu não poderia estar fora de peso, preciso estar perfeita para meu amor. Senti a voz bem perto do meu rosto e sua risada me atingiu, seu halito de poeira me fez abaixar o rosto, Nunca será perfeita como elas, você é tão fraca, sempre tão fraca..
Forcei a escova de dentes para dentro da garganta e senti meu jantar voltar para fora, cuspi e escovei meus dentes, tonta e entorpecida, me sentia tão limpa, Havia tirado toda aquela comida humana de meu orgânismo! Me senti tão livre enquanto andava calmamente ao meu quarto e vesti um vestido branco solto, não sentia mais frio, meu corpo estava acostumado ao frio, o exterior não se comparava ao interior.
Fiquei me admirando em frente ao espelho e o quanto eu parecia com eles no vestido, tão branca quanto, tão magra quanto e certamente tão fria e morta quanto eles.
Ouvi meu pai me chamar na sala, eram quase 22hrs, ele já deveria estar dormindo, o que estaria ele fazendo?
Desci as escadas calmamente, a casa estava clara todas as lâmpadas acesas tornando visivel sua sujeira e seu cheiro de mofo inebriante para mim.
Charlie estava no sofá da sala com a tevê ligada em um canal de comerciais, em sua mão estava uma lata de cerveja que ele tratou de amassar e arremessar para o canto da sala para fazer companhia de tantas outras. Ele me olhou de cima a baixo longamente, e com a voz embriagada gritou:
– O que está fazendo ai? Traga-me outra cerveja, precisamos conversar! — Fez um gesto rude, e me dispensou. Fui até a cozinha calmamente, sem magoas, por que aquele era o tratamento que eu merecia, eu não era boa o suficiente para nada melhor do que aquilo.
Abri a geladeira e olhei em seu interior, havia mais cerveja do que qualquer coisa lá, latas e mais latas, haviam também alguns legumes e carnes, mais em tão grande excesso como as cervejas estavam os peixes que ele me obrigava a preparar todos os dias. A partida de Edward não havia alcançado somente a mim como também a todos os que habitavam ao meu redor, meus amigos na escola haviam com o tempo se afastado, haviam capitado a ideia de que eu precisava de um tempo, mas eles apenas realmente me abandonado a pouco tempo e começaram a me tratar com desprezo e nojo, meu pai começara a beber cada dia mais, e virará um ogro, começara a pegar o gosto de me bater e xingar havia pouco tempo, logo depois da visita de minha mãe e quando ela tempo me levar para longe daqui.
Neguei-me fielmente a ir, e prometi que me reergueria, fiz isso e minha luta pela perfeição começou dali.
Senti uma mão forte me puxar pelos cabelos molhados, me trazer a realidade, Charlie havia puxado meus cabelos e me dado um forte tapa na cara, senti minha cabeça bater na parede e meu cerebro travar, sentia meus olhos marejando e minha visão ficar turva, nenhuma lágrima derramei, era assim depois da segunda semana, abracei a dor de braços abertos como uma velha amiga.
Quando eu estava deitada no chão ♫
Charlie gritava palavrões e destribuia fortes tapas em meu rosto, me jogou no chão e quando meus sentidos começaram a voltar lentamente comecei a entender algumas de suas palavras, porém a embriagez em nada ajudava.
Ele balbuciou algo sobre ter nojo de mim, e seu olhar de desprezo apenas comprovou a verdade em suas palavras, ele continuou gritando e eu já tremia de medo meus olhos estavam esbugalhados e eu me sentia terrívelmente encurralada, como uma animal preso.
Começou a despir seu cinto e a gritar o quão suja eu era, e que daria o castigo que eu merecia como a puta que eu era. Ele ria do medo minha face, e quando eu abaxei minha cabeça ele a levantou rudemente, e me bateu novamente senti as lágrimas correrem por meu rosto em antecipação.
– Por que está chorando, vadia? — Cuspiu em meu rosto, olhando diretamente em meus olhos. — Não te dei motivo para chorar ainda, Isabella! Engula o choro! Agora!
Fiz o que ele mandou e fechei meus olhos, implorando para que Edward vinhesse me salvar, para que qualquer um me ajudasse.
