Notas iniciais
Olá gente! Obrigada pelos comentarios, aproveitem o capítulo! =D ---------- 01.05.2014 Esse é um teste, quero saber se quem acompanha e/ou tem essa fanfic nos favoritos são notificados até mesmo pelas minhas atualizações nos capitulos. Se sim, por favor, mande-me uma MP, ou se ainda não comentou em algum capitulo da fic, comente e diga isso, eu estou pensando em voltar a escrever, eu sinceramente espero voltar a escrever, eu só quero saber se não estou sozinha. Obrigada. ------------ O capitulo tem leves alterações, não só na ortografia mas na estória, não são 100% relevantes (não vão mudar completamente o que já aconteceu até aqui mas) é sempre bom checar, se quiser. Beijos, bom feriado.

Capítulo 2



Quando a minha visão finalmente perdeu todo o vermelho da ira, eu pude ver. Meu pai, Charlie, havia abusado de mim. E eu havia o matado.

Senti-me deslizar até o chão com o baque da realidade, meu corpo pesou e eu soltei a arma do crime, a prova da minha condenação, como se ela estivesse em fogo. Toda a força, a sensação de poder e o prazer do sangue ainda estavam lá, bem visível em minha face, e eles martelavam em meu crânio impedindo-me de descansar, me sentia inebriada.

Com grande esforço me levantei do chão e segurando-me nas paredes me pus a andar, mesmo que aquilo seja a última coisa recomendada a fazer. Meu corpo pendia de um lado para o outro e minha cabeça pesava, sentia minhas emoções aflorando e esperei pela culpa. Não veio.

Eu já estava certa de que ele merecia aquilo. Charlie havia merecido e eu fui muito caridosa por não ter feito pior, deveria tê-lo castrado e retirado órgão por órgão enquanto ele ainda respirava, talvez arrancasse seus olhos e mutilasse seu rosto e por fim o queimasse vivo, se ele fosse homem o suficiente pra aguentar tudo isso.

Ah, eu adoraria tê-lo feito, e só de imaginar tais cenas senti meu corpo vibrar. Eu queria mais! Matar, matar, era tudo o que eu pensava, balançando a cabeça me dirigi para a cozinha, precisava pensar, precisava de um plano. Havia acabado de matar alguém e sabia que isso iria complicar muito em meu plano de "seguir adiante". Ainda mais se a policia tivesse em meu encalço. Toda a cozinha estava coberta pelo sangue do meu progenitor, meu vestido em trapos e manchado, em minha opinião, nunca esteve mais belo! Todo aquele cenário fazia meu corpo vibrar, sugava a força de mim e a entregava para uma outra eu.

Me encaminhei à geladeira que continuava aberta, aproximei-me e fiquei diante de seu vento frio, talvez aquilo me ajudasse a pensar com clareza. Não podia sair por ai fazendo uma matança. Não em Forks, pelo menos..

Soltei um muxoxo, não estava funcionando. Estendi a mão e peguei uma das latas de cerveja do falecido, soltei um riso rouco enquanto me deleitava do liquido. Assim que bebi a primeira a amassei e joguei para algum lugar atrás de mim, imitando os gestos de Charlie, bebi mais uma e repeti a sequência várias vezes enquanto bebia a sétima latinha e sentia meu cérebro esmaecer-se lentamente esperei pelo som da lata de cerveja cair no chão bater outras.

O barulho não veio, mas o que o substituiu me fez tremer dos pés a cabeça e o meu coração parar brevemente para depois voltar a galopar ferozmente. Havia alguém atrás de mim, e ele havia me pego em flagrante. Estava morta afinal, não tinha chance de se safar dessa.

– Acha que se embebedar vai fazê-la perder a culpa? — Disse a presença masculina, que há segundos antes soltara uma risada macabra.

Em um solavanco meu cérebro estava ligado novamente, procurando uma maneira de conseguir me sair dessa. Tentei controlar minha respiração e fazer cara de coitada, porém lembrei-me rapidamente que era uma péssima mentirosa. Desisti da farsa, se fosse preciso mataria esse ai também e fugiria. É, eu faria isso.

Me virei lentamente, meu rosto não aparentava nenhuma emoção a não ser tédio. Soltei um longo suspiro e dei um último gole do liquido.

– Quem disse que me sinto culpada? — Perguntei, desafiando-o com o olhar. Ergueu as sobrancelhas cético e curioso, em sua boca descansava um sorriso de canto sexy, mas foi em seus olhos que me concentrei. Poderosos olhos negros que brilhavam em relação a algo que eu não consegui decifrar.

– Bem, isso é novidade.

– Ele mereceu isso. — Eu falei com convicção e soltei um grunhido animalesco.

– Então não voltaria atrás? — Zombou, enquanto acendia um cigarro, se aproximou de mim e ficou a observar minhas reações.

Para aquela pergunta especificamente, eu não tinha uma resposta. Faria aquilo novamente? Mataria meu pai, Charlie? Por um segundo achei que as bebidas estavam fazendo efeito, afinal tinham finalmente conseguido trazer-me um pouco de remorso.

