Notas iniciais
Sei que demorei, mas vocês já sabem.. Esse capítulo estava bem chatinho de terminar, então resolvi deixa-lo onde parei pra fazer um "mistério" do que virá.
Espero que gostem e esse capítulo é dedicado a duas pessoas, Joyce (psicótica linda que me ajudou muuuuuuuuuuuito nesse capítulo) e uma leitora nova! Well, Joyce, você sabe de quem estou falando. I'm happy, man!
Enjoy it :D

David queria ir mais fundo, mais longe na investigação e eu iria ajudá-lo.

Dirigi sem pressa até a casa de Ellen Bennet mais uma vez. Muitas perguntas foram deixadas de lado, muitos detalhes foram esquecidos.

Estacionei o veículo do outro lado da calçada, desci do mesmo fechando-o e atravessei a rua com cautela. Já vi muito atropelamentos tanto por desatenção do pedestre quanto pela falta de atenção do motorista.

Abri o portão de ferro pintado de branco e continuei o caminho até a porta de mesma cor que o portãozinho. Apertei a campanhia e esperei, até que a senhora de cabelos brancos como a neve apareceu com um sorriso gentil.

- Olá. A senhora lembra de mim, certo? — Perguntei sorrindo

- Claro. Você é a moça simpática que veio me fazer algumas perguntas no outro dia, a psiquiatra do meu neto.

- Obrigado pelo simpática. A senhora se importaria de responder mais algumas perguntas?

- Claro que não, querida. Entre. — Disse me dando passagem. Adentrei a casa minúscula esperando para acompanhá-la até o próximo cômodo — Aceita um chá? — Disse andando a minha frente até a pequena sala

- Não, obrigado.

- Mas um suco de laranja fresquinho, você aceita, não é?

- Ok, eu aceito. — Respondi sorrindo. Sentei no sofá com estofado florido

A mulher de seus passados sessenta anos seguiu para um corredor estreito e não demorou muito a voltar com dois copos com o líquido laranja sobre uma bandeja. Me entregou um dos copos cumpridos de vidro enquanto colocava a bandeja sobre uma mesinha e se acomodava em uma poltrona bege.

- Como posso ser útil? — Perguntou logo em seguida dando um gole no suco natural

- A senhora se lembra de como estava o comportamento de Tyler alguns dias antes de 19 de Setembro de 2012? Ele estava agressivo com Audrey?

- Não, mas Tyler estava sofrendo muito. — Pausou olhando um porta retrato com uma foto do neto na mesinha ao lado da poltrona, ele estava sorridente, tinha um ar angelical — Ele gostava de um garoto e estava completamente dividido. Me lembro que eles tiveram uma discussão aqui no portão de casa, fiquei observando-os pela janela e acabei por escutar tudo que disseram. Os dois choravam muito.

- Eu te amo. — Disse sem forças

- Se você me ama tanto quanto diz, prove. Faça a sua escolha. Porque eu estou cansada de ser sua segunda opção, e acredito que ele também esteja cansado dessa situação. — Limpou uma lágrima insistente

- Eu.. Eu fiz a minha escolha. E você sabe qual é. — Pausou secando uma lágrima que ainda não tinha caído — Eu sempre vou escolher você, Audrey.

- Só não quero que você se arrependa.

- Não vou.

Os dois se abraçaram e ficaram ali. Tyler, apesar de escolher Audrey, se sentia sufocado. Ele não queria escolher. Amava os dois. — Contou Dona Ellen

- Não houve nenhum estresse?

- Bem, no dia seguinte, eles estavam brigando. Se não brigassem não seriam Tyler Bennet e Audrey Leviscco!

- Qual era o motivo?

- Eu não sei ao exato. Mas quando acordei a casa estava em silêncio, então abri a porta dos fundos e os dois estavam sentados na escada emburrados.

- Talvez uma briga normal de casal.. — Comentei

- Lembro que ao me verem na porta olhando-os, Tyler entrou e Audrey parecia angustiada.

- O Tyler morava com a senhora?

- Não. Ele tem um apartamento não muito longe daqui. Aquela noite pedi para que ficasse aqui, eu não estava me sentindo muito bem.

- A senhora pode me passar o endereço?

- Claro. West 59th Street, o prédio da esquina, apartamento 19.

- Obrigado. — Disse terminando de anotar em um bloquinho

- Posso ajudar em mais alguma coisa?

- Tyler estava alterado no dia do crime? Como estava o comportamento dele?

- Ele parecia tranquilo, calmo. Veio buscar Audrey para saírem a noite..

- E foi aí que tudo aconteceu. — Terminei a frase em voz baixa — Obrigado pelas informações, Dona Ellen. Eu preciso ir. — Disse levantando apressada e colocando o copo de suco intocado de volta na bandeja

- De nada. Mas você nem bebeu seu suco! — Comentou observando o copo cheio

- Tudo bem. Fica para uma próxima. Eu realmente preciso ir. Obrigado mais uma vez. — Peguei minha bolsa e segui a senhora baixinha até a porta da frente

Passei pelo portão, mas me lembrei: Tyler provavelmente tinha amigos. Me virei de volta para a casa avistando a senhora e perguntei:

- Uma última pergunta: Tyler tinha amigos?

- Sim. Um deles mora nessa mesma rua. — Pausou tentando se lembrar dos nomes dos amigos — Tem o Matt que mora na última casa da rua, — Disse apontando para sua direita, no caso, minha esquerda — Freddie e Joyce, moram no mesmo prédio que ele, no apartamento 3.