Eu não podia acreditar que você não iria me salvar ♫
Senti meu braço ser agarrado e no momento seguinte estar sendo imprensada no balcão da cozinha, Charlie retirou-se das calças e rasgou meu vestidos ao meio e me deu um forte tapa em minhas nádegas, reprimi um gemido de dor quando ele agarrou meu pescoço me impedindo de respirar, senti suas mãos afastando as minhas pernas me curvando em direção a granizo do balcão, ele soltou meu pescoço mas continou com as mãos em minhas costas, soltou um risada entrecortada e no segundo seguinte senti sua genitalia romper em minha vagina brutalmente, e com uma estocada forte fez meu hímen partir-se, sinte o sangue escorrer por minhas pernas e soltei um gritou de dor que logo foi abafado por sua mão, puxando minha cabeça para trás por meu cabelo ele cuspiu em seu rosto e ficou olhando dentro de meus olhos. Eu senti nojo de me mim mesma, por que havia nascido? Tudo isso era minha culpa, se eu tivesse nascido morta não teria me apaixonado por um vampiro nem estaria sendo estuprada por meu pai, lágrimas de dor desceram por meu rosto como uma avalanche, senti meu rosto ser jogado para frente por Charlie que agora se movimentava rapidamente e me estapeava em intervalos de segundos, mantive-me calada enquanto o ouvi dizer que era isso que eu merecia, quase deixei-o me convencer, mas então tudo o que eu vinha fazendo comigo mesma passou pelos meus olhos como um filme e a barreira que me impossibilitava de ver se rompeu.
Eu estava agindo como uma fraca e tola humana, sendo exatamente o que ele dizia que eu era. Mesmo que ele tivesse ido eu ainda estava seguindo suas ordens, minha vida ainda girava em torno dele e de sua familia, eu estava sempre a sua espera, quando eu devia ter tomado o controle de minha vida.
Escute-me!, gritou minha outra eu em minha mente, você é fraca, mas eu não sou! Deixe-me lutar!
E eu consedi seu pedido, fechei os olhos e respirei fundo, eu era uma mera espectadora agora.
Me senti viva novamente, senti que estava despertanto de meu torpor, eu havia acordado do pesadelo mais estava vivendo um pior ainda, eu podia ver novamente, eu conseguia sentir algo novamente..
E eu sentia raiva. Muita raiva.
Em um movimento rápido, me virei e empurrei Charlie para o chão e fiquei o encarando, ele parecia ter acordado também, porém quando ele viu o que havia feito não havia arrependemente em seu rosto, apenas nojo.
Peguei uma das facas e apontei para ele que apenas me lançou um olhar cético, o segurei pela camisa e levei á uma das cadeiras com uma força que eu achava impossível existir em mim.
Bati em seu rosto repetidas vezes o deixando tonto, e quando ele segurou meu braço eu fiquei sem reação, Fraca!, minha mente gritou. Acabe com ele, disse a voz que me atormentou todo o tempo.
Não, Bella. Não faça! sussurou Edward. E isso apenas bastou para que eu me enfurecesse mais. Ele estava ao lado deste monstro então? É isso? Ele nunca havia me amado de verdade e estava apenas me usando? Maldito seja!
Tudo aquilo que ele disse era mentira. Todas aquelas desculpas ridículas!
"Nós estamos deixando Forks" Eu lembrei de suas palavras, e automáticamente minha mente viciada trouxe à mémoria sua voz e seu cheiro adocicado. "Carlisle deveria ter dez anos a mais do que aparenta." Ele disse e com perfeita sincronia, entoei a fala que vinha da lembrança "As pessoas estão começando a perceber.".
Dei um rosnado de pura raiva e enfiei minha faca de chefe da cozinha na perna da pessoa á minha frente, que gritou pela dor não esperada.
Soltei um riso ensandecido e retirei a faca do local, havia tempos que tentava repremir meus desejos assassinos, desde criança os tive, a primeira vez que matei foi um pequeno coelho em minha primeira visita a Charlie, naquele dia estava tão irritada por ter que sair de minha amada e ensolarada Flórida que não tentei refreiar meus desejos e nem debati com minha "outra eu" o que era certo e o que era errado, apenas fiz o que sempre quis fazer: Matei.