Preparei minha voz para dar-lhe a resposta, porém não estava certa de que ela era verdadeira dessa vez. Antes que eu pudesse falar, ele estendeu sua mão e abriu um largo sorriso.

– Sou Duane. Demônio corretor de alma. — Falou, pomposo. Minha vez de erguer as sobrancelhas, cética. "Você não quer que eu caia nessa merda, quer?" Estampava-se em meus olhos. Não mexi um músculo, ainda encostada no balcão da cozinha. O tal Duane bufou, se aproximou e apertou minha mão para em seguida beijar-lhe as costas como um cavalheiro que eu duvido que ele seja. Ficou me encarando diretamente em meus olhos, e por alguns segundos deixei-me ser compelida pela escuridão do seu olhar. Rapidamente voltei á consciência, não deixaria pensar que era uma retardada ou mostraria o quanto poder seus olhos tem sobre mim. Pisquei, e dei-lhe um sorriso doce, que contrastado com o meu estado, seria visto por qualquer um como macabro. Porém, o misterioso homem a minha frente apenas retribuiu o sorriso enquanto seus olhos brilhavam de apreciação.

Desconfortável pela trocada dos longos olhares, esforcei-me para lembrar o que ele havia dito. Demônio corretor de almas, ele dissera. Me afastei e o observei, quando voltei a falar minha voz estava tão pesada em escárnio que eu mesma me surpreendi.

– Demônio, certo? Que conveniente, acabei de matar a merda do me pai estuprador! Estava mesmo precisando de alguém para festejar!

Duane soltou um suspiro acompanhado de um gemido sofrido.

– Esperava que com você fosse mais fácil minha cara, levando em consideração que seu ex-namoradinho era um vampiro.

Travei, como ele sabia? Seria possível que ele fosse realmente quem disse ser? Demônios existiam mesmo? Minha mente estava cheia de perguntas, eram tantas que eu fiquei sobrecarregada, mas uma delas me fez ficar tensa. O que será que ele queria de mim? Isso devia ser algum tipo de brincadeira de meu subconsciente, é. Só pode ser um dos meus sonhos malucos. Uma pena que eu não consiga nem enganar a mim mesma.

– Sou Bella. — Respondi, lutando com a vontade de corar devido ao seu sagaz olhar. — Hm.. Como posso lhe ajudar?

– Você tem fugido de mim Bella. — Respondeu. O que isso deveria significar? — De meu pai, alias. — Completou com uma risada.

– Eu não entendo.

– Sou Duane, o filho nº 1 de Bune, o deus da morte. — Ele disse simplesmente, sem se importar em ser indiferente porém visivelmente orgulhoso. Senti meus olhos se arregalaram e minha respiração travar, para logo em seguida voltar pulsante. — E, eu sinto muito dizer mas você não deveria estar viva neste momento.

Tentei ser forte, mas minha mente tinha, claramente, outros planos. Se eu não devesse estar viva então, por que estava? Forcei-me a não desmaiar, cravei meus olhos na criatura que agora estava confortavelmente sentado em uma das cadeiras da mesa. Imaginei que, talvez eu devesse relaxar também, se fosse para morrer pelo menos seria com a falsa imagem de que era corajosa.

–Sinto muito? — Perguntei receosa, ele apenas deu uma risada contagiosa.

– Relaxe, Bella. Não vim aqui para mata-la. Na verdade, vim aqui pela sua alma.

– O que tem minha alma?

– Eu a quero. — Estranho, será que eu já posso acordar desse pesadelo?

– Você.. quer a minha.. alma? — Franzi a testa e pisquei, minha face deveria realmente estar muito engraçada por que o demônio tentava repremir um sorriso. — Tipo.. O Pacto com o Demônio?

– Bem.. é, mas ou menos isso.

– O que eu ganho em troca?

Ele sorriu, e de repente eu senti que talvez não fosse gostar do que estava por vir.

– Eu te dou a imortalidade.

Fiquei em choque, não sabia o que pensar ou o que fazer. Não falei nada por uns bons segundos, e quando senti que o Duane, já estava ficando impaciente, reagi.

– Você pode fazer isso?

– Bem, tecnicamente. Uma vez que você foi aceita e que me venda sua alma.

– Aceita em que exatamente?

– Aceita por quem, você quis dizer. — Acendeu outro cigarro, tragou e me ofereceu. Aceitei, estava nervosa e sempre ouvi dizer que a nicotina acalmava as coisas. — Aceita por Kali, o demônio do caos da vingança e do prazer. Você já é praticamente a pessoa favorita dela, depois disso aqui. — Apontou ao redor.

– Ser aceita.. o que significa?

– Significa que se tornará uma de nós, Bella. Um demônio das trevas. Você se tornará forte e rápida como eles. Sua beleza será letal, e você poderá criar ilusões nos humanos, mas somente os seres sobrenaturais se tornam intocados pela sua ilusão. Mas uma coisa não mudará, Bella. Você ainda vai querer matar.

– O que preciso fazer? — Perguntei um pouco receosa. Imortalidade. Era o que eu queria não era?

– Você só precisar dizer as palavras, Bella.

– Eu aceito. — Respondi sem pestanejar, meus olhos brilhando pela oportunidade, não sabia no que estava me metendo mas não conseguia sentir medo.

Em um piscar de olhos uma pilha de folhas apareceu em cima da mesa, Duane me entregou uma caneta e sinalizou aonde era os lugares para assinar.

– Contrato? Que organizado. — Disse risonha, enquanto escrevia a rubrica de minha assinatura. Passando os olhos pelas folhas captei algumas palavras interessantes, mas uma frase me chamou a atenção. – Sem sentimentos?

– Ah é, você não conseguirá ter bons sentimentos agora. Tipo amizade e amor. — Ele falou, fazendo um barulho estranho de nojo.

Eu ponderei a informação. Não poderia amar novamente, então eu também não poderia me machucar mais.

– E as outras emoções? — Eu precisaria delas para minha vingança.

– Elas ainda estarão lá, é claro! A raiva, o prazer, o tédio, o ódio, sua louca sede de sangue e essas coisas.

Sorri minimamente, e assinei na última linha da última folha.

– Está feito. -Ele disse, e se levantou animado, eu quase pude ver uma lâmpada se ascendendo em cima de sua cabeça. — Vamos conhecer uns amigos. Coloque isso.

Me entregou um sapato alto, e começou a andar, calcei-os e o segui cautelosamente, esperei a queda. Ela não veio, e eu me surpreendi o quão elegante eu estava, parei em frente ao espelho do corredor e me olhei.

Estava magnifica, o corpo magro pelos meses de maus tratos agora combinavam com a figura, meu olhar tinha um brilho assassino e superior. Minha boca estava num tom vermelho que contratava com os respingos de sangue que descansavam em meu rosto. Não senti repulsa de olha-los, na verdade senti prazer. Meu vestido estava encharcado deles, e eu me sentia incrivelmente sexy em meus trajes rasgados.

Segui Duane para fora de casa, mas antes de irmos uma questão me bateu:

– O que faremos com Charlie e a casa?

– Nós queimamos! — Levou alguns segundos para compreender suas palavras, e nem percebi estar segurando minha respiração enquanto a minha nova realidade corria por meus olhos, junto com a casa e o cadáver do meu pai, tudo que eu construí e tudo que um dia eu pude ser se queimariam também.

Subi rapidamente as escadas, depois de uma pequena discussão com o irritante — e charmoso — demônio, vasculhei por todo o meu quarto e encontrei o talão de cheques da minha poupança, joguei umas peças de roupas em minha mochila e me encaminhei para o quarto de Charlie, lá eu peguei sua arma, seus cartões de crédito e os documentos do banco. Antes de sair, me lembrei, eu estava sem calcinha! Fiquei sem saber se deveria voltar e colocar uma, mais eu percebi que eu não sentia pudor em pensar em sair sem calcinha.

Desci ao encontro de Duane depois de arrumar meu cabelo, ele me observou calmamente depois ateou fogo na casa.

– Uau! — Exclamei maravilhada. — Como fez isso?

– É algo de demônio, sabe? Um dia você aprende. Agora vamos, vou te levar para seu novo território.

Segurando minha mão e trouxe-me para mais perto, então uma grande nuvem negra nos cobriu e um segundo depois se foi. Nós já não estávamos mais em Forks, observei a tudo e não me desgrudei do demônio que me mantinha agarrada ao seu torso. Olhei em seu rosto e ele me olhava, deu um sorriso travesso e disse:

– Bem vinda a Las Vegas, Bella.

Sorri em resposta e o acompanhei a um bar bem badalado, estava lotado e muitas pessoas dançavam, outras estavam sentadas e conversando. Fiquei olhando pra toda àquela massa de pessoas que se tocavam e se embebedavam e esperei por alguma mudança, esperei ver mais do que uma humana veria mas, nada encontrei. Frustrada e desacreditada cheguei a pensar que mais uma vez nada aconteceria e que nada mudaria, seria eu — pra sempre — a garota comum humana marcada pelo abandono do ex?

Uma das mesas nos encarava diretamente, lá estavam sentados 2 garotos loiros, um moreno e uma garota ruiva, todos eles tinham uma beleza em excesso, que machucaria o ego de metade da população do mundo.

O garoto moreno e um dos loiros me olhavam sem piscar, e observavam meus movimentos abobalhados, a cena me deu confiança o suficiente para ver que, eu não sou mas a garota abandonada, eu sou a garota que matou seu pai e que assinou um contrato com o inferno, dei-lhes um sorriso sacana e ambos retribuíram, já o os outros três encaravam meus trajes com uma face divertida e com a sobrancelha erguida em questionamento.

Parece que eu não sou a única que gostou do visual.

Fim do Capítulo.

The Devil Bella.

Notas finais
Não esqueçam de comentar e me dizer o que acharam, logo logo os Cullens vão aparecer, mas somente em um POV não vou apressar as coisas ainda! Um beijo! :D No aguardo.