- Obrigado.

Caminhei até o fim da rua e bati na porta do tal Matt. Um garoto loiro da mesma idade de Tyler com um piercing no lábio inferior abriu a porta.

- Oi. Você deve ser o Matt, certo?

- Certo. E você é..?

- Ah, me desculpe, sou Laura Simons, psiquiatra. Você poderia responder algumas perguntas?

- Sobre?

- Tyler Bennet. Vocês são amigos, não são?

- Eramos.

- Posso entrar?

- Não. — Respondeu rápido

- Você vai responder as minhas perguntas?

- Não. Desculpe, eu.. Desculpe, não posso. — Disse e fechou a porta

Algo estava errado. Ele estava com medo.

Atravessei a rua e entrei no carro. Dei a partida e segui para o endereço do apartamento de Tyler. Ao chegar, apertei o interfone do número do apartamento e uma voz feminina atendeu, era Joyce.

- Pois não?

- Oi, sou Laura Simons, psiquiatra. Eu falo com Joyce?

- Sim.

- Eu poderia fazer umas perguntas?

- Sobre o que?

- Tyler Bennet. Eu fiquei sabendo que..

- Não, eu não posso responder nenhuma pergunta. Eu sinto muito. — Me interrompeu desligando o interfone

Respirei fundo.

Algo estava realmente errado.

Voltei para o carro e rumei direto para a delegacia. Quando cheguei, fui direto para a sala de Devon, bati na parte de vidro da pota e fui atendida depois de segundos.

- Bom dia. — Disse

- Bom dia. — Responderam juntos

- Tenho novas informações. Interessados? — Assentiram e eu continuei — Bem, fui a casa da avó de Tyler mais uma vez, fiz perguntas de como estava o comportamento dele dias antes do crime. Ela me disse que ele estava confuso, porque tinha que fazer a escolha de ficar com Audrey ou com um garoto; ele escolheu Audrey. Os dois tiveram desentendimentos normais de um casal jovem. No dia do crime, ela me disse que ele parecia calmo, tranquilo, nada de suspeito.

- Estava calmo? Ele esquartejou a garota! — Comentou indignado McGray

- Ah, e.. eu consegui o endereço tanto do Tyler quanto dos amigos deles. Mas tem algo errado. Tentei conversar com eles, e todos parecem estar com medo de responder perguntas sobre Tyler.

- Vou provedenciar um mandato de revista para a residência do suspeito e vamos dar um jeito de fazê-los se sentir seguros para falarem o que sabem. — Disse David

Depois dessa conversa fui para casa. E voltei a me encontrar com os dois no dia seguinte na sala de interrogatório com os três "ex-amigos" do jovem Bennet.

- Tyler era estranho. Ele parecia duas pessoas completamente diferentes. — Comentou Joyce, uma jovem de vinte e um anos, cabelos negros e lisos e olhos castanhos

- Vocês sabiam que Tyler é bissexual? — Perguntei

- Sim. — Respondeu Freddie, moreno tanto de pele quanto de cabelo e olhos — Nenhum de nós acha isso errado ou estranho. Só não gostávamos de como Tyler deixava a Audrey como segunda opção.

- O que aconteceu na noite de 19 de Setembro do ano passado? — Perguntou David se ajeitando na cadeira

- Saímos pra beber. Fomos à uma boate, a Naughty Wonderland. Conhece? — Contou Matt e o chefe da polícia forense assentiu

- E o que aconteceu lá? — David continuou perguntado

- Nós três fomos para o bar e perdemos o casal de vista até começar a tocar a música favorita da Audrey e ela puxar Tyler pra dançar. Na verdade, estavam se esfregando. — Comentou Joyce cruzando os braços — Eles estavam quase fazendo um filho!

- Audrey só dançava daquele jeito quando estava bêbada! — Disse Matt

- Na realidade, os dois estavam bêbados. — Completou Freddie

- Depois de dançarem, o que eles fizeram? — Agora foi o delegado que se manifestou

- Vi os dois se pegando em um canto afastado. Depois só vimos Tyler no dia seguinte. — Respondeu Joyce

- E como ele estava? — O delegado Devon McGray fez mais uma pergunta

- Ele estava mal.

- Ok, não há mais nada a perguntar. Obrigado pela colaboração de vocês três e não se preocupem, estarão seguros. — Disse David se levantando da cadeira e guiando os jovens porta a fora

Fui atrás deles.

O próximo a ser interrogado era Tyler.

Dois policiais vinham em direção a sala onde me encontrava na porta com Tyler algemado. Ao passar pelos anteriormente interrogados, Tyler lançou um olhar ameaçador sobre seus antigos amigos seguido de um sorriso cínico.

Pude ver nos rostos de Matt, Freddie e Joyce um medo eminente.

Notas finais
Perguntinha: O que está acontecendo com os meus leitores lindos? Sério! De nove leitores, só recebi dois comentários no último capítulo :( Não quero dar bronca, mas assim eu acho que a fic está ficando uma bosta e fico desanimada! Se não fosse minhas anjinhas Amanda e Joyce, que me ajudam a escrever quando estou sem criatividade, e a Letícia, que sempre está comentando, sei lá o que seria dessa fic. Enfim, desabafei.. espero ter mais reviews nesse capítulo :)
ps: A música favorita da Audrey é "Birthday Cake" da Rihanna ft Chris Brown ;)