Eu abri a barriga do pobre coelhinho ao meio com o canivete que roubei em segredo de Charlie e o embalsamei, enterrei minhas mãos em seu interior e retirei cada orgãozinho de seu corpo e depois tentei colar sua pele novamente com uma cola de construção que eu encontrei juntamente com o canivete em sua caixa de ferramentas.
Naquele dia eu me senti tao poderosa e invencível que foi dificil não repetir a dose tão outras vezes. Mas eu estava cansada de me reprimir, estava cansada de ser boazinha e controlada.
Eu queria perder o controle de mim mesma e de meus atos e estar novamente no controle da vida de outra ser humano. E foi isso que eu fiz, sem nunca perder meu sorriso sádico e o brilho no olhar.
Olhando bem nos olhos apavorados do homem a minha frente me aproximei mais e lhe apontei a faca ameaçadoramente, sem lhe dar tempo de fugir, vi pelo reflexo de seus olhos verdes claros uma bela moça com aparência de louca, seus cabelos caiam em uma cascata de cachos que lhe cobriam metade do rosto e estampado no mesmo estava um sorriso ameaçador e os olhos brilhando em brasa, rapidamente cheguei á constatação de que aquela moça era eu. Abri mais meu sorriso, e pisquei voltando minha face para doce e infantil, e com o tom de voz do mesmo modo, cantarolei:
– Agora vamos brincar, papai.
Fiz um corte em seu rosto e observei o sangue cotejar, era lindo e o cheiro me fez querer mais! Eu me sentia tão viva tirando a vida de outra pessoa, era tão bom!
– Você é um monstro — eu disse, e arranquei uma de suas orelhas, me deliciei com seu grito de dor e com o sangue que começou a escorrer em meu rosto. — Não merece viver, Charlie.
Rio observando-o derramar lágrimas e pedir perdão, estalei a língua em sinal de negação e como se falasse com uma criança repreendo-o.
– Não, não, não Charlie. Não chore agora! — Disse passando a ponta da faca afiada em seu antebraço, deixando um grande arranhão, e refazendo o caminho retirei boa parte de sua pele, ele gritou e chorou ainda mais. — Não te dei nenhum motivo ainda para chorar!
Enfiei mais uma vez a faca em sua perna alternando de lugar e me deliciando com a visão do sangue que escorria da faca e de suas veias.
Charlie eventualmente tentou fugir, não esperava o contrário, porém minha mente pensava muito mais rápido agora do que um dia eu pensei ser possível. Constatei que devia agradecer por isso á adrenalina que corria em minhas veias e fazia meu coração bater mais forte, consequentemente mais sangue para o cerebro. Busquei um por algo que eu pudesse usar, e fiz isso calmamente, Charlie que não podia andar tentava fugir se arrastando até a porta o mais rápido que podia, mas ele já havia perdido sangue o bastante e não tinha muito tempo.
Encontrei um martelo de carne, testei seu peso e me encaminhei até Charlie, o fiz virar-se para mim e enfiei o martelo no meio de seu tórax, fazendo um corte grande mais superficial, repeti a dose e dessa vez tornei o corte maior e mais fundo, o sangue jorrava como um mangueira e me molhava toda, sob seu olhar passei a lingua pela lâmina da faca saboreando o gosto metalico do sangue.
Esperei o mal estar e a tontura, porém ambos não vinheram, cansada de esperar cortei a garganta do meu querido papai e ainda por ciam observei sua vida esvair-se de seus olhos.
Charlie lutou contra a morte, mas não venceu e suas últimas palavras foram: — Demônio, minha filha é um demônio.
Sorrindo eu respondi para a sua morte:
– Sou muito pior que isso, papai.
Fim do Capítulo.
The Devil Isabella.
Notas finais
E eu espero que você tenham gostado de capitulo e se ainda tiver alguuém lendo que comentem, e que digam o que acharam..mesmo se estiver horrível! Eu vou aceitar, um beijo :*
Até o próximo!
Fale com o